V. Délimitation des unités d'analyse par les frontières prosodiques majeures
V.1. Critères pour l’annotation des frontières prosodiques majeures
V.1.1. Protocole d’annotation des frontières
Será difícil não concordar, mas também não ficar perplexo com uma afirmação – que poderíamos antes chamar desabafo – feita por Boavida (2009:131) quando aborda a questão da crise educativa como modelo de ensinar e modelo de aprender: “E mesmo que isso [“as posições e as funções de professores e da própria escola. . .”] corresponda mais a esquemas teóricos e a discursos de modernidade que a práticas de facto inovadoras. . ., a mudança foi profunda, pelo menos em quadros mentais, o que é decisivo na ideia de crise”. A concordân- cia torna-se evidente pelas razões que o autor resume quanto à mentalidade racional moderna, quanto ao aumento da especificação científica e valor da técnica, quanto à perda de importân- cia da relação pedagógica e mesmo quanto ao caráter dessas relações entre os intervenientes na instituição escolar. Mas a perplexidade deriva do reconhecimento da ineficácia das novas alterações ou exigências – sendo a escola essencialmente reformada pelos conteúdos científi- co-técnicos, sem especiais preocupações dos responsáveis pela perda de formação sócio pes- soal. Embora enquadrada numa perspetiva mais epistemológica, em que procuram legitimar o estudo de temas em torno do processo educativo, Boavida e Amado (2006:159) apontam cla- ramente as três dimensões da educação:
. . . as Ciências da Educação estudam a questão do homem do triplo ponto de vista da sua hominização (o tornar-se ser humano), da socialização (o tornar-se membro de uma sociedade e mesmo de várias) e da sua personalização (o tornar-se um ser singular). Es- tá em causa um único e mesmo processo, indissociável no seu desenvolvimento. . .
O primeiro desses autores refere-se claramente a uma dimensão das falhas da educação associando a falta de referência do normativo moral individual ao ideário coletivo:
Os indivíduos têm vindo a ganhar predominância sobre os grupos, . . . embora a pessoa tenha sofrido uma redução ontológica e moral, mediante superficialização, perda de densidade, de que resultou o sujeito ‘débil’, na expressão de Vattimo. . . ou o homem ‘leight’ . . . , enfraquecido por uma instrumentalização, que tem como limite trágico a ‘morte do sujeito’, de que já falava Brum, . . ., e de que Auschwitz terá sido o ponto ex- tremo (Boavida, 2009: 2).
E esse individualismo não representa liberdade pessoal, conforme o pensamento do mesmo autor e Simões (1999, 13): «antes de ser o que poderá ser, a liberdade é o ato que se cumpre segundo uma ideia, é uma inteligência em situação orientada para uma finalidade pessoal e coletiva. E isto tem que ser aprendido e exercitado e equilibrado».
Mas, para além das causas da crise antes apontadas, só a própria massificação escolar associada à ideia de que massificar implicava baixar a qualidade para não criar traumas de elitismo e insucesso, é suficiente para criar um círculo vicioso em que entra o próprio educa- dor: não havendo grande exigência de aprender, não é necessário grande exigência no ensinar;
49 e não havendo grande exigência moral relacional e pessoal, também os educadores se dispen- sam dessa obrigatoriedade. Como consequência, as três dimensões antes referidas – que se resumem ao ‘tornar-se pessoa’ – são descuidadas. Em resultado, não se produz a estruturação que Boavida e Amado (2006:121) referem: “. . . a Educação é, em cada indivíduo, um fator estruturante da natureza afetivo e intelectual, absolutamente determinante e condicionador inevitável de todas as suas interpretações e atitudes…». E se é afetada a interpretação do ser individual, coletivo, histórico, moral, cívico, etc., então também não se atinge o outro grande objetivo da educação a que os mesmos autores aludem logo de imediato: «Outro aspeto … é que estes fatores condicionantes pressupõem e simultaneamente pospõem um modelo huma- no…» (Boavida e Amado (2006:121).
É naturalmente evidente que a diversidade da situação de partida, quer por razões socio- culturais, quer por condicionantes sómato-afetivas, ou mesmo circunstanciais, afeta a constru- ção do próprio modelo de ser homem. Mas, apesar dos paradigmas diferentes que a história nos mostra23, o modo como cada um realiza a hominização e vive a humanidade realizada nas
formas mais estimáveis – e possíveis – em concreto constitui o cerne de ser educado e de ser educador. A esse sentido construtivo e prospetivo se referem os mesmos Boavida e Amado (2006:170):
… o educativo está mais no grau, nas perspetiva, na tonalidade e persistência dos efei- tos (tudo isto bastante imprevisível) do que em resultados previamente determinados ou finalidades da ação; embora não deixe de ser também uma componente objetiva pela determinação social da educação…
Os diversos modelos propostos para esse processo são resumidos em três por Carvalho (1998: 22): os individualistas, os situacionistas e os relacionistas. Para além de os considerar constitutivamente circulares, o autor aponta como falha grave dos primeiros a falta de refe- rência ao papel do grupo sociedade; como falha grave nos segundos a desresponsabilização pessoal pelo processo educativo e até o recurso a um dogmatismo ou simples behaviorismo de aprendizagem; e, nos terceiros, a desvalorização dos conteúdos e da atenção ao meio circun- dante. Para rematar este resumo e chamar a atenção não só para a complexidade do processo mas também para o papel dos intervenientes humanos, o mesmo autor cita Postic (1988):
É talvez na análise das relações reais que se instauram entre as condições sociológicas da instituição educativa e o funcionamento concreto da relação educativa, entre as de- terminações sociais, económicas e culturais das instituições e as intervenções consegui-
23 Maia (2011a: 648-659) fala de herói, santo e sábio como exigências para o professor universitário; mas esses
paradigmas, com especificações diversas, não deixam de ser os mesmos referenciais ideológicos do que é ser boa pessoa ou homem realizado – e são, por isso, exigências colocadas a todos os educadores em qualquer ní- vel de ensino.
50 das ou abortadas dos parceiros, que poderemos discernir a parte de determinismo e a margem de liberdade efetiva (Carvalho, 1998: 25).
É evidente que o efeito da relação pedagógica no processo de ensino, aprendizagem e educação não pode ser dispensado nem sequer descurado. Na verdade, o conteúdo e o modo como o professor/educador tenta transmitir ou despertar saberes e capacidades, a motivação que o professor/educador revela e como contamina os aprendizes/educandos e o modo de ser pessoa como se apresenta atitudinalmente, bem como o ideal de saber e de ser a que o educa- dor apela e que desperta atração nos educandos são demasiado importantes para que não tenha de se aceitar o contributo das diferenças pessoais de educabilidade e de perfectibilidade; mas também de limitação e de apoio – sobretudo humano. Têm, assim, sentido as palavras de Azevedo e Medeiros (2009, 89): «Educar hoje requer acolher cada um no íntimo das suas ansiedades e necessidades». Mas só tomando essas ansiedades e necessidades passíveis de serem construtivamente assumidas, isto é, com sentido de aperfeiçoamento humano. É nesse sentido que vai a observação dos mesmos autores (2009: 91) de que a intervenção educativa não pode desistir do outro como pessoa e não pode permitir a violência e a destruição. E é também por isso que as palavras seguintes nos podem fazer remeter para o dever de ser edu- cado, como resposta à crise educativa:
Indagando um pouco mais sobre a pergunta “Quem é o meu próximo”, surpreendemo- nos com a voz de quem faz a pergunta. Afinal o meu próximo começa em mim24. A ta-
refa educativa tem sido apresentada como a ação de transformar os outros e o mundo25,
mas raramente considerada a tarefa de transformar e desenvolver o eu pessoal que nos habita e que connosco convive na intimidade e autoconhecimento que é possível (Aze- vedo e Medeiros, 2009: 91).
E isto porque o dever de ser educado é, como diz o título da obra de Carvalho (1998), projeto antropológico, isto é, não há uns que têm de ser educados para educar outros que não têm esse dever. Mas assumir o dever de educar outros é, de facto, tarefa social e institucio- nalmente reconhecida e que produz responsabilidade acrescida na hominização pessoal do educador. De qualquer modo, essa responsabilidade não pode ser passada para o abstrato ‘so- ciedade’ ou ‘cidade’ Tornou-se vulgar falar de ‘cidade educativa’. A cidade, fruto de leis nem sempre justas, de decisões políticas nem sempre acertadas e de instituições e lugares nem sempre eticamente ponderados, não é de si educativa – embora seja informativa e reguladora de um modo de ser –, a não ser que estivéssemos a falar da tradicional sociedade educativa
24 Teria sentido se expressasse a opinião de Fernando Savater na obra A Ética como Amor Próprio, isto é, se
afirmasse a necessidade de ter consciência de si e desenvolver-se para servir os outros. Não terá sentido como absolutização do eu subjetivo pós-moderno.
25 Não parece que a educação se refira à transformação do mundo: o homem bem educado é que pode tornar o
51 arcaica em que todos os ‘idóneos’ tinham legitimidade de educar todos os mais novos ou os que davam sinal de o não serem. Mas, mesmo assim, nem todos os modos de ser têm o mes- mo valor ético e formativo da hominização – e daí que o acrescento de exigência ética de dig- nificação do ser homem se constitua como imperativo ou condição de ser homem, na indivi- dualidade e na coletividade. É por isso que, se aumenta a autonomia arbitrária de alguns dos habitantes dessa ‘cidade’, não aumenta na mesma proporção a responsabilidade solidária so- bre os mais desprotegidos. Por outro lado, o homem cumpridor de todas as normas da ‘cida- de’ não corresponderia necessariamente a uma pessoa eticamente boa; e mais: «. . . não há uma Educação em abstrato; o que de facto há, sempre, é uma história pessoal, é um processo individual de transformação do indivíduo em pessoa…» (Boavida e Amado, 2006, 152).
O dever de ser educado é, portanto, condição constituinte do ser pessoa, ou do ser ho- mem, e implica desenvolver qualidades estimáveis que possam ser passadas – com métodos diferentes, conforme a história da pedagogia bem acentua – a outros homens. Que aos que assumem profissionalmente a tarefa de estimular nos outros essas qualidades estimáveis assis- te um responsabilidade maior, não há dúvida. É mesmo nessa dimensão que Alte da Veiga (Maia, 2011: 205) assenta a fundamentação ético-ôntica da legitimidade da educação: possuir qualidades estimáveis que possam ser úteis aos outros. Claro que a legitimidade funcional pode ser uma dessas qualidades estimáveis; já a legitimidade administrativa não garante a legitimidade educativa, a não ser em termos legais.
Não deixa de ser dedutível daqui que todo o líder escolar, sobretudo se se considera ca- paz de ser promotor da perfectibilidade dos outros (turma, grupo disciplinar ou escola), tem o dever acrescido de dar razão à já citada proposta sobre a questão “quem é o meu próximo?”: começa por ele (líder) o dever de aperfeiçoar-se para que, operacionalmente, motivacional- mente – ou simplesmente com autoridade –, produza na instituição e em cada um dos seus elementos o efeito desejado de melhores ensinantes, melhores aprendizes e melhores pessoas. Sabendo que nem na arte, nem no direito, nem na moral a responsabilização é coletiva, tam- bém a ‘cidade educativa’ de que a UNESCO fala e que já mereceu muitas referências só o pode ser através da educação de cada cidadão que a habita e que, por ser pessoa, tende a edu- car ou a transmitir aos outros o que considera o melhor ideal e a melhor forma de ser homem.
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Capítulo III
Ética e pessoa
Não ficariam mal no início deste capítulo – em que se pretende expor alguns elementos que devam ser incluídos no atributo de ‘humano’ dado a qualquer homem – as palavras de Savater (2006: 29): «É curioso este uso do adjetivo ‘humano’ que transforma num adjetivo o que diríamos que é um inevitável ponto de partida. Nascemos humanos, mas isso não basta: temos também de chegar a sê-lo». Desta afirmação, que todos os autores fazem derivar da frase de Píndaro “transforma-te naquilo que és”, resultam pelo menos duas consequências teóricas. Seguindo a opinião de Graham Greene, Savater aceita a proposição explícita de que “ser humano” é também um dever; e que é necessário fazer opções; e que nem todas as op- ções têm o mesmo valor para a consecução desse objetivo.
Esta pequena introdução tão profunda do ponto de vista do ‘ser humano’ – e, conse- quentemente do papel da educação para tal objetivo – merece também dois comentários no imediato: o primeiro está bem explícito no pensamento do autor em causa e diz que esse dever não se realiza como um instinto ou necessidade no sentido da fatalidade que condiciona o comportamento dos outros animais, mesmo dos símios. Mas o segundo comentário interessa- nos de modo mais especial: é que as opções a fazer pelo homem, isto é, o cumprimento desse dever de ser humano, não podem não ser tomadas, a não ser que abdiquemos da nossa huma- nidade. E este comentário, se pressupõe, como foi dito, que nem todas as opções têm o mes- mo valor, pressupõe também, e de modo mais radical, que esse objetivo nunca será totalmente alcançado, mas que é indispensável ser reconhecido a cada momento do ser homem. Pode-se nunca chegar a ser homem na plenitude do ideal de Píndaro; mas cada homem, para o ser ou ser chamado de educado, tem de apresentar pelo menos essa disposição de melhorar o que é em cada momento. E isso é inevitável e imprescindível: primeiro, porque as condições de partida não são as mesmas para todos; segundo, porque há uma diferença entre simplesmente optar ou optar pelo melhor; terceiro, porque o ser homem é um ser social lúcido (capaz de distinguir qualidades positivas e negativas e prever consequências) e responsável (capaz de agir em conformidade, segundo o possível); e quarto, porque, como diz Savater, o ser humano tem a capacidade de imitar os outros, mas, mais ainda, de aumentar a sua humanidade por deliberação e com a cumplicidade dos outros humanos. O ‘ser humano’ implica, portanto, a abertura à possibilidade – o que não impede que tenhamos de demonstrar em cada momento
54 do processo ‘humanização’ as qualidades que são inerentes a essa fase de desenvolvimento. E nessa passagem do que se é ao que se pode ser é que se coloca a grande diferença entre ser humano ou não ser: os humanos têm a capacidade de « . . . constatação da ignorância» (Sava- ter, 2006: 33) enquanto os outros animais aprendem simplesmente por imitação. E porque importa rentabilizar o que os humanos sabem ao serviço dos outros aparecem os processos educativos formais.
Não parece, no entanto, ser suficiente a organização pedagógica do saber para que cada membro da sociedade progrida humanamente: ultrapassando um pouco a citação de John Pas- smore26 (Savater, 2006: 35) e recordando os meios educativos hegelianos27, poderíamos dizer que a educação humana se faz juntando essa resposta à ignorância com o amor; e que também a natureza educativa do homem implica ultrapassar não só os modelos sociais existentes mas também estender a superação da ignorância ao domínio moral e ético. Essa dimensão educati- va do homem não é, portanto, uma simples opção – que distingue o homem da estrutura pré- determinada dos outros animais – mas é uma necessidade indeterminada – apesar de social- mente ter de ser reconhecida e nela estar enquadrada. A dimensão educativa pressupõe não só o que Savater (2006: 36) designa de neotenia – que ela aceita da antropologia – ou “plastici- dade e disponibilidade juvenil” para mudar e aprender ou a educabilidade – que ele diz ser linguagem dos pedagogos e que será mais dos filósofos da educação. A dimensão educativa implicará que cada um assuma o dever de se aperfeiçoar no contexto em que vive e para além desse contexto. No entanto este ‘para além’ tem de ser reconhecido como meritório de consi- deração não só para vir a ser imitado mas desejado – e assim, se tornar em novo paradigma de ser homem ou de ser educado. E será aqui que os conteúdos educativos adquirem uma função formativa e não meramente de saber ou ritual: eles induzirão nos educandos a capacidade e necessidade de autonomia axiológica e nos educadores a necessidade de ultrapassar os seus limites para que eles também sejam cada vez mais capazes de realizar a dimensão performati- va humana, propondo-se ao melhor experienciando neles próprios essa melhoria e tornando-se modelos apreciáveis de ser seguidos – fundamento da autoridade educativa.
De modo que o processo de autonomia do educando ou de libertação tem como sentido último a constituição do homem livre, isto é, daquela pessoa que desenvolveu a capacidade de
26 O texto de Passmore, tirado de Filosofia do Ensino, é este: «O facto de todos os seres humanos ensinarem é,
em muitos sentidos, o seu aspeto mais importante: é por isso que, ao contrário do que se passa com outros membros do reino animal, podem transmitir as características adquiridas. Se renunciassem ao ensino e se con- tentassem com o amor, perderiam o seu traço distintivo». É evidente que há aqui uma confusão entre divisão psicológica e neurológica; e o conceito de amor não é o usado neste trabalho – como construção consciente de condições para a realização do outro.
55 procurar aperfeiçoar-se mesmo num meio adverso; e com isso se torna educativa dando con- teúdo profundo ao otimismo pedagógico atribuído a Rousseau sobre a bondade original do homem ou ao otimismo moral de Aristóteles que acreditava na expansão ‘automática ‘ do bem.
É evidente que todo este processo é facilitado pela disposição do educando recebida num contexto social e pela ‘habilidade’ do educador no estímulo que produz nesse educando. Savater reconhece esta dimensão social ao afirmar: «. . . o que é próprio do homem não é tan- to o simples aprender como o aprender com outros homens, ser ensinado por eles» (Saveter, 2006: 37). Mas ser educado é mais que ser culto. E, por isso, o mesmo autor (2006:40) afirma quase de seguida: «a principal rubrica que os homens ensinam uns aos outros é em que con- siste ser homem . . .’»; isso mesmo que ele reconhece ao citar Delval: «uma reflexão sobre os fins da educação é uma reflexão sobre o destino do homem, sobre o lugar que ocupa na natu- reza, sobre as relações entre os seres humanos» (Savater, 2006: 51). E se considerarmos que a melhor das relações é a que estimula, pelo exemplo e pela convicção, o aumento das qualida- des do ser homem, teremos determinado o peso da tarefa dos que, para além de homens, têm a função de fazer desse estímulo ‘profissão’: os educadores ou professores, os diretores de tur- ma, os diretores das escolas28. De uma forma muito poética – o que não significa menos ver- dadeira – Savater (2006:70) vai dizer que a função educativa da família é importantíssima, mas que para tal é preciso que ‘alguém se resigne a ser adulto’. O pai e a mãe não são meros amigos. Esta atitude não favorece a formação da consciência moral dos filhos. Esta observa- ção, junto à anterior, leva-nos a prever a dificuldade que teremos em colocar num patamar correto o papel dos líderes escolares quando tivermos de caracterizar e de optar por um mode- lo ‘democrático’ ou ‘autoritário’. Mas deixa-nos desde já um alerta para a componente ética dessa função de liderança