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Une analyse critique des propositions de la nouvelle économie des ressources pour l’allocation des ressources en eauressources pour l’allocation des ressources en eau

des ressources en eau souterraine

3. L A MISE EN PLACE D ’ UN MARCHE DE L ’ EAU : UNE ETUDE CRITIQUE DES FONDEMENTS THEORIQUES

3.1. Les conditions de mise en place d’un marché sur les ressources en eau

3.2.2. Une analyse critique des propositions de la nouvelle économie des ressources pour l’allocation des ressources en eauressources pour l’allocation des ressources en eau

A penetração na célula de uma lipoproteína inteira induz um influxo de colesterol livre e esterificado, podendo efectuar-se por pinocitose ou por ligação a receptores de elevada ou baixa afinidade, seguida de endocitose (Mathé e Lutton, 1984) (Figura 5).

A pinocitose retira as lipoproteínas do plasma a uma taxa que depende da sua concentração nesse meio e o influxo de colesterol assim obtido é proporcional à sua concentração plasmática (Silverstein et al., 1977). No entanto, a sua contribuição para a captação intracelular total de lipoproteínas in vivo, é modesta (Davies e Ross, 1980).

Figura 5. Mecanismos de captação de lipoproteínas inteiras (Adaptado de Acton et al., 1999).

Um outro mecanismo de captação de lipoproteínas implica a sua ligação a receptores celulares transmembranares saturáveis e a sua internalização, facto confirmado in vitro (Floren e Nilsson, 1977; Bachorik et al., 1982) e in vivo (Floren et al., 1977; Mahley e Innerarity, 1983). Dos vários receptores de elevada afinidade descobertos até hoje, o mais estudado foi o ubíquo receptor de apo B/E ou de LDL (Goldstein e Brown, 1974). Esta glicoproteína medeia as principais etapas de captação e degradação de uma lipoproteína inteira por endocitose de forma semelhante em humanos e suínos (Bachorik et al., 1976; Weinstein et al., 1976). No caso particular das LDL, a sua captação depende do reconhecimento da apo B (Goldstein e Brown, 1977), mais propriamente do domínio N-terminal da sua cadeia peptídica, contendo arginina e cisteína positivamente carregadas (Mahley et al., 1981). No entanto, todas as lipoproteínas contendo apo B ou apo E (as LDL, HDL, HDLc ricas em apo E, mas também remanescentes de quilomicrons,

de VLDL e VLDL ricas em triacilgliceróis) podem ligar-se a estes receptores dependentes do Ca2+, localizados em regiões específicas da membrana celular ricas na proteína

clatrina (“clathrin coated regions”). Estas regiões formam então depressões (“clathrin coated pits”) e originam endossomas que migram pelo citosol (Goldstein et al., 1979; Mahley et al., 1981). Os endossomas transportam o colesterol livre e a esfingomielina lipoproteica directamente ao RE e o remanescente da lipoproteína até aos lisossomas (Fielding e Fielding, 2001), onde o conteúdo proteico da lipoproteína é rapidamente hidrolisado. A lipase ácida lisossomal hidrolisa o colesterol esterificado e o colesterol livre

resultante, ao ser transportado para a membrana celular e para o RE, induz três respostas moduladoras da homeostase celular do colesterol: i) o aumento da actividade da ACAT, facilitando a reesterificação do colesterol livre e a sua acumulação em vesículas de armazenamento; ii) a diminuição da actividade da 3-hidroxi-3-metilglutaril coenzima A (HMG CoA) reductase, e iii) a diminuição da síntese de receptores de LDL, reduzindo a entrada ulterior de colesterol por esta via (Brown e Goldstein, 1976; Mahley e Innerarity, 1983). Por outro lado, quando cultivadas em soro desprovido de lipoproteínas, fibroblastos humanos (Goldstein e Brown, 1974), células musculares lisas da aorta (Weinstein et al., 1976) e hepatócitos (Bachorik et al., 1982) de suíno vêm a sua concentração em colesterol diminuir e a actividade da HMG CoA reductase aumentar, bem como o número de receptores de LDL. Estes factos apontam para a existência de um controlo da síntese destes receptores pela entrada de colesterol na célula. Este controlo dá-se via activação dos factores de transcrição SREBP, os quais induzem a transcrição nuclear dos genes dos receptores de LDL, entre outros (Brown e Goldstein 1999) (ver 3.4.1.4.). O número destes receptores de LDL difere consoante o tipo celular, sendo geralmente elevado no fígado, supra-renais e ovários de animais adultos ingerido regimes isentos de colesterol (Dietschy et al., 1993). Em suínos em crescimento Large White x Landrace, Shutler (1988) detectou actividades elevadas de ligação das [125I]LDL

no fígado, menos importantes no estômago, duodeno, rins, baço, testículos e nódulos linfáticos, e fracas no miocárdio, aorta, músculo esquelético, tecido adiposo e pâncreas. A remoção de 70 a 80% do colesterol das LDL do plasma é assim imputada aos receptores de LDL hepáticos (Bachorik et al., 1985; Dietschy et al., 1993).

Um outro tipo de receptores saturáveis dependentes do Ca2+, os LRP, captam as

lipoproteínas através do reconhecimento de uma região específica da cadeia peptídica da sua apo E, que contém resíduos positivamente carregados de arginina e lisina, internalizando e metabolizando-as pela acção de endossomas e lisossomas (Havel et al., 1980; Mahley et al., 1981). O fígado contém receptores LRP e de LDL, mas a rápida metabolização dos remanescentes de quilomicrons é efectuada por intermédio da primeira classe de receptores, como já foi demonstrado no rato (Windler et al., 1980a), no Homem, no suíno e no cão (Mahley et al., 1981). Contrariamente aos receptores de LDL, cujo elevado número no animal jovem diminui com a idade ou varia em função de factores fisiológicos e nutritivos (jejum e ingestão de colesterol ou de colestiramina), o número de receptores LRP e a sua actividade parecem permanecer relativamente constantes e independentes de tais variações (Mahley et al., 1981; Kovanen et al., 1981).

A ligação de partículas de HDL ou das suas apoproteínas a locais específicos das membranas celulares, nomeadamente de hepatócitos, seguida da sua internalização e metabolização (Bachorik et al., 1985; de Crom et al., 1992), tem sido verificada

experimentalmente. No entanto, ainda não se identificaram os mecanismos através dos quais se dá a captação das HDL, ricas em apo AI, nem se confirmou a existência de

receptores específicos de HDL ou de apo A (Acton et al., 1999; Martinez et al., 2000). Dois dos candidatos a receptores de HDL são as glicoproteínas transmembranares HB1 e

HB2 (“HDL-binding proteins 1 and 2”) (Matsumoto et al., 1997). Esta última expressa-se

em níveis elevados no intestino delgado, fígado, pulmões, cérebro e próstata (Acton et al., 1999). Quando se transfere o seu DNA clonado para células em cultura, a expressão da HB2 leva a um aumento da captação celular de HDL. A síntese de HB2, inversamente

correlacionada com o conteúdo celular em colesterol, sugere uma coordenação directa ou indirecta com o metabolismo do colesterol (Matsumoto et al., 1997). A importância deste tipo de receptores parece no entanto ser secundária em relação à captação selectiva de colesterol pelas SR-BI (Acton et al., 1999).

Actualmente reconhece-se uma outra classe de receptores de lipoproteínas, constituída por receptores de baixa afinidade. Estes estão presentes, por exemplo, nas membranas de macrófagos, dos linfócitos, dos fibroblastos e das células musculares lisas (Fielding e Fielding, 1982). Sendo muito semelhantes aos receptores de LDL, saturando com 4 vezes mais LDL que HDLc e exigindo a presença de Ca2+ para a captação das

lipoproteínas, estes receptores diferem dos de LDL pela sua especificidade de captação alargada a várias moléculas além das lipoproteínas. Por fim, e ao contrário do que acontece no caso da intervenção dos receptores de alta afinidade, o colesterol captado pelos receptores de baixa afinidade parece não ter os mesmos efeitos ao nível do seu metabolismo celular (biossíntese e esterificação) (Attie et al., 1982). No entanto, a sua contribuição para equilibrar o efluxo de colesterol in vivo parece não ser desprezível, pelo menos ao nível dos fibroblastos e das células vasculares (Mathé e Lutton, 1984).

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