CHAPITRE 6 OPÉRATEUR DE PROJECTION
6.2 Présentation de l’opérateur de projection
6.3.2 Proposition de l’algorithme d’optimisation
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6. Conclusões
O processamento e interpretação de dados gravimétricos e aeromagnéticos permitiram identificar evidências da evolução geotectônica na porção emersa da Bacia Potiguar. Padrões anômalos e lineamentos geofísicos levaram a associação dos estilos estruturais não só com os esforços tectônicos decorrentes da fragmentação do Gondwana na Margem Leste, mas também com os eventos tectônicos ocorridos na Margem Equatorial.
As assinaturas gravimétricas e magnéticas da bacia revelam que suas anomalias estão associadas a estruturas profundas a intermediárias na crosta continental, e seguem um padrão herdado de estruturas brasilianas. Esse padrão estrutural, preferencialmente NE-SW, é observado não apenas nas regiões adjacentes a bacia, mas ocorrem também abaixo dos espessos pacotes sedimentares e controlam fortemente a estruturação interna do Rifte Potiguar.
A aplicação de técnicas de realce de anomalias auxiliou no mapeamento estrutural da bacia. Os mapas resultantes revelam a presença do exame de diques Rio Ceará-Mirim sotoposto aos pacotes sedimentares. A Gravimetria forneceu uma ótima resposta no mapeamento na região do Rifte Potiguar, evidenciando os
grábens e horsts do rifte, orientados segundo uma direção NE-SW. Assim como, a
Magnetometria mostra uma clara predominância de uma estruturação NE-SW para toda a bacia, fornecendo evidências que corroboram com hipóteses anteriormente estabelecidas, de que durante o estabelecimento da Bacia Potiguar houve um aproveitamento de estruturas pré-cambrianas. No interior da bacia, deformações NW-SE, reveladas pelo mapeamento magnético, contribuem com a hipótese de propagação dos esforços da Margem Equatorial no interior do continente, como o
trend estrutural NW-SE, truncando o fabric do embasamento na borda sul do rifte.
Tais estruturas NW-SE afetam também os diques de diabásio Rio Ceará-Mirim, assim como podem ter provocado uma movimentação transcorrente para NE da Zona de Cisalhamento Portalegre em relação ao Sistema de Falhas de Carnaubais. Estas evidências cinemáticas revelam que os esforços decorrentes da quebra do Gondwana na Margem Equatorial se propagaram para o interior do continente, sendo registrado na Bacia Potiguar como deformações NW-SE decorrentes de reativações de extensas falhas (Falha de Apodi e as falhas de transferência no interior do rifte), além de novos fraturamentos, mapeados ao sul da bacia.
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