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Conforme as cargas tornam-se mais pesadas e mais difíceis de serem manuseadas, é preciso encontrar novas soluções capazes de atender à necessidade, suportando esses esforços. Os sistemas mecanizados envolvem uma grande diversidade de equipamentos para movimentação. (BALLOU, 1993)

Os equipamentos motorizados destinados a movimentação de cargas de um local a outro, desempenham essa atividade de modo mais ágil e seguro que os equipamentos manuais. Portanto, são ótimas opções que visam o ganho em produtividade e colaboram positivamente com a remoção de pessoas de trabalhos não ergonômicos. Alguns exemplos de equipamentos desta classe, que auxiliam na movimentação de cargas podem ser visualizados na Figura 15, sendo:

a) Guindastes; b) Guinchos;

c) Esteiras Transportadoras; d) Empilhadeiras.

Figura 15 - Equipamentos de Movimentação Mecanizada

Fonte: Autor (2019)

BALLOU (2001), afirma que a movimentação mecanizada de materiais pode ser mais veloz e a produtividade (horas/homem) obtida pode ser aumentada. O equipamento mais utilizado para este propósito é a empilhadeira, a qual proporciona uma logística eficiente, aliada a segurança e produtividade. Dentre os equipamentos de movimentação de cargas apresentados, no desenvolvimento do presente estudo de caso será utilizado uma empilhadeira para a comparação de processos.

2.6.4.3. Empilhadeiras

As empilhadeiras são veículos destinados ao transporte e movimentação de materiais, sendo providos de garfos ou outro dispositivo destinado a sustentação da carga. Possui o apoio de carga fora da sua área base. A empilhadeira foi projetada de modo a permitir movimentações horizontais e verticais de capacidades que podem variar entre 800Kg e 52.000 Kg. (MILAN, 2011)

Existem diferentes modelos de empilhadeiras no mercado, voltados para os mais variados tipos de movimentações. Alguns dos modelos de empilhadeiras existentes podem ser observados na Figura 16.

Figura 16 - Diversos modelos de empilhadeiras

Fonte: Cam System Empilhadeiras (2019)

A classificação das empilhadeiras pode variar de acordo com algumas particularidades. Essas variações podem ser quanto á: tipo de combustível (diesel, elétricas, GLP), posição do operador (sentado ou em pé), tipo de transmissão (cambiada ou automática), tipo de pneu (superelástico ou pneumático com câmera), tipo de mastro (duplex, tríplex) e acessórios. (RAMEP EQUIPAMENTOS, 2019)

Normalmente as empilhadeiras contam com um par de garfos simples em aço. Esse tipo de acessório facilita a movimentação de cargas e paletes, agilizando os processos de carga e descarga. Os garfos simples não possuem partes móveis e nem componentes hidráulicos, e os ajustes de posição são realizados de forma manual. Na Figura 17 pode ser visualizado um modelo de garfo comumente utilizado em empilhadeiras (a), e onde ele vai aplicado no equipamento (b).

Figura 17 - Modelo de garfos simples e aplicação no equipamento

Os principais componentes de uma empilhadeira, podem ser visualizados na Figura 18, sendo:

1- Polia ou correia;

2- Mastro ou torre de elevação; 3- Correia de elevação;

4- Alavanca de controle do mastro; 5- Sistema hidráulico; 6- Plataforma de carregamento; 7- Garfo ou forquilha; 8- Chassi; 9- Compartimento motor; 10- Teto da cabine.

Figura 18- Componentes de uma empilhadeira

Fonte: Dutra Máquinas (2015)

O princípio de funcionamento de uma empilhadeira é semelhante ao de uma gangorra. Assim sendo, a carga colocada nos garfos é equilibrada por um contrapeso com peso igual ao da carga colocada no outro extremo, desde que o ponto de equilíbrio esteja no meio da gangorra, como pode ser visualizado na Figura 19. (WELSEG, 2019)

Figura 19- Equilíbrio da empilhadeira

Fonte: Welseg (2019)

O equilíbrio de uma gangorra é influenciado pelos pesos utilizados em seus extremos e pelas distâncias desses em relação ao centro de apoio ou ponto de equilíbrio. Para que haja estabilidade, qualquer equipamento necessita ter uma base de apoio. (WELSEG, 2019)

Na empilhadeira, a base é feita em três pontos, dois deles localizam-se na parte frontal do equipamento, sendo nas rodas de tração. O terceiro ponto é o de união entre o chassi e o eixo de direção, que é composto por um pino montado no meio do eixo de direção e fixado ao chassi. Esse triângulo de estabilidade é ilustrado na Figura 20.

Figura 20- Triângulo de estabilidade

3. MATERIAIS E MÉTODOS

Nesta seção é apresentado a descrição dos procedimentos metodológicos e técnicas utilizadas para alcançar os objetivos inicialmente propostos.

3.1. CARACTERÍSTICAS DA PESQUISA

Para o desenvolvimento deste trabalho, é fundamental estabelecer parâmetros que definam uma linha de pesquisa. Com isso, deseja-se posteriormente explorar os resultados obtidos no decorrer do estudo.

De acordo com Gil (2010), a pesquisa é classificada como um processo racional e sistemático, que visa encontrar respostas e soluções ao problema apresentado. Conforme Silva e Menezes (2005), as pesquisas podem ser classificadas quanto á: natureza de pesquisa, forma de abordagem do problema, objetivos e quanto aos procedimentos técnicos adotados. Nesse contexto, é possível definir a pesquisa do presente trabalho como sendo de abordagem qualitativa, natureza aplicada, e objetivo exploratório, utilizando como procedimentos técnicos a pesquisa bibliográfica e o estudo de caso.

A pesquisa classifica-se como de natureza aplicada, pois tem como objetivo adquirir conhecimentos para aplicar em uma situação real. Com relação a maneira de abordar o problema, classifica-se como abordagem qualitativa. Essa abordagem analisa e esclarece comportamentos, hábitos, atitudes, etc. (MACONI E LAKATOS, 2009)

O objetivo da pesquisa consiste em exploratório. O objetivo exploratório é qualificado pela abrangência, sendo submetido a pesquisa bibliográfica, análises e entrevistas com o público alvo conhecedor, a fim de obter melhor compreensão do assunto. (GIL, 2010)

Com relação aos procedimentos técnicos, utilizou-se pesquisa bibliográfica e estudo de caso. Pesquisa bibliográfica refere-se ao “levantamento de toda a bibliografia já publicada em forma de livros, revistas, publicações avulsas e imprensa escrita. Sua finalidade é colocar o pesquisador em contato direto com tudo aquilo que foi escrito sobre determinado assunto [...] (MARCONI; LAKATOS, 2011, p. 43- 44). Já o método estudo de caso, de acordo com Gil (2002) “consiste no estudo

profundo e exaustivo de um ou poucos objetos, de maneira que permita seu amplo e detalhado conhecimento.” Na visão de Yin (2005), o uso do estudo de caso é apropriado quando se deseja investigar o “como” e o “porquê” de uma série de eventos contemporâneos.

Sendo assim, o estudo de caso possibilita a análise aperfeiçoada do objeto de estudo, que neste trabalho é a utilização de uma empilhadeira para facilitar processos logísticos em uma propriedade rural. A classificação geral da presente pesquisa pode ser visualizada na figura 21.

Figura 21 - Classificação da pesquisa

Fonte: Autor (2019)

Na figura 22, é possível visualizar as etapas seguidas para a elaboração do trabalho, bem como os meios utilizados em cada uma delas.

Figura 22 - Etapas da pesquisa

3.2. COLETA DE DADOS

No que refere-se a coleta de dados Gil (2002), acredita que esse meio de análise pode ser realizado por meio de observações, depoimentos, entrevistas, análise de documentos e análise de elementos físicos. Andrade (2010, p. 137) afirma que “a coleta de dados constitui uma etapa importantíssima da pesquisa de campo, mas não deve ser confundida com a pesquisa propriamente dita.” O autor ainda acrescenta que os dados coletados são posteriormente elaborados, analisados e interpretados.

Para o presente trabalho, inicialmente a coleta de dados ocorreu através de entrevistas com as pessoas envolvidas no processo produtivo analisado, ou seja, pessoas que dominam o assunto. O roteiro de perguntas seguido encontra-se disponível no “Apêndice A” desse trabalho.

De acordo com Laville e Dionne (1999), um dos tipos de entrevistas mais utilizadas é a semiestruturada. Esse tipo, segue um roteiro pré-estabelecido mas também permite que o entrevistador inclua no decorrer novas questões que não foram planejadas no início. Foi esse o tipo de entrevista adotada para coletar dados para esse trabalho. Outra forma de coleta de dados aplicada, consiste em observações participante, onde o observador se juntou ao grupo composto por funcionários para analisar o processo.

3.3. RESULTADOS E DISCUSSÕES

No entendimento de Martins (2006, p. 87): “A análise de um Estudo de caso deve deixar claro que todas as evidências relevantes foram abordadas e deram sustentação às proposições que parametrizaram toda a investigação”. Os dados coletados na propriedade foram analisados e interpretados baseando-se nas informações obtidas com a pesquisa bibliográfica. Após essa análise os resultados obtidos são apresentados em tabela, gráfico e tópicos com informações.

4. ESTUDO DE CASO

Para a realização deste estudo a coleta de dados ocorreu no dia 02 de maio 2019 em uma propriedade rural do município de Panambi-RS. A propriedade analisada desempenha suas atividades voltadas ao cultivo e comercialização de grãos.

Os grãos comercializados geralmente são destinados ao trato de animais, e em alguns casos para plantio, fazendo a forração da lavoura no período do inverno. Com base na comercialização de grãos, a propriedade busca meios para agilizar o processo de carregamento de caminhões e atender os requisitos de segurança impostos pelas normas regulamentadoras, removendo pessoas de trabalhos repetitivos e não ergonômicos.

Na ocasião foi observado e cronometrado os tempos de operação que os colaboradores levam para carregar um caminhão com sacas de sementes de aveia sem o equipamento, e após a empilhadeira é colocada em operação para fins comparativos. Os resultados obtidos são apresentados em tabela, gráfico e tópicos.

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