5.5 Thermodynamics and turbulence of the WNM
5.5.2 Properties of the turbulent cascade
educação integral e do componente Metodologia do Estudo vigente no estado do Amazonas, definindo estratégias para a reelaboração desses documentos.
Esses estudos devem ocorrer no período de três meses, sendo que no primeiro mês haverá um encontro semanal para a realização das leituras. No segundo mês, a equipe deve reler as propostas de Educação Integral e do componente Metodologia do estudo em quatro encontros e, por fim, no terceiro mês, em quatro encontros, deve-se avaliar as referidas propostas, definindo as estratégias para a reelaboração desses documentos.
As leituras propostas para nortearem as discussões são: Escolas de Educação Integral: uma ideia forte, uma experiência frágil, de Cavaliere (2002a); Tempo de escola e qualidade na educação pública, de Cavaliere (2007); Caminhos da educação integral no Brasil, do Ministério da Educação (BRASIL, 2011), Interdisciplinaridade – transdisciplinaridade: visões culturais e epistemológicas, de Fazenda (2013); e O currículo: uma reflexão sobre a prática, de Sacristán (2000).
3.2.2 Estratégias de estudo sobre a concepção de educação integral, currículo e interdisciplinaridade
Durante as análises dos dados, perceberam-se, significativas divergências a respeito do conceito de educação integral e da organização de um currículo voltado para a prática interdisciplinar. Diante disso, a segunda ação proposta consiste no estudo da concepção de educação integral por parte dos professores e da equipe pedagógica das escolas, no intuito de ampliar o conhecimento acerca do documento norteador do projeto e da forma como esse modelo de educação é proposto, e partir de leituras possam discutir essa temática com propriedade, bem como aprimorar o
conhecimento acerca do conceito de interdisciplinaridade com a finalidade de levar os atores a melhoria de sua prática pedagógica, possibilitando a construção do conhecimento em uma perspectiva interdisciplinar.
Para essa ação, foi proposta a realização de formação continuada com toda a equipe pedagógica da escola e os professores que ministram o componente Metodologia do Estudo, no qual acontecerá, durante todo o ano letivo, no próprio ambiente das escolas de educação integral, no horário de HTP dos professores. O intuito dessa ação é fazer com que a escola esteja continuamente pensando e repensando sua prática de educação integral, assim, o objetivo de propor uma formação continuada/permanente e mais particularizada está em possibilitar maior aproveitamento desses momentos, tendo em vista que um número reduzido de professores permite maior interação e proximidade nos debates, essa alternativa, de formação in loco, constitui-se como uma excelente oportunidade para que os profissionais que atuem dentro da mesma unidade possam trocar experiências e, por meio dos estudos realizados, estipulem metas, objetivos e ações para a melhoria da qualidade da educação oferecida. As atividades de estudo serão coordenadas pela equipe de formadores do CEPAN, que é o órgão da secretária de educação, responsável pelos cursos de capacitação e de formação continuada, que previamente organizará material (slide, vídeos, etc.) para subsidiar o estudo, e selecionará as sugestões de leituras para esses momentos.
A formação continuada é uma ação que perpassará todas as outras ações propostas no PAE, e deverá ser desenvolvida, seguindo algumas fases: na primeira fase, será destinada aos momentos de estudo propostos para acontecer nos horários de HTP dos professores de Metodologia do Estudo, mas tendo em vista que esse horário é utilizado para atividades (correção de atividades, pesquisa, etc.), propomos apenas dois encontros a cada mês.
O primeiro encontro deverá acontecer no início do ano letivo com o intuito de elaborar um cronograma de encontros para a apresentação do plano de formação a ser desenvolvido, durante os demais encontros. Tal plano deverá ser estruturado de modo a fazer com que os temas tratados obedeçam a uma sequência lógica e as estratégias formativas levem ao aprofundamento do conhecimento sobre a educação integral e os conceitos de currículo e interdisciplinaridade. Os encontros terão duração de uma hora cada, para a apropriação das leituras e discussão das principais reflexões, acerca da temática.
As leituras propostas para nortearem as discussões são: Escolas de Educação Integral: uma ideia forte, uma experiência frágil, de Cavaliere (2002a); Tempo de escola e qualidade na educação pública, de Cavaliere (2007); Caminhos da educação integral no Brasil, do Ministério da Educação (BRASIL, 2011), Interdisciplinaridade – transdisciplinaridade: visões culturais e epistemológicas, de Fazenda (2013); e O currículo: uma reflexão sobre a prática, de Sacristán (2000).
Na segunda fase dessa ação, a escola organizará grupos de estudos. No cronograma elaborado coletivamente, ela indicará as datas em que ocorrerão os dois encontros por mês. No primeiro encontro de cada mês, quem conduzirá as discussões será a própria equipe da instituição escolar que, ancorado nos postulados dos teóricos, promoverá estudos, acerca dos contextos, que envolvem a política da educação integral, da apropriação dos conceitos sobre o currículo, voltado para a organização do tempo e dos espaços, e da interdisciplinaridade, enquanto prática pedagógica, levantando situações relacionadas ao cotidiano e a realidade da escola. No outro encontro do mês, a equipe do CEPAN trará indicações de outras leituras que auxiliem no processo de discussão e reflexão, motivando pesquisas, planejamentos e fará a sistematização das discussões feitas pelos professores. Nesse encontro será feita a avaliação e os encaminhamentos pertinentes para as próximas reuniões do mês seguinte.
Assim, ofertar a Educação integral exige o envolvimento de todo o corpo escolar, mas também da comunidade e do governo em suas diversas frentes, visando a organização e a preparação para enfrentar os desafios apresentados, pois segundo o MEC, “a educação integral exige mais do que compromissos: impõe também e principalmente o projeto pedagógico, formação de seus agentes, infraestrutura e meios para sua implantação”. (BRASIL, 2009, s/p).
A terceira fase da formação continuada seria conhecer outras formas de pensar a educação integral, e como esse modelo educacional se processa nos outros estados da federação. O estudo terá o mesmo movimento que na fase anterior, ou seja, a equipe de formadores do CEPAN deverá organizar material (vídeo ou impresso), que mostre experiências de educação integral nos outros estados, no intuito de entender como acontece o processo de implantação e implementação da política de educação integral em nível de Brasil, e de que maneira esse modelo educativo impacta no desenho das instituições e na forma de pensar a organização do currículo, definido como núcleo universal e comum a todos, e o que
é peculiar ao contexto local. Essas discussões serão propostas pela equipe do CEPAN, que no primeiro encontro do mês, fará a apresentação da temática e levantará alguns questionamentos a ser discutido pelos grupos de estudo, que serão organizados, no segundo encontro do mês, pela equipe pedagógica da escola, encarregada de conduzir e mediar as discussões, estimular a pesquisas e empreender as reflexões. Posteriormente, a equipe do CEPAN deverá propor momentos de monitoramento e registros dos encontros, bem como a avaliação da formação.
3.2.3 Elaboração de um guia de implementação da Proposta Pedagógica do