• Aucun résultat trouvé

§6 Properties of Groebner Bases

Dans le document Undergraduate Texts in Mathematics Editors (Page 96-102)

A emissão do FBP foi sem dúvida a grande batalha travada neste ano de EP. Ao longo deste foram vários os estádios vividos em relação à qualidade das minhas intervenções. Fazendo uma retrospetiva, voltando a olhar e analisar os primeiros tempos do ano, denoto que os resultados dos FBP que emitia nem sempre eram correspondentes à sua intencionalidade.

Relembro as primeiras aulas, onde as minhas intervenções eram irregulares, desorganizadas, reveladoras de alguma hesitação, sendo estes aspetos comprometedores do sucesso do processo de ensino-aprendizagem, uma vez que segundo vários autores que passarei a apresentar em seguida, o FBP surge como uma das variáveis que mais influencia a eficácia do ensino. Para Rosado e Mesquita (2009) o FBP assume-se como um fator básico que garante a qualidade da informação dentro da instrução, etapa considerada como a variável mais importante no controlo das aprendizagens dos alunos (Bilodeau, 1969, cit. por Rosado, 1997)

Reconhecendo a enorme importância do FBP na eficácia do processo de ensino-aprendizagem, fico extremamente feliz por ter conseguido evoluir significativamente nas intervenções que realizei durante EP. Utilizando como ferramentas todo o árduo e longo processo reflexivo realizado durante todo o ano, todos os conselhos que o Prof. Eduardo me foi fornecendo e todos as conversas com os meus colegas EE, consegui talhar o caminho mais correto no capítulo das intervenções, evoluindo significativamente. Patenteado o

106

FADEUP

desenvolvimento profissional conseguido, faço referência a algumas citações que o professor cooperante apresentou na análise às minhas aulas observadas ao longo do ano. Com leitura destas consegue-se identificar claramente as vertiginosas melhorias conseguidas nas intervenções de desenvolvi. Logo na 2ª aula observada o Prof. Eduardo Rodrigues fez questão de me alertar para algumas lacunas realizadas durante o desenvolvimento do meu trabalho, referindo que

“fui inconsequente no fornecimento de feedbacks”, “nem sempre completa o ciclo de FBP”,

“inconstante no momento de intervir”, e que

“das intervenções não resultam melhorias visíveis e assinaláveis no desempenho dos alunos”.

Todas estas afirmações acarretaram uma grande responsabilidade, pois não tinha a noção que a minhas intervenções eram de tão baixa qualidade, tinha um problema em mãos e tinha que o resolver rapidamente, uma vez que esta situação era alarmante para mim que almejava o maior sucesso na minha profissão e também para as aprendizagens dos meus alunos.

Foram muitas as horas dedicadas à reflexão desta problemática, era o meu êxito profissional que estava jogo, eu queria ser um bom professor, competente, porém com este comportamento seria deveras complicado. A reflexão surgia a qualquer instante, mas principalmente no momento em que visualizava alguma lacuna na performance dos alunos, aí parava no tempo, olhava, observava, pensava, refletia e refletia e refletia, e quando finalmente ia intervir já tinha passado e timing correto. Esta situação aconteceu várias vezes, mais do que as desejáveis, contudo, considero que só pelo facto de refletir sobre a situação já me encontrava no bom caminho para conseguir as melhorias.

“Atento mas hesitante e irregular na intervenção, quer a corrigir, a incentivar e a regular as atividades” (Aula Observada 3 – Prof. Eduardo

107

FADEUP

Rodrigues), “atento ao desempenho dos alunos, observa o que se passa mas

não intervém nem global nem individualmente no decorrer das atividades”

(Aula Observada 4 – Prof. Eduardo Rodrigues).

Estas afirmações justificam exatamente o referido anteriormente, despendia muito tempo na observação, na reflexão, sendo a intervenção realizada fora do timing, dando origem à desorganização e irregularidade que o professor cooperante refere.

Após a análise e discussão destas afirmações com o Prof. Eduardo Rodrigues, da troca de opiniões e experiência com os meus colegas, da partilha de conhecimentos com alguns dos professor do núcleo de EF, percebi que teria que ser este o momento para dar o salto qualitativo. Percebi que se conciliasse o estudo do tema com uma preparação exímia e pormenorizada das aulas certamente o sucesso dos FBP seria muito maior, tendo-se confirmado na prática esta expectativa.

Finalmente tinha atingido uma qualidade razoável nas intervenções que realizava, estava “muito mais atento ao desempenho e à intervenção individual” (Aula Observada 5 – Prof. Eduardo Rodrigues), sendo resultado de todo o trabalho um aumento da qualidade das aprendizagens dos alunos, visto que,

“observam-se facilmente melhorias no desempenho fruto das intervenções do professor” (Aula Observada 5 – Prof. Eduardo Rodrigues).

Esta evolução não parou por aqui, queria mais, almejava ser melhor, cada vez mais competente no desenvolvimento do papel de professor de EF.

Nas aulas seguintes, até ao final do EP foi constante o crescimento qualitativo do FBP que realizava, sendo este justificado com as afirmações do meu professor cooperante. “Muito bom nível de instrução, regularidade e

qualidade do feedback” (Aula Observada 7 – Prof. Eduardo Rodrigues), “regular na emissão de FBP individuais e de grupo”, “as suas intervenções contribuíram para a melhoria das aprendizagens dos alunos pois consegue centrar a informação no que é essencial” (Aula Observada 8 – Prof. Eduardo

Rodrigues), “muito atento, intervém com muito mais regularidade”, “revela mais

108

FADEUP

intervém junto dos alunos”, “é rápido, claro e eficaz na comunicação da informação”, “revela muita regularidade e pertinência no que diz e como e quando o faz” (Aula Observada 9 – Prof. Eduardo Rodrigues).

Todo este sucesso potenciou severamente o meu sucesso no desenvolvimento do trabalho com os alunos, tendo chegado à conclusão que realmente sem a existência de um FBP de elevada qualidade o ensino fica comprometido, sendo os alunos os principais prejudicados com esta lacuna. Corroborando com esta linha de pensamento, Piéron (1999) considera que o FBP é um dos aspetos vitais no processo de ensino-aprendizagem, pois o mesmo é o ponto onde se unem a aprendizagem e o ensino, dois fenómenos que se complementam.

Considerando-me um profissional de educação irrequieto em relação aos meus saberes, não me contento com o efémero sucesso conseguido durante o EP, sendo esta a principal razão para o desenvolvimento de um estudo incidente no tema até então mencionado. Desta forma, considero bastante enriquecedor alargar o meu leque de informação sobre a temática do FBP

O presente estudo começará com uma Revisão da Literatura, abrangendo a própria definição de FBP, assim como, das várias dimensões a ele associadas. Seguidamente, será caracterizada a Amostra e a Apresentação os Resultados obtidos relativos à frequência de ocorrência do FBP pelas suas dimensões (Momento, Direção, Categoria, Cumprimento do ciclo, Tipo, Forma

e Reforço), tal como, a sua média e desvio-padrão.

Na parte posterior do estudo será realizada a Discussão dos Resultados, de forma a comparar os resultados obtidos com a investigação já existente na área. Por fim, surgirá as Considerações Finais, resumindo as implicações pedagógicas que este estudo teve na minha formação enquanto professor de EF.

109

FADEUP

Dans le document Undergraduate Texts in Mathematics Editors (Page 96-102)