A Properties of ρ 1,2c and Stability of (2.11)
A.3 Proof of Lemma 3.10 and Lemma 2.2
De acordo com Ávila e Jungles (2010), o gráfico de Gantt é um instrumento
de hierarquizar e visualizar graficamente a duração das atividades que compõem o
empreendimento. Através da definição do conjunto de tarefas a serem realizadas
realiza-se o gráfico em barras com as durações e sequenciamento das mesmas.
Segundo Mattos (2010), o gráfico ilustra à esquerda as atividades e à direita suas
respectivas barras desenhadas em uma escala de tempo. O comprimento da barra
representa a duração da atividade, e as datas de início e término podem ser
visualizadas nas subdivisões da escala de tempo, conforme ilustrado na Figura 5.
O método de barras é simples e de fácil entendimento, auxiliando o
acompanhamento da obra, porém sua montagem não é tão simples assim, requer
um conhecimento abrangente e detalhado da obra (GONZÁLEZ, 2008).
Figura 5 - Cronograma de Gantt
Entretanto, Gehbauer (2002) alerta que os cronogramas de barras puros não
oferecem nenhuma informação sobre o avanço de uma atividade dentro de um
processo, além de não informarem claramente a ligação lógica definida na
precedência das atividades. Atualmente os softwares de gerenciamento de projetos,
tal como o MS Project, informam também as informações das precedências das
atividades, melhorando a visualização global do cronograma.
2.2.6 Cronograma físico-financeiro
O cronograma físico-financeiro tem como objetivo apresentar a previsão da
quantidade de produção e dos desembolsos que ocorrerão em cada período da
execução de um projeto. Nele constam o tempo de duração de cada atividade, a
quantidade física da atividade a ser cumprida, e os recursos financeiros requeridos
por cada atividade em cada período que é realizada. Ao final, se somadas as
quantias de cada período, é possível obter-se o fluxo de caixa do empreendimento
(ÁVILA e JUNGLES, 2010).
Goldman (1997) destaca que é necessário levar-se em consideração
características técnicas de execução, assim como a política da empresa quanto à
compra de materiais, fechamento de grandes contratos, condições de pagamento e
reajustamentos, para executar um cronograma com boa margem de precisão.
Muitas vezes, por questões financeiras, a obra poderá ter seu ritmo reduzido ou até
mesmo aumentado, caso seja interessante do ponto de vista do empreendedor.
2.2.7 Curva S
Ávila e Jungles (2010) definem Curva “S” como uma curva de acumulação,
destinada ao acompanhamento periódico da evolução de determinado fator de
produção ao longo do tempo, como faturamento, custos, quantidade de produção,
mão de obra, etc. Os autores ressaltam ainda que a curva permite a comparação
acumulada dos desembolsos realizados com os orçados, definir os limites máximos
e mínimos dos recursos financeiros a serem investidos e necessários para atender
prazos contratuais, verificar se o orçamento atende ao que foi programado e mostrar
a necessidade do replanejamento no caso de ultrapassagem de recursos ou prazos.
“Através dessa curva, o progresso do empreendimento pode ser
monitorado através do custo total do empreendimento ou de
atividades chaves, permitindo visualizar a projeção de custos e da
receita do empreendimento integrando informações disponíveis
pelos diferentes setores: orçamento, contratos, formas de
pagamento, planejamento da produção e projeção de receita”.
Kern e Formoso,2002 (apud Neale e Neale ,1989, pg.2)
Segundo Mattos (2010), essa curva reflete o progresso lento-rápido-lento do
projeto, adquirindo seu aspecto sinuoso. O autor observa que o nível de atividades
executadas em um projeto assemelha-se a uma curva de Gauss, conforme a Figura
36
6, onde geralmente o trabalho começa em ritmo lento, passando progressivamente
a um ritmo mais intenso, e ao fim do projeto a quantidade de trabalho começa a
decrescer.
Figura 6 - Curva de Gauss genérica.
Fonte: Mattos (2010).
Quando o parâmetro analisado na curva, como trabalho ou custo, for
acumulado e plotado em um gráfico em função do tempo, a curva apresentará a
forma aproximada de uma letra “S”. O aspecto da curva vai variar conforme
quantidade de horas-homem, valor monetário, ou duração total do projeto, podendo
assumir várias configurações possíveis, indo de levemente ondulada até um S com
duas concavidades opostas e bem visíveis (MATTOS, 2010).
A curva S padrão reflete um comportamento ideal do projeto, e a equação que
a representa é apresentada abaixo.
%
1
1
Onde:
%
= avanço acumulado (em %) até o período n;
n = número de ordem do período;
N = prazo (número total de períodos);
I = ponto de inflexão (mudança de concavidade da curva);
s = coeficiente de forma (depende do ritmo e da particularidade da obra).
Segundo Lara (1996, apud MATTOS, 2010), para alguns valores de I e s
podem ocorrer distorções na curva, fazendo com que o planejador restrinja o
espectro ideal de trabalho, conforme a Tabela 5.
Tabela 5 - Limites de utilização dos coeficientes I e s.
Fonte: Lara (1996, apud MATTOS, 2010).
S I
30
40
50
60
70
1,1
X
X
A
A
1,5
X
A
A
A
2
A
2,5
3
A
A
3,3
A
A
A
A
Valores precisos
A
Valores aproximados
X
Valores distorcidos
38
3 MÉTODO DE PESQUISA
O método utilizado para a elaboração deste trabalho de conclusão de curso foi
o de estudo de caso. O estudo de caso ocorreu em um empreendimento na cidade
de Itapema, detalhado a seguir. Neste capítulo serão apresentadas as
características da empresa e do empreendimento, instrumentos de levantamentos
de dados, ferramentas computacionais utilizadas, e o roteiro de desenvolvimento do
orçamento e programação.
3.1 CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA
A Construtora Y foi fundada no ano de 2008, após ampla experiência obtida por
parte de seus fundadores no setor de construção civil. A empresa tem sede na
cidade de Itapema, no litoral catarinense. A construtora conta atualmente com um
empreendimento em construção, objeto deste estudo, e três já entregues.
3.2 CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO
O edifício Champs Elyseés, Figura 7, é constituído por um único bloco,
totalizando 4.390,63 metros quadrados de área construída. O residencial localiza-se
em Itapema, e é de padrão de acabamento médio. Possui 12 pavimentos, nos quais
8 são residenciais de 4 apartamentos por andar. As características de cada
pavimento são descritas a seguir:
Pavimento térreo: contempla o hall de entrada, vagas de garagem e
hobby box;
Segundo pavimento: com vagas de garagem e área de lazer (Figura 8);
Pavimento tipo-diferenciado (3º pavimento): com 4 apartamentos de
área privativa de aproximadamente 65 metros quadrados, e 2 lajes
descobertas;
Pavimentos tipo (4º a 10º pavimento): com 4 apartamentos de área
privativa de aproximadamente 65 metros quadrados, vide Figura 9.
Cobertura (11º a 12º pavimento): com casa de máquinas e caixa d’água.
Figura 7 - Fachada Champs Elyseés residence
Fonte: Site da construtora.
Figura 8 - Planta baixa área de lazer 2º pavimento.
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Figura 9 - Planta baixa pavimento tipo.
Fonte: Site da construtora.
As plantas do empreendimento estão apresentadas no ANEXO I.
3.3 LEVANTAMENTO DE DADOS
Antes de iniciar o orçamento, é importante reunir o maior número de
informações possível acerca da obra estudada. Assim, primeiramente foi analisado
o projeto arquitetônico, no qual pode-se obter uma grande quantidade de
informações relevantes sobre o empreendimento. Informações sobre materiais,
métodos de execução, tipo de acabamento, entre outros, foram reunidas através da
análise do memorial descritivo da obra, fornecido pela empresa, e também através
de um check list respondido pelo responsável da execução da obra. Informações
não encontradas nesses materiais foram coletadas pelo contato direto com a
construtora, através de e-mails e telefonemas.
Durante a elaboração do orçamento foi realizada uma visita técnica ao local
do empreendimento, o que auxiliou o levantamento de dados e esclareceu dúvidas
que surgiram no decorrer do trabalho. A Figura 10 e Figura 11 demonstram o estágio
da obra no dia da visita técnica, em janeiro de 2014, quando encontrava-se na
supraestrutura do pavimento tipo-diferenciado.
Figura 10 - Estágio da obra em 27/01/14.
Fonte: Do autor.
Figura 11 - Formas estrutura pavimento tipo-diferenciado em 27/01/2014.
42
Dans le document
Local circular law for the product of a deterministic matrix with a random matrix
(Page 71-76)