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Le projet, tel qu’il a été déposé et validé

Dans le document Les jardins d'enfants de la Ville de Paris (Page 99-102)

C. Ouverture aux parents

8. Annexes

8.1 Le projet, tel qu’il a été déposé et validé

O principal método utilizado neste trabalho para estimar o índice de área foliar nos olivais estudados ao longo dos anos 2011 e 2012 baseou-se na medição simultânea da radiação fotossintética ativa no topo da copa e debaixo da copa, recorrendo a sensores PAR fixos. Importa assim interpretar e avaliar a capacidade deste método para registar a radiação PAR que atravessa a copa ao longo do tempo. No topo das copas, os valores de PAR registados ao meio-dia solar situaram-se perto de 2000 μmol m2 s-1, valor que corresponde à ausência de coberto ou de interceção de radiação pela copa.

A Figura 15 ilustra para cada olival estudado os perfis transversais da radiação PAR média registada pelos sensores PAR fixos nos meses de Junho e Outubro de 2011 e Abril de 2012. Estes meses foram selecionados para exemplificar os resultados de

radiação PAR que atravessa a copa em diferentes momentos do ciclo cultural, em que as copas das oliveiras apresentavam densidades foliares diferentes.

Figura 15 – Perfis transversais de PAR (μmol m2 s-1) médias obtidas através dos sensores fixos no solo ao meio dia solar em vários meses do período de monitorização em que o índice de área foliar

variou de forma significativa

Como se observa na Figura 15, a radiação PAR que chega ao solo no compasso do olival foi variando ao longo do ciclo cultural, verificando-se que o mês de Junho 2011 coincide sensivelmente com o momento do ciclo cultural em que as copas de ambos os olivais apresentaram a maior densidade foliar, traduzindo-se numa maior interceção de radiação PAR ao longo do perfil transversal do compasso. Neste período, observou-se ainda uma elevada homogeneidade na densidade da copa evidenciada pelos baixos valores de PAR que chegou aos sensores colocados no solo até à distância definida pelo diâmetro da copa.

No fim do ciclo cultural (Outubro de 2011), e já no período próximo da colheita, a capacidade de interceção da radiação PAR da copa diminuiu de forma considerável na área coberta, registando uma diminuição progressiva do centro para a periferia do eixo da cultura.

Verificou-se em Abril de 2012, que a radiação PAR intercetada pelas copas em ambos os olivais registou os valores mais baixos do período monitorizado. Esta situação é coerente com as observações efetuadas no terreno, confirmando o impacto da ocorrência de geada no início do ano 2012, que resultou numa acentuada perda de folhas nas árvores. O olival OS foi mais afetado que o olival AC, verificando-se que neste período, a copa registou uma baixa interceção da radiação, em que inclusivamente no centro da copa existiu uma considerável passagem de radiação até ao solo.

temporal apresentaram resultados coerentes com as densidades foliares observadas no terreno e com a evolução esperada da cultura ao longo do ciclo cultural.

Importa referir, que embora as determinações PAR tenham sido efetuadas sempre ao meio-dia solar, o ângulo de incidência dos raios solares (ângulo zenital) também variou ao longo dos meses influenciando o valor máximo de PAR lido pelos sensores, sendo notório que nos meses de Abril e Outubro os valores máximos de PAR medidos abaixo da copa foram bastante mais baixos que em Junho. Este efeito não é, no entanto suscetível de afetar de forma significativa a estimativa do LAI, dado que como todos os sensores PAR foram instalados em posição vertical, a proporcionalidade entre os valores obtidos acima da copa e debaixo da copa foi mantida.

A Figura 16 apresenta o resumo mensal dos resultados estimados do LAI em função da área do compasso em cada olival, e pontualmente em Julho de 2012, com o ceptómetro portátil. Os sensores PAR foram temporariamente desativados e removidos dos olivais antes da colheita de 2011, pelo que não foi possível estimar o LAI durante o Inverno de 2011-2012.

Figura 16- Resultados médios mensais do índice de área foliar, LAI (m2/m2), obtidos nos olivais em estudo ao longo do período analisado (2011-2012)

O índice de área foliar estimado em função da área do compasso para o olival AC registou valores entre 0.44 em Outubro de 2011 e 0.94 em junho de 2011, verificando-se nos dois ciclos culturais analisados, que os valores máximos de LAI foram atingidos no fim da Primavera.

superiores aos do olival AC devido ao menor espaçamento da cultura, da qual resulta uma maior fração coberta. Os valores de LAI variaram em 2011 entre 1.08 e 1.26 mantendo uma notável estabilidade ao longo do ciclo cultural. Em 2012, devido às já citadas condições climáticas desfavoráveis que conduziram à perda de folhas nas copas, o índice de área foliar estimado no olival OS teve um comportamento atípico, traduzindo-se num decréscimo muito significativo no início do ano, que atingiu um mínimo de 0.56 no mês de Abril. Ao longo de 2012 o olival OS manteve durante todo o ciclo cultural uma recuperação lenta, embora com um aumento estável do LAI, atingindo um valor máximo de 1.07 no mês de Outubro.

O ceptómetro portátil Decagon LP-80 utilizado como método alternativo para estimar o LAI só ficou disponível em meados de 2012, pelo que apenas foi possível efetuar uma determinação de campo em cada olival com este equipamento. O ceptómetro possibilitou uma amostragem dos PAR com muito mais resolução ao longo do compasso da cultura, tendo-se adotado um espaçamento de amostragem de 0.20 m. Desta forma, foi possível obter estimativas de LAI potencialmente mais precisas. A comparação do LAI obtido através do ceptómetro e dos sensores PAR indicaram contudo valores bastante aproximados para ambos os olivais. A pequena diferença verificada permite assumir que os sensores PAR fixos no tereno e utilizados em registo automático caracterizaram de forma fiável a interceção da radiação pelo coberto, podendo assim ser utilizados com alguma segurança como base de informação para estimar os índices de área foliar nos olivais ao longo do ciclo cultural.

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