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Projet de groupe

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1/ OBSERVATION D’UN DISPOSITIF DE SCOLARISATION DES ELEVES

2.4 Projet de groupe

Além destas, a busca cada vez maior de automatização dos processos industriais via utilização de robôs levou à pesquisa e desenvolvimento de garras para aplicações bastante específicas, das quais alguns exemplos são citados a seguir.

Tur-Kaspa & Lenz [37] construíram uma garra para o manuseio de tubos ultra-finos, de até 0,0lmm de parede, Figura 2.31. Estes tubos podem sofrer modificações na forma ou nas tolerâncias devido à aplicação de pequenas forças externas. Desenvolveu-se então uma garra constituída de duas tiras de borracha que são entrelaçadas, formando um anel que envolve o tubo. A preensão é feita afastando-se os suportes das tiras. A solução encontrada permite uma distribuição mais homogênea da pressão sobre o tubo.

Perovskii [38] desenvolveu uma garra constituída por duas hastes, qüe podem aproximar-se uma da outra, nas quais, no lado de trabalho, estão afixadas câmaras de borracha fina cheias de pequenas esferas duras, de mesmo diâmetro, que se amoldam à forma do objeto sendo pego, Figura 2.32. O contato faz com que se eleve a pressão sobre as esferas, impedindo seu movimento relativo. Um fole ou outro mecanismo é utilizado para reduzir a pressão nos

Tiras de borracha

sacos, através de tubos perfurados, permitindo uma perfeita conformação ao objeto. A garra pode pegar em seqüência peças de diferentes formas, dimensões e massas, sem necessidade de ajustes.

Devido ao pequeno diâmetro das esferas, estas exercem uma pressão pequena e bem distribuída sobre o objeto, podendo manusear peças frágeis como copos finos ou peças de porcelana. A ausência de movimento relativo entre as esferas, devido à pressão de contato, permite uma firme preensão do objeto. Uma alternativa possível é empregar, no lugar das esferas, grãos ferrosos que são travados em suas posições por eletromagnetização.

Scott [39] descreve uma garra "universal" (capaz de pegar adequadamente uma série de peças sem necessitar trocas) consistindo de dois blocos paralelos ligeiramente separados, contendo, cada um, uma matriz de 8x16 pinos estreitamente espaçados que podem deslocar-se vertical e independentemente uns dos outros, Figura 2.33. A garra é baixada verticalmente sobre um objeto, empurrando alguns dos pinos para cima, de forma que eles envolvam a peça. Para reter o objeto, os dois conjuntos de pinos são aproximados (agarramento externo) ou afastados

Haste

Tubo

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(agarramento interno) entre si. Este movimento será no máximo equivalente ao diâmetro de um pino, mas produz força suficiente para a preensão da peça Uma desvantagem não citada é que a peça só poderá ser largada do mesmo lado em que foi pega.

Esta garra também permite pegar mais de um objeto simultaneamente, desde que circundados por pinos dos dois conjuntos, ou então pegá-los seletivamente, pois só seriam agarrados aqueles pegos por ambos os conjuntos; outros objetos tocados pela garra seriam apenas levemente deslocados.

(0.0)

(b) (a)

Fig. 2.33 - Garra universal [39]

Uma variante é os pinos serem constituídos por uma haste rígida no centro envolta por material inflável, onde o agarramento é feito inflando-se as bexigas.

Vassura & Nerozzi [40] desenvolveram uma garra constituída de vinte hastes, instaladas de forma escalonada sobre quatro eixos paralelos que giram em contra-rotação. As hastes diametralmente opostas são coplanares movendo-se em sentidos contrários e tocando o objeto em lados opostos. As hastes, / na Figura 2.34-(a), são separadas entre si por anéis, r, sendo movimentadas em direção ao objeto pelo torque transmitido pelo atrito entre os anéis.

preensão entre os dedos e o objeto pode ser limitada pela redução da carga axial que age na coluna de anéis ao mínimo necessário para mover os dedos, que param assim que tocam o objeto. Deste modo, os dedos vão-se adaptando à forma do objeto, envolvendo-o como uma gaiola, sendo travados na posição final pela aplicação de uma força axial sobre os anéis, Figura 2.34-(b).

Esta garra permite manusear objetos de qualquer formato e limitar as forças de contato, reduzindo as deformações dos objetos a um mínimo, mesmo que sejam frágeis ou macios.

Fig. 2.34 - Garra adaptável à forma [40]

A desvantagem de todas estas garras é a dificuldade de sensorear e determinar a posição exata da peça sendo segura em relação ao pulso do robô, o que as toma inadequadas para operações que exigem maior precisão, por exemplo montagem.

Kemp et al. [41] descrevem o desenvolvimento de uma garra para a indústria têxtil, onde o principal problema encontrado era como separar uma camada de tecido da pilha, sem "beliscá- lo" ou perfurá-lo, o que poderia causar distúrbios às suas fibras ou às camadas inferiores. Isto é conseguido por meio de um jato de ar, que reduz a pressão e cria turbulências sobre um dos lados do tecido, levantando a camada superior, que é pega então pelo mordente, Figura 2.35.

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Fig. 2.35 - Garra para têxteis [41]

2.4. FERRAMENTAS

Os robôs industriais são empregados não apenas para o manuseio de peças, mas também no suporte de ferramentas e dispositivos para a execução de operações que fazem parte do processo de produção.

Atualmente, por meio dos robôs industriais são manipuladas ferramentas para furação, retificação, rebarbação, limpeza de fundidos, rebitagem, pinças para soldagem a ponto e eletrodos para soldagem a arco, pistolas de pintura, bem como dispositivos para medição e montagem.

As ferramentas ou são apenas fixadas no flange do robô industrial, ou executam também movimentos próprios, como por exemplo as pinças para soldagem a ponto.

Nos processos de usinagem, o robô pode segurar as peças ou as ferramentas. Neste último caso não há limitação quanto ao peso das peças; robôs menores podem ser usados, assumindo que as ferramentas aplicadas são menores que as peças processadas; e, se as peças são pesadas, o tempo de produção será menor, já que o braço do robô pode ser movido mais rapidamente.

Na maioria dos casos o acionamento das ferramentas é feito por meio de ar comprimido [4]. O ar se adéqua bastante como meio de acionamento, pois em geral não são necessárias grandes forças. As ferramentas geralmente têm apenas duas posições definidas, de forma que a compressibilidade do ar não tem influência sobre a precisão dos movimentos.

Quando mais de uma ferramenta é utilizada, o robô poderá trocá-las automaticamente. Elas devem ser montadas em uma prateleira ou magazine e possuírem uma interface mecânica padrão, de forma que o robô possa pegá-las em qualquer ordem. A ativação do suprimento de energia é feita simplesmente pela conexão com o canal de saída apropriado no flange do robô.

CAPÍTULO 3

PARÂMETROS E REQUISITOS PARA A SELEÇÃO DE

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