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Les programmes de commercialisation

5. Les programmes à l’appui des énergies renouvelables

5.2 Les programmes de commercialisation

A natação encontra-se dentre as modalidades mais populares dos esportes paralímpicos (IPC SWIMMING, 2018). A modalidade apresenta características semelhantes à natação olímpica, adotando variações nas saídas, viradas e chegadas dos atletas (IPC SWIMMING, 2018). A possibilidade de participação ocorre para três grupos de deficiências, físico/motora, visual e intelectual, para tanto, no contexto competitivo de alto rendimento os participantes devem apresentar critérios mínimos de elegibilidade e estar inseridos em uma classe esportiva (IPC CLASSIFICATION RULES AND REGULATIONS, 2018).

Além de sua versatilidade e inúmeros benefícios, o dinamismo da modalidade é observado através da crescente participação de delegações em jogos paralímpicos (MANSOLDO, 2009). Em sua primeira edição realizada em Roma 1960, a modalidade contou com a participação de 15 países e 77 atletas, já nas últimas edições, houve a participação de mais de 74 delegações e 604 atletas (IPC SWIMMING, 2018). Assim como a participação, o nível da competição e exigências também aumentam (WEILER et al., 2016).

A compreensão e interpretação, das relações existentes entre a grande variação das deficiências presentes na natação paralímpica (NP) e medidas de desempenho esportivo, ainda não são bem compreendidas (DINGLEY; PYNE; BURKETT, 2015). A morfologia de um nadador influencia em seu potencial de gerar, manter a propulsão e minimizar as forças resistivas, porém apesar do grande número de estudos sobre medidas morfológicas na natação para pessoas sem deficiência, há poucos dados sobre este tema em nadadores com deficiência

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de alto rendimento (BENJANUVATRA; BLANKSBY; ELLIOTT, 2001; DINGLEY; PYNE; BURKETT, 2015; PYNE; ANDERSON; HOPKINS, 2006).

Dingley, Pyne e Burkett (2015) avaliam que a falha para esta compreensão está na utilização frequente, por parte de treinadores e cientistas esportivos, da mesma abordagem para nadadores sem deficiência em nadadores paralímpicos.

Quando comparado à literatura da natação olímpica verificamos que a temática da NP apresenta número reduzido de pesquisas, estes dados reforçam a importância de pesquisas na área. Deste modo, mesmo que necessário a uma pesquisa de revisão, a aplicação de critérios de exclusão e inclusão muito específicos, reduzem ainda mais a localização dos campos de estudos da NP presentes na literatura, isso fica evidente em relação à temática de medicina esportiva.

Devido a generalização acerca da temática de medicina esportiva no esporte paralímpico, ao trazermos descritores muito específicos sobre a NP, corre-se o risco de realizarmos uma pesquisa de revisão com baixa abrangência. Isso acontece devido a inespecificidade e incoerência encontradas em estudos epidemiológicos, trazidos a partir de dados de diferentes tipos de deficiências e modalidades esportivas juntos, dificultando assim interpretações mais coerentes em relação a realidade da NP (DERMAN et al., 2013; FERRARA; PETERSON et al., 2000; NYLAND et al., 2000; WEBBORN; EMERY, 2014; WEILER et al., 2016; WILLICK et al., 2013).

A revisão acerca da NP, permite fornecer uma visão dos conceitos e teorias referentes ao nível atual de conhecimentos presente na literatura (FORTIN; GAGNON, 2015). Considerando o exposto anteriormente, o objetivo desta revisão foi verificar a literatura existente sobre aspectos da natação paralímpica e medicina do esporte.

3.2 Método

Revisão sistemática de literatura foi realizada por meio da adaptação do protocolo desenvolvido de acordo com a metodologia de revisões sistemáticas e meta-análise PRISMA apresentado por Moher et al. (2015).

As bases de dados utilizadas para a revisão foram Web of Science, Science Direct, Scopus, Scielo, Pubmed. Os termos de busca utilizados foram Paralympic and swimming or

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swimmers. Para análise foram selecionados 162 artigos, cujos critérios de inclusão foram os

estudos publicados entre 2000 e 2018, este período foi selecionado com intuito de abranger artigos publicados pós anos 2000, que permitissem uma ampla busca incluindo também aspectos mais atualizados, trazendo em sua temática aspectos sobre a NP. Os critérios de exclusão foram: não conter as palavras de busca no título/resumo/palavras chaves (A), artigos duplicados (B), conter palavras chaves, porém não estar relacionado a NP (C), pôsteres, cartas, capítulos de livros ou trabalhos incompletos (D), artigos com restrições de localização e/ou idiomas que não fossem inglês, espanhol e/ou português (E).

Na primeira etapa, foi realizada a análise dos títulos, palavras chaves e resumos para a inclusão aos critérios. Posteriormente, foi feita a leitura dos resumos dos artigos selecionados, para verificar quais deles enquadravam-se nos critérios citados acima e apresentados na Figura 1.

Figura. 1 Diagrama de Fluxo.

Fonte: Sites de busca Web of Science, Science Direct, Scopus, Scielo, Pubmed Nota: Número e porcentagem de artigos encontrados.

Em seguida (mediante a leitura dos resumos e palavras chaves) foi realizada a subdivisão dos artigos por grupos segundo a temática abordada, apresentados na Tabela 1.

Science Direct 179 (1,9%) Scopus 442 (4,8%) Scielo 37 (0,4%) PubMed MESH Terms 2.879 (31,3%) Web of Science Título 5.663 (6, 6%) Total 9.200 (100%)

Seleção por avaliação dos critérios de inclusão e exclusão: 162 (2%) = 100% Trabalhos incluídos na pesquisa: 66 (41%) Nº de artigos excluídos com justificativa: A 9.038 (99%) Excluídos: 96 (59%) = 100% B 61 (64%) C 29 (30%) D 03 (3%) E 03 (3%)

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3.3 Resultados

Na primeira busca realizada foram identificados o total de 9.200 artigos. No entanto, apenas 66 (1%), deste total foram incluídos na pesquisa. Tabela 1.

Para melhor apresentação, os estudos incluídos na revisão foram subdivididos em grupos segundo a temática abordada: biomecânica, história/sociologia, fisiologia, psicologia, desempenho esportivo, saúde/ medicina do esporte/ epidemiologia, treinamento, classificação, composição corporal, nutrição, conforme a Tabela 1.

Tabela 1. Artigos categorizados por temática, incluídos na revisão sistemática.

Fonte: Dados da pesquisadora 2018. Sites de buscas: Web of Science, Science Direct, Scopus, Scielo, Pubmed

Devido ao foco de interesse, abordaremos a partir deste ponto os artigos incluídos no tema de saúde/medicina esportiva/epidemiologia, disposto no Quadro 1:

Para melhor entendimento sobre a produção literária acerca dos temas saúde/medicina esportiva/epidemiologia, os estudos apresentados a seguir serão descritos de forma sucinta com foco nos resultados trazidos em relação aspectos da NP.

TEMÁTICA N Biomecânica 14 21% História/sociologia 8 12% Fisiologia 8 12% Psicologia 8 12% Desempenho esportivo 7 11%

Saúde/ Medicina do esporte/ Epidemiologia 6 9%

Treinamento 6 9%

Classificação 4 6%

Composição corporal 3 5%

Nutrição 2 3%

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Quadro 1. Artigos com temática relacionada à saúde/medicina esportiva/epidemiologia.

Fonte: dados da pesquisadora/2018

AUTORES DERMAN et al. (2018) SILVA, M.et al. (2013) SILVA, M. et al. (2011)

PARTICIPANTES 3657 atletas paralímpicos de 78 países.

Atletas NP: 492 atletas.

28 atletas com DV, participantes da natação. CE: 11-13.

131 atletas com DV, participantes de atletismo, futebol de 5, goalball, judô e

natação. CE: B1, B2 e B3.

OBJETIVO

Descrever a epidemiologia de doença nos Jogos Paralímpicos de Verão Rio 2016 em

22 esportes.

Determinar características epidemiológicas de lesões em competições paralímpicas

internacionais de 2004 a 2008.

Verificar frequência e caracterização das lesões esportivas em competições paralímpicas internacionais de 2004 a 2008.

DELINEAMENTO/ MÉTODO

Epidemiológico descritivo e coorte prospectivo. Categorização por modalidade e

deficiência.

Epidemiológico descritivo. Categorização por classe esportiva e modalidade.

Epidemiológico descritivo, observacional e transversal. Categorização por

deficiência.

INTERVENÇÃO

Obtenção de dados diários de doenças, pelo próprio suporte médico das equipes.

Instrumento: Sistema de vigilância de doenças e lesões eletrônico WEB-IISS.

Aplicação de formulário médico padronizado, desenvolvido por órgãos

governamentais brasileiros.

Aplicação de formulário médico padronizado, desenvolvido por órgãos

governamentais brasileiros.

RESULTADO

Total de doenças: 511 doenças. IR: 12,4%. Esportes com maiores IR: esgrima em cadeiras de rodas (14,9), natação (12,6) e basquetebol em cadeira de rodas (12,5) (p <0,05). Atletas femininas e atletas mais velhos (35-75 anos) apresentavam maior risco de doença (ambos p <0,01). Doenças

nos sistemas, respiratório (3,3), cutâneoe subcutâneo (1,8) e digestivo (1,3) foram as

mais comuns.

Total de lesões desportivas: 41. Prevalência 64%; Incidência clínica 1,5; IR: 0,3. Acometimento de 46,34% região do tronco, 29,27% ombros, 21,95% coluna

torácica e 17,07% lombar. Espasmos (36,59%) foi o diagnóstico mais frequente,

seguido por tendinopatia (26,83%).

Total de lesões: 288 lesões. Média: 2,82 lesões por atleta. Maior incidência em membros inferiores (57,99%); segmentos

acometidos: Coxa 15,63%; joelho 12,85%; ombro 11,11%; Sobrecarga 52,78%. Diagnóstico: Tendinopatia 21,18%; Contratura 18,75%, contusão 16,67%. B1 DP ± 2,26; B2 DP ± 1,66; B3 ±_1,72. Continua

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AUTORES VITAL et al. (2007) KATELARIS et al. (2006) VITAL et al. (2002)

PARTICIPANTES

82 atletas; natação = 37; tênis de mesa = 19; atletismo = 19; halterofilismo = 7.

Faixa etária de 15 a 51 anos.

Membros das equipes olímpicas e paralímpicas australianas.

66 atletas; Natação, basquete em cadeira de rodas, futebol PC, atletismo, judô, Tênis de mesa, halterofilismo, ciclismo,

esgrima

OBJETIVO

Verificar prevalência de lesões traumato- ortopédicas em atletas paralímpicos. Nos Campeonatos mundiais das modalidades esportivas presente no estudo no ano de

2002.

Verificar a prevalência de distúrbios alérgicos em atletas olímpicos e paralímpicos de Sydney, Austrália – 2000.

Verificar comportamento de variáveis importantes para a saúde preventiva e o desempenho de atletas paralímpicos. Nos

jogos paralímpicos de Sydney, Austrália – 2000.

DELINEAMENTO/ MÉTODO

Descritivo analítico. Categorização por

Modalidade. Survey. Categorização por modalidade.

Descritivo. Categorização por deficiência.

INTERVENÇÃO Avaliação com anamnese e exames físicos

protocolados dentro da semiologia médica.

Aplicação de questionário para obter informações sobre a doenças no trato respiratório. Testes cutâneos (Skin-

pricktests – SPT).

Aplicação de questionário, realização de exames físicos e laboratoriais.

RESULTADO

Prevalência de lesões nos atletas de atletismo, MMII = 64,9%, coluna = 19,3%

e MMSS = 15,8%; halterofilismo, coluna = 54,5%, MMSS = 36,4% e MMII = 9,1%;

natação, MMSS = 44,4%, coluna = 38,9 e MMII = 16,7% e tênis de mesa, MMSS =

56%, coluna = 36% e MMII = 8%.

56% apresentaram SPT positivo para pelo menos 1 alérgeno, com 34% reagindo a

pelo menos 1 alérgeno sazonal. 37% atletas apresentaram rinoconjuntivite

alérgica, 24% apresentavam rinoconjuntivite alérgica sazonal Aproximadamente um terço dos atletas

com rinoconjuntivite apresentavam histórico de asma. Aproximadamente um quinto dos atletas apresentaram histórico de dermatite atópica. Poucos atletas com

rinoconjuntivite fizeram uso de medicamento.

37 (56%) dos paratletas eram andantes; deficiência físico-motor foi mais recorrente com 41 (62%), predominância

de lesão neurológica em nível central. Nos casos de lesões centrais medulares a

maioria foi causada por trauma raquimedular (TRM) com mais

acometimentos nos MMII.

Fonte: dados da pesquisadora/2018

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3.4 Discussão

A área que mais apresentou publicações está relacionada a biomecânica da NP com 14 (21%) artigos. Tópicos sobre nutrição e descrição da composição corporal dos atletas da NP, foram os mais escassos (8% total) Tabela 1. Na área de saúde/medicina esportiva/epidemiologia, foram encontrados seis artigos (9%) nesta revisão, os quais serão discutidos a seguir.

Os artigos encontrados abordaram aspectos de saúde respiratória, lesões traumato- ortopédicas, prevalências e incidências de lesões esportivas área na NP.

O estudo mais recente foi apresentado por Derman et al. (2018) e foram realizados com atletas dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, abordando a temática de doenças no esporte paralímpico, este, define doenças médicas como “qualquer doença recém-adquirida, bem como exacerbações de doenças pré-existentes ocorrentes durante o treinamento e / ou competição em períodos de pré-competição ou competição”. O autor nos traz a taxa de incidência de doenças registradas na NP de 12,6 (95% IC 10,2 a 15, 6; p<0.01), sendo relatadas 87 (17,0%) doenças por 76 (15,4%) atletas. Em se tratando de doenças em competições, Katelaris et al. (2006) abordaram o tema de distúrbios alérgicos, no entanto, informações sobre os nadadores olímpicos e paralímpicos foram trazidas juntas sem distinção, não apresentando deste modo, especificidade em relação aos atletas da NP. A partir de informações trazidas em seus estudos Katelaris et al. (2006) afirma que atletas da natação são mais propensos a ter asma e rinoconjuntivite alérgica, e os testes cutâneos realizados mostraram-se positivos para qualquer alérgeno.

Derman et al. (2018), diferentemente de Katelaris et al. (2006) aprofundam-se um pouco mais no tema apontando, no entanto ainda sem muita especificidade na NP, o sistema respiratório, cutâneo/subcutâneo e digestivo como os mais afetados entre todos os participantes nestes jogos. A incidência de cada tipo de doença foi calculada e categorizada por diagnóstico da deficiência, sendo os atletas com lesão da medula espinhal (30,8%) mais afetados, seguido por atletas com deficiência nos membros (24,2%) e lesão neurológica central (14,8%).

A NP, junto a esgrima em cadeira de rodas e o basquetebol em cadeira de rodas, segundo Derman et al. (2018) foram os esportes com maiores riscos de doenças, presentes nos Jogos Paralímpicos do Rio 2016.

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Silva, M., et al. (2011) e Vital et al. (2007), trazem informações sobre atletas da NP e apresentam seus dados a partir do agrupamento da deficiência dos atletas, sem distinção de classes esportivas.

Segundo Silva, M., et al. (2011), atletas da NP com deficiência visual, com menor capacidade visual (B1), acometidos principalmente por lesões de sobrecarga, apresentaram-se mais suscetíveis a lesões do que atletas com maior capacidade visual (B3). Neste estudo foi considerado cinco segmentos corporais para a padronização quanto à localização das lesões e lesão esportiva foi definida como “qualquer lesão que ocorra com o atleta durante prática, treinamento ou competição que cause a interrupção, limitação ou modificação de sua participação por um dia ou mais”.

Vital et al. (2007), nos trazem informações sobre a prevalência da estrutura corporal e lesões traumato-ortopédicas intra-segmentares mais frequentes na NP. Os autores em questão consideraram lesão traumato-ortopédica aquela que quando ocorrida no ambiente esportivo ocasiona afastamento dos atletas de suas atividades habituais de acordo com os critérios da

National Athletic Injury Registration Systems (NAIRS). O foco da NAlRS está nos ferimentos

significativos, e refere-se a lesão significativa aquela com período de afastamento maior que sete dias, visto que este período segundo a NAIRS representa maior risco para o atleta (ALLES et al., 1979).

Vital et al. (2007), apontam lesões musculotendíneas como mais prevalentes nos esportes paralímpicos, afirmando que a prática esportiva de atletas paralímpicos, devido à intensidade de esforços na tentativa de superação, provoca lesões dessa natureza. Embora a categorização por classes esportivas não tenha sido realizada, os autores apesentam na NP maiores acometimentos nos membros superiores (44,4%), com o segmento ombro (29,2%) sendo o mais acometido, seguido por acometimentos na região da coluna cervical (16,7%). As lesões mais comuns foram algias na coluna vertebral (38,9%) e tendinite (31,9%). Vital et al. (2007), sugerem que com a realização de diagnósticos e tratamentos precoces, medidas preventivas para os atletas tornam-se mais eficientes.

O trabalho de Silva, M., et al. (2013), apresentou-se como o mais abrangente em relação a caracterização de lesões esportivas na modalidade, realizado apenas com a NP e suas classes esportivas. Foi verificado que os nadadores com deficiência visual da NP apresentaram uma proporção relativamente alta de lesões por uso excessivo durante as competições, predominantemente associadas a espasmos musculares na coluna vertebral e tendinopatia nos

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ombros. Diferenças na prevalência de lesões ou incidência clínica entre classes visuais e entre os sexos, não foram observadas.

Os autores citados anteriormente indicam que a maior proporção de lesões aconteceram na região do tronco (46,34%), seguido dos membros superiores (34,15%) (SILVA, M., et al., 2013). Os ombros (29,27%) foram os segmentos mais afetados, corroborando com o apresentado por Vital et al. (2007). A região torácica (21,95%) foi posteriormente relatada como mais acometida. Em relação aos diagnósticos espasmos (36,59%) encontrou-se como o mais frequente, seguido por tendinopatias (26,83%). Lesões por sobrecarga (80%) foram mais frequentes do que as lesões traumáticas (20%) (SILVA, M., et al., 2013).

Somente dois dos estudos encontrados, Silva, M., et al. (2013) e Vital et al. (2007), apresentam informações quanto a caracterização das lesões, ainda assim utilizando definições de lesões esportivas distintas. Os demais artigos não caracterizaram as lesões esportivas na NP entre tipo, localização e mecanismo.

Apenas Vital et al. (2002) caracteriza os atletas participantes das Paralímpiadas de Sidney por diagnósticos da deficiência a fim de traçar o perfil dos mesmos, os autores trazem poucas informações específicas por modalidades. Dentre os participantes desse estudo 17 atletas (26%) eram nadadores paralímpicos, representando o maior grupo, havendo predominância de atletas com deficiência físico/motora (16) e com apenas um atleta com deficiência visual. Os resultados das avaliações clínicas realizadas são apresentados por tipos de deficiências, que apresentaram predominância do tipo físico-motor com 41 atletas (62%), intelectual com 15 atletas (23%) e visual com 10 atletas (15%). Os autores afirmam que tais resultados apresentam peculiaridades inerentes e significativas de acordo com a deficiência e modalidade praticada, porém não detalham quais são estas.

As características sobre aspectos da NP são apresentadas, em sua maioria, por deficiência e apenas um artigo apresenta agrupamento por classe esportiva. Os artigos estudados nos trazem, principalmente, um levantamento sobre doenças e lesões osteo-mio- esqueléticas presentes na NP, assim como valores de incidência e prevalência. A região do tronco e membros superiores foram acometidos com maior prevalência, sendo o ombro o mais acometido dentre as estruturas corporais. Os tipos de queixas mais relatados encontram-se entre tendinopatias, espasmos/contratura, algias na coluna vertebral e doenças no sistema respiratório. Lesões por mecanismo de sobrecarga foram mais comuns na modalidade. É possível verificar que a caracterização de lesões esportivas na NP, ainda apresenta grande

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lacuna em relação aos grupos de classes, principalmente quando se trata das classes para atletas com deficiência física e intelectual.

Considerações finais

Considerando os estudos apresentados, podemos ressaltar a necessidade da realização de pesquisas mais específicas abordando a natação paralímpica, de acordo com as características da modalidade, classe esportiva e deficiência, a fim de trazer informações mais específicas das áreas estudadas.

Recomenda-se que estudos futuros abordem a temática com maior especificidade entre os grupos de atletas, considerando modalidade esportiva, gestos técnicos e fatores de riscos, para que deste modo seja possível verificar os padrões de lesões presentes na NP, com intuito de diminuir fatores de riscos e aperfeiçoar ações preventivas.

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