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O BJECTIFS DE LA CONSULTATION

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6. PLAN CADRE DE GESTION ENVIRONNEMENTALE ET SOCIALE (PCGES)

9.1 O BJECTIFS DE LA CONSULTATION

No presente trabalho de Conclusão de Curso procurou-se avaliar o impacto na resistência das argamassas mistas da substituição parcial do agregado miúdo por areia de fundição e resíduos de bloco cerâmico. A utilização desses materiais trouxe reações diferentes a cada traço pré-determinado que foi executado, sendo esses traços classificados em traço 1, traço 2 e traço 3. A partir da definição dos traços foram moldados os corpos de prova e foi feita a análise das propriedades mecânicas das argamassas endurecidas após 7, 14 e 28 dias, utilizando os ensaios de consistência, resistência à tração, resistência à compressão, e também o ensaio de arrancamento aos 28 dias.

Uma das motivações para a realização deste trabalho foi a questão ambiental, pois cada vez mais o meio ambiente está sendo prejudicado pela grande quantidade de resíduos industriais descartados de maneira incorreta. Assim, através dos resultados obtidos neste trabalho, pode-se aprofundar um estudo de viabilidade econômica para uma futura adição de areia de fundição e resíduos de bloco cerâmico à uma argamassa.

Para cada objetivo proposto analisando os resultados chegou-se às seguintes conclusões quanto a:

• Índice de consistência:

Ao analisar os valores encontrados pode-se observar que em todos os traços foram alcançados os valores estabelecidos pela norma.

• Resistência à tração na flexão e resistência à compressão simples: Ao fazer a análise dos resultados encontrados dos ensaios verificou-se que os 3 traços encontram-se com valores superiores ao traço de referência. Tais resultados não convergem com a pesquisa de Barrichelo (2019), por exemplo. Ela fez uma pesquisa sobre Verificação da resistência mecânica em argamassas mistas com utilização de areia de fundição, mas verificou que o traço com substituição de 100% de areia natural por areia de fundição em comparação com o seu traço de referência apresentou valores de resistência inferiores, o mesmo ocorreu com Engel (2016), podendo aí perceber-se a atuação das propriedades específicas do resíduo de cerâmica moída, que como sendo um agregado com área específica menor acabou trazendo resultados melhores nos traços com maior adição, tendo conforme Falcão (1985) na sua explicação a menor tendência a retração, diferente dos traços

com grande quantidade de agregados com maior área especifica, como por exemplo a própria areia de fundição.

• Resistência ao arrancamento

Analisando os resultados encontrados pode-se observar que apenas o traço 1 alcançou o valor indicado pela norma para argamassa de revestimento interno.

Assim, acredita-se que para ter uma argamassa com uma melhorada aderência, trabalhabilidade e propriedades mecânicas, o traço melhor indicado seria o traço 3 que, por sua vez, tem substituição de 100% do agregado miúdo, utilizando 70% de areia de fundição e 30% de resíduos de blocos cerâmicos.

Em síntese, através da realização deste estudo, tecnicamente há potencial para a utilização de resíduos de bloco cerâmico junto a areia de fundição para a produção de argamassa, tornando-se uma opção vantajosa por diminuir o consumo de areia natural na função de agregado miúdo, e também por ajudar a dar uma destinação sustentável destes resíduos industriais.

Através do estudo realizado nesta pesquisa, sugerem-se, acerca da utilização de resíduos industriais para a fabricação de argamassas mistas, os seguintes trabalhos futuros:

• Pesquisa relacionada à viabilidade econômica da implantação comercial de uma argamassa baseada no traço 3, utilizando substituição total do agregado miúdo por areia de fundição e resíduos de bloco cerâmico.

• Investigar as propriedades utilizando diferentes teores dos utilizados nesta pesquisa, afim de verificar o melhor traço possível entre eles.

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APÊNDICE A – Tabelas de resistência ao arranchamento

Tabela 13 - Arranchamento traço de referência

FURO CARGA DE RUPTURA MODO DE ROMPIMENTO

F1 5,2 E – Argamassa F2 12,2 E - Argamassa F3 0 C - Chapisco F4 16,8 E - Argamassa F5 23,6 E - Argamassa F6 0 E - Argamassa F7 9,2 E - Argamassa

Fonte: Autoria Própria (2019)

Tabela 14 - Arranchamento traço 1

FURO CARGA DE RUPTURA MODO DE

ROMPIMENTO F1 16,4 G - Cola F2 71,7 E - Argamassa F3 52,4 E - Argamassa F4 40,4 E - Argamassa F5 31,4 G - Cola F6 50,7 G - Cola F7 89,5 E - Argamassa

Fonte: Autoria Própria (2019)

Tabela 15 - Arranchamento traço 2

FURO CARGA DE RUPTURA MODO DE ROMPIMENTO

F1 52,9 E - Argamassa F2 45,10 E - Argamassa F3 32,90 E - Argamassa F4 28,20 E - Argamassa F5 45,8 G - Cola F6 57,3 G – Cola F7 47,80 E - Argamassa

Tabela 16 - Arranchamento traço 3

FURO CARGA DE RUPTURA MODO DE

ROMPIMENTO F1 31,30 C - Chapisco F2 37,40 C - Chapisco F3 15,10 C - Chapisco F4 27,30 C - Chapisco F5 11,20 E - Argamassa F6 22,60 G - Cola

APÊNDICE B – Tabelas resistência à tração na flexão

Tabela 17 - Resistência à tração traço referência

REFERENCIA

Resistência a tração na flexão (Mpa)

Aumento da Resistência (%)

7 DIAS 14 DIAS 28 DIAS

CP 1 1,31 1,68 2,51 28,24

CP 2 1,1 1,92 2,75 74,55

CP 3 1,17 1,97 2,56 68,37

Fonte: Autoria Própria (2019)

Tabela 18 – Resistência à tração traço 1

TRAÇO 1 Resistência a tração na flexão (Mpa) Aumento da

Resistência (%)

7 DIAS 14 DIAS 28 DIAS

CP 1 2,73 2,90 2,94 1,38

CP 2 2,53 2,58 2,60 0,78

Fonte: Autoria Própria (2019)

Tabela 19 - Resistência à tração traço 2

TRAÇO 2 Resistência a tração na flexão (Mpa) Aumento da

Resistência (%)

7 DIAS 14 DIAS 28 DIAS

CP 1 2,02 2,20 2,72 34,65

CP 2 2,24 2,82 3,21 43,30

Fonte: Autoria Própria (2019)

Tabela 20 – Resistência à tração traço 3

TRAÇO 3

Resistência a tração na flexão (Mpa)

Aumento da Resistência (%)

7 DIAS 14 DIAS 28 DIAS

CP 1 2,29 2,42 4,75 107,4

CP 2 2,53 2,60 3,17 21,92

APÊNDICE C – Tabelas resistência à compressão simples

Tabela 21 - Resistência à compressão referência

TRAÇO REF

Resistência a tração na flexão (Mpa)

Aumento da Resistência (%) 7 DIAS 14 DIAS 28 DIAS CP 1 3,20 3,27 4,53 41,56 CP 1 3,73 5,09 5,39 44,50 CP 2 3,21 4,39 6,69 108,41 CP 2 3,58 4,72 5,60 56,42 CP 3 3,35 4,91 5,48 63,58 CP 3 3,42 4,4 3,88 13,45

Fonte: Autoria Própria (2019)

Tabela 22 - Resistência à compressão traço 1

TRAÇO 1

Resistência a compressão (Mpa) Aumento da

Resistência (%)

7 DIAS 14 DIAS 28 DIAS

CP1 30,27 36,43 37,26 23,09

CP1 25,56 30,05 37,13

45,26

CP2 27,88 32,41 33,51 16,25

CP2 34,68 34,68 35,03 1,01

Fonte: Autoria Própria (2019)

Tabela 23 – Resistência à compressão traço 2

TRAÇO 2

Resistência a compressão (Mpa) Aumento da

Resistência (%)

7 DIAS 14 DIAS 28 DIAS

CP1 22

27,13 44,01 100,05

CP1 27,79 43,66 51,7 86,04

CP2 22,99 33,4 47,36 106

CP2 28,25 40,70 44,35 44,25

Tabela 24 - Resistência à compressão traço 3

TRAÇO 3

Resistência a compressão (Mpa) Aumento da

Resistência (%)

7 DIAS 14 DIAS 28 DIAS

CP1 25,84 35,92 50,92 97,06 CP1 28,18 32,18 41,41 46,95 CP2 24,90 36,64 43,92 76,39 CP2 19,87 22,51 31,19 56,97

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