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2.1. 7 Spreading Source Code Across Multiple Lines

2.2.1 Program Heading

De entre as várias medidas que podem e devem ser adoptadas para prevenção dos danos supracitados encontram-se os protectores solares.

O uso de protetores solares adequados desempenha um papel primordial na fotoproteção e, consequentemente, uma redução do fotoenvelhecimento e da fotocarcinogénese.

No mercado existe uma variedade enorme de protectores solares, sendo que podem ser divididos em dois grupos tendo em conta o mecanismo de proteção: físico ou químico (Figura 2).

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Os protectores com mecanismos físicos (inorgânicos) ou minerais atuam através da criação de uma barreira física que reflete ou dispersa a radiação. No entanto, possuem o inconveniente de deixar a pele com um aspeto branco e opaco, sendo por esse motivo menos escolhidos comparativamente aos filtros orgânicos. Este tipo de protectores está especialmente indicado em crianças e adultos com pele intolerante.

Os protetores solares químicos (orgânicos) são constituídos por compostos aromáticos com ácidos carboxílicos, responsáveis pela absorção da energia da radiação UV. Dentro dos protetores químicos existe ainda a divisão entre os que protegem contra a radiação UVA, UVB ou contra ambas, sendo estes denominados de “filtros solares de amplo espectro”. [38] Apesar de cosmeticamente mais agradáveis este tipo de protectores podem desencadear reacções alérgicas em pessoas susceptíveis.

Figura 2 – Classificação dos protetores solares

O Fator de Proteção Solar (FPS) traduz a eficácia de um protector solar e corresponde à razão entre a Dose Mínima Eritematosa (DME), ou seja, a quantidade de radiação UV requerida para provocar eritema na pele protegida (com protetor solar) e a quantidade para provocar eritema na mesma pele (desprotegida). De uma forma geral, quanto maior for o FPS, maior é a proteção contra a radiação UVB, pelo que a aplicação de um protetor solar 50 irá proteger uma pele exposta 50 vezes mais da radiação UVB que uma pele desprotegida.[38- 40]

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A escolha do protector solar deve ter em conta vários aspectos como sendo: o tipo de pele (fototipo), ser de amplo espectro (conferir proteção contra radiação UVA e UVB) e resistente à água. De uma forma geral o FPS nunca deve ser inferior a 30 e especialmente no caso das crianças deverá ser sempre 50 e de preferência mineral. Este deve ser aplicado em quantidade suficiente (cerca de 2mg/cm2), sendo reaplicado a cada duas horas, sempre que se vai à água ou se transpire em abundância.

Ainda que seja da máxima importância, como já demonstrado, o uso correto do protector solar não podem ser descuradas todas as outras medidas preventivas. As quais incluem: uso de roupa/ T-shirt opaca, preferencialmente branca, chapéu e óculos de sol. A exposição solar deve ser evitada entre as 11h e as 16h e a “regra da Sombra” pode ser sempre um bom aliado na avaliação do risco. Então é seguro expormo-nos ao sol sempre que a nossa sombra for maior que nós. Deve também manter-se sempre o nível de hidratação adequado e manter-se protegido mesmo em dias nublados e em qualquer actividade realizada ao ar livre e não apenas em praias e/ou piscinas.

3.2 Intervenção em Farmácia Comunitária:

Dado o sucesso da iniciativa anterior, VALORMED, pelo feedback das educadoras de infância do ATL do Centro Social DR. Crispim e a solicitação de novas formações sobre outras temáticas, surgiu a oportunidade de realizar uma sessão sobre Proteção Solar. Em conversa com uma educadora sobre o plano de actividades das crianças foi-me dito que durante os primeiros quinze dias do mês de Julho estas se iriam deslocar à praia. Neste sentido decidi elaborar uma apresentação (Figuras 9 a 30, Anexo V) em que abordo os principais cuidados a ter com o sol, os riscos e beneficias da exposição e ainda algumas curiosidades sobre a pele. Era meu objectivo com isto alertá-los sobre este tema para que realizassem esta actividade com segurança.

No dia 4 de Julho realizou-se a formação (Figura 31, Anexo VI) e no final da mesma cada criança recebeu um marcador de livro (Figuras 32 e 33, Anexo VII) com alguns dos aspectos a reter.

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Referências:

[1] Decreto-Lei nº 307/2007, de 31 de agosto - Regime Jurídico das Farmácias de Oficina.

[2] Ordem dos Farmacêuticos: Boas Práticas Farmacêuticas para a Farmácia Comunitária. Acessível em http://www.ordemfarmaceuticos.pt/ [acedido em 2/06/2018]

[3] Portaria N.º 582/2007, de 4 de Maio, Diário da República, 1ª Série – N.º 86 – 4 de Maio de 2007.

[4] Portaria nº 31-A/2011, de 11 de janeiro.

[5] Artigo 23° do Decreto-Lei nº 307/2007, de 31 de agosto. [6] Decreto-Lei nº 15/93, de 22 de janeiro.

[7] Portaria nº 594/2004, de 2 de junho: Aprova as boas práticas a observar na preparação de medicamentos manipulados em farmácia de oficina e hospitalar. [8] Artigo 37º do Decreto-Lei nº 307/2007, de 31 de agosto.

[9] Portaria nº 137-A/2012, de 11 de maio. [10] Decreto-Lei nº 48-A/2010, de 13 de maio. [11] Lei nº 11/2012, de 8 de março.

[12] Estatuto do medicamento. Decreto-Lei nº 176/2006, de 30 de agosto.

[13] ACSS – Administração Central do Sistema de Saúde, I.P. Manual de Relacionamento das Farmácias com o Centro de Conferência de Faturas do SNS.

Acessível em: https://www.ccf.min-

saude.pt/portal/page/portal/estrutura/documentacaoPublica/ACSS/Manual%20de% 20Relacionamento%20de%20Farm%C3%A1cias%20VF%201.9.pdf. [acedido em 4 de março de 2018].

[14] Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica – APIFARMA. Medicamentos Não Sujeitos a Receita Médica. Acessível em: https://www.apifarma.pt/tratardemim/Medicamentos

%20de%20Venda%20Livre/Paginas/default.aspx. [acedido em: 4/03/2018].

[15] Ministério da Agricultura e do Mar: Decreto-Lei n.º 118/2015, de 23 de junho – Procede à segunda alteração ao Decreto-Lei n.º 136/2003, de 28 de junho, que transpôs a Diretiva n.º 2002/46/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 10

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de junho de 2002, relativa à aproximação das legislações dos Estados-Membros respeitantes aos suplementos alimentares. Diário da República, 1ª Série, n.º 120/2015

[16] Decreto-Lei N.º 95/2004, de 22 de abril – Regula a prescrição e a preparação de medicamentos manipulados.

[17] INFARMED: Medicamentos manipulados. Acessível em: http://www.infarmed.pt/web/ [acedido em: 4/03/ 2018].

[18] Portaria n.º 769/2004, de 1 de julho: Estabelece que o cálculo do preço de venda ao público dos medicamentos manipulados por parte das farmácias é efectuado com base no valor dos honorários da preparação, no valor das matérias- primas e no valor dos materiais de embalagem

[19] INFARMED: Saiba mais sobre: Automedicação. Acessível em: www.infarmed.pt [acedido em:12/04/2018]

[20] Herdeiro MT, Ferreira M, Ribeiro-Vaz I, Polónia JJ, Costa-Pereira A (2012). O Sistema Português de Farmacovigilância. Acta Médica Portuguesa; 25: 241-249. [21] Portaria n.º 1429/2007, de 2 de novembro: Define os serviços farmacêuticos que podem ser prestados pelas farmácias.

[22] Associação Portuguesa de Podologia: Podologia. Acessível em:

http://appodologia.com/app/podologia/ [acedido em: 20/03/2018]

[23] Assistência Médica Internacional: Reciclagem de Radiografias. Acessível em: http://ami.org.pt/ (acedido em 26/05/2018)

[24] Valormed: Sociedade Gestora de Resíduos e de Embalagens e Medicamentos. Acessível em www.valormed.pt (acedido em 26/05/2015)

[25] – Lilaia P (2016). APOGEN - Seminário «O Valor dos Medicamentos Genéricos». Revista Portuguesa de Farmacoterapia; 8: 271-273.

[26] Campos A (2017). Portugal pode poupar "mais 100 milhões de euros por ano" com genéricos. Público. Acessível em: www.publico.pt [acedido em 10/05/2018] [27] – Mandim D (2018). Genéricos já têm 48% de quota de mercado. Diário de Notícias. Acessível em: www.dn.pt [acedido em 19/05/2018]

[28] – INFARMED: Quota de Mercado de Genéricos. Acessível em http://www.infarmed.pt. [acedido em 19/05/2018]

[29]- INFARMED: Quota de Mercado de Medicamentos Genéricos por Farmácia. Acessível em http://www.infarmed.pt. [acedido em 19/05/2018]

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[30] INFARMED: Medicamentos Genéricos. Acessível em http://www.infarmed.pt. [acedido em 19/05/2018]

[31] Klatte S, HC S, Hempel M (2017). Pharmaceuticals in the environment – A short review on options to minimize the exposure of humans, animals and ecosystems. Sustainable Chemistry and Pharmacy., 5:61-6.

[32] Kummerer K (2009) The presence of pharmaceuticals in the environment due to human use--present knowledge and future challenges. J Environ Manage, ;90(8):2354-66.

[33] Agency EE. Pharmaceuticals in the environment. Results of an EEA workshop. 2010:34.

[34] Liga Portuguesa Contra o Cancro: Um escaldão hoje... mil novos melanomas por ano em Portugal. Acessível em: https://www.ligacontracancro.pt/ [acedido a 23/05/2018]

[35] Flor, J., Davolos, M. R., Correa, M. A. (2007). Protetores solares. Química Nova, 30(1), 153.

[36] Policy Statement—Ultraviolet Radiation: A Hazard to Children and Adolescents. Pediatrics.

[37] Soares MA (2002) Medicamentos Não Prescritos – Aconselhamento Farmacêutico. 2ªEdição. Associação Nacional das Farmácias Publicações Farmácia Portuguesa, Lisboa.

[38] Latha, M. S., et al. "Sunscreening agents: a review." The Journal of clinical and aesthetic dermatology 6.1 (2013): 16.

[39] Jou, PC;Feldman, RJ; & Tomecki, KJ. UV protection and sunscreens: what to tell patients. Cleveland Clinic journal of medicine, 79(6): 427-436.

[40] Olsen, CM;Wilson, LF;Green, AC;Biswas, N;Loyalka, J; & Whiteman, DC. Prevention of DNA damage in human skin by topical sunscreens. Photodermatology, photoimmunology & photomedicine.

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ANEXOS:

ANEXO I

Figura 3– Capa do folheto informativo relativo ao tema Desmistificando os Genéricos.

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Anexo II

Figura 5 – Divulgação da campanha 20 pontos em Cartão Saúda promovida pela VALORMED e pelas Farmácias Portuguesas.

Anexo III

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Anexo IV

Figura 8 – Apresentação “Um dia com a VALORMED”

Anexo V

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Figura 9 a 30 – Apresentação PPT sobre Proteção Solar

Anexo VI

Figura 31 – Apresentação sobre Proteção Solar

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Anexo VII

Figura 32- Versos dos 3 marcadores de livros distribuídos no final da apresentação sobre Proteção Solar

Figura 33- Frentes dos 3 marcadores de livros distribuídos no final da apresentação sobre Proteção Solar.

Relatório de Estágio Profissionalizante

Hospital Geral de Santo António – Centro Hospitalar do Porto

Março e Abril de 2018

Beatriz Afonso Namora Baldaque Marinho

Carina Tavares da Costa

Dina Isabel Sousa Carvalho das Neves

Jéssica Carina Silva Rodrigues

Orientador: Dra. Teresa Alexandra Teixeira Almeida

ii

Declaração de Integridade

Declaro que o presente relatório é de minha autoria e não foi utilizado previamente noutro curso ou unidade curricular, desta ou de outra instituição. As referências a outros autores (afirmações, ideias, pensamentos) respeitam escrupulosamente as regras da atribuição, e encontram-se devidamente indicadas no texto e nas referências bibliográficas, de acordo com as normas de referenciação. Tenho consciência de que a prática de plágio e auto-plágio constitui um ilícito académico.

Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, 16 de Julho de 2018

iii

Agradecimentos

À Comissão de Estágios da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, por nos ter dado a oportunidade de conhecer a realidade da farmácia hospitalar.

À Doutora Patrocínia Rocha, Diretora dos Serviços Farmacêuticos, e ao Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Porto pela oportunidade de realizarmos o estágio nesta que é uma instituição de referência no nosso país.

À Doutora Teresa Almeida, nossa orientadora e um pilar da nossa aprendizagem, pela disponibilidade, dedicação e simpatia. Pela forma como nos recebeu, nos orientou e nos transmitiu os seus conhecimentos.

A todos os farmacêuticos, técnicos de farmácia, assistentes técnicos e operacionais dos Serviços Farmacêuticos do Centro Hospital do Porto, que nos acolheram nas diversas unidades, pelos valiosos conhecimentos científicos e técnicos partilhados connosco.

iv

Resumo

No âmbito do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticos, realizamos o nosso estágio curricular em farmácia hospitalar nos Serviços Farmacêuticos do Centro Hospitalar do Porto. Com uma duração de 8 semanas, tivemos a oportunidade de contactar com a realidade de um Farmacêutico Hospitalar intervindo em todos os setores que constituem os Serviços Farmacêuticos.

Neste relatório, descrevemos a organização dos Serviços Farmacêuticos, relatando as tarefas diárias desempenhadas pelos profissionais de saúde, bem como a nossa experiência neste estágio. Descreve-se todo o circuito do medicamento, desde da sua aquisição à sua dispensa. Exploramos também a organização e tarefas desempenhadas nas áreas de produção de medicamentos estéreis, não estéreis e citotóxicos. Ainda dentro dos diferentes setores com que contactamos nos Serviços Farmacêuticos do Centro Hospitalar do Porto, descrevemos a nossa intervenção no circuito do medicamento experimental e os procedimentos característicos deste setor.

Neste seguimento, tentamos explicar as diversas regras, e exigências de qualidade, reguladas por leis específicas que regulam o meio hospitalar e ainda relatar a importância do Farmacêutico e da sua Intervenção na promoção da saúde pública.

Por último, é apresentada uma conclusão onde é realizada uma análise SWOT referente aos Serviços Farmacêuticos do Centro Hospitalar do Porto.

v

Índice de Anexos

Anexo I Cronograma do plano individual de estágio curricular 25

Anexo II Sistema de gestão de stocks por cartão Kanban 25

Anexo III Patologias abrigadas por diploma legal para distribuição em ambulatório

26

Anexo IV Modelo Nº 1804 da INCM – impresso para requisição / distribuição / administração de hemoderivados

27

Anexo V Impresso para prescrição de medicamentos em terapêutica programada, em regime de ambulatório, usado pelo serviço de Gastrenterologia e Nutrição

28

Anexo VI Folheto Informativo elaborado por grupo de estagiários 29

Anexo VII Termo de Responsabilidade entregue aos doentes de ambulatório

30

Anexo VIII (1) Sala para atividades diárias dos TSS; (2) Carro de aviamento; (3) Caixas para dispensa de estupefacientes e psicotrópicos; (4) Medicamento em dose unitária; (5) Exemplo de dispensa de hemoderivados.

31

Anexo IX Exemplo de uma ordem de preparação de produtos estéreis 32

Anexo X Exemplo de uma ordem de preparação de nutrição Parentérica

33

Anexo XI Exemplo de ordem de preparação de um manipulado não estéril

34

Anexo XII Exemplo de um rótulo de um manipulado não estéril 35

Anexo XIII Exemplo de tabuleiro com material necessário para preparação e reembalagem de medicamento Mesna sob forma de bomba perfusora. (a) Mesna; (b) bomba perfusora; (c) dois rótulos identificativos.

35

Anexo XIV Cálculos de volumes de Mesna e de solução diluidora necessários para emissão de OP de medicamento Mesna sob forma de bomba perfusora, prescrita para perfundir 1800 mg de fármaco durante 18h.

vi

Anexo XV Accoutabillity Record, Registo de Receção, Dispensa e Devolução por número de kit

37

Anexo XVI Modelo de Prescrição de Medicamentos de Ensaio Clínico 38

Anexo XVII Certificado do curso online sobre “Introduction to Clinical Practices”

39

Anexo XVIII Certificados do curso online sobre “Good Clinical Practices” 40

vii

Lista de Abreviaturas, Siglas e Acrónimos

AO Assistente Operacional

APF Armazém de Produtos Farmacêuticos

BPC Boas Práticas Clínicas

CA Conselho de Administração do CHP

CAUL Certificado de Autorização de Utilização de Lotes

CdM Circuito do Medicamento

CFT Comissão de Farmácia e Terapêutica

CFLv Câmara de Fluxo Laminar Vertical

CHP Centro Hospitalar do Porto

CMIN Centro Materno Infantil do Norte

DCI Denominação Comum Internacional

DID Distribuição Individual Diária

DL Decreto-Lei

EC Ensaios Clínicos

FEFO First Expired, First Out

FNM Formulário Nacional do Medicamento

GHAF Gestão Hospitalar de Armazém e Farmácia HGSA Hospital Geral de Santo António

HJU Hospital Joaquim Urbano

HLS Hospital Logistics System

HMP Hospital Maria Pia

HBV Hepatite B

ID Investigação e Desenvolvimento

INFARMED Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento

ME Medicamento Experimental

OP Ordem de Preparação

PF Produtos Farmacêuticos

PV Prazo de Validade

RCM Resumo das Características do Medicamento

SA Serviços de Aprovisionamento

SC Serviços Clínicos

viii

SWOT Strengths, Weaknesses, Opportunities, Treats

TDT Técnico de Diagnóstico e Terapêutica

TSS Técnico Superior de Saúde

UF Unidade de Farmacotecnia

UFA Unidade de Farmácia de Ambulatório

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Índice

Agradecimentos ... iii Resumo ...iv Índice de Anexos ...v Lista de Abreviaturas, Siglas e Acrónimos...vii Índice... ix I. INTRODUÇÃO ...1

1. Cent ro Hospitalar do Porto ...1 1.1. Serviços Farmacêuticos ... 1 1.2. Organização do Estágio Curricular ... 2

II. CIRCUITO DO MEDI CAMENTO ...2

1. Armazém de Produtos Farmacêuticos ...2 1.1. Seleção e aquisição de medicamentos e de produtos farmac êuticos ... 3 1.2. Gestão de stock ... 4 1.3. Receção, armaz enamento e conservaç ão de medicamentos ... 4 2. Distribuição ...5

2.1. Distribuição Clássica ... 5 2.2. Distribuição em Regime de Ambulatório... 6 2.3. Distribuição Individual Diária: sistema em dos e unitária ... 8

2.3.1. Validação e monitorização das prescrições médicas ...9

2.3.2. Dispensa de medicamentos e de produtos farmacêuticos ... 10

3. Unidade de Farmac otecnia ... 11 3.1. Processo de produção de medicamentos estéreis ... 12 3.2. Processo de produção de medicamentos não estéreis ... 13 3.3. UFO: produção de medicament os citotóxicos ... 14 3.4. Fracionamento de medicamentos para reembalagem ... 16 4. Investigação e Desenvolvimento ... 17

4.1. Ensaios Clínicos ... 17 4.2. Circuito do Medicament o Experimental ... 18

III. INTERVENÇÃO FARMACÊUTICA E CUI DADOS FARMACÊUTI COS ... 19 IV. CONCLUS ÃO ... 20 Bibliografia ... 21 Anexos ... 25

1

I. INTRODUÇÃO

1. Centro Hospitalar do Porto

O Centro Hospital do Porto (CHP) é uma entidade pública empresarial criada em 2007 pelo Decreto-Lei (DL) nº 326/2007, de 28 de setembro, que resulta da união dos hospitais da cidade do Porto: Hospital Geral de Santo António (HGSA), Hospital Maria Pia e Maternidade de Júlio Dinis [1]. Em 2011, aliou-se o Hospital Joaquim Urbano, e em 2013 o Centro de Genética Médica Doutor Jacinto Magalhães. A junção de especialidades na área da saúde da criança e da mulher, existentes previamente no HGSA, Hospital Maria Pia e Maternidade de Júlio Dinis, permitiu criar o Centro Materno Infantil do Norte (CMIN). Assim, o CHP tem, atualmente, duas localizações diferentes: o HGSA, que se localiza no Largo do Professor Abel Salazar, e o edifício do CMIN, que se localiza no Largo da Maternidade Júlio Dinis. O nosso estágio realizou-se no HGSA, mas tivemos a oportunidade de conhecer as instalações e o funcionamento do CMIN.

1.1. Serviços Farmacêuticos

Os Serviços Farmacêuticos (SF) são localizados no edifício neoclássico do CHP, com exceção da Unidade de Farmácia Oncológica (UFO) , localizada no edifício Doutor Luís de Carvalho no Serviço de Hematologia Clínica. Sob a direção técnica da Doutora Patrocínia Rocha, os SF correspondem a uma equipa multidisciplinar constituída por 22 técnicos superiores de saúde (TSS), 27 técnicos de diagnóstico e de terapêutica (TDT), 15 assistentes operacionais (AO) e 3 assistentes técnicos. Num sistema de rotatividade, os vários colaboradores dos SF dividem-se pelos diferentes setores dos SF com funções bem discriminadas: Unidade de Farmácia de Ambulatório (UFA), Armazém de Produtos Farmacêuticos (APF), Distribuição Individual Diária ( DID), Investigação e Desenvolvimento (ID) e Unidade de Farmacotecnia (UF), subdividida na produção de estéreis, não estéreis e UFO. As funções atribuídas aos profissionais de saúde referentes a cada setor e os respetivos protocolos são apresentados nas instruções de trabalho dos SF.

Essenciais na gestão do circuito do medicamento (CdM), os SF têm como principais áreas de intervenção: a seleção da medicação e a sua aquisição, armazenamento, realização de preparações, distribuição da medicação, controlo da qualidade , bem como garantir a segurança e eficácia das terapêuticas aplicadas, entre outr os. Estas atividades são validadas por comissões técnicas e grupos de trabalho dos SF, como a Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFT). Para garantir o cumprimento de procedimentos e identificar oportunidades da melhoria dos SF, são realizadas auditorias periódicas , essenciais para o controlo de qualidade dos serviços prestados.

2 1.2. Organização do Estágio Curricular

O nosso estágio curricular no CHP realizou-se durante os meses de março e abril de 2018 e integrou outros colegas estagiários, um colega do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas da Facoltà di Scienze del Fármaco da Università di Pavia e uma colega do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade do Algarve. O plano de estágio foi organizado de acordo com o cronograma disposto no Anexo I, a título individual. Destacamos que o início do estágio (março) foi marcado pelo surto de sarampo no CHP, que obrigou a medidas extraordinárias de assepsia nos SF.

Na primeira semana de estágio, foram apresentados os aspetos gerais de cada setor dos SF através de exposições em PowerPoint; e procedeu-se à formação dos grupos de trabalho, cada um com dois elementos. Posteriormente, em cada semana, cada grupo de trabalho foi distribuído por um dos setores dos SF. Às segundas -feiras, cada grupo procedia à leitura das matrizes de processo e das instruções de trabalho do setor atribuído, e nos restantes dias, participava nas atividades diárias do setor. Na última semana do estágio curricular, procedeu-se à elaboração do presente relatório. De referir que, durante o período de estágio, tivemos oportunidade de visitar o Museu do CHP, uma área expositiva do contexto farmacêutico dos séculos XIX e XX; e presenciamos uma auditoria geral aos SF, que avaliou criteriosamente as atividades de todos os setores.

II. CIRCUITO DO MEDICAMENTO

1. Armazém de Produtos Farmacêuticos

O APF é o armazém central do CHP, que assegura a disponibilização de medicamentos

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