• Aucun résultat trouvé

CHAPITRE 2 MESURES DE COMPOSES ATMOSPHERIQUES PAR

3.3. A NALYSE DES MESURES DE FORMALDEHYDE EFFECTUEES PAR SPIRALE EN

3.3.1 Profils des vols intertropicaux de SPIRALE

Nesta segunda etapa do projeto de ensino, após os alunos terem realizado a leitura e circulado pelo gênero que lhes será solicitado, daremos início à primeira produção de carta. As atividades humanas no campo da linguagem (GERALDI, 1997) e em outros campos (KOCH, 2008) pressupõem um plano para que as realizemos, portanto, segundo a autora, também no caso da atividade verbal, são necessárias a motivação, a situação, a prova de probabilidade e a tarefa-ação. Com base nisso, a primeira carta produzida pelos alunos terá o seguinte comando:

➢ Nas próximas aulas, você será solicitado a enviar uma carta a um colega seu, tentando convencê-lo a realizar a leitura da obra que você escolhera na biblioteca. Para dar início ao seu contato com este aluno, após escolhê-lo pelo nome em uma lista, escreva uma carta em que você se apresente a ele, falando um pouco de si mesmo enquanto leitor e escritor. As cartas não terão um limite de linhas estabelecido e, neste primeiro momento, serão entregues ao seu colega por meio de sua professora.

Alguns itens devem direcionar o desenvolvimento dos textos dos alunos. Quais elementos deverão constar, como características suas, em sua carta? O que deve constar mais especificamente no parágrafo inicial de sua produção? Que tipo de linguagem você utilizará levando em consideração o seu interlocutor?

Que características suas são mais relevantes para serem informadas nesta produção especificamente?

Que informações sobre você devem constar na carta, a fim de que seu colega lhe dê credibilidade ao ler suas cartas persuasivas, que serão enviadas posteriormente?

Neste momento do projeto, os alunos já devem ter os nomes dos interlocutores para os quais deverão enviar as cartas de apresentação. Realizadas as produções desse primeiro texto, é necessário proceder uma verificação inicial, observando a presença das informações solicitadas e a utilização de elementos linguísticos e textuais nas produções, a fim de orientar a reescrita, caso necessário. No caso da carta, a refacção dar-se-á em sala de aula. Os questionamentos a seguir orientarão essa segunda etapa da escrita.

A linguagem utilizada é clara e dá informações ao seu interlocutor sem que ele necessite de sua presença para compreendê-las?

A estrutura do texto produzido está de acordo com as características do gênero produzido? A linguagem utilizada está adequada à interlocução com o destinatário?

A carta atingiu seu propósito comunicativo primordial, que, neste caso, era oferecer informações pessoais sobre ser aluno, leitor e produtor de texto, a um colega de outra escola?

Ao tratar do módulo didático de produção escrita, Lopes-Rossi (2008) sugere que algumas atividades sejam realizadas com os alunos reunidos em pequenos grupos, pois isto favoreceria a partilha de informações entre eles. Nesta fase de avaliação do texto, primeiro

será solicitado aos alunos que troquem uns com os outros suas cartas, a fim de que eles mesmos tentem identificar os possíveis problemas nas produções. Em seguida, as observações feitas por eles nos textos serão avaliadas pela professora.

A última parte deste primeiro momento será a avaliação do texto feita pela professora, quando serão tecidos comentários nos textos que viabilizem a identificação do problema e correção com mais precisão, procedendo a reescrita do texto para só então remeter as cartas. Além das análises relacionadas à correção gramatical e aos aspectos formais, o conteúdo dos textos será da mesma maneira avaliado, uma vez que é importante nesta primeira carta atender ao propósito de apresentar-se ao outro de maneira satisfatória, aspecto o qual também será sinalizado aos alunos. Após o envio, sugeriremos aos alunos para os quais as cartas foram enviadas que as respondam aos colegas a fim de proporcionar melhor interação entre os sujeitos envolvidos nesta pesquisa.

Intentamos, nesta pesquisa, além de avaliar como nossos discentes da escola Eneida de Moraes se comportam frente à produção de um gênero discursivo, aperfeiçoar o uso de conectores no texto, uma vez que a segunda produção terá cunho argumentativo. Antes que isso ocorra, pretendemos imergir nossos alunos no meio em que, de fato, as cartas pessoais circulam, via uso dos Correios. Desejamos que a segunda produção chegue aos alunos da escola Olavo Bilac por meio de um profissional que faz a entrega de correspondências, o carteiro. Já se verificou em uma agência no próprio bairro em que a escola está situada essa possibilidade, ao que tivemos colaboração e prontidão a atender nossa solicitação da presença de um carteiro entregando correspondências em uma sala de aula, contanto que seja feita via ofício.

Além disso, também programamos para os alunos da escola uma visita à agência mencionada, a fim de que eles compreendam a esfera onde o gênero circula, como as cartas são distribuídas e até mesmo, quiçá saber com que frequência ainda são enviadas cartas pessoais atualmente, uma vez que essas informações podem ser fornecidas pelas gerências nas agências. Outrossim, é interessante proporcionar, de alguma maneira, um momento de interação entre as duas turmas, que pode reunir uma atividade escolar e um tempo de confraternização a fim de que os alunos se conheçam pessoalmente (ou de outra forma, como numa atividade interativa on-line com utilização de imagem e som, dependendo das ferramentas de que se dispõe).

Documents relatifs