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IV. Perspectives de travaux

4.4. Profil moyen d’une STEU

Os principais serviços prestados pelos portos se constituem de diversas operações realizadas desde a entrada do navio no porto até sua saída, e tais operações compreendem:

• Os serviços de entrada e de saída dos navios incluindo as atividades de operações dos serviços prestados aos armadores no processo de atracação e desatracação dos navios, tais como, os serviços de praticagem e dos rebocadores, a fiscalização e inspeção sanitária e a vigilância portuária;

• Os serviços de movimentação das cargas, que são serviços prestados pelos operadores no manuseio das cargas a bordo (na descarga e carregamento dos navios, incluindo o transbordo, arrumação, peação e despeação, e a contagem dos volumes, anotação de suas características, procedência ou destino, verificação do estado das mercadorias, assistência à pesagem, conferência do manifesto, e demais serviços correlatos) e no manuseio em terra (compreendendo o recebimento e entrega de containers aos donos de mercadorias, movimentação e arrumação das mercadorias em pátio, e outros serviços de capatazia);

• Os serviços complementares aos armadores e aos donos de mercadorias, que são os grupos de serviços especializados prestados no porto aos armadores (conferência de lacre, transbordo, pré-estivagem, limpeza de porões, movimentação de containers vazios, etc.) e aos donos de mercadorias (ovação e desova de containers, frio e monitoramento de temperatura de containers reefers, pesagem de carga ou container, remoção de mercadorias para inspeção aduaneira, etc.) (ANTAQ, 2003). (Ver detalhamento dos serviços no diagrama da organização geral dos serviços Portuários no anexo C).

É importante registrar que para prestar os serviços acima mencionados o porto necessita ter uma estrutura operacional para satisfazer as condições citadas abaixo:

 Proporcionar estrutura segura de abrigo para as embarcações;

 Possuir área adequada para que as embarcações possam fazer as manobras de evolução para entrada e saída do porto

 Ter uma profundidade e leito suficiente para a atracação e desatracação das embarcações;

 Proporcionar o embarque e desembarque de mercadorias e passageiros de forma rápida, segura e ágil;

 Disponibilizar áreas contíguas que permitam a instalação de armazéns, terminais alfandegados e estação de passageiros.

 Possuir acessos multimodais para interligar o porto com a área de influência (MORAES, 2003 apud CURCINO, 2007).

Nesse contexto, para se analisar a eficiência de um porto tem-se que levar em consideração múltiplos indicadores, que compõem esses conjuntos de serviços. Como o porto é o elo entre as mercadorias de um país e os mercados internacionais, o desempenho afetará a competitividade dos produtos. Logo, o nível de eficiência portuária influencia diretamente na competitividade do país, pois com o aumento da produtividade se reduzem os custos operacionais dos navios e consequentemente ocorre uma redução nos custos de exportação, melhorando assim a competitividade nos mercados internacionais.

O indicador de eficiência produtiva é medido pela relação entre os recursos utilizados e os recursos obtidos, na produção do serviço e tal indicador é calculado conforme equação abaixo (DAVIS; AQUILANO;CHASE, 2001):

Eficiência Produtiva = Soma ponderada das saídas (outputs) Soma ponderada das entradas (inputs)

Assim, para medir a produtividade de um porto se faz necessário analisar a relação entre os múltiplos recursos empregados (berços, equipamentos, terminais, armazéns, etc.) para produzir os serviços e o resultado desta produção (receita gerada, movimentação em TEUS, em toneladas, etc.).

Com o objetivo de gerar informações que sirvam para o gerenciamento dos portos e TUPs, o planejamento e desenvolvimento portuário, regulação por parte da ANTAQ e demais órgãos das atividades econômicas, de exploração exercida pelas autoridades portuárias, dos arrendatários e operadores, além de obter padrões e parâmetros comparativos de desempenho e divulgação pública foi criado o Sistema de desempenho Portuário (ANTAQ, 2015).

Este Sistema é responsável por coletar dados, informações e preços das operações portuárias nos portos organizados e TUPs, composto por um banco de dados que são usados de referência para cálculo dos indicadores necessário para avaliação dos serviços e custos portuários (ANTAQ, 2015).

A ANTAQ elaborou, em 2003, uma cartilha de orientação definindo os seguintes grupos de indicadores:

 Caracterização do ambiente externo: indicadores que medem a relação do porto com as características econômicas da região em que está inserido. Exemplos: quantidades de mercadorias movimentadas; relação contêiner cheio/contêiner vazio; tamanhos de navios que podem operar, entre outros.

 Caracterização do ambiente interno: indicadores que medem as instalações dos portos para operação de navios e serviços aos donos de mercadorias. Estes se dividem três tipos:

1. Indicadores de infraestrutura: Quantidades de berços, profundidades e extensões; Equipamentos para carregamento e descarga; Instalações de estocagem; Equipamentos

para serviços de entrega e recebimento e serviços acessórios; Recepção multimodal, entre outros;

2. Indicadores de Desempenho Operacional nos Serviços aos Navios: Tempo médio de espera de navios; preço médio de taxas portuárias aos navios; preços médios de utilização de equipamentos de movimentação;

3. Indicadores de Desempenho nos Serviços aos Donos de Mercadorias: Tempo médio de demora de cargas nas dependências do porto; Tempos médios de espera de veículos para ovação ou desova; Preços médios de entrega ou de recebimento, entre outros.

Seguem abaixo algumas definições de indicadores abordados neste trabalho, conforme definição da Cartilha de indicadores da ANTAQ (2003).

Quadro 2 - Indicadores de desempenho portuário

GRUPO INDICADOR DEFINIÇÃO

Ambiente externo

Quantidade de mercadorias

Medida em toneladas métricas (t), por tipo de mercadoria, segundo a classificação da NBM (Nomenclatura Brasileira de Mercadorias) e por forma de manuseio - carga geral solta, granéis sólidos, granéis líquidos, contêineres e roll on roll off.

Ambiente externo

Quantidade de Contêineres Movimentados

Em quantidades de unidades de 20’ e 40’ e em TEU, por terminal ou conjunto de berços, indicando a intensidade de utilização de cada terminal ou conjunto de berços.

Ambiente

externo Desbalanceamento ou Inbalance

Medido em TEU e em percentagem, por terminal ou conjunto de berços e para o porto todo, o desbalanceamento entre importação e exportação de contêineres cheios. Ambiente externo Relação Contêiner Cheio/Vazio

Medida em TEU e em percentagem por terminal ou conjunto de berços e para o porto todo, complementa o indicador de desbalanceamento, com a indicação da quantidade útil de unidades movimentadas.

Ambiente externo

Quantidade de Navios

Por tipo – carga geral, graneleiro, de contêineres, roll on roll off, de porão refrigerado (reefer), etc., por terminal ou conjunto de berços e para o porto todo, definindo os tipos de navios que frequentam o porto e sua distribuição pelos terminais e conjuntos de berços. Infraestrutura Quantidades

de berços, profundidade e extensões.

Define quantos navios podem ser atendidos ao mesmo tempo, considerando os tipos e tamanhos que frequentam o terminal.

Infraestrutura Equipamentos para

carregamento

Identifica tipos, quantidades e capacidades nominais – em unidades por hora, para contêineres, e em toneladas por hora, para carga geral e para granéis.

e descarga Infraestrutura Instalações de

estocagem

Composta por armazéns de carga geral, de cargas frigoríficas, de grãos, silos, pátios de contêineres e de veículos e outros - quantidades, áreas, localização, destinação e denominação, responsável pela exploração, capacidade estática, alturas de empilhamento e equipamentos de manuseio.

Infraestrutura Equipamentos para serviços de entrega e recebimento e serviços acessórios.

Composto por caminhões e carretas, empilhadeiras, reach stackers e transtêineres, elevadores e outros, e com as respectivas capacidades nominais, em unidades por hora, para contêineres, e em toneladas por hora, para carga geral e granéis sólidos.

Infraestrutura Recepção rodoferroviária

Formas de recepção das cargas e quantidade de veículos que podem ser atendidos ao mesmo tempo, considerando tipos e tamanhos que frequentam o terminal, por modal de transporte utilizado.

Desempenho Operacional nos Serviços aos Navios Tempo Médio de Espera de Navios

Indicador da qualidade do atendimento, em termos do tempo, medido em horas e minutos, gastos com espera de atracação dos navios de cada grupo de carga ou produto, para cada terminal ou conjunto de berços.

Desempenho Operacional nos Serviços aos Navios

Prancha Média Indica a produtividade média de cada terminal ou conjunto de berços, medida em relação ao tempo de atracação dos navios, tomado como tempo de atendimento, medida em unidades por hora, por navio, para contêineres e em toneladas por dia, por navio, para carga geral, roll on roll off, granéis líquidos e granéis sólidos, em cada terminal ou conjunto de berços. Desempenho Operacional nos Serviços aos Navios Preço Médio de Taxas Portuárias aos Navios.

Expresso em Reais (R$) por unidade cheia movimentada, para os contêineres e em Reais (R$) por tonelada movimentada, para carga geral, roll on roll off, granéis líquidos e granéis sólidos, indica a economicidade das taxas portuárias pagas pelos armadores, nos serviços de linha regular, ou diretamente pelo dono da mercadoria, pela movimentação das cargas, nos serviços de navios tramp. Desempenho Operacional nos Serviços aos Navios Despesa Média de Entrada e Saída de Navios.

Indica o custo médio de escala do navio (call cost), para cada terminal ou conjunto de berços. É medida em Reais (R$) por navio e por unidade movimentada ou por TEU, para os navios de contêineres e por tonelada movimentada para os navios de carga geral, roll on roll off, granéis líquidos e granéis sólidos.

Desempenho Operacional nos Serviços aos Navios Preços Médios de Utilização de Equipamentos

Indicam o preço médio, em Reais (R$) por unidade cheia movimentada, para contêineres e em Reais (R$) por tonelada movimentada, para carga geral, roll on roll off, granéis líquidos e granéis sólidos, do aluguel

de

Movimentação

de equipamentos utilizados nas operações de embarque/descarga, pago ao arrendatário do terminal ou a terceiros, em cada terminal ou conjunto de berços. Desempenho Operacional nos Serviços aos Navios Despesa Média de Entrada e Saída de Navios

Indica o custo médio de escala do navio (call cost), para cada terminal ou conjunto de berços. É medida em Reais (R$) por navio e por unidade movimentada ou por TEU, para os navios de contêineres e por tonelada movimentada para os navios de carga geral, roll on roll off, granéis líquidos e granéis sólidos. Serviços aos Donos de Mercadorias Tempo médio de espera para atendimento de veículos terrestres

Para cada terminal e por sentido de tráfego - embarque e descarga, o tempo médio de espera desde a apresentação até a saída, em horas e minutos, por veículo (caminhão ou vagão) de transporte de carga geral solta e granéis sólidos.

Indica a presteza do atendimento aos veículos a serviço dos donos de mercadorias.

Serviços aos Donos de Mercadorias Produtividade média nos serviços de ovação e desova de cntr.

Indica a eficiência dos serviços, em quantidade de unidades de 20’ e de 40’ enchidas ou desovadas por dia, por pátio de estocagem, por terminal, por sentido de tráfego - embarque e descarga.

Serviços aos Donos de Mercadorias Taxa média de ocupação das instalações de estocagem

Verifica o nível de utilização, em percentagem, das instalações de estocagem de contêineres no pátio e de carga geral solta e granéis sólidos nos armazéns e silos do terminal, pela relação entre as quantidades de cargas estocadas no período e a capacidade nominal da instalação. É medida por terminal e por sentido de tráfego - embarque e descarga, por pátio de estocagem, para contêineres e por armazém, por silo ou por conjunto de armazéns ou de silos, para carga geral e granéis sólidos.

Serviços aos Donos de Mercadorias Preços médios de Ovação ou Desova

Indicam os preços médios cobrados por operadores ou arrendatários, em Reais (R$) por unidade movimentada, pelos serviços de ovação e/ou desova de contêineres, por requisição do dono da mercadoria, em cada terminal ou pátio de estocagem.

Fonte: Adaptado da ANTAQ (2003).

Estes indicadores compõem a base dos índices de desempenho que são avaliados pela ANTAQ nos portos e os dados são disponibilizados no sistema de informações gerenciais. O porto de Suape por ser um porto organizado, possuir estes indicadores disponibilizados ao público no seu site e também no SIG da ANTAQ e estes foram analisados nesta pesquisa.

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