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Processus global du VNE dans un environnement multiCloud

CHAPITRE 1 INTRODUCTION

1.1 Définitions et concepts de base

1.1.6 Processus global du VNE dans un environnement multiCloud

A filosofia dos antigos sistemas de Administração joga toda a responsabilidade sobre o trabalhador, enquanto a filosofia do novo sistema fá-la recair em grande parte sobre a direção.

50 Taylorismo é um modelo de produção que vem consolidar o processo capitalista onde o trabalhador perde a autonomia e a criatividade acentuando a dimensão negativa do trabalho.

Rago

A importância de Taylor para o campo administrativo é inegável dada sua contribuição ao associar capitalismo, Administração e trabalho, através do conceito de Organização Racional do Trabalho (ORT) (RAMOS, 2009). Segundo Gerencer (1986, p. 13), Taylor é

“chamado com inteira justiça o ‘Pai da Organização Científica do Trabalho’ que contribuiu de

forma eficaz para o desenvolvimento industrial do século XX.”

A obra escolhida para estudo foi Princípios de Administração Científica. Logo no seu início, Taylor (1986) apresenta a Administração como uma espécie de dupla fiadora do sucesso da relação patrão-empregado, e prescreve seu objetivo precípuo: “o principal objetivo da Administração deve ser o de assegurar o máximo de prosperidade ao patrão e, ao mesmo

tempo, o máximo de prosperidade ao empregado” (TAYLOR, 1986, p. 31). Ao longo da obra,

Taylor (1986) enfatiza a importância de uma mudança na forma de administrar o trabalho no interior das empresas da sua época. Ele advoga a ideia de que, uma vez realizadas as mudanças propostas, seria possível atrelar o status de universalidade à Administração:

Esperamos, contudo, ter deixado claro que os mesmos princípios, com resultados iguais, podem ser aplicados em qualquer atividade social: na direção de nossos lares, na gerência de nossas fazendas, na Administração de nossas casas comerciais, grandes e pequenas, na Administração de igrejas, de institutos filantrópicos, de universidades e de serviços públicos (TAYLOR, 1986, p. 29-30).

As concepções de Administração e Administrador subjacentes ao discurso taylorista são melhor compreendidas se consideradas em relação ao que se pode chamar de Administração pré-taylorista (ver Quadro 4); pois o que Taylor inaugura não é a Administração propriamente dita, porque esta lhe antecede, mas a procura incansável pela eficiência industrial através de um tipo de Administração que ele qualifica como científica.

Taylor (1986) nomeava a Administração das fábricas como sistema de Administração comum ou Administração por iniciativa e incentivo. Ele a assim chamava por entendê-la como uma Administração baseada, por um lado, na livre iniciativa do trabalhador em relação aos melhores métodos de execução do trabalho, e, por outro, no incentivo a esta iniciativa por

51 parte da direção (A1). Taylor (1986) reconhecia a valorização desse tipo de Administração, por parte dos gerentes da época, mas se propunha a provar que havia um sistema de Administração superior, superioridade esta entendida pelo critério da eficiência industrial (A1, A2). No sistema então vigente, a função tacitamente prescrita para o Administrador era de incentivador da iniciativa do subordinado (A3). Nesse tipo de Administração, altos níveis de responsabilidade e conhecimento estavam nas mãos do operariado (A4).

Quadro 4 – Tema: Administração pré-taylorista

An Assertivas

A1 Considerado de modo geral, então, o melhor tipo de Administração de uso comum pode ser definido como aquele em que o trabalhador dá a melhor iniciativa e em compensação recebe incentivos pessoais de seu patrão. Este sistema de Administração será chamado de Administração por iniciativa e incentivo, para distingui-lo da Administração científica ou Administração das tarefas (TAYLOR, 1986, p. 50).

A2 O autor acredita que a Administração por iniciativa e incentivo seja tida como o melhor sistema atualmente em uso e, de fato, ele sabe que seria difícil persuadir o gerente comum de que existe alguma coisa melhor em qualquer parte. A tarefa que o autor tem diante de si, então, é árdua porquanto intenta provar, de maneira convincente, que existe outro sistema de Administração, não somente melhor, mas consideravelmente melhor do que a Administração por iniciativa e incentivo (TAYLOR, 1986, p. 50).

A3 [No sistema de Administração comum]: O Administrador mais experimentado deixa, assim, ao arbítrio do operário, o problema da escolha do método melhor e mais econômico para realizar o trabalho. Ele acredita que sua função seja induzir o trabalhador a usar atividade, o melhor esforço, os conhecimentos tradicionais, a habilidade, a inteligência e a boa vontade – em uma palavra – sua iniciativa, no sentido de dar o maior rendimento possível ao patrão. O principal problema da Administração pode ser, então, resumido em obter a melhor iniciativa de cada operário (TAYLOR, 1986, p. 49).

A4 No sistema de Administração por iniciativa e incentivo a atitude da direção é a de deixar o trabalho à discrição do operário. [...] Como dissemos antes, o princípio básico dos sistemas comuns de Administração é que cada operário conheça melhor seu trabalho que aqueles que o dirigem e os detalhes da execução devem ser deixados a seu próprio alvitre. [...] A filosofia dos antigos sistemas de Administração joga toda a responsabilidade sobre o trabalhador, enquanto a filosofia do novo sistema fá- la recair em grande parte sobre a direção (TAYLOR, 1986, p. 70-1).

Fonte: Excertos da obra Princípios de Administração Científica (TAYLOR, 1986).

Foi exatamente neste ponto, o do conhecimento do empregado versus a ignorância do dirigente, que Taylor (1986) concentrou esforços visando superar a Administração por iniciativa e incentivo (ver Quadro 5). Para ele, tornava-se imperativo inverter esta situação, de modo que o trabalhador, conhecedor que era de todo o processo de produção, pudesse saber apenas em parte; e a Administração, até então ignorante quanto ao saber-fazer do trabalhador, passasse a ter um conhecimento apropriado de cada parte do trabalho, para que,

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Quadro 5 – Temas: ignorância, conhecimento, sistematização

An Assertiva

A5 O engenho e a experiência de cada geração – de cada década – sem dúvida tem transmitido à seguinte os melhores métodos empregados. Esse conjunto de conhecimentos empíricos ou tradicionais pode ser considerado como o principal recurso e patrimônio dos artífices. Ora, no melhor sistema de Administração comum, os Administradores verificam o fato seguinte: 500 a 1000 trabalhadores, debaixo de suas ordens, empregados em 20 a 30 funções diferentes, possuem esses conhecimentos tradicionais, dos quais grande parte escapa à Administração. A direção, habitualmente, compõe-se de capatazes e superintendentes que foram, na maior parte, executores de primeira ordem em seus ofícios. Esses capatazes e superintendentes sabem melhor do que ninguém que seus conhecimentos estão muito abaixo daqueles que, em conjunto, possuem todos os operários sob suas ordens (TAYLOR, 1986, p. 48).

A6 Na elaboração desse sistema, o autor compreendeu que o maior obstáculo à cooperação harmônica entre o trabalhador e a direção residia na ignorância da Administração a respeito do que realmente consiste um dia de serviço do trabalhador. Entendeu perfeitamente que, embora fosse chefe na fábrica, o conhecimento conjunto de todos os trabalhadores seus subordinados era seguramente dez vezes maior que o seu (TAYLOR, 1986, p. 62).

A7 A ignorância do patrão a respeito dos tempos para realizar os trabalhos auxilia o operário no propósito de diminuir suas possibilidades de produção (TAYLOR, 1986, p. 38).

A8 [Na Administração científica]: os gerentes assumem novos encargos e responsabilidades, jamais imaginados no passado. À gerência é atribuída, por exemplo, a função de reunir todos os conhecimentos tradicionais que no passado possuíram os trabalhadores e então classificá-los, tabulá-los, reduzi-los a normas, leis ou fórmulas, grandemente úteis ao operário para execução do seu trabalho diário (TAYLOR, 1986, p. 51).

Fonte: Excertos da obra Princípios de Administração Científica (TAYLOR, 1986).

Na visão de Taylor (1986), os sistemas tradicionais precisavam ser substituídos por estruturas que garantissem funcionalidade e eficiência ao processo produtivo, resultando em aumento e controle das possibilidades de produção dos trabalhadores (A7). Tendo isso em vista, Taylor (1986) passou a delimitar novos contornos para o trabalho gerencial, que ligariam diretamente a Administração ao conhecimento inerente ao ato de trabalho (A8).

A partir dessa nova perspectiva, Taylor (1986) passou a detalhar o que caberia à gerência (ver Quadro 6). Verbos como planejar, preparar, orientar, dirigir, fazer executar, observar, ensinar, integraram suas prescrições de atividades para a gerência.

Taylor (1986) apresenta a tarefa como a variável mais importante a ser considerada dentro da sua proposta de Administração, salientando que a mesma deveria ser, a partir de então, planejada pela gerência, à qual caberia também a responsabilidade de fazer com que o planejado fosse cumprido (A9). Ao transferir para a gerência a responsabilidade de planejamento do trabalho diário, Taylor (1986) prescreve a cisão entre planejamento

53 (gerência) e execução (operário) do trabalho (A10, A11). Contudo, ele não limita a execução aos operários, prevendo um espaço de execução para a gerência, porém, com aparência de demonstração ou exemplificação (A16).

Como Taylor (1986) fragmenta o processo produtivo para em seguida reintegrá-lo sistemicamente por somatório, tornou-se consequente a necessidade de cooperação entre as partes envolvidas na produção. Assim, ele frequentemente insiste no tema da cooperação entre gerência e operariado (A12, A17). Essa cooperação assume, no discurso taylorista, os contornos de uma aparente relação de ensino-aprendizagem, mas apenas como a situação ideal para um repasse de instruções e demonstrações (A13, A14, A15). De uma forma ou de outra, essa nova relação possibilita a inversão da antiga situação – de um trabalhador- conhecedor versus uma Administração-ignorante – para uma nova configuração na qual quem sabe é a gerência, e quem precisa aprender pontualmente, ou de maneira superespecializada, é o operário. Contudo, sob a insígnia de chefia funcional, a própria gerência não escapou à lógica da especialização taylorista (A16).

Quadro 6 – Temas: planejamento, preparação, orientação, demonstração, ajuda, cooperação

An Assertiva

A9 A ideia da tarefa é, quiçá, o mais importante elemento na Administração científica. O trabalho de cada operário é completamente planejado pela direção. [...] A Administração científica, em grande parte, consiste em preparar e fazer executar essas tarefas (TAYLOR, 1986, p. 53).

A10 A Administração deve planejar e executar muitos dos trabalhos de que até agora têm sido encarregados os operários; quase todos os atos dos trabalhadores devem ser precedidos de atividades preparatórias da direção, que habilitam os operários a fazerem seu trabalho mais rápido e melhor do que em qualquer outro caso. E cada homem será instruído diariamente e receberá auxílio cordial de seus superiores (TAYLOR, 1986, p. 43).

A11 Está claro, então, na maioria dos casos, que um tipo de homem é necessário para planejar e outro tipo diferente para executar o trabalho (TAYLOR, 1986, p. 52).

A12 Esta cooperação estreita, íntima e pessoal entre a direção e o trabalhador, é parte essencial da Administração científica ou Administração das tarefas (TAYLOR, 1986, p. 44).

A13 Sob a Administração científica, torna-se dever e também satisfação dos que dirigem não só conhecer as leis para substituir os processos empíricos, mas também ensinar a todos os operários, sob suas ordens, os métodos mais rápidos de executar o trabalho (TAYLOR, 1986, p. 99).

A14 [Sobre os supervisores]: Estes homens têm necessidade de passar a maior parte de seu tempo na seção de planejamento, porque devem estar ao lado dos registros e dados que continuamente usam em seu trabalho e porque este trabalho requer tranquilidade de ação. A natureza humana é de tal sorte que muitos operários, abandonados a si mesmos, dispensam pouca atenção às instruções escritas. Assim,

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torna-se necessário designar instrutores, chamados chefes funcionais, para observar se os trabalhadores entendem e aplicam as instruções (TAYLOR, 1986, p. 115).

A15 Nunca se mostrou tão intensa, como atualmente, a procura de homens e mulheres melhores e mais capazes, desde diretores de grandes companhias até simples serventes. [...] O que todos procuramos, entretanto, é o homem eficiente já formado; o homem que outros prepararam. Só entraremos, todavia, no caminho da eficiência nacional, quando compreendermos completamente que nossa obrigação, como nosso interesse, está em cooperar sistematicamente no treinamento e formação dessas pessoas, em vez de tirar de outros os homens que eles prepararam (TAYLOR, 1986, p. 28-9).

A16 Sob a Administração funcional, o único antigo contramestre é substituído por oito diferentes homens, cada um com atribuições especiais, atuando como agentes de seção de planejamento; são chefes exercitados que, em todos os momentos, ajudam e orientam os trabalhadores. Sendo cada um escolhido por seus conhecimentos e habilidade pessoal na especialidade, é capaz, não somente de dizer o que deve fazer o trabalhador, mas, no caso de necessidade, também executar o serviço na frente do operário, de modo que lhe exemplifique o melhor método de realizar o trabalho (TAYLOR, 1986, p. 115).

A17 Demonstraremos que afastando este hábito de fazer cera em todas as suas formas e encaminhando as relações entre empregados e patrões, a fim de que o operário trabalhe do melhor modo e mais rapidamente possível em íntima cooperação com a gerência e por ela ajudado, advirá, em média, aumento de cerca do dobro da produção de cada homem e de cada máquina (TAYLOR, 1986, p. 35). Fonte: Excertos da obra Princípios de Administração Científica (TAYLOR, 1986).

É associada à lógica da permanente busca pela melhor maneira, pelo melhor método para realizar o trabalho, que a concepção de Administração de Taylor (1986) é socializada como uma ciência, regida por leis e princípios (ver Quadro 7).

Taylor (1986) coloca como objetivo de seu estudo provar que a eficiência industrial dos Estados Unidos e a Administração guardavam estreita relação, e que ela, a Administração, uma vez alçada à condição de ciência, era mais eficiente do que o trabalhador excepcional. O status de ciência parece ser por ele atribuído de maneira condicionada à qualidade percebida na Administração, além de evocar dimensões jurídicas e sociológicas, como norma e instituição, para qualificar essa Administração-ciência (A18). Taylor (1986) novamente evoca a divisão entre o trabalho de direção e o de execução, desta feita qualificando-os como científicos se tal cisão for potencializada. Além disso, ele parece prescrever o papel de um

tipo específico de “cientista” para o dirigente: o do cientista normal, em sentido kuhniano

(KUHN, 2003), que faz avançar o seu campo de maneira cumulativa, por incrementos; contudo, o que ele associa a esse acúmulo científico é a necessidade de dar ao operariado uma orientação quanto ao papel mais ativo da gerência dali em diante (A19).

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Quadro 7 – Tema: ciência, princípios, leis, normas

An Assertiva

A18 Dentre os objetivos deste estudo: para tentar convencer o leitor de que o remédio para esta ineficiência (nacional) está antes na Administração que na procura do homem excepcional ou extraordinário; para provar que a melhor Administração é uma verdadeira ciência, regida por normas, princípios e leis claramente definidos, tal como uma instituição (TAYLOR, 1986, p. 29-30).

A19 A fim de que o trabalho possa ser feito de acordo com leis científicas, é necessário melhor divisão de responsabilidades entre a direção e o trabalhador do que a atualmente observada em qualquer dos tipos comuns de Administração. Aqueles, na Administração, cujo dever é incrementar essa ciência, devem também orientar e auxiliar o operário sob sua chefia e chamar a si maior soma de responsabilidades do que, sob condições comuns, são atribuídas à direção (TAYLOR, 1986, p. 43).

A20 Os princípios fundamentais da Administração Científica: passando os argumentos anteriores, ver-se-á que os resultados decorreram principalmente de: (i) substituição do critério individual do operário por uma ciência; (ii) seleção e aperfeiçoamento científico do trabalhador, que é estudado, instruído, treinado e, pode-se dizer, experimentado, em vez de escolher ele os processos e aperfeiçoar-se por acaso; (iii) cooperação íntima da Administração com os trabalhadores, de modo que façam juntos o trabalho, de acordo com leis científicas desenvolvidas, em lugar de deixar a solução de cada problema, individualmente, a critério do operário. Com a aplicação destes novos princípios, em lugar do antigo esforço individual, e com a divisão equânime, entre a direção e os trabalhadores, das partes de cada tarefa diária, a Administração encarrega-se das atribuições para as quais está mais bem aparelhada e os operários das restantes (TAYLOR, 1986, p. 107).

A21 A determinação duma tarefa diária de trabalho será uma questão científica, em lugar de objeto de negociações e de regateamento (TAYLOR, 1986, p. 129).

Fonte: Excertos da obra Princípios de Administração Científica (TAYLOR, 1986).

Ao longo da obra, Taylor (1986) apresenta e reafirma o que considera princípios fundamentais da Administração científica, nos quais se observa que o qualificativo científico emerge associado a dois aspectos: (i) a redução da importância da iniciativa individual do trabalhador; e (ii) a recolocação do trabalho gerencial (A20). A qualidade de científico acha- se associada, também, ao arrefecimento da dimensão política do trabalho e da relação com os níveis gerenciais (A21).

Para apresentar e promover a adesão à sua proposta de uma Administração científica, Taylor (1986) reafirma com frequência a necessidade de uma mudança do tipo revolucionária nas empresas, associada à aceitação de uma nova filosofia, esta demandante de nova atitude mental por parte de todos os agentes envolvidos: direção e subordinados (ver Quadro 8).

Mesmo propagando mudanças na Administração do trabalho, Taylor (1986) apresenta a Administração científica menos em termos de “revoluções científicas paradigmáticas” (KUHN, 2003) e mais em termos sistêmicos, isto é, a experimentação de uma nova funcionalidade entre elementos – trabalhadores e gerência – nunca antes pensada. É nesse

56 sentido que ele defende a necessidade de dois tipos de mudança: uma objetiva (atribuições e responsabilidades), e outra subjetiva (atitude mental) (A22).

Taylor (1986) destaca a importância do papel gerencial no contexto de mudança, ressaltando a necessidade de experiência pessoal para lidar com transições dessa ordem no

ambiente de trabalho, levando a crer que há uma “formação” gerencial específica para esses

momentos, que se dá a partir da experiência pessoal anterior em situações análogas (A23).

Quadro 8 – Tema: mudança, revolução, filosofia, atitude mental

An Assertiva

A22 A Administração científica não encerra, necessariamente, invenção, nem descoberta de fatos novos ou surpreendentes. Consiste, entretanto, em certa combinação de elementos que não fora antes realizada, isto é, conhecimentos coletados, analisados, agrupados e classificados, para efeito de leis e normas que constituem uma ciência seguida de completa mudança na atitude mental dos trabalhadores e da direção, quer reciprocamente, quer nas respectivas atribuições e responsabilidades. Também, nova divisão de responsabilidades entre as duas partes e cooperação íntima e cordial que não comportam os antigos sistemas de Administração, são necessárias no sistema novo (TAYLOR, 1986, p. 127-8).

A23 Não é suficiente que a pessoa tenha sido diretor de estabelecimento regido pelos novos princípios. O homem que pretenda dirigir as fases, destinadas a proporcionar mudança do sistema administrativo (especialmente em estabelecimentos com trabalhos muito variados), deve possuir experiência pessoal para dominar as dificuldades típicas, sempre encontradas neste período de transição (TAYLOR, 1986, p. 122).

A24 A Administração científica consiste fundamentalmente em certos princípios gerais ou numa filosofia, aplicável de muitos modos (TAYLOR, 1986, p. 45).

A25 A mudança da Administração empírica para a Administração científica envolve, entretanto, não somente estudo da velocidade adequada para realizar o trabalho e remodelação de instrumentos e métodos na fábrica, mas também completa transformação na atitude mental de todos os homens, com relação ao seu trabalho e aos seus patrões (TAYLOR, 1986, p. 97).

A26 O problema maior, envolvido na substituição do sistema de iniciativa e incentivo pelo da Administração científica, é a completa revolução na atitude mental e nos hábitos de todos os componentes da direção, como também dos operários (TAYLOR, 1986, p. 121).

Fonte: Excertos da obra Princípios de Administração Científica (TAYLOR, 1986).

Ao mesmo tempo em que Taylor (1986) advoga o status de ciência para a Administração, ele também a rotula como uma espécie de filosofia geral norteadora de

múltiplas ações, ou usos variados (A24). É nesse contexto de “nova filosofia” que ele ancora a

necessidade de mudança na atitude mental de todos – direção e dirigidos – em relação a tudo: o próprio trabalho e a chefia (A25, A26).

57 A Figura 7 sintetiza as principais concepções da Administração e do Administrador no discurso taylorista, a partir da obra estudada.

Figura 7 – Concepções de Administração e Administrador em Taylor

Fonte: Elaborada pela autora.