Emballage et stockage
E. Les constructions d’équipements :
III. 8.3-Le processus de fabrication
O educador, em situação escolar, deve ter uma acção condutora das crianças até metas e objectivos educacionais aceites e definidos em diferentes níveis: desde a Lei de Bases do Sistema Educativo e opções de política educativa, passando por planos e programas de ensino.
Na Lei de Bases do Sistema Educativo (Lei n.º 49/2005 de 30 de Agosto), I Secção, Educação Pré-Escolar, artigo 5º, ponto 1, são definidos os objetivos da educação pré-escolar. O ponto 2 define a prossecução dos objetivos de acordo com os conteúdos, métodos e técnicas, em articulação com o meio familiar. Nos pontos 4, 5, 6 e 7 estabelece orientações de opção de política educativa, nomeadamente, a definição de normas gerais nos seus aspectos pedagógicos e técnicos, assim como o seu cumprimento e aplicação.
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Nas Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar, Ministério da Educação (1997), os seus princípios gerais assentam que esta “é a primeira etapa da educação básica no processo de educação ao longo da vida”, para que a criança se torne um indivíduo ativo, consciente, autónomo e solidário, capaz de lidar de forma eficaz com os desafios da sociedade (p. 15).
A Circular n.º 17/DSDC/DEPEB/2007, evidencia o papel ativo do educador na elaboração do Projeto Educativo do Agrupamento/Instituição e dos Projetos Curriculares de Estabelecimento/Escola. Seguidas as linhas dos projetos anteriormente definidos, deverá conceber e gerir o Projeto Curricular de Grupo/Turma, seguindo as orientações do Conselho Pedagógico, em articulação com a equipa de educadores.
A planificação que vou apresentar é baseada no Modelo T da Aprendizagem visto ser o modelo utilizado no Jardim-Escola João de Deus. A sua apresentação será em quadros.
Segundo Pérez e López (2001), o Modelo T é uma forma de planificação que, para muitos professores, é o ponto de partida na elaboração do Desenho Curricular de Aula. Este Modelo enquadra-se e fundamenta-se no paradigma sociocognitivo e nos novos modelos de “aprender a aprender” como desenvolvimento de capacidades e valores. Dá-nos uma visão completa e panorâmica do trabalho a realizar na aula durante um determinado tempo, beneficiando a educação integral e o desenvolvimento proporcionado da personalidade. Ao planificar, pretende-se alcançar os objectivos (capacidades e atitudes/valores), através de conteúdos e métodos / procedimentos, com uma determinada duração.
A estrutura das planificações que apresento segue o modelo anteriormente referido, apresentando na primeira coluna os conteúdos, seguidos das capacidades/destrezas. Na segunda coluna estão os métodos/procedimentos seguidos dos valores/atitudes.
Pérez e López (1999) defendem que os modelos curriculares desenvolvem-se utilizando os conteúdos e os métodos/procedimentos como meios para incrementar capacidades e valores.
Martins et al (2009) concordam com Pérez e López (1999), quando afirmam que é através dos conteúdos que se chega ao conhecimento. Este conhecimento vai- se ampliando e partindo, até que atinge ideias mais complexas e estruturadas aproximando-se do conceito científico. Este conhecimento vai sendo adquirido progressivamente como alguém que sobe uma escada, degrau a degrau.
Ainda os mesmos autores afirmam que a capacidade de observar, registar, classificar e manipular são indispensáveis para a construção do conhecimento. Pode-
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se dizer que as capacidades são como os alicerces que apoiam a construção dos conceitos e do conhecimento.
Para Zabala e Arnau, citados por Martins et al (2009), as atitudes e valores são também elementos muito significativos na aprendizagem. Dividem-nas em três componentes: a cognitiva, a afetiva e a de conduta, onde se integram conhecimentos e crenças, sentimentos e preferências e ações e declarações de intenção. Contudo, os autores sublinham que nem sempre há coerência entre valores e atitudes, porque a sociedade nem sempre favorece a harmonia entre os valores, atitudes e ações.
Os valores e atitudes devem ser estimulados precocemente e a criança deve, não só interagir com outras crianças, mas também com adultos de forma a poder, desde tenra idade, desenvolver a apetência pelo saber e adquirir e desenvolver a exatidão e a integridade intelectual.
Planificar é aplicar uma ideia numa acção. Escudero, citado por Zabalza, (2000), considera que ao fazê-lo integramos previsões, desejos, aspirações e metas que pretendemos alcançar, tudo isto conduzido pelas estratégias, que levam as crianças a atingir determinadas competências.
O educador, ao planificar, deve articular o seu conhecimento com o conhecimento da didática e ter em atenção o grupo etário a que se destina e os conhecimentos prévios do mesmo.
De acordo com as Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar (1997) o processo educativo proporcionará uma aprendizagem diversificada e significativa se o educador delinear, no planeamento, um ambiente estimulante que permita às crianças, explorar e manipular diferentes espaços, materiais ou até mesmo instrumentos, levando à descoberta destes, dos seus pares ou do grupo/turma. Será pois uma aprendizagem com igualdade de oportunidades, devendo manter-se ao longo da vida.
De acordo com Escudero, citado por Zabalza (2000), “o conjunto de processos psicológicos básicos, através dos quais a pessoa visualiza o futuro, faz um inventário de fins e meios e constrói um marco de referência que guie as suas acções” (p. 48).
Clark e Yinger, citados por Zalbaza (2000), questionaram docentes para perceberem a importância de planificar. Das várias respostas saliento dois grupos: um defende a definição dos objectivos que as crianças alcançam no seu conhecimento dos conteúdos, tendo em conta que materiais se devem utilizar, como se organizam as actividades e para quanto tempo; o outro grupo dá maior relevância às estratégias durante o processo ensino/aprendizagem: como dispor os alunos, iniciar atividades e avaliar, entre outros.
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O educador/professor deverá estar atento a todo o grupo/turma de forma a identificar dificuldades na aprendizagem, definindo estratégias para que todos atinjam os objectivos definidos anteriormente.
De acordo com Clark e Peterson, citados por Zabalza (2000), planificar tem como objetivo “transformar e modificar o currículo para o adequar às características particulares de cada situação de ensino” (p. 54).
Zahorik, citado por Zabalza (2000), defende que se o professor planificar de uma forma muito minuciosa, tem tendência para descurar as ideias e contributos dos alunos, no decurso das suas aulas. Assim, Stenhouse, apresenta uma ideia-chave: deve existir por parte do professor flexibilidade e abertura.
Segundo Ribeiro e Ribeiro (1989) a planificação de estratégias do ensino/aprendizagem direcionar-se-á para a definição e sequência de objectivos assim como de conteúdos.
Domingos et al (1990) consideram que o processo ensino/aprendizagem deverá ter em conta uma seleção ponderada e clara dos seus objetivos.
Ribeiro e Ribeiro (1989) definem como objetivos gerais os que estão associados a aprendizagens complexas, enunciando-se com alguma ambiguidade, mas que se aproximam da instrução e que devem ser atingidos no tempo previsto. Como objectivos específicos apontam para aprendizagens menos complexas, adquiridas a curto prazo e definidas de uma forma clara e objetiva.
Para Pérez e López (1999), os objectivos formulados são fundamentais para os conteúdos e métodos/procedimentos se desenvolverem. Ainda para os mesmos autores o modelo T tem como protagonistas de aprendizagem as crianças, sendo o professor o mediador da função de aprendizagem. Assim, dá-se ênfase ao “aprender a aprender”, levando a ensinar a aprender e a pensar, através de estratégias cognitivas e metacognitivas. Este Modelo funciona como uma carta de navegação curricular, constituindo-se uma arquitetura mental.
O educador/professor será o artesão do processo ensino/aprendizagem. É um agente curricular que leva ao desenvolvimento sócio-cognitivo, com espírito crítico e criativo. As crianças serão mais autónomas neste processo de construção e transformação, sendo agentes ativos na execução e consecução de projetos e situações quotidianas a desenvolver. Surgem, por vezes, dúvidas e dificuldades que o professor, enquanto mediador, terá que ajudar as crianças a construir soluções pertinentes.
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