2.4. TECHNOLOGIE DE REALISATION
2.4.2. Processeur
O processo de distribuição dos inquéritos por questionário começou a ser estudado/diligenciado no início do ano de 2011. Após uma deslocação da investigadora à Direção Regional de Educação do Centro (DREC) para recolha de dados sobre o número de professores de EE nos agrupamentos e escolas pertencentes a esta direção, bem como da pessoa responsável pela EE em cada agrupamento/escola, foi recomendada por um trabalhador/docente da DREC a solicitação dessas informações à senhora Diretora Regional, via correio eletrónico. O pedido foi realizado em março de 2011 (apêndice 4), mas revelou-se em vão, uma vez que na resposta não foi cedido qualquer dos dados solicitados, mas tão-somente que nada havia a opor à realização do estudo, desde que em respeito pelo disposto na lei relativamente à implementação de questionários em meio escolar.
Em maio do mesmo ano, optou-se por solicitar diretamente essa informação aos presidentes/diretores de agrupamentos e escolas através de uma mensagem enviada por correio eletrónico para os endereços que constavam do ficheiro de “Contactos e Níveis de Ensino das Escolas” da DREC (apêndice 5). Este procedimento foi também ineficaz, uma vez que se registou um reduzido número de respostas e um elevado número de notificações automáticas sobre falhas na entrega da mensagem, mensagens não lidas e ausências de respostas, sendo por isso desconhecido, o número total de sujeitos44 da
136 população a inquirir, bem como o das pessoas responsáveis pela coordenação da EE nos agrupamentos/escolas.
Tendo em consideração os problemas encontrados nesta fase do estudo, em dezembro de 2012, a investigadora deslocou-se à DSRC (anteriormente designada por DREC) para solicitar à senhora diretora a colaboração no envio dos inquéritos por questionários on-line aos diretores de agrupamentos de escolas/escolas não agrupadas. Não tendo sido possível o contacto com a senhora diretora, foi a investigadora recebida por um trabalhador da DSRC a quem transmitiu as diligências anteriormente referidas e o pedido que pretendia dirigir à direção. Novamente, a investigadora foi orientada no sentido de solicitar esse pedido, via correio eletrónico, à diretora.
A mensagem foi enviada em meados de fevereiro (apêndice 6), levando como anexos um pedido dirigido pela diretora do programa doutoral a reforçar o pedido da investigadora (anexo 5), bem como a autorização da CNPD (anexo 1) e o caderno da recolha de dados enviado a esta comissão. Face à ausência de resposta, procedeu-se a novo reenvio do pedido de colaboração da senhora diretora da DSRC na distribuição dos inquéritos por questionário, no início de março. Nas duas respostas recebidas, decorrentes dos dois envios efetuados (anexos 3 e 4), não se obteve a ajuda solicitada, apesar da menção na mensagem de que, no formulário da DGIDC, era apontada esta possibilidade.
Deste modo, a alternativa foi enviar os pedidos de colaboração no estudo para os endereços de correio eletrónico que constavam do ficheiro de “Contactos e Níveis de Ensino das Escolas” na região centro, alojado na plataforma da DSRC. A mensagem de colaboração no estudo com os endereços na Internet onde os inquéritos por questionário estavam disponíveis, foi enviada pela investigadora em março de 2013, com aviso de leitura, aos diretores de agrupamentos/escolas não agrupadas, a quem, para além do pedido no sentido de responderem ao inquérito que lhes dizia respeito, era solicitado o favor de enviarem o pedido de colaboração no estudo/resposta aos questionários on-line aos coordenadores e professores de EE do respetivo agrupamento/escola não agrupada.
Resultante do envio da referida mensagem, houve, à semelhança do que já tinha acontecido aquando do levantamento de dados sobre o número de professores de EE pertencentes à DREC (atual DSRC), um elevado número de notificações sobre falhas na entrega da mensagem - não ter permissão para enviar mensagens, endereço incorreto, conta removida, endereço de correio eletrónico não encontrado, cota de mensagem
137 excedida, conta suspensa, conta de email desativada por falta de utilização e mensagens excluídas sem serem lidas. Este facto obrigou à implementação de um outro estratagema - solicitar a colegas e amigos a colaboração na divulgação dos questionários junto dos diretores/presidentes e/ou colegas de EE pelos motivos anteriormente surgidos. Dos 225 agrupamento de escolas/escolas notificados, apenas recebemos a notificação de 42 leituras e um diretor respondeu lamentando não ter disponibilidade para colaborar no estudo.
Com base no ficheiro de contactos disponível na DSRC, procedeu-se, entretanto, a uma confirmação/pesquisa de endereços de correio eletrónico nas páginas/portais na Internet, bem como do número de professores de EE, da pessoa responsável pela coordenação da EE e do enquadramento da EE na organização escolar, tendo-se neste caso consultado, quando disponível, o regulamento interno dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas. Rapidamente, esta tarefa revelou-se infrutífera e foi dada por encerrada, pois constatou-se que o ficheiro da DSRC não tinha sido atualizado após a criação/reformulação/fusão havida nos agrupamentos pelo que, parte dos nomes que aí constavam estava desatualizada e/ou continha endereços incorretos/desativados. Verificou-se também que os dados nas plataformas/site dos agrupamentos/escolas sobre o enquadramento organizacional da EE nem sempre estavam disponíveis e, naqueles em que foi possível aceder a essa informação, estavam desatualizados e, portanto, não seria possível chegar a um dado autêntico para o estudo sobre o número de sujeitos a inquirir.
Nesta conformidade, tomaram-se como referência os nomes dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas que constavam na Portaria n.º 156-A/2013, sobre vagas destinadas a educadores de infância e professores dos ensinos básico e secundário, e fez- se uma nova consulta/confirmação/pesquisa de novos endereços de e-mail nas páginas dos agrupamentos e escolas para obtenção de dados sobre o número de professores de EE e sobre o responsável pela coordenação da EE. Esta iniciativa, por um lado, foi profícua porque se obteve, além da confirmação do endereço oficial do agrupamento/escola, outros endereços de correio eletrónico, como da secretaria, dos diretores, vice-diretores, adjuntos ou responsáveis pela EE; mas, por outro lado, foi improfícua porque se verificou que algumas plataformas/site, de tão recentes que eram, pouca ou nenhuma informação forneciam sobre o número de professores de EE ou sobre o responsável da EE.
138 Decorrente desta recolha de novos endereços, procedeu-se a mais um envio dos inquéritos por questionário.
Outra estratégia seguida, foi enviar a mensagem de divulgação dos inquéritos por questionário aos Diretores dos Centros de Formação dos Agrupamentos de Escolas/Escolas não Agrupadas do estudo (um total de 21 centros de formação). Apenas se obteve a confirmação da colaboração de um diretor de Centro de Formação, que fez o favor de reenviar a mensagem para as escolas, dando conhecimento à investigadora desse envio; e recebeu-se apenas a notificação de leitura da mensagem por outros dois diretores de centros de formação.
Passado um mês do primeiro envio, procedeu-se ao segundo envio dos inquéritos por questionário para todos os endereços anotados/recolhidos, lembrando os diretores/respondentes sobre o pedido de colaboração no estudo anteriormente enviado.
De acordo com a portaria acima referida, contabilizaram-se 151 instituições pertencentes à Direção Geral de Estabelecimentos Escolares da Direção de Serviços da Região Centro, não considerando as escolas profissionais e artísticas. Assim, o valor referência para a população de diretores é 151 e, considerando que em cada instituição pode haver um coordenador/responsável pela EE, considera-se o mesmo número de referência para CEE, não sendo possível apontar um número de professores de EE, dado que este varia em função do número de alunos ao abrigo do Decreto-Lei n.º 3/2008 em cada instituição.