O SINEPOPE foi avaliado nos aspectos interface e software, com base no “Guia de Avaliação da Qualidade de Produto de Software” (CENPRA, 2005).
Com base no documento de avaliação obtido, foi realizado (conforme recomendação do próprio documento) uma redução dos itens de avaliação para que só fossem avaliados aspectos pertinentes ao trabalho em questão. Sendo assim, foram utilizados apenas os aspectos relativos à avaliação de interface e do software (itens 5.3 e 5.4 do documento) com seus desdobramentos. Foram descartados aspectos como avaliação da embalagem, instalação e desinstalação, por exemplo, pois são aspectos que não são pertinentes a este software, por ser este um protótipo não comercial, que, consequentemente, não será vendido em embalagens próprias e também não necessita de instalação e desinstalação, pois é um software de internet.
A avaliação foi feita por um profissional da área de Ciência da Computação e que atua em engenharia de software, pois conforme recomendação do próprio documento de avaliação este deve ser feito por pessoas em condições de avaliar os itens solicitados, mas que não tenham participado de qualquer etapa do processo de desenvolvimento do software. A avaliação consiste em um “checklist” que resulta em um relatório sintetizado da avaliação, o qual será apresentado a seguir.
5.1.1 Avaliação da Interface
As funções do software são representadas na interface por meio de menus, barra de botões, caixas de diálogo, teclas de atalho e de função, etc. Sendo assim, a avaliação de interface será feita sob os aspectos de usabilidade e funcionalidade. No que se refere à usabilidade, foi analisado a inteligibilidade e a operacionalidade com os seguintes resultados:
5.1.1.1 Usabilidade - Inteligibilidade
Aplicabilidade: A interface está organizada em grupos segundo uma forma lógica facilmente compreendida pelo usuário. Faz uso de identificadores que representam claramente seu significado. Orienta o usuário nos passos a serem executados para a realização de uma determinada tarefa. Possibilita a realização da tarefa desejada com um número reduzido de passos. Porém, não informa ao usuário sobre o que um botão, menu, ícone ou caixa de diálogo faz ao posicionar o cursor do mouse sobre ele em botões explicativos ou barra de status que aparecem na posição do cursor. Não utiliza o mesmo identificador para uma dada função no produto como um todo. Não permite a criação de atalhos para acesso às funções diretamente.
Aspectos Visuais: As telas possuem áreas de seleção dos itens de menu dimensionadas de forma a facilitar sua visualização. Apresentam somente informações necessárias e utilizáveis sensíveis ao contexto. Seguem um padrão na distribuição dos objetos facilitando o entendimento dos mesmos. Facilitam a leitura e identificação das funções. Apresentam os campos de entrada de dados compatíveis com a necessidade. Exibem as mensagens com bom aspecto visual, utilizando com moderação negrito, itálico e sublinhado. Utilizam tipos e tamanhos de letras de fácil visualização. Apresentam contrastes de cores, facilitando a leitura. Como pontos negativos deste aspecto: poderiam apresentar uma distribuição mais uniforme de seu conteúdo, levando em consideração o espaço disponível e facilitar a leitura e identificação dos campos de entrada de dados e seus formatos. Ex.: datas, horas, medidas, intervalos.
Localização: A interface dispõe os objetos de interação (opções de menu, etc) numa ordem lógica (Ex.: Freqüência de uso, grau de importância, alfabética, etc). Porém não está estruturada de forma a agrupar as tarefas do software em áreas funcionais e não apresenta informações adicionais em uma barra de status.
Mensagens apresentadas: A interface exibe mensagens de orientação ao usuário, que informam de forma efetiva e eficiente na execução da tarefa desejada. As mensagens são auto-explicativas, isto é, quando uma determinada mensagem é apresentada, ela é, imediatamente, compreendida pelo usuário sem a necessidade de consultas adicionais a outras fontes. As mensagens utilizam uma linguagem instrutiva, polida, neutra e não agressiva, sendo apropriado para o aprendizado, isto é, orienta e guia o usuário no sentido de aprender a usar o software. No entanto, as mensagens se limitam apenas ao contexto da tarefa que está sendo realizada e não orientam o usuário no sentido de aprender a usar o software.
5.1.1.2 Usabilidade - Operacionalidade:
Tipos diferenciados de operações: A interface oferece facilidade para que usuários de níveis de familiaridade diferentes possam facilmente se adaptar ao sistema (ex. tutoriais estruturados em níveis: básico e avançado). Mas não utiliza teclas de atalho ou aceleração agilizando a ação de usuários experientes.
5.1.1.3 Funcionalidade - Adequação
Definição: A interface possui as funções de interface bem definidas, de forma a não deixar dúvidas sobre o que fazem (ex. Identificação dos Rótulos, Legendas, Cabeçalhos, Opções de Menu, etc), é bem estruturada, de modo a facilitar a seleção das opções relevantes à execução do software (ex. menus em níveis hierárquicos, posicionamento de botões), orienta bem o usuário na compreensão e execução da tarefa (ex. por meio de caixas de diálogo, mensagem de alerta, mensagens de orientação apresentadas na barra de status, linhas de comando, balões explicativos, som), mostra as principais funções para executar as tarefas propostas pelo software.
Coerência: As funções do software expressadas na interface por meio de menus, barra de botões, teclas de atalho e de função, caixas de diálogo, etc, possuem uma estrutura que: facilita a localização e seleção da opção relevante à execução da tarefa; orienta o usuário na seqüência de passos necessários para uma execução eficiente e eficaz da tarefa; permite interação ao longo de todo o software, facilitando o uso para que o usuário não precise aprender o software a cada nova tarefa. Por outro lado a interface, deixa a desejar em relação a possuir uma estrutura que permita uma interação rápida e fácil com o usuário.
Harmonia: A interface organiza-se em grupos separados entre si por traços simples, e compostos por até 7 opções relacionadas logicamente. Também possui características próprias ao tipo de aplicação a que se destina, apresentando somente as informações pertinentes à execução da tarefa e funções que, quando analisadas em conjunto, se complementam, permitindo uma continuidade das tarefas.
5.1.2 Avaliação do Software
A avaliação do software é realizada sob dois aspectos, o de funcionalidades e de confiabilidade, que serão descritos em sub-aspectos conforme discriminado no guia de avaliação da qualidade de produtos de software.
5.1.2.1 Funcionalidade - Adequação
Completitude: As funções do software especificadas na documentação, foram todas implementadas e atendem de forma completa os objetivos declarados na documentação, satisfazendo a necessidade da tarefa a que o produto se propõe realizar.
5.1.2.2 Funcionalidade - Acurácia
Acurácia: As funções verificadas no software estão todas implementadas corretamente e geram resultados corretos ou conforme o esperado.
5.1.2.3 Funcionalidade - Segurança
Acesso Seletivo: O software tem implementado o recurso para acesso seletivo (ex. permite acesso de usuários a determinadas tarefas através de senhas), é compatível com o tipo de informação que manipula e impede a utilização das funções não autorizadas. O software não permite gerenciamento das senhas de acesso, depois de cadastrado o usuário, não existe opção para alteração de senha.
Recursos de Hardware: Os recursos de hardware, utilizados na avaliação, são apropriados quanto ao espaço em disco necessário, à quantidade de memória necessária, a resolução gráfica exigida, aos recursos de multimídia (placa de som, CD ROM, caixas de som, placa de vídeo), ao processador e às placas de comunicação.
5.1.2.4 Confiabilidade
Ocorrência de Falhas: O software não apresentou falhas durante sua execução sendo considerado funcionalmente correto.
Violação de Uso: O software não apresentou propagação de erros tais como, perda de dados, resultados incorretos, comportamento imprevisto, etc.