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Procédures concernant le registre des variétés de l’Union

Dans le document COM (2013) 262 final (Page 78-81)

O ESPELHO “Se a luz de repente falha e o ar lhe parece faltar, lembre-se que seus pés sabem a saída, assim como souberam por onde entrar. É com os passos marcando o ritmo que sua cabeça pode voar mais alto... São os pés firmes no chão, que começam todo o salto... Às vezes, tropeçarás... E a noite chegará por antecipado. Levante-se! E mantenha-se em pé. A vontade tem pernas mais largas que o medo. Deixe que o critiquem, que o irritem e que falem... Tudo que você precisa fazer é: ... continuar se movendo!” 10

Dentro da perspectiva da teoria social-cognitiva, as pessoas podem se auto-organizar, ser proativas11, reflexivas e auto-reguladas de uma maneira mais complexa e integral que organismos padronizados e orientados simplesmente por forças (estímulos e influências) ambientais ou conduzidas por impulsos internos ocultos e/ou secretos (BANDURA, 1986; 2001).

De acordo com a TSC, cada indivíduo possui um auto-sistema que o permite exercer uma avaliação sobre o controle que exerce sobre seus pensamentos, sentimentos, motivação e ações (BANDURA, 1986). Já aqui, podemos adiantar que o autor aponta possíveis mecanismos de auto-motivação dos indivíduos (SAMULSKI, 1985). Auto-motivação esta que pode gerar motivação intrínseca, que trataremos mais adiante, na tese.

Este sistema providencia referências mecânicas e um conjunto de sub-funções para perceber, regular e avaliar o comportamento. Estes resultados são provenientes da interação entre esse sistema e as influências do ambiente.

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Comercial publicitário “Johnnie Walker – O espelho”, a respeito da auto-motivação e reflexões subjetivas. (1:01 minuto). Acesso: http://www.youtube.com/watch?v=cLx3XE6kgOk . Um cantor no camarim se olha no espelho e estabelece um diálogo consigo mesmo, refletindo e se concentrando, antes de tomar a decisão de entrar no palco e trabalhar.

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A capacidade de um indivíduo ser proativo caracteriza-se pelo fato de justamente possuir autonomia necessária para o gerenciamento humano e a administração dos próprios cursos de vida. E também valida a questão da efetividade da tríade do determinismo recíproco, na qual os fatores pessoais, comportamentais e ambientais são relacionados e sistematizados através deste agenciamento humano das ações e comportamento (BANDURA, 2001).

Agência Humana

“[...]pessoas podem exercer influência sobre o que fazem” (BANDURA, 1997, P.3) Antes de iniciar-se a apresentação da Agência Humana e seu papel regulador de comportamentos e motivação, voltemo-nos à frase inicial deste sub-capítulo e à figura 09 que traz mais uma situação de nossa personagem Mafalda e a amiga Susanita, administrando seus cursos de ação e planejando as ações.

Figura 09 – Quadrinhos da Mafalda (QUINO, 2008, p.26). Relações a respeito da interação entre os fatores da reciprocidade triádica e a complexidade da Agência Humana, que será tratada neste tópico para o gerenciamento e agência da própria vida, planos de ação, motivações e comportamento.

De acordo com Bandura (1997), dentro da compreensão do agenciamento humano, termo que tomamos a liberdade em utilizar também em sua forma original - human agency12- precisamos compreender também que existe uma interação de fatores pessoais, comportamentais e ambientais.

Para Bandura (1986, p.1), há teóricos que defendem que os humanos possuem capacidades para o “auto-direcionamento”; outra terminologia adequada seria o auto- gerenciamento. Todas estas conceituações buscam explicar a complexidade da autonomia do funcionamento humano.

Bandura acredita nas capacidades do auto-gerenciamento, desenvolvendo eixos paradigmáticos que alimentam a idéia de “como as pessoas podem afetar suas próprias motivações e ações pela auto-influência” (BANDURA, 1986, p. 1).

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Entender human agency ou agência humana como formas de auto-intervenção ou autonomia que os indivíduos possuem sobre seus comportamentos, ações e tomadas de decisões. Doravante, consideraremos o termo equivalente em português, como este processo de auto-intervenção e agenciamento dos planos de ação, comportamentos e tarefas (VENDITTI JR e WINTERSTEIN, 2010; 2010b). Acesso: www.efdeportes.com ,

http://www.efdeportes.com/efd145/teoria-social-cognitiva-de-albert-bandura.htm

, http://www.efdeportes.com/efd144/ensaios-sobre-a-teoria-social-cognitiva-de-albert-bandura.htm em 10-07- 2010.

A TSC é enraizada na visão deste agenciamento humano ou do evento “agência humana”. Neste agenciamento, “[...] os indivíduos são agentes proativamente engajados nos seus próprios desenvolvimentos e podem fazer com que certos resultados aconteçam pelas suas ações” (PAJARES, 2003, [n.p.]).

E é dentro desta Agência Humana que as auto-crenças, dentre estas a auto-eficácia, exercem forte papel influenciador para que os indivíduos sejam seus próprios agentes e gerenciadores proativos, engajados em seus cursos de vida e desenvolvimento, executando suas transformações e permitindo que ocorram eventos a partir de suas próprias ações (PAJARES, 2003).

As auto-crenças permitem que os mesmos exercitem o controle e avaliação de seus pensamentos, sentimentos e ações, pois “g aquilo que as pessoas pensam, acreditam e sentem, afeta como eles se comportam” (BANDURA, 1986, p. 25).

Pode-se afirmar que as pessoas são seus próprios contribuidores (colaboradores) para este agenciamento complexo e também não fogem de serem os determinantes destas interações e do resultante agenciamento.

Para Bandura (1997), as pessoas tentam desenvolver cursos de ação para atingirem suas metas ou propósitos. Ora, estas tentativas pessoais estão repletas de noções muito “nebulosas” (BANDURA, 1997, p.3) de como as escolhas subjetivas orquestram todos os eventos neurofisiológicos para despender esforço e persistência às ações, que também são fatores fundamentais no processo motivacional destes indivíduos (WINTERSTEIN, 1994).

Uma característica importante na Agência Humana está na questão de sua intencionalidade. È preciso distinguir a diferença entre a(o) produção (produto) pessoal da ação voltada à expectativa almejada e os efeitos que desencadeiam aquele curso de ação, as conseqüências produzidas pelo curso de ação escolhido.

O exercício da Agência se refere exatamente a estes atos produzidos intencionalmente, destacando, portanto, características como a autonomia (presente neste agenciamento ou “management”), a motivação e a responsabilidade pelas ações e tomada de decisões.

Esta responsabilidade e as tomadas de decisões podem originar o que conhecemos como intencionalidade da ação. E a mesma intencionalidade também se destaca na teoria da Ação de Nitsch (1985, 2009), sendo que o autor destaca estes mecanismos como princípios intencionais.

Bandura (1997, p.3) nos lembra que ações voltadas a servir um certo propósito podem causar uma série de diferentes coisas (eventos) para acontecer, que não somente aquele propósito almejado. Bandura (1997) chama a atenção para a questão de que os efeitos (ou resultados, para serem melhor compreendidos) não são as características dos atos “agentivos”, mas sim conseqüência deles.

Ao relacionar a TSC e o movimento humano, Dobranszky (2000) ressalta que a TSC não corrobora com a afirmação de que um determinado desenvolvimento ou domínio não possa ser modificado, devido aos traços da personalidade dos indivíduos, pois “[...] existem influências sociais, econômicas, políticas e tecnológicas sobre os alunos, atletas, e até mesmo sobre nós os professores” (DOBRANSZKY, 2000, p. 137), ou outros grupos de profissionais liberais.

Daí a necessidade de adotar a TSC, a Agência Humana com as capacidades humanas fundamentais, e a aplicação do constructo da auto-eficácia como meus pressupostos teóricos, uma vez que é intuito se utilizar da força preditiva da TSC para uma melhor compreensão da atuação docente em EF, e em especial da EF adaptada (EFA).

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