DU FAIT DIVERS CRIMINEL
3.3. Quelques procédés de fictionnalisation
Os gabinetes de comunicação, quando existem, são o espelho de uma qualquer autarquia pois é neste departamento que circula toda a comunicação interna e externa associada ao funcionamento autárquico. O século XXI e os avanços empresariais que neste período têm sido executados deram à comunicação uma importância prioritária no seio de uma qualquer entidade pública e/ou privada, não sendo as autarquias exceção a esta realidade.
Nesta secção poderemos encontrar serviços, objetivos e tarefas bastante objetivas já que a comunicação é atualmente encarada como o coração de uma instituição.
Os gabinetes de comunicação autárquicos fortalecem as relações de confiança entre trabalhadores ao mesmo tempo que criam e implementam dinâmicas de interação com o público externo bastante vantajosas para a credibilidade na imagem institucional. Se é nos gabinetes de comunicação que todo o processo comunicativo de uma autarquia veicula, devemos despertar para o fato de aqui se conjugarem múltiplas funções e um volume de trabalho generoso. Uma autarquia pouco comunicativa é uma autarquia invisível e isso só pode trazer prejuízos em diversos aspetos.
Aos gabinetes de comunicação autárquicos estão associadas de forma geral as seguintes funções:
- Cooperação na definição de políticas e estratégias de comunicação e imagem; - Garantir os contactos, com os meios de comunicação social;
- Recolher, organizar e sistematizar as notícias de comunicação social, relativas à autarquia (clipping);
- Informar ou encaminhar para os serviços competentes, os pedidos de informação que lhe sejam endereçados;
- Assegurar e organizar a representação da autarquia, em feiras e exposições; - Desenvolver e implementar planos de comunicação;
- Conhecer os seus principais públicos-alvo;
- Promover, coordenar ou divulgar, a realização de conferências, seminários, palestras, entre outros;
- Realização de pesquisas de mercado para apurar os interesses prioritários do público- alvo;
- Exercer influência na opinião pública;
- Evitar e resolver conflitos (solução e negociação de conflitos);Planear e desenvolver atividades de comunicação interna;
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- Conceber materiais no seio da comunicação interna (revistas, newsletters, manual de acolhimento, entre outros);
Se uma autarquia quer atingir o sucesso no seu trabalho, não pode descurar a comunicação e os gabinetes de comunicação devem ser o centro nuclear de toda a comunicação autárquica, tanto a nível interno como externo. As novas tecnologias trouxeram uma facilidade muito maior em comunicar e isso reflete-se na interação dos munícipes nas páginas web das autarquias e principalmente nas redes sociais. Se a participação cívica está mais ativa, são necessárias ferramentas e estratégias que permitam à autarquia responder de forma clara e coerente a essa atividade cívica, tornando a existência dos gabinetes essencial. O gabinete de comunicação deve estar o mais próximo possível do gabinete da presidência pois todas as linhas de ação desenvolvidas no gabinete de comunicação devem estar de acordo com as decisões tomadas pelos representantes hierárquicos superiores (Presidente e Vereadores). Como afirma Martínez (2005: 117)
apud Santos (2012: 15) “os gabinetes se ocupam da realidade das relações informativas
com os meios de comunicação e, também, das relações institucionais, a organização de eventos, as relações com a sociedade em geral e com a comunicação interna.”
As autarquias são os motores de desenvolvimento local. Elas representam o país nas suas particularidades e conseguem que cada pedaço de Portugal tenha infraestruturas, meios humanos e serviços imprescindíveis à qualidade mínima de vida que é obrigatória por direito do ser humano. A ação das autarquias não atua apenas no domínio dos serviços públicos, mas são cada vez mais potencializadores de igualdades sociais, económicas, culturais, entre outras.
A atividade autárquica compacta em si uma grande responsabilidade ética e moral, é através das autarquias que a vontade e as necessidades do povo são expressas, portanto, as entidades autárquicas devem funcionar como um elo de ligação entre civis autárquicos e governo central.
Se as autarquias são o meio de comunicação entre munícipes e poder central, as mesmas devem criar estratégias atrativas que despertem a participação das pessoas nos assuntos autárquicos a fim de serem ouvidas e conseguirem ser representadas pela autarquia.
Portugal representa uma sociedade democrática, com o sufrágio universal como método de escolha dos governantes e a verdade é que cada vez mais a comunicação é um fator decisivo no sucesso ou insucesso de uma qualquer ação política. Para dar um exemplo, poderemos falar das últimas eleições legislativas no nosso país, decorreram a 4
de outubro de 2015 e deram a Passos Coelho o segundo mandato. Nestas eleições um dos temas mais falados após a derrota de António Costa (opositor de Pedro Passos Coelho pelo PS) foi a sua catastrófica campanha eleitoral que muitos apontam como um dos motivos que condenou António Costa ao insucesso. Apesar de este não ser o nosso objeto de estudo, comprova que na realidade os tempos têm evoluído e que o povo atribui cada vez mais importância à comunicação e as autarquias não são exceção.
Para Ramos (2007: 198) apud Grilo (2012: 41) os gabinetes de comunicação devem ser
a fonte oficial, através da qual se difundem as notas de imprensa, comunicados, resumos e quantas mais comunicações oficiais queiram fazer-se chegar à sociedade, através dos Media. Mediante uma adequada política de relações públicas, deve manter fluídos os contactos, com os órgãos de comunicação social e com as instituições; e organizar, aplicar e coordenar o protocolo dos eventos de caráter público, que se realizem na instituição.
Face à evolução desmedida das novas tecnologias de informação e facilidade de acesso às mesmas, as autarquias devem concentrar esforços na estruturação, organização e profissionalização das estruturas autárquicas que trabalham na área da comunicação, objetivando a divulgação das autarquias e das suas iniciativas junto do seu público autárquico, nomeadamente através dos órgãos de comunicação sociais locais. Segundo Camilo (1998: 35)
A existência de uma comunicação municipal neste contexto, está igualmente presente na necessidade de se criarem meios de comunicação que não só divulguem os serviços que são concretizados pelo município, como também recenseiem as necessidades, interesses e expectativas colectivas das populações que podem ser satisfeitas, municipalmente, ou na sua impossibilidade, encaminhadas para as entidades públicas, mais competentes.
A importância dos gabinetes de comunicação nas autarquias em pleno século XXI é de extrema prioridade e a existência do mesmo a par de um bom funcionamento pode ditar toda a imagem corporativa associada à entidade onde se insere.
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