Já em La Double Dimension de la Grammaire Universelle359, Thom estabelece a hipótese de
construção de um esboço bijetivo entre uma típica representação biaxial, cartesiana, com o eixo das abcissas a representar as entidades do processo de comunicação, e o eixo das ordenadas a associar-se, qualitativamente, a uma complexidade semântica360.
Fig. (1.13) Complexidade semântica
Nesta possibilidade isomórfica entre os elementos sintáticos e a sua estabilidade estrutural, quer numa espacialização do substrato semântico, quer como elementos passíveis de uma
diferenciabilidade, ou, num discurso mais corrente, no pressuposto da existência de um devir do sentido, ou de um devir morfológico, indispensável para um utilitarismo sintático de índole
essencialmente pragmática, Thom é explícito, ao enunciar a impossibilidade de um eixo lógico de equivalência entre a morfologia nominal e a morfologia verbal: numa derradeira instância,
présentent trop de variations individuelles pour être strictement déterminées comme c’est le cas des champs morphogénétiques habituels. Même en admettant l’existence d’optima secondaires […] la structure topologique et géométrique de la configuration finale est en général loin d’être déterminée. On doit admettre comme un fait général le caractère indéterminé de la configuration d’équilibre entre phases en état d’équilibre thermodynamique; il est d’ailleurs évident que si la dynamique admet un pseudo-groupe […] d’équivalences, le même pseudo-groupe […] va opérer dans l’espace des configurations d’équilibre, ce qui donnera tout un continuum de solutions”, THOM, R., Stabilité structurelle et morphogénèse, p. 100/101
359 THOM, R., Circé, 8/9, Paris, Éditions Lettres Modernes, 1978, p. 78 360 THOM, R., Op. cit,, p. 84
“tout verbe peut être nominalisé en un nom”, mas, em contrapartida, salvo casos excecionais, a inversa não é possível (“[…] par exemple, on ne peut pas “verbaliser” un nom propre”),361 com a
devida ressalva de que a liberdade poética até a tal se poderá, na realidade, atrever…
Relidos como lugares da topologia do espaço sémico, muitas das partículas associadas à validação dos lugares imaginários de Michaux, associados à utilização da partícula “au” (em Português, “no”, ou “em”), assim impõem imediatamente o lugar geográfico, ainda que inexistente, ou impossível), ou o situam nas suas cronologias distorcidas: “quand”, o qual automaticamente remete para uma temporalização, ainda que realmente inviável, mas plenamente possível, na sua liberdade poética.
E é, nesta pseudo (in)determinação do lugar e do tempo, que Michel Bellour, enquanto seu exegeta privilegiado, posiciona algumas das páginas fulcrais das experiências alucinogénias do poeta, situando-as, eventualmente, no mesmo patamar de suspeita inaugural em que Thom as desejaria, o daqueles tais fragmentos das funções analíticas, a partir das quais seria possível refazer o todo362: “on pourrait, à partir de ces quelques pages, refaire le parcours entier de
l’œuvre, tellement tout y figure, le corps, l’espace et le temps, les doubles – le voyageur, le participant, l’observateur, dit Michaux --, tellement l’ironie grave qui tient à la chair des mots”363.
Palavra e Sinestesia
Sempre na clássica posição de Saussure, postulada na arbitrariedade de associação do
Significante ao Significado, tal confere imediatamente ao Significante, enquanto matéria sonora,
uma concretização morfológica, cuja estabilidade topológica é da maior relevância. Por extensão, também o Nome, na terminologia de Thom e Pierce, poderá ser aqui entendido como um típico
Ikone. Como tal, e apenas numa flexão de referenciais, mesmo esse Ikone já poderia ser
submetido a um processo de diferenciabilidade, ou, linguisticamente, afetado por uma polissemia associativa, devida às incontornáveis sinestesias inerentes ao som, tão subjetivas quantos os recetores, ou a uma sucessiva flexão, já entendida como núcleo organizador de vizinhanças de
sentido. Ainda mais assertivamente, Jérôme Roger assume a forma de cânone de que as
palavras de Michaux se revestem: “celle de la résonance [et] celle de la dissonance”, […] qui introduit l’altérité de la parole comme origine et fonctionnement du lyrisme”364.
No clássico Sonet des Voyelles, de Rimbaud, esta associação sinestética é desde logo alicerçada nos próprios pilares da comunicação linguística, as vogais. A partir de aí, a proposta
361 THOM, R., Op. cit, p. 85
362 THOM, R., Apologie du Logos, p. 109
363 «Je trouve bouleversant qu’on puisse en même temps être tout contre soi et parler un des langages
exacts de la pensée», BELLOUR, R., Henri Michaux, Éditions de l’Herne, Paris, 1966, p.165
poderia ganhar, ou atrever-se a assumir uma cientificidade, que assentasse numa qualquer validação estatística, estendendo-se, por exemplo, às consoantes. Na verdade, o que Rimbaud ensaia, com toda a liberdade e irreverência do seu talento, não está, na realidade, muito distante do posterior trabalho estruturalista da Bauhaus, desta feita, imersa nos campos de expressão plástica, ao conferir significância a elementos, até então, considerados insignificantes, por demasiado basilares, o que obrigaria a um desejável périplo por Klee e Kandinsky, que aqui não poderemos ousar empreender.
Contudo, e ainda nessa ótica, a passagem para os elementos posicionais seguintes, tais Petitot os refere, poderia efetivamente tornar o processo ainda mais complexo365. Na realidade, tais
questões nunca deixam de estar feridas dessa dúvida essencial, já antes expressa: para além
do seu banal levantamento estatístico, qual a validade de tentativas de universalização do processo, ou, colocando a questão de forma inversa, qual mais-valia poética se poderia inferir da identificação de um qualquer procedimento árido, fruto de uma mera correlação de dados?...
Curiosamente, mais uma vez esta ambiguidade no real interesse das conclusões valida o interesse essencialmente qualitativo da análise thomsiana, em detrimento da sua fragilidade
quantitativa, o que, para a área em análise, se converte, de elemento de crítica, em elemento
apologético. Na verdade, à medida que nós prossigamos esta ascensão, no sentido da complexidade do Arquitexto, e, mesmo do Hipertexto, mais a perspetiva irá, como veremos, acentuar tal dualidade, e suster a sua intrínseca, e paradoxal, pertinência.
Os lugares de Descartes, os lugares da Topologia, e os lugares de Chomsky e René Thom
Tal como Chomsky já define, na sua preexistência de estruturas gramaticais inerentes ao universo linguístico, quer o eixo de desenvolvimento sintático, quer o eixo agregador das
sonoridades significantes, permitem uma continuidade, apesar das intrusões, meramente
sonoras, para Thom, na perspetiva topológica, e independentemente do maior, ou menor, número dos seus pontos notáveis, simplesmente desaguando numa específica estabilidade
linear366.
365 PETITOT, J., “[…] un phonème est une unité abstraite linguistiquement fonctionnelle et définie nom par
des propriétés intrinsèques mais par un réseau relationnel de différences. C’est une pure valeur
positionnelle, au sens de Saussure et de Saphir”, Op. cit., p. 96
366 “On pourra, à cet égard, se demander si la beauté est un caractère global de l’œuvre, ou si elle est
nécessairement déjà présente localement dans les fragments ou les détails […] Le terme “fragment” utilisé ici mérite commentaire. Il ne faut pas confondre un “centre”, un “sous-sujet” isolé par l’analyse […] avec le fragment qui serait issu – comme les fragments des statues antiques – d’une catastrophe de fragmentation du matériau survenue postérieurement, et qui donnerait lieu à un découpage, une fracture, de nature accidentelle et arbitraire. Mais, même dans ce cas, il n’est pas rare que la beauté globale demeure perceptible. Idéalement [un œuvre] parfait serait comme des fonctions analytiques des mathématiciens, dont on peut reconstituer l’intégralité dès qu’on en connaît un tout petit morceau. En fait, à partir d’un fragment, l’expert devrait pouvoir reconstituer une bonne partie, sinon la totalité du tableau, à la manière de ces
Esta plasticidade inerente, com todas as inflexões que lhe possam estar associadas, igualmente subjaz a toda a obra de Michaux, seja pela assunção literal do valor intrínseco da massa sonora
pura, do significante, seja pela sua presença subliminar, nas pseudo miragens dos sentidos, seja
pela unidade sintagmática367, cuja emergência estrutural, a partir da recomposição de elementos
mínimos, permanentemente suporta uma parte considerável da sua produção. Na realidade, a imaginação do poeta, pela constante intromissão de infindáveis lugares imaginários, acaba por se converter, de mera geografia cartesiana, na especificidade de uma variedade espacial própria. Este permanente jogo entre a possibilidade de rotura, por inclusão do elemento alienígena, ou da solidez da continuidade, por inerência de plasticidade da estrutura implícita, é tema igualmente caro a Petitot, como testemunha o seu memorável estudo sobre a reconstituição do
Laocoon, da Domus Aurea, por conjetura meramente geométrica368: “une dynamique temporelle
est toujours à l’œuvre dans la morphologie. Le morphologique est morphogénétique et morphodinamique”369. Uma vez transposta a reflexão para a estética da Escultura, e assumida a
panóplia formal das catástrofes elementares, associadas às vicissitudes dissipativas deste sistema específico, também poderíamos concluir já estar, claramente, na teia do nosso próprio discurso, perante uma trivial hipóstase da Catástrofe da Prega (ou Dobra)370.
Uma hipótese topológica e literária dos espaços e morfologias estratificados
Tal como Thom deixa clara371 a possibilidade da extensão matemática do conceito de variedade
topológica372 à hierarquização das funções da Língua -- através da apropriação das noções de
subvariedades de codimensão inferior, imersas no espaço topológico de maior dimensão373--
também nós enveredaremos por uma reflexão conexa374. No seu sistema, a possibilidade de
paléontologistes qui […] ont pu reconstituer le squelette entier d’un animal fossile à partir d’un os isolé”, THOM, R., Apologie du Logos, p. 109/10
367 “[…] ce qui assure l’unité d’une phrase signifiante, en linguistique, c’est la donnée de sa signification […]
stabilisée par un logos qui assure ra relation entre le signifié et la structure syntaxique (syntagmatique) des phonèmes dans le substrat phonique temporel”, THOM, R., Apologie du Logos, p. 103
368 “[…] Le plus fascinant dans la version au bras levé qui prévalut pendant plusieurs siècles est que, bien
que philologiquement fausse, elle est “artistiquement vraie” car structurellement supérieure et compositionnelle ment plus riche. Elle accroît de façon notable les corrélations organiques entre les
différentes parties du groupe et enrichit donc les potentialités d’interprétation”, PETITOT, J., Morphologie et
Esthétique, p. 63
369 PETITOT, J., Op. cit., p. 60
370 “[…] on a affaire à une strate U de type-pli; d’un côté de U on a affaire à deux régimes, l’un stable […],
l’autre instable […] les autres points critiques restent inchangés […] Si l’on adopte strictement la convention de Maxwell, une telle strate ne peut avoir aucun effet morphogénétique […] Il n’existe donc pas en principe, d’onde de choc du type-pli. Si l’on admet la possibilité de retards, un attracteur […] d’énergie plus grande que le potentiel du régime le plus bas (on pourrait parler de régime métastable), peut alors être détruit par un pli”, THOM, R., Stabilité structurelle et morphogénèse, p. 62/63
371 Em Modèles Mathématiques de la Morphogénèse. 372 Com a hipótese da sua extensão a dimensões n.
373 THOM, R., Modèles Mathématiques de la Morphogénèse, p. 74
374 Na sua versão mais reversível, a qualidade difeomórfica imersa, com a sua possibilidade de transição
transversalidade associa-se a uma diferenciabilidade própria, consequentemente, introduzindo a
grelha hermenêutica especialmente relevante para o nosso trabalho, através de “[…] l’idée de base [d’une] théorie des ensembles stratifiés”375. Neste sentido, e numa perspetiva atomística
peculiar, “tout texte se décompose en phrases, dotées isolément d’une signification autonome. Toute phrase se décompose en mots, et tout mot se décompose en syllables ells-mêmes decomposées en lettres (phonèmes)”376, sendo possível que, em escalas ascendentes do
sentido, a mesma possibilidade de construção estrutural se mantenha.
Assim, se, como dito, entendida a variedade como extensão da noção corrente de superfície, e, uma vez ela transposta para o espaço da linguagem, também, consequentemente teremos a liberdade de isomorficamente introduzir a premissa analógica e operacional377, possibilitadora
de, nas variedades linguísticas, nos permitir identificar métricas próprias, capazes de facultar a elaboração de mapas locais, e respetivos atlas compilatórios, específicos378. Reiterada a
independência do substrato379, com todas as suas consequências epistemológicas, deste modo
se reforça, como pretendido, a possibilidade de caracterização do espaço sémico, enquanto típico espaço estratificado380.
O pressuposto hamiltoniano dos níveis do Sentido
Na dualidade da inevitável presença de um Princípio de Entorpecimento, e na evidência das permanentes oscilações, inerentes ao próprio processo de liberdade da criação -- como devir dos patamares da Língua -- é o próprio René Thom quem, claramente influenciado pelo Princípio
níveis de complexidade do Texto, entre o Rumor da Língua, a elaboração da Linguagem, a Língua, em si, o Discurso e o Texto.
375 “L’idée de base de la théorie des ensembles stratifiés est d’établir une propriété analogue pour un sous-
ensemble A de Rn qui est un ensemble semi-algébrique, ou semi-analytique compact. On s’efforce d’encapsuler l’ensemble A en une famille à un paramètre de voisinages réguliers T (A), qui sont tous, pour r assez petit, des variétés […] difféomorphes”, THOM, R., Idem, ibidem
376 “Si l’on considère une phrase P, on peut, à l’aide de transformations en principe formalisables, la
transformer en une suite de phrases dites atomiques, elles-mêmes indécomposables par ce procédé. Toute phrase atomique comporte un mot – ou syntagme – essentiel à la signification de la phrase”, THOM, R, Op.
cit., p.195/196
377 Tal como as variedades, e as suas propriedades, podem, localmente, ser tratadas, como, superfícies,
nos espaços cartesianos de dimensão (D): R1 < D < Rn.
378 É igualmente necessário ter presente que todo este confinamento de campo evitará a possibilidade,
implícita, de «un espace de dimension infinie. On s’efforcera donc, dans le programme préconisé ici, de libérer notre intuition du maniement des corps solides dans l’espace euclidien à trois dimensions Rn au profit
de schémas dynamiques beaucoup plus généraux; ces schémas sont en fait indépendants des espaces de configuration où on les considère; en particulier, a dimension des espaces, le nombre de degrés de liberté des systèmes locaux, est parfaitement arbitraire (en fait, le modèle universel du schéma se trouve dans un espace de dimension infinité)” THOM, R., Stabilité structurelle et morphogénèse, p. 7
379 “Qu’on puisse ainsi créer une théorie de la morphogénèse in abstracto, purement géométrique,
indépendante du substrat des formes et de la nature des forces qui les créent”, THOM, R., Op. cit., p. 13
de Pierre Curie381, e a incontornável presença de D’Arcy Thompson, relembra que qualquer devir
implícito dos sistemas, recordamos, inevitavelmente arrastará consigo todos os sinais, ou, naquilo que é pertinente para a nossa perspetivação, todas as evocações estruturais,
morfológicas, ou, mesmo, as marcas taxinómicas do conjunto de vicissitudes do seu percurso382.
Tal posição, especificamente aplicada à análise do espaço sémico, garante-nos,
independentemente das transições, mutações, acidentes e transformações que toda a liberdade criativa lhes venha a conferir, ou as coaja a assumir, uma essencial continuidade do sentido do substrato poético.
Nessa ótica, e dado o caráter eminentemente expansivo e pletórico do processo poético, virão, como hipótese de fecho, deparar-se-nos frequentes sistemas enquadrados, quer pela dinâmica clássica, quer pela ocorrência de estratos de estabilidade específica, fundamentalmente regidos por atratores próprios, enquadráveis na classificação hamiltoniana383. Suportados por tais
pressupostos, corolários e inferições, aos quais acrescemos a suposição de um suficiente, e satisfatório, isomorfismo das estruturas literárias com a evolução temporal dos sistemas em causa, também o seu próprio devir poderá ser enquadrado por um cenário simplificadamente descrito como geologicamente estratificada em patamares hamiltonianos. Então, uma vez associado este isomorfismo384 fluído385 a imprevistos episódios, com caráter assumidamente
catastrófico386, de transição, já disporemos de uma suficiente conjunção de pré condições
favoráveis para a linha orientadora da nossa tese. Com efeito, e dado como pressuposto que
cada um dos estratos linguísticos, por simplificação, se encontre regido por um atrator formalmente predominante, e que qualquer ascensão, ou perda de nível, possa ocorrer, quer por continuidade, quer pela ocorrência de uma morfologia catastrófica, nós situamo-nos num cenário hermenêutico, centrado na Teoria das Catástrofes, hipoteticamente aplicável a todo o substrato poético, e não apenas ao caso vertente do autor em análise, mas, segura matéria para extensão
a toda a Literatura387.
381 Havendo uma simetria nas causas de um determinado processo, as simetrias das causas deverão estar
presentes nas simetrias dos efeitos, sendo certo que o recíproco não é verdadeiro, o que inclui uma cláusula de irreversibilidade total, ou fortemente parcial.
382 “[…] tout système à l’instant t porte la trace, quelques fois indélébile, de toutes les interactions qu’a subies
antérieurement le système, en particulier de celle qui lui a donné naissance, et ces effets sont en général hors de toute possibilité d’expérience ou d’évaluation”, THOM, R., Op. cit., p. 18
383 Cujas predominâncias, como é sabido, se mantêm independentemente das velocidades, e com
conceitos de entropia, continuidade e deformabilidade específicos, que mais reforçam esta perspetiva hermenêutica.
384 “Il reste maintenant à préciser ce qu’on a appelé des processus isomorphes, c’est-à-dire, des processus
transformés l’un de l’autre par un homéomorphisme”, THOM, R., Op. cit., p. 18
385 Como transformação eventualmente ainda mais permeável do que os homeomorfismos (e
difeomorfismos) da Topologia
386 «Il faut de plus remarquer que tant qu’un système a un attracteur de type hamiltonien, les déformations
de cette attracteur qui seront des homéomorphismes et dépendent de modules continus, permettent de définir une énergie et une entropie locales relatives à cet attracteur; on peut penser que l’évolution d’une dynamique au cours du temps se fait en général par paliers hamiltoniens successifs séparés par des épisodes de transition brèves à caractère catastrophique», THOM, R., Op. cit., p. 30
387 “The class of models emerging in this field will certainly belong to dynamic systems theory, although such
qualitative and simple models as catastrophe theory will be insufficient, insofar as chaos-attractors, transitions between order and chaos, and stochastic models (with diffusion equations) will be needed. In order to use this type of modelling for linguistic concerns, theoretical linguistics must be opened for dynamic
Na realidade, estas condições preparatórias não constituem mais do que o aparato necessário para o aprofundamento das diferentes tentativas de abordagem, que referenciámos ao longo da obra de Thom, versassem elas a Linguagem, a Semiótica, a Língua, ou, mesmo, a Poética, mas, uma vez libertas das diferentes decinações possíveis dos seus campos estéticos, nos permitindo agora, especificamente centrar na singular obra de Henri Michaux.
models, which are more compatible with the future format of a neurolinguistically-founded semantics and are able to catch the intuitive notions of motion and force in natural language expressions”, WILDGEN, W., “The “dynamic turn” in cognitive linguistics”, p.25/26