VIII. 2.2.3 ´ Etape 3 : Synchronisation et propagation
II.2 Probl` emes scientifiques de la DSU
Apesar da boa estruturação do estudo geológico e geotécnico e do seguimento de todos os passos essenciais, existe um ponto essencial que necessita ser melhorado em estudos futuros.
A média de descontinuidades levantadas em cada talude neste estudo, realizado pela IP, foi de 47. O talude 1 tem uma extensão de 70 metros e foram unicamente marcadas 34 descontinuidades no estudo do maciço. Este valor não é suficiente para fazer um estudo detalhado do maciço rochoso, e em estudos futuros aconselha-se o levantamento de um maior número de descontinuidades.
Talude Litologia JCS (MPa) JRC Φr coesão (Kpa) ângulo de atrito F1 N35ºE-83ºNW 112 4 a 6 20 8 a 14 28-33 F2 N85ºW-29ºSW 84 4 a 6 20 8 a 14 28-32 F1 N15ºW-80ºNE 195 6 a 8 20 14 a 23 34-39 F2 N29ºE-89ºNW 218 6 a 8 20 15 a 23 34-39 Família de descontinuidades Parâmetros de Resistência Talude 1 Talude 2 Xistos e Metaquartzovaques Granito de grão médio, porfiróide
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Capítulo VII
Conclusão
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7. Conclusão
Foi realizado o estudo de dois taludes, um xistoso e o outro granítico, na linha do Douro entre a estação do Tua e do Pocinho. O talude 1 apresenta a atitude de N155ºE, 78ºSW, enquanto o talude 2 tem a orientação de N119ºE, 70ºSW.
Foi possível observar que o talude 1 apresenta 3 famílias de descontinuidades principais, sendo essas N101ºE- 79ºSW (xistosidade), N105ºE- 47SºW (estratificação) e N53ºE- 89ºSE. O talude 2 apresenta unicamente 2 famílias principais, sendo essas, N155ºE- 73ºNE e N53ºE- 88ºSE.
Com o objetivo de analisar as possíveis roturas em ambos o taludes, recorreu-se ao programa informático “DIPS”. Tal como se encontra analisado no capítulo 5, o talude 1 tem a possibilidade de rotura planar, na orientação N105ºE- 47ºSW que corresponde à família 2w. Não foi possível observar rotura em cunha neste talude, mas tendo em conta que uma das famílias apresenta uma grande variação de orientação, dividiu-se essa em 2 famílias diferentes e foi possível observar rotura em cunha entre a família 2w e a família 3w (N34ºE-78ºNW). O talude 2 não apresenta qualquer tipo de rotura, no entanto, a principal causa de instabilidade é a queda de blocos suspensos.
Foi possível observar que o fator de segurança para a rotura planar, no talude 1, apresenta um valor de 1,03, e sendo esse valor menor a 1,5, é necessário a aplicação de medidas de estabilização. O método mais fidedigno no cálculo de rotura em cunha apresentou um valor de 1,551, logo, não existe a necessidade de medidas de estabilização para esta rotura. Apesar da rotura em cunha apresentar um bom fator de segurança, a rotura planar está abaixo do valor pretendido logo, foram tomadas medidas de estabilização.
Apresentando ambos os taludes uma elevada probabilidade de queda de blocos, e com o objetivo de aumentar o fator de segurança e diminuir a probabilidade de queda dos mesmos para a via-férrea, foram tipificadas algumas soluções. Em ambos os taludes foi realizada a limpeza/saneamento, desmonte de blocos, pedras e muros em ruínas, e foi realizado o recalçamento ou revestimento com enrocamento argamassado para o enchimento de vazios.
Também é importante referir a utilização de redes e pregagens. Será aplicada uma rede pregada para sustimento e confinamento de blocos, compreendendo uma malha romboidal reforçada com cabos de aço (do tipo Geobrugg Deltax G80/2) e pregagens de 4
97 m de comprimento em varão Φ25 mm tipo GEWI introduzido centrado em furo Φ110 mm com inclinação de 10º, numa malha de 5x3 m (H/V) medida na face do talude.
O objetivo da rede é não permitir a queda de blocos para a linha férrea, mantendo os blocos confinados no talude ou na base do mesmo. Estas soluções devem ser suficientes para a estabilização do talude e a redução de acidentes ferroviários. A utilização destas soluções também teve em conta o facto de esta região ser Património Mundial.
Por último, foi realizada a análise crítica do estudo geológico e geotécnico realizado pela empresa Infraestruturas de Portugal. O estudo foi executado tendo em conta todos os passos necessários para a correta análise dos métodos de rotura dos taludes, no entanto, aconselha-se o levantamento de um maior número de diaclases para obter resultados mais fiáveis.
Em suma, apesar das dificuldades que se foram levantando, o presente trabalho, revelou-se importante na formação do estudante, conferindo-lhe alguma desenvoltura no levantamento de campo de descontinuidades, assim como o análise das mesmas. Para além disso, este mostrou-se também um importante meio de contacto com as soluções de estabilidade utilizadas em taludes. Também foi possível ao estudante obter o conhecimento necessário para realizar uma análise crítica.
O objetivo da dissertação crê-se cumprido, tendo sido assimilados todos os passos necessários para um análise de taludes eficiente.
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