CHAPITRE QUATRIEME : LA DEMOCRATISATION DES REGIMES POLITIQUES AFRICAINS
Section 2: Les problèmes de l’indépendance du parlement et de la justice
Neste capítulo, serão apresentados e analisados os resultados precisos da pesquisa, que foram produzidos a partir dos instrumentos de coleta de dados realizados no Hospital São Vicente de Paula (HSVP), em relação às crianças que foram diagnosticadas com cancro (câncer) e que se encontravam em tratamento.
Em busca de uma eficácia em nossa análise dos resultados, buscou-se a priori, seguir as seguintes orientações: a) primeiramente foram feitas o levantamento teórico sobre o assunto que diz respeito ao tratamento do câncer infantil; b) foram feitas as devidas solicitações e autorizações por parte do Hospital e dos responsáveis pela amostragem (Cf. Anexo 01); c) foram feitas entrevistas com os pais/responsáveis e com as crianças (Cf. Anexos 06); d) foram utilizadas também o guião de observação (Cf. Anexo 05).
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4.1 O início do Tratamento do Câncer Infantil
Receber um diagnóstico de uma doença não é nada fácil para a família e muito menos para o paciente. Porém, o tratamento em todos os casos, tem que ser imediato e em relação aos pacientes, não é diferente. Na observação, as crianças obtiveram uma rotina muito tranquila no hospital, o ambiente favoreceu muito o tratamento, por ser calmo e possuir um acolhimento excepcional as crianças. No hospital, nenhuma criança ficou sem estudar, elas têm o atendimento escolar com a pedagoga tanto no quarto internada, quanto na sala pedagógica enquanto aguardam a consulta.
A rotina do tratamento tem que ser imediata, e cada paciente a recebe de uma forma. A criança P.R.C., recebeu o diagnóstico e no mesmo dia, iniciou o tratamento. Ficou em isolamento cerca de quarenta dias. No início do tratamento, ela era querida, dócil e teve uma mudança repentina de humor. Durante a intervenção, demonstrou-se ativa, alegre e espontânea. Participava de todas as atividades propostas tanto pela pesquisadora, quanto pela pedagoga. Se sentia com sorte por ter conseguido a liberação de um leito para a internação. Interagia com as pessoas à sua volta, contava histórias e queria comer salame. Como estava internada, as recreacionistas foram até o quarto levar os brindes e fazer a maquiagem da festa junina e me pediu para levar uns balões de aniversário da gatinha Marie (Disney). A paciente demonstrava estar muito feliz, contudo, como ela teve febre, a mãe saiu às pressas, esquecendo os brinquedos que foram emprestados a criança para serem utilizado a internação. Nessa linha, Macieira (2017), vem postular que
Do ponto de vista psicológico, ao mesmo tempo em que se vive o alívio pelo sucesso do tratamento, tanto o paciente e quanto seus familiares sentem-se inseguros com a saída do ambiente protegido, ou em imaginar a possibilidade de uma nova internação. Alguns dos cuidados, como exemplo, usar máscaras de proteção, evitar contato direto com muitas pessoas (beijos, abraços, proximidade ao falar etc.) e locais com grande afluxo, prevenir-se contra quedas e ferimentos ao menos nos dois primeiros meses após o transplante, poderão ser interpretados com o uma restrição e causar o isolamento social, (Macieria, 2017, p.1).
Já a paciente Q.C.F.H., sendo mais velha, entendeu tudo o que foi proposto, como observou-se na intervenção. Foi percebido que para a paciente e seus familiares foi muito complicado a assimilação da doença. Ela ficou apavorada. Durante a intervenção demonstrou muita tranquilidade, sendo amável, serena, participativa e inteligente. Ao sair
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da consulta, disse que iria raspar a cabeça e naquele contexto, parecia estar se sentindo bem. Ela demonstrou gostar muito de bonecas.
Na intervenção, foi conhecido a história da paciente S.P.M., que começou com um quadro gripal, sintomas de asma e bronquite, com isso, a mãe marcou uma consulta com o alergista e foi fazer um raio x dos pulmões. O laboratório avisou por telefone que era um quadro de câncer. Ela já estava com quase todo o pulmão tomado pela doença. No início do tratamento aparentava muita tristeza. Durante a intervenção, demonstrou estar feliz, risonha, se divertiu com as atividades. É conversadeira, meiga e doce, participativa. Me disse que está na quarta série, que gosta do vermelho. Quando a mãe chamou para ir embora, disse que era para esperar, pois, estava em um jogo muito sério. Ganhei um abraço.
Já a criança L.V.A., ficou agressiva no início do tratamento, via a mãe chorar e chorava junto. A mãe trabalhava em uma escola e tem uma colega que tem um filho médico. Quando viu o exame de sangue alterado, foi atrás desse médico e entrou em pânico. A criança era bastante comunicativa, conversava com todos o tempo todo. Participava de todas as atividades orientadas pela pedagoga, e só pedia ajuda quando não conseguia realizar as tarefas propostas.
Enquanto que, a K.M.D., no início do tratamento, se mostrou bastante estressada e agressiva. Quando recebeu a notícia sobre a Leucemia ficou nervosa e chorona. Essa paciente foi observada tanto na sala pedagógica, como na quimioterapia. Ela se demonstrou bem quieta, falava baixo. Passou uma sensação de fragilidade. Interagiu bem com os colegas, escolheu os desenhos no computador, recortava.
Já a G.D.L., no início do tratamento, ficou bastante rebelde, agressiva e nervosa. Quando ela recebeu o diagnóstico, não entendeu o que estava acontecendo e foi muito complicado quando descobriu a doença. A mãe trabalhava no posto de saúde. Foi a criança com o maior contato na investigação, por ter ficado internada a maior parte do tempo em que a investigação acontecia. No início ela era bem tímida, procurava não olhar as pessoas de frente e fingia que a conversa não era com ela. Quase não falava, manipulava o celular enquanto fazia quimioterapia. Geralmente respondia com a cabeça
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ou balançava os ombros. Tinha recentemente feito aniversário e estava sendo alfabetizada no hospital.
Com o passar do tempo foi se soltando, como foi observado no quarto em que esteve internada, na sala lúdica, brincando, fazendo as atividades pedagógicas. Ela foi para casa, onde permaneceu por quatro dias, teve febre e teve que voltar para usar antibiótico líquido. Era muito comunicativa e nos mostrou os dentes permanentes que nasceram depois da queda dos dentes de leite, por efeito colateral da quimioterapia. A criança disse que gostaria de conhecer o cantor Gustavo Lima e sorria cada vez que era feito algum comentário sobre a foto dela com a cantora Ana Vilela.
Em um outro dia de visita, estava elétrica pois, acreditava que iria para casa no feriado de Corpus Cristi, visitar o avô e que voltaria na segunda-feira para tomar uma injeção que teria como efeito colateral: Vômito. Iria tomar uma dose três dias consecutivos. Estava muito feliz e sorridente, escolheu como jantar: Sopa. Contudo, a sopa teve efeito colateral e fez com que ela vomitasse. A observação no quarto foi rápida, pois ela não estava bem. Como as plaquetas continuavam baixas, ela não poderia ir para casa. Continuou internada a semana toda. E nem pôde tomar as injeções. O vô veio visitá- la e a pedido da psicóloga, foi levado uma touca de tricô feita por uma senhora voluntária para ela. A criança relatou que a sua formatura do pré-escolar, ocorreu no hospital. Depois de um tempo, a mãe mostrou a foto de quando ela tinha os cabelos longos. Durante a semana, ela estava triste e depressiva. A mãe chorava ao telefone e o pai estava desanimado.
Como a investigação encontrou a resposta para a pergunta que foi buscado a resposta no hospital, foi emprestado a paciente uma caixa de brinquedos para ela e para a P.R.C. que estavam internadas ao mesmo tempo, para brincarem durante o final de semana, e após esse período, elas receberam alta e voltaram para casa.
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4.1. Resultados da Grelha de Observação
O Hospital São Vicente de Paula (HSVP), possui uma rotina ao mesmo tempo rígida e acolhedora com as crianças que se encontram em tratamento. Elas no início do tratamento vêm toda semana, depois a cada 25 dias. E aquelas que se encontravam curadas, buscavam apenas a manutenção do tratamento. Quando caia a imunidade, as crianças em tratamento eram internadas até poderem voltar para casa. Percebeu-se que não havia dificuldades em começar a intervenção, assim que as crianças iam chegando para a consulta, elas iam participando das atividades, dividindo os matérias e objetos sem nenhum problema. Os pacientes não sabiam quais eram as atividades lúdicas que iriam fazer em cada dia, pois, não estariam todos os dias naquele lugar, como por exemplo, em uma sala de aula.
Juntamente com a observação, o contato inicial com as pacientes foi com a apresentação de uma caixa plástica transparente, contendo bonecas, boneco de madeira com articulações, missangas, fio, agulha, tesoura, tecidos, tule, cola, lápis de cor, livros de histórias, canetinhas, fantoches, xícaras, pires, fogão de plástico, palitos de sorvetes, papel crepom, brinquedos, jogos da memória, material concreto (letras e números). A psicóloga orientou que fosse deixado as crianças escolherem o que gostariam de brincar. Com isso, a intervenção se tornou mais interessante e prazerosa para elas.
4.1.1 As atividades Lúdicas no Hospital
Na intervenção a que foi proposta, algumas atividades foram dadas pela pesquisadora, outras foram dadas pela psicopedagoga, onde houve uma interação entre elas e as crianças. Sempre houve um incentivo tanto da psicóloga, quanto da psicopedagoga. A frequência das atividades, dependiam da data da consulta.
A duração de cada atividade variava de acordo com tempo em que elas esperavam para a consulta. Ás vezes, retornavam para as atividades na sala pedagógica, às vezes iam direto para o CACC e outras vezes voltavam para casa.
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As crianças interagiram bem com as atividades e não se negaram em realizá-las. Elas gostavam de estar em contato com as atividades manuais e pedagógicas. Nem todas as atividades propostas no guião foram realizadas por elas, pelo simples fato de terem que voltar para suas casas e que a maioria delas moravam muito longe. A psicóloga sugeriu que deixasse as crianças escolherem o que queriam fazer; foi acatado esse pedido fazendo com que as atividades se tornassem ainda mais interessantes.
Quando as crianças terminam as atividades, geralmente ajudavam a arrumar a sala. A criança S.P.M., participou das seguintes atividades: brincou de bonecas, fez bijuterias para as mesmas e jogou o jogo da memória (fez as trapaças para ganhar as duas vezes). O que a chamou mais a atenção foi um dinossauro de dar cordas, que ela gostava.
A S.P.M. foi atendida tanto separadamente na brinquedoteca, quanto junto com as demais crianças na sala pedagógica. Foi gasto um tempo de mais ou menos uma hora e meia. As atividades foram escolhidas pela paciente. Ela após brincar, ajudou a guardar os brinquedos na caixa. Essa ajuda fez com que surgisse como efeito a descontração, risadas e a diversão. Tempo: 8 horas
A criança Q.C.F.H., foi atendida na sala pedagógica. Com a ajuda da psicopedagoga, fez um boneco recheado de alpiste para comemorar o “Dia do Meio Ambiente”, confeccionou roupas para as bonecas, bijuterias, uma boneca com palito de sorvete e papel crepom, brincou de casinha, fez pintura e recorte, colagem. As atividades que chamou mais a sua atenção foram as que se utilizou bonecas. Surgiu como efeito, a demonstrar que estava bem, feliz. Tempo: 8 horas
A criança P.R.C., foi atendida na sala pedagógica junto com outras crianças e também na internação. Com a ajuda da psicopedagoga, fez um boneco recheado de alpiste para comemorar o “Dia do Meio Ambiente”, confeccionou roupas para as bonecas, bijuterias, brincou de casinha, fez pintura e recorte, colagem, assistiu o filme da princesa. Encheu os balões e estava com a boca cheia de feridas. As atividades que mais chamaram a sua atenção foram as bonecas e os lápis de cor. Surgiu como efeito empolgação, participação, feliz Tempo: 20 horas
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Já a criança K.M.D., foi observada tanto na sala pedagógica, quanto na quimioterapia. Ela escolheu um desenho para pintar no computador, pintou também no papel e recortou-o. Interagiu bem com os colegas. Tempo: 4 horas
A criança L.V.A., também foi observada na sala pedagógica brincando de casinha, fazendo pintura, recortando e criando uma boneca com palito de sorvete. Ela falava o tempo todo. Tempo: 4 horas.
A criança G.D.L., teve a sua observação na quimioterapia, na sala pedagógica e também na internação. Ela esteve internada por quinze dias e foi riquíssimo a participação dela na investigação. Ela brincou o tempo todo, tanto com massinha fazendo comida, brinquedos, quanto com pinturas, com lápis de cor, assistindo vídeo no celular, livros, escreve nos cadernos e se divertem muito. A sua imaginação criativa é muito apurada e quando estava sem atividade, criava e recriava dentro de sua cabeça, personagens diversos. A criança saia literalmente da sua realidade, da dor e do sofrimento e ultrapassava todas as fronteiras de ter que passar parte de sua infância dentro de um quarto do hospital, com os efeitos colaterais causados pela doença. Ela tanto fazia mágicas, quanto brincava com três moedas. Ela é a prova de superação e da importância do ato de brincar no hospital e dos profissionais de arteterapia, com o objetivo de amenizar o sofrimento da criança e também da família, em especial, a mãe que não poupa esforços para a sobrevivência do seu filho.
4.2 Resultados das Entrevistas
4.2.1 O diagnóstico na visão das crianças
A rotina de uma família com uma criança com câncer muda radicalmente, porém o enfrentamento tem que acontecer de imediato. E, as crianças diferentemente dos adultos, expressam sentimentos diversos, que chegam sempre ao mesmo fim, o de alcançar a cura.
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Muitos questionamentos surgem na descoberta do diagnóstico, e diante disso, o paciente acumula muitos questionamentos e sentimentos sobre a doença como ilustra a seguir:
Sobre o diagnóstico da doença, perguntamos às crianças: O que você sentiu quando soube do diagnóstico de Câncer? Obtivemos respostas diferentes das crianças. Como podemos verificar na tabela1.
Tabela 1: Sentimento da Criança
É possível identificarmos as diversas reações das crianças após o diagnóstico, o que evidencia a realidade de cada uma. Percebe-se mais uma falta de compreensão, uma ausência de sentimento, nas quais verificamos:
“Não sabe.” P1 “Nada”. P5
“Não falava nada”. P6
Posteriormente, foi perguntado a elas o motivo de estarem no hospital e como veremos no Tabela 2, todas sabiam o motivo de estarem em tratamento.
Tabela 2: O Motivo de estarem no Hospital
Criança Resposta que foi dada
P.R.C. Não sabe.
Q.C.F.H. Feliz. Porque não é só eu que tenho e que tem cura.
S.P.M. Triste! Um pouco...
L.V.A. Dor na barriga, dor na perna, dor no braço.
K.M.D. Nada.
G.D.L. Não falava nada.
Criança Resposta que foi dada
P.R.C. Tenho Leucemia.
Q.C.F.H. Estou aqui para curar o câncer.
S.P.M. Para fazer o tratamento.
L.V.A. Estou aqui porque não comia comida, só comia porcaria! Tenho
Leucemia.
K.M.D. Tenho Leucemia.
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A presença das atividades lúdicas, foi a nossa terceira pergunta, na qual foi possível constatar, segundo a tabela 3, que todas gostam muito das atividades, o que contribui com a permanecia da criança no tratamento.
Tabela 3: A presença das atividades lúdicas no hospital faz diferença em sua vida?
É possível perceber que as atividades lúdicas, fizeram a diferença para todas as crianças que se encontravam em tratamento. Estes resultados estão em consonância com Luckesi (1998, p.22), quando nos diz que a atividade lúdica proporciona plenitude da experiência e o prazer ao ser humano.
Foi perguntado nesta sequência, tabela 4, qual seria o sentimento que elas tinham quando estavam brincando, e percebe-se que a maioria das crianças se sentiam felizes e as demais não sentiam nada ou não sabiam o que estavam sentindo.
Tabela 4: O sentimento da criança
Tendo por bases estas respostas, fica nítido o que a ludicidade pode proporcionar à criança, como um resgate dos sentimentos mais profundos de alegria e contentamento, mesmo diante das circunstâncias vivenciadas por elas.
Criança Resposta que foi dada
P.R.C. Sim.
Q.C.F.H. Aprendo coisas que não sei, me divirto e me distraio.
S.P.M. Mais legal do que ter que ficar no hospital.
L.V.A. Gosto de ficar aqui!
K.M.D. Sim.
G.D.L. Sim.
Criança Resposta que foi dada
P.R.C. Animada.
Q.C.F.H. Feliz com os amigos e com a professora.
S.P.M. Feliz.
L.V.A. Não sinto nada.
K.M.D. Feliz.
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No que diz respeito ao gosto pelas brincadeiras, as crianças possuem uma variedade de brincadeiras na qual elas gostam muito, como pode-se observar na tabela 5:
Tabela 5: Qual é a brincadeira que você mais gosta?
É possível perceber que as crianças obtêm gostos distintos, e diante da pergunta houve uma variação acerca das brincadeira, como gostar de boneca, cama elástica, amarelinha entre outras, o que evidencia a presença das brincadeiras no cotidiano desses pacientes.
Consequentemente, foi perguntado a elas o que menos gostavam, e as respostas foram as mais diversas, tais como: não ter amigos, quando são internadas no hospital, em relação a agulha e o “cateter”.
Tabela 6: O que as crianças não gostam.
Ao relatarem o que não gostam, as crianças atrelaram o cotidiano, com as coisas que não gostavam antes do diagnóstico, com o que não gostam hoje, como destacamos abaixo:
S.P.M. “A agulha e a comida.” G.D.L “Pulsionar o catéter.”
Criança Resposta que foi dada
P.R.C. Todas. Q.C.F.H. Boneca. S.P.M. Cama elástica. L.V.A. Amarelinha. K.M.D. Esconde-esconde. G.D.L. Andar de bicicleta
Criança Resposta que foi dada
P.R.C. Comida.
Q.C.F.H. Quando não tem nenhum dos meus amigos para brincar.
S.P.M. A agulha e a comida.
L.V.A. Que não tem pula-pula.
K.M.D. Quando interna no hospital.
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Antes do diagnóstico, as crianças tinham uma rotina preestabelecida, e com o diagnóstico suas vidas foram modificadas bruscamente, diante disso que foi perguntado a elas, o que mais sentiam saudades de fazer antes de ter o diagnóstico, e a escola está entre as coisas que as crianças mais gostavam de fazer, dentre outros como:
Tabela 7: O que a criança sente falta.
A saudade é um sentimento que abarca a nossa existência, e no caso das crianças que foram diagnosticadas com cancro (câncer), ela chega muito mais forte em função da sua limitação. O enfrentamento ao diagnóstico e o tratamento, traz consigo muitas indagações e se tratando do paciente ser uma criança, perguntou-se a elas como era fazer o tratamento, e todas relataram que se sentem bem, porque acreditam que seja para a sua melhora. Em consonância com os dados da investigação, Schuartz (2002, p.22), diz que a “criança é motivada a qualquer prática. Ela sabe a importância das atividades lúdicas para o seu desenvolvimento e favorece o retorno e a manutenção das mesmas. ”
E, diante das diversas renúncias que as crianças passaram a ter depois do diagnóstico, foi perguntado a elas, como seria o tratamento que teriam que passar. E as respostas foram diversas, como conferimos na tabela 08:
Tabela 8: O tratamento do cancro (câncer)
Criança Resposta que foi dada
P.R.C. De receber visitas e ir à escola.
Q.C.F.H. Ir jogar bola no campo de futebol e andar de bicicleta.
S.P.M. Buscar as vacas, tirar leite, brincar com o cachorro e as comidas.
L.V.A. Não pode mais pular, não pode fazer mais nada!
K.M.D. De ir ao colégio.
G.D.L. Não sei.
Criança Resposta que foi dada
P.R.C. Gosto. É para mim melhorar.
Q.C.F.H. Me sinto bem.
S.P.M. Tranquilo
L.V.A. Gosto de vir para o hospital e não gosto de tomar injeção.
K.M.D. Me sinto bem.
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O tratamento no discurso das crianças em recuperação, se torna importante, como foi percebido nas respostas. Para elas, estar no hospital, configura-se sentir-se bem, ou seja, uma esperança de cura.
Foi perguntado na sequência o que as deixam mais felizes, e a atividade lúdica e pedagógica foram as respostas ditas por todas as inquiridas, conforme podemos observar na tabela 9:
Tabela 9: A atividade que gosta
É notório identificar o quanto a brincadeira toma conta do cenário da criança e quanto a rotina da educação faz parte do cotidiano deles e a falta que ela faz.
Quanto ao que elas perguntariam ao médico sobre o diagnóstico, apenas uma criança despertou a curiosidade por saber sobre os efeitos da quimioterapia e se existirá mais injeções para serem tomadas. Quanto as demais, não perguntariam mais nada, deixando a entender que sobre o diagnóstico, já sabiam o suficiente naquele momento.
Tabela 10: Perguntas feitas ao médico
Criança Resposta que foi dada
P.R.C. As brincadeiras.
Q.C.F.H. Gosto de tudo.
S.P.M. Das brincadeiras e das piscadinhas do Doutor Pablo que o exame
deu bom.
L.V.A. Brincar.
K.M.D. Ir à aula.
G.D.L. Nada! Estudar.
Criança Resposta que foi dada
P.R.C. Não pergunto nada.
Q.C.F.H. Não pergunto, só escuto.
S.P.M. Se vai fazer mais quimioterapia que perde o cabelo e se tem mais
injeção que dói.
L.V.A. Não pergunto
K.M.D. Nada.
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