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Problèmes et insuffisances entravant la sécurisation du domaine forestier

Haut Commissariat aux Eaux et Forêts et à la Lutte contre la désertification

I. Observations et recommandations de la Cour des comptes A. Sécurisation du domaine forestier

2. Problèmes et insuffisances entravant la sécurisation du domaine forestier

3.3.1 Gerentes ou Proprietários

Foram entrevistados 75 gerentes e/ou proprietários de estabelecimentos comerciais, para avaliar se os mesmos comercializam ou não as hortaliças orgânicas. Desta amostragem, 76% não comercializam e responderam ao Questionário 1. Os demais, isto é os 24% que comercializam, responderam ao Questionário 2.

Baseando-se nos resultados do Questionário 2, constatou-se que 38,89% comercializam há menos de um ano e 22,22% entre um a três anos, 11,11% de três a cinco anos e 27,78% há mais de cinco anos.

Têm sido observados sinais que evidenciam uma mudança de hábito alimentar entre os brasileiros, na direção de uma maior demanda por hortaliças orgânicas. A julgar pela presença dos orgânicos nas gôndolas de supermercados, estima-se que exista um potencial de mercado de expressiva magnitude para estes produtos. Tais observações, por si mesmas, chamam a atenção para o potencial deste novo nicho de consumo (BORGUINI & MATOS, 2002).

A produção das hortaliças orgânicas comercializadas nos estabelecimentos em Goiânia tem como origem outros estados (66,67%), como São Paulo, Minas Gerais e Paraná, e em menor proporção (33,33%) são produzidas no Estado de Goiás, destaque para a região do Entorno de Brasília e Silvânia. Na opinião dos comerciantes, os produtos orgânicos atraem mais clientes à loja.

Na comercialização de hortaliças orgânicas são disponibilizados vários itens, no entanto, os gerentes ou proprietários relatam que existem várias dificuldades em comercializá-los. Algumas dessas dificuldades citadas foram a baixa

qualidade dos produtos (13,64%), a falta de fornecedores certificados (36,36%), a pouca procura pelos consumidores (5%), e o principal fator é o preço elevado (45%).

A diferença de preço entre as hortaliças orgânicas e as convencionais, em média, segundo gerentes ou proprietários são em torno de 35%, para a grande maioria dos produtos, principalmente para as hortaliças. No caso das frutas, a diferença pode atingir até 70% do valor. Geralmente, nas gôndolas dos mercados, estes produtos se encontram em um espaço reservado e estão sinalizados por meio de cartazes e banners.

Quanto às avaliações dos gerentes ou proprietários que não comercializam hortaliças orgânicas e que responderam ao questionário 1, constatou- se que 85,96% têm interesse em comercializá-los.

3.3.2 Comercialização de Hortaliças Orgânicas

Dos 75 estabelecimentos comerciais visitados, 18 destes ou (24%) trabalham com hortaliças orgânicas em seu portfólio de produtos. Os outros 57 estabelecimentos ou (76%) declararam não ter hortaliças orgânicas em seu portfólio de produtos. No entanto, quando questionados se havia interesse em comercializar hortaliças orgânicas, 85,96% responderam positivamente. Com relação as dificuldades em comercializar produtos orgânicos, 75,49% responderam que a principal é encontrar produtores/fornecedores.

Quando questionados se as hortaliças orgânicas poderiam atrair mais clientes ao estabelecimento, a resposta foi positiva para 73,68% dos entrevistados. Eles também foram questionados sobre a hipótese de que se trabalhassem com hortaliças orgânicas, onde foi perguntado se os clientes estariam dispostos a pagar

mais pelos produtos orgânicos, e 91,23% supôs que os clientes estariam dispostos a pagar a mais, desse universo 78,85% estariam dispostos a pagar até 35% a mais pelas hortaliças orgânicas.

Nessa situação, em especial, a dificuldade para encontrar o fornecedor do produto é fator determinante pela ausência das hortaliças orgânicas nos estabelecimentos visitados, o que indica fragilidade na produção e distribuição das hortaliças orgânicas na rede varejista de Goiânia.

No Estado de São Paulo, em uma pesquisa realizada em 1998 (FRUTIFATOS, 2002) mostra que 24% dos supermercados da capital e 30% dos supermercados do interior do Estado trabalhavam com algum tipo de frutas, legumes e verduras orgânicas. Estes dados também foram encontrados na pesquisa feita por este trabalho em Goiânia, onde foram encontrados 24% de participação dos supermercados na comercialização de HO.

Em pesquisa realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) no ano de 2009, com 611 pontos de comercialização de hortaliças orgânicas no Brasil, apontou que os canais para a comercialização da hortaliça orgânica são: supermercados, associações, feiras, lojas/comércio e cestas em domicílio. Esse órgão demonstrou que São Paulo tem 205 unidades de comercialização, Santa Catarina 134, Rio Grande do Sul 82, Rio de Janeiro 73 e Paraná 50. Goiás participa com 02 unidades comerciais, o que demonstra o quanto, a comercialização de hortaliças orgânicas cresceu nos últimos 08 anos e que a concentração dos pontos comerciais é evidente, pois 94% estão localizadas nas Regiões Sul e Sudeste (FONSECA et. al, 2009).

Nos últimos três anos, houve um grande crescimento no número de estabelecimentos que comercializam hortaliças orgânicas, de acordo com a

Embrapa (DAROT, 2007), em pesquisa realizada na Cidade de Natal/RN, mostra que o mercado no início da década de 1990 crescia em torno de 10% ao ano, e nos últimos 03 anos, o crescimento foi próximo de 50% ao ano. Segundo Darolt (2007), estes índices são superiores aos países europeus e aos Estados Unidos, que têm o crescimento de 20% a 30% ao ano.

Conforme Fleury e Lima (2005) apud Milhomen (2008), em pesquisa realizada em Goiânia, mostra que apenas 30% dos supermercados comercializam hortaliças orgânicas, apresentando forte concentração nos mercados de grande porte.

Quanto à origem das hortaliças orgânicas, 66,67% dos entrevistados declararam que a origem é de outros estados. 33,33% declararam que a origem é de outras regiões do Estado de Goiás.

Ao longo das entrevistas, verificou-se que parte dos produtos vem de regiões próximas ao Distrito Federal, e outra vem da região do município de Silvânia, onde a Cooperativa Agropecuária dos Produtores Rurais de Silvania (COOPERSIL) mantém contrato com uma rede de supermercado que atende Goiânia e Distrito Federal. Embora os entrevistados entendam que Silvânia não faça parte da Região Metropolitana de Goiânia, considerou-se nesta pesquisa que a produção de hortaliças orgânicas nesse município, está diretamente relacionada com área de influência econômica existente entre a Capital Goiânia e as regiões produtoras de alimento do Estado de Goiás.

De acordo com Fleury e Lima (2005) apud Milhomen (2008), em pesquisas realizadas pela Secretaria de Indústria e Comércio do Estado de Goiás (SIC-GO), 66,7% dos produtos orgânicos comercializados, são produzidos em Goiás. Moreira (2006) constatou que 25% dos mercados de Goiânia comercializam frutas,

legumes e verduras orgânicas. Este autor afirma que a falta de conhecimento sobre a utilização do termo “orgânico” auxilia alguns varejistas, que aproveitam da falta de informação dos consumidores, para obterem ganhos econômicos, sugerindo que rótulos como: “produtos hidropônicos”, “produção natural”, “produção sem agrotóxico”, “cultivo responsável” ou outro tipo de denominação venha agregar o valor econômico, concedido ao produto orgânico certificado por uma das certificadoras competente.

Perguntado aos entrevistados, se as hortaliças orgânicas atraem mais clientes à loja, todos concordaram que sim, sendo que 38,89% acreditam que atraem muitos clientes e 61,11% acreditam que atraem somente algumas pessoas. Os entrevistados ao serem questionados se havia solicitação de hortaliças orgânicas por parte dos consumidores, 100% responderam que há solicitação.

Perguntado aos entrevistados quantas espécies de hortaliças orgânicas são comercializados, 11,11% responderam que até 10 espécies, 16,67% de 11 a 20 espécies, 72,22% responderam que comercializam mais de 20 espécies. Perguntados, quais são as cinco hortaliças mais comercializadas, as mais citadas foram alface, cenoura, o cheiro verde (coentro, salsa e cebolinha), batata inglesa e rúcula, como pode ser observado na Figura 17.

Perguntado aos entrevistados sobre as dificuldades de se trabalhar com hortaliças orgânicas, 50% responderam que o preço elevado representa a principal dificuldade, seguido da falta de fornecedores certificados com 36,36% e 13,64% disseram ser a baixa qualidade das hortaliças. Conforme Fleury e Lima (2005) apud Milhomen (2008), os maiores obstáculos são a falta de oferta e a constância por parte dos produtores de hortaliças orgânicas (Figura 18).

Figura 17 – Hortaliças orgânicos mais comercializadas em Goiânia/GO.

Figura 18 – Principais razões para a comercialização de hortaliças orgânicas segundo os produtores.

Quanto à diferença de preço, 61,11% dos gerentes ou proprietários entrevistados disseram ser até 35% a mais que as hortaliças convencionais, 27,78% disseram que a diferença de preço é de até 70% a mais, 11,11% disseram que a diferença é de até 100% a mais.

31,67 31,67 13,33 10 6,67 6,67 0 5 10 15 20 25 30 35

Alface Cenoura Cheiro

verde Batata Inglesa Tomate Rúcula % d e H o rt a li ç a s C o m e rc ia li z a d a s

Tipo de Hortaliças Orgânicas

50% 36,36% 13,64% Preço elevado Falta de certificação Baixa Qualidade

A comercialização das hortaliças orgânicas nos estabelecimentos comerciais é feita em um espaço específico para esses produtos, e as ações de marketing envolvem apenas cartazes e/ou banners. Em nenhum estabelecimento foi citado ações em jornais ou televisão ou em grupos de redes sociais.

CONCLUSÃO

O objetivo desse trabalho, que foi realizado na Região Metropolitana de Goiânia e na cidade de Silvânia, teve como ordenação metodológica a aplicação de questionários para consumidores de hortaliças orgânicas, convencionais, produtores de hortaliças orgânicas e a rede varejista.

Após as análises dos resultados dos questionários apresentados nas entrevistas com os agentes envolvidos das cadeias de produção e consumo de hortaliças orgânicas, e de acordo com as observações realizadas por este pesquisador, faz-se neste momento as conclusões.

Os consumidores de hortaliças orgânicas apresentam alto poder aquisitivo, têm curso superior e/ou pós-graduação, são casados e a maioria tem dois filhos, renda familiar superior a 12 SM, e estão dispostos a pagar um sobrepreço de até 35% pelas hortaliças orgânicas em comparação com as convencionais, têm interesse em consumi-las diariamente, conhecem os benefícios dos produtos para a sua saúde e para o meio ambiente, e também percebem sua contribuição social, espacial e cultural, têm conhecimentos sobre a certificação dos produtos por eles consumidos, mas não exigem o selo de certificação, pois a maior parte é comercializada no sistema de venda direta ao consumidor, nos locais específicos para a comercialização desses produtos.

As hortaliças orgânicas são produzidas por pequenos produtores de base familiar (até quatro módulos fiscais), mesmo não sendo a única fonte de renda para a maioria das propriedades, contribui na composição da renda familiar proporcionando maior estabilidade econômica e alimentar, mantendo a família no campo com seus costumes e tradições, minimizando os impactos urbanos causados por uma possível migração para cidade.

Os impactos ambientais também são minimizados, sendo a produção de hortaliças orgânicas uma prática agroecológica, vai manter e com o tempo melhorar a qualidade ambiental do lugar, proporcionando maior segurança alimentar e melhorias ambientais para a localidade.

Os produtores de hortaliças orgânicas são casados, têm de dois a três filhos, a faixa etária predominante é de 41 a 60 anos, possui um curso superior e/ou pós-graduação, estão enquadrados na modalidade agricultura familiar, com propriedades de até quatro módulos fiscais, têm até área de dois hectares certificados embora suas propriedades sejam maiores, têm outra fonte de renda, são agricultores a mais de dez anos, e produzem hortaliças orgânicas em um período compreendido entre cinco e dez anos.

O fato da propriedade não ser autossuficiente economicamente, e o pouco tempo que o proprietário tem como agricultor de hortaliças orgânicas, demonstra o quanto ainda é insipiente esta atividade no Estado de Goiás. No entanto, percebe-se que a propriedade está buscando seu crescimento econômico através da diversificação das atividades produzidas, já que na propriedade existe outras atividades geradora de emprego e renda, contribuindo para a preservação e ampliação da biodiversidade e para o desenvolvimento sustentável em sua plenitude.

Em relação à produção de hortaliças orgânicas, fica evidente que na Região Metropolitana de Goiânia, a produção é muito pequena, não atendendo a todos que gostariam de consumi-las diariamente, enquanto uma feira de hortaliças convencionais comercializa seus produtos até 12 ou 13 horas, a Feira Agroecológica do Mercado da Rua 74 tem sua atividade encerrada antes das 09 horas.

A ausência do poder público na cadeia produtiva das hortaliças orgânicas, seja comprando a produção para a merenda escolar, ou criando mecanismo de financiamento das etapas da certificação, ou com campanhas de esclarecimento e incentivo ao consumo de hortaliças orgânicas, que são alimentos mais saudáveis, podem ser apontados como os principais entraves ao aumento da produção e ao surgimento de novos produtores, dando continuidade e aumentando a produção de hortaliças orgânicas na Região Metropolitana de Goiânia.

Outros pontos que também podem contribuir com a baixa produção de hortaliças orgânicas, são poucos os produtores filiados a ADAO em atividade e a falta de perspectivas comerciais, uma vez que a ADAO não demonstra interesse em estabelecer contratos comerciais com redes de supermercados, privilegiando a comercialização direta com o consumidor.

A associação VALE VERDE de PHO tem apenas três produtores em atividade, (dois deles também filiados à ADAO), teve seu auge em número de associados e em produtividade, somente durante o período de implantação do projeto, quando recebiam verbas da PETROBRÁS, finalizado o convênio entrou em declínio.

Portanto cabe ressaltar que as considerações expostas e os resultados aqui apresentados não finalizam estes estudos, pois este tema é muito amplo, podendo ter continuidade em trabalhos, futuros como politicas públicas para facilitar

e acelerar a certificação da propriedade, bem como projetos públicos associados aos privados que fomentem o aumento do consumo e da produção de hortaliças orgânicas, análise química nas plantas e no solo ou uma proposta estratégica para vendas no atacado.

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