A. LA COHÉRENCE TERRITORIALE DES MESURES DE COMPENSATION
1. Privilégier une approche dynamique et globale de la compensation
iluminação de um ambiente próximo, e achando-se capaz de se locomover naquela situação acaba se machucando.
2.2.5 - Fatores quantitativos: as normas
Segundo as pesquisas feitas por Hopkinson, conclui-se que em termos de nível de iluminamento, quanto maior é a quantidade de luz incidente num plano de tarefa, tanto menores serão as letras que poderão se vistas por qualquer indivíduo. Entretanto, o aumento dos níveis de iluminação beneficia mais a performance visual dos idosos do que a dos jovens.
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), estabelece os níveis de iluminâncias médias mínimas em serviço, medidas em lux, para os ambientes de trabalho. (ABNT. Ilurninância de Interiores - norma NBR 5413. Rio de Janeiro: ABNT, 1 982 .. Origem : ABNT NB-57/1 982)
Para cada ambiente são fixados três valores e a escolha dos mesmos é baseada nas seguintes recomendações:
• O valor do meio deverá ser escolhido para a maioria dos casos.
• O valor mais alto deve ser usado quando a tarefa se apresenta com refletâncias e contrastes bastante baixas; quando erros são de dificil correção; quando a alta produtividade e precisão são de grande importância; e quando a capacidade visual do observador está abaixo da média ( caso dos idosos).
• O valor mais baixo das três ilurninâncias pode ser usado quando as refletâncias ou contrastes são relativamente altos; quando a velocidade e/ou precisão não são importantes; e quando a tarefa é executada ocasionalmente.
A Illurninating Engineering Society of North América (IES) recomenda uma listagem de iluminâncias (Tabela O 1 ), com a finalidade de orientar o projetista de iluminação na seleção do nível de iluminamento adequado para cada ambiente.
A tabela O 1 classifica em categorias de A até I, os vários tipos de atividades (Categoria e Valores de Iluminância para Tipos Genéricos de Atividades em Interiores).
Tabela 01 . Iluminâncias em lux, por tipos de atividades
Categonas e Valores de llummãnc1a para Tipos de Atividades I
Alcance de Plano de
Categoria de Trabalho
Tipo de Atividade Iluminância Iluminâncias
Referência!
Espaços públicos com os arredores A 20-30-50 escuros.
Orientação simples para visitas B 50-75-1 00 Iluminação geral
temporárias e curtas. Através dos
Espaços de trabalho onde as tarefas
c
100-150-200 espaçosvisuais desempenhadas são ocasionais.
Desempenho de tarefas visuais com D 200-300-500 alto contraste ou tamanho.
Desempenho de tarefas visuais com E 500-750-1000 Iluminamento na
médio contraste ou pequeno tamanho. tarefa
Desempenho de tarefas visuais com
baixo contraste ou tamanho muito F 1000-1500-2000
pequeno.
Desempenho de tarefas visuais com
2000-3000-5000 Nível de
baixo contraste ou tamanho muito G iluminamento na
pequeno num período prolongado. tarefa, obtida
Desempenho num período muito H 5000-7500- 1 0000 pela combinação
prolongado para tarefas visuais exatas. de iluminância
geral e local
Desempenho de tarefas visuais 10000-1 5000-
(iluminação
especiais com contraste extremamente I 20000
suplementar) baixo e �ueno tamanho.
Fonte: KAUFMAN (1987, P.2-5)
No manual de iluminação do IES, encontramos outra tabela complementar que inclui características dos espaços, das tarefas e dos indivíduos. Atribui-se um fator de peso para cada característica: idade do observador, refletância das superfícies e
Tabela 02. Fatores de Peso a serem considerados na seleção de 11uminâncias Específicas em cada categoria
c
-• -L--,--- --- - -Características dos espaços e de seus ocupantes
Idade dos Ocupantes
Refletâncias das superficies
Características das Tarefas e dos Trabalhadores Idade dos Trabalhadores
Velocidade e/ou precisão desenvolvimento da tarefa
Refletâncias no fundo onde está sendo desenvolvida a tarefa Fonte: KAUFMAN,1987, p.2-21. de 11 de 11 no de A até C Fator de Peso -1
o
+l Abaixo de 40 40-45 Acima de 55Mais que 70% Entre 30 e 70% Menos que 30% de D até I
Fator de Peso
-1
o
+ lAbaixo de 40 40-45 Acima de 55
Não é Importante Crítica
importante
Entre 30 e Menos que
Mais que 70% 70% 30%
Analisando as tabelas que mostram o fator idade, pode-se concluir que, tanto a velocidade e precisão quanto à refletância do fundo da tarefa, começam a ter importância para o cálculo de iluminação a partir dos 40 anos. Após os 55 anos, essa importância passa a ser crítica.
2.2.6 - Fatores qualitativos: imagens, cores e brilhos
As cores e os brilhos dos ambientes provocam sensações e emoções diversas no ser humano. Os resultados são muito variáveis, pois as associações que cada ser humano fazem são diferentes. A cultura do povo, os costumes, a época e a sua história de vida, são questões que tomam os resultados oscilantes.
Ampliando essas considerações, pode-se dizer que luz e cor são fatores que podem ter influências terapêuticas. O idoso precisa de um ambiente que melhore seu
ânimo, para evitar a depressão. As cores e brilhos das paredes, pisos, tetos e mobiliários influenciam no comportamento humano. Em geral, sentimos atração pelas cores em déficit para o nosso equilíbrio.
Do ponto de vista das fontes artificiais de luz, há o requisito delas suprirem um determinado déficit qualitativo da luz natural, o que acontece, por exemplo, com o uso de certas lâmpadas que suprem o "dourado" agradável em déficit em regiões onde o céu está freqüentemente nublado. (HOPKINSON, R.G., 1969)
O ser humano costuma associar o calor da radiação solar com temperaturas elevadas e com as cores que chamamos "quentes": vermelha, laranja e amarela. Costumamos chamar de cores "frias", o azul, violeta, verde, cinza, pois são associadas à noite e ao frio.
Alguns pesquisadores ousam em aprofundar este estudo das cores relacionando cada uma com propriedades psíquicas e curativas, embora os resultados nem sempre sejam reconhecidos pela ciência. O termo "cromoterapia", designa esta vertente terapêutica que faz o uso das cores em múltiplas aplicações: roupas, luz colorida ou água exposta à luz solar comum filtro cromático específico para cada pessoa ou doença. (BUENO, 1995)
Até o momento, não tem havido muitos investimentos com patrocínio de empresas públicas ou privadas a estas pesquisas, de modo que a "cromoterapia" ainda não faz parte da bibliografia científica tradicional. Com incentivo apropriado, poder-se ia buscar encontrar uma lógica para as experimentações milenares e assim identificar quais os pontos verdadeiros para a ciência. Apesar da ausência de comprovação científica, muitas pessoas já fazem o uso das cores na decoração de ambientes, com a finalidade de provocar as sensações desejadas.
Um dos pioneiros da cromoterapia moderna é Theo Gimbel of Hygeia Studios12
. Gimbel iniciou seus estudos em 1956 e suas pesquisas têm contribuído para
tornar o assunto mais acessível a muitas pessoas.
Segundo Beaziley in Catherine Cumming, a arte da cura pelas cores era praticada pelas civilizações antigas. As cores estão intimamente ligadas às emoções e sentimentos e atuam profundamente no conforto e bem estar das pessoas. Cattherine
Cumming, decoradora inglesa especializada na arte de decorar com cores e pinturas, ensina em seu livro como usar os princípios básicos da terapia das cores na decoração de interiores. (CUMMING, 2000)
As pesquisas em cromoterapia, em geral afirmam que os vermelhos e alaranjados são energizantes, dão vitalidade e estimulam o apetite. Isto justifica o predomínio destas cores em lanchonetes e restaurantes, por exemplo.
"Os azuis relaxam as pessoas nervosas e, e os amarelos são regeneradores celulares e estimulantes mentais".(BUENO, M. 1995, p. 149)
Bueno, adepto da "cromoterapia" sintetiza as propriedades curativas de doze cores diferentes.
• vermelho - antianêmico, estimula o fígado, estimulante sensorial, bexiga, favorece a hemoglobina.
• Laranja - estimulante respiratório, antiespasmódico, antirraquítico, carminativo, emético, galactogogo.
• Amarelo - estimulante motor, assimilação, digestivo, tônico nervosos, colagogo, anti-helmítico.
• Limão - estimulante cerebral, laxante, expectorante, remineralizante. • Verde - desintoxicante, anti- séptico, bactericida, favorece a musculatura,
estimula a pituitária.
• Turquesa - Depressor cerebral, estimulante da pele, ácido, tônico, estados agudos.
• Azul - Febrífugo, estimula a vitalidade, antieczemático, acalma as irritações.
• Índigo - Estimulante das paratiróides, depressor tiroidal e respiratório, adstringente, sedativo, antidolor, hemostático.
• Violeta - aumenta os leucócitos, estimula o baço, calmante geral, depressor cardíaco e linfático.