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Prise en charge des infections à point de départ cutané

Em 1994, foi criado o Open Geospatial Consortium (OGC), uma organização não lucrativa, internacional e voluntária, que procura desenvolver e definir normas para dados geoespaciais e para serviços baseados na localização (Figura 5.1). O OGC pretende desta forma, tornar a informação espacial complexa e os serviços acessíveis e úteis a todos os tipos de aplicações através da Internet (OGC, 2012).

Figura 5.1 – Portal Open Geospatial Consortium (OGC, 2012a)

Este consórcio tem como objetivo desenvolver normas para o fornecimento de dados e de serviços geoespaciais, de forma independente à plataforma física ou lógica nos quais se encontram armazenados os próprios dados. Representa o atual empenho das organizações governamentais, universidades, empresas e produtores de software SIG, no desenvolvimento de padrões na área dos WebServices e da informação espacial em geral, contando atualmente com a colaboração de 471 organizações.

A OGC, por motivos similares aos já descritos no capítulo das IDE, promoveu a substituição da troca de dados analógicos por dados digitais, através da Internet, respeitando as normas de forma a garantir a interoperabilidade dos dados e serviços, sendo que estes são já por si organizados através de software livre e de código aberto, logo menos onerosos ou até mesmo gratuitos. No entanto, existem ainda muitas resistências por parte de algumas organizações, que com intuitos lucrativos, tornam a implementação das normas do OGC tecnicamente difícil, comercialmente inviável e demorada, ou mesmo propositadamente deturpada na sua aplicação prática. Contudo, o facto de a OGC já ter atingido um nível elevado de qualidade e sofisticação nos normativos produzidos e também pela vasta base de suporte de entidades apoiantes, prevê- se no futuro que os standards ou normas definidos pela OGC sejam as normas prevalecentes. De entre as normas produzidas pela OGC, consideram-se como mais importantes para o utilizador as enumeradas e caracterizadas a seguir:

estas imagens provenientes dos vários servidores possam ser sobrepostos. As imagens não podem ser alteradas pelo cliente, sendo então as cores, a simbologia, entre outros elementos, inalteráveis. Este serviço é aquele que melhor garante os direitos comerciais, ou outros sobre a informação de base residente do lado do servidor. Consequentemente, não permite a manipulação de dados, seja para adequar a sua simbologia ou outras fontes de dados com que se queira cruzar a imagem recebida, quer a sua manipulação em operações de geoprocessamento. Ao garantir a impossibilidade de edição, este serviço é o que menos funcionalidades permitem ao cliente. As funcionalidades permitidas por este serviço, são: GetCapabilities, GetMap e GetFeatureInfo (sendo esta última opcional) (OGC, 2012b);

• Web Feature Service (WFS) – É um serviço em que o servidor envia ao cliente dados em formato vetorial, de acordo com o que é solicitado pelo cliente, cabendo-lhe depois (aplicação em Browser ou em SIG tradicional), a definição da sua simbologia e arranjo gráfico. A receção dos dados é usualmente no formato GML (Geography Markup Language, outro standard da OGC), que permite a manipulação da informação recebida, a gravação ou exportação para outros formatos e mesmo a realização de operações de geoprocessamento sobre os dados. Contrariamente ao serviço anterior, este não garante de forma tão eficaz a propriedade dos dados, aumentando no entanto a versatilidade dos dados enviados ao cliente, garantindo-lhe maiores funcionalidades. Este serviço pode ser um WFS básico (read-only WFS), que implementa as operações GetCapabilities, DescribeFeatureType and GetFeature, ou um WFS transacional (WFS-T), que adicionalmente, implementa alguma capacidade de edição online da informação geográfica (OGC, 2012c);

• Web Coverage Service (WCS) – É um serviço semelhante ao anterior, sendo que em vez de dados no formato vetorial, funciona com dados no formato matricial, permitindo ao cliente que para uma dada extensão geográfica lhe sejam transferidos os dados de forma manipulável tanto em simbologia, como em operações de geoprocessamento. As operações permitidas pelo WCS, são as GetCapabilities, DescribeCoverage e GetCoverage. Envia ao cliente informação suscetível de tratamento (OGC, 2012d);

• Web Processing Service (WPS) – Estabelece normas para a solicitação de serviços de geoprocessamento (como a sobreposição de polígonos), definindo uma interface que facilita a publicação de processos geoespaciais. Os dados requeridos pelo WPS podem permanecer disponíveis no servidor ou ser distribuídos pela Internet.

As várias funcionalidades atrás referidas para os serviços WMS, WFS, WCS, são a seguir descritas: • GetCapabilities – tem como intuito a obtenção de metadados, que são uma descrição de

conteúdos de informação e parâmetros aceitáveis para o servidor;

• GetMap – Tem a ver com o pedido de mapas e com a forma de satisfazer esse pedido, que poderá ser o simples acesso ao mapa ou a emissão de uma exceção de serviço;

• DescribeFeatureType – Faz uma descrição do tipo de dados disponibilizados pelo WFS. Para esta operação devem ser informadas condições de recurso para serem codificados na entrada, tais como inserir, atualizar e substituir ações, e será codificado na resposta em conformidade com o tipo de operações (GetPropertyValue, GetFeature ou GetFeatureWithLock).

• GetFeature – Devolve uma seleção de características de um armazenamento de dados. A WFS processa um pedido GetFeature e informa o cliente das instâncias de recurso que satisfaçam as expressões de consulta especificadas no pedido;

• DescribeCoverage – Um pedido de descrição de cobertura que disponibiliza uma listagem de identificadores de cobertura e envia para cada identificador uma descrição do tipo de cobertura;

• GetCoverage – Esta funcionalidade solicita um serviço WCS, para processar uma dada cobertura selecionada dentro da oferta do serviço, e fornece uma cobertura daí derivada.

5.4. Conclusões

Neste capítulo foi abordada a importância que a Internet tem tido nos recentes desenvolvimentos dos SIG, bem como no acesso e visualização de mapas e informação geográfica através da Web. Estes progressos registados no mundo dos SIG, destacaram a necessidade que existia ao nível da interoperabilidade entre os sistemas proprietários. Foi neste sentido, que a organização OGC veio contribuir com a definição de normas para a descoberta e partilha de informação geográfica em sistemas heterogéneos e distribuídos. Os avanços tecnológicos ao nível da Internet e de outros fatores a ela associados, bem como a disponibilidade de informação geográfica e normas técnicas, fez surgir o aparecimento de novos meios tecnológicos e organizacionais para a partilha e descoberta de informação geográfica entre instituições parceiras, designadas por Infraestruturas de Dados Espaciais. Foram ainda descritas as normas e as funcionalidades OGC, que são vistas como possíveis soluções para a visualização e partilha de informação geográfica.

6. Caso prático