Pela análise dos resultados obtidos nesta investigação tornou-se claro que:
Existem no território Douro Alliance - Eixo Urbano do Douro 2028 empresas ligadas ao comércio tradicional das quais 1571 se encontram no activo e 457 estão fechadas.
Nos territórios de Vila Real e Lamego grande parte das empresas que estão no activo (51% e 45,6%, respectivamente) situam-se no centro histórico da cidade, ao contrário do que acontece em Peso da Régua, onde 36,4% situam-se na zona ribeirinha e as restantes estão bastante dispersas pelo concelho em análise.
No que respeita ao ramo de actividade económica, predomina em Vila Real (24%) e Peso da Régua (23,6%) a restauração e em Lamego (26,9%) as empresas ligadas ao vestuário e calçado.
De acordo com a caracterização dos empresários inquiridos, a grande maioria pertence ao género masculino (62,4%), tem idade superior a 45 anos (79,1%), possui no máximo o
ensino básico (69,4%) e antes da criação da empresa era trabalhador por conta própria
(41%) ou trabalhador por conta de outrem (39%). Esta realidade assume maior relevância nas empresas ligadas a têxteis, bebidas alcoólicas, artigos de desporto, campismo e lazer, peixarias, frutarias e talhos e salsicharias.
Quanto ao facto de a empresa ser ou não associada de alguma associação comercial ou industrial, a investigação revela que a grande maioria das empresas em Vila Real (72,9%) e no Peso da Régua (89,4%) é associada a pelo menos uma associação comercial, destacando-se as empresas ligadas à venda de gás, bebidas alcoólicas, artigos de desporto,
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campismo e lazer, calçado, restaurantes e cafés, pastelarias e casas de chá ou industrial. Pelo contrário, em Lamego a esmagadora maioria (90,2%) afirmou não ser associada de qualquer tipo de associação.
No que se refere ao número de funcionários, a grande maioria dos proprietários (73,4%) afirmou não empregar mais que três funcionários, sendo que em média, cada estabelecimento inquirido emprega cerca de três trabalhadores.
No que toca ao volume de negócios no ano de 2012, salienta-se o facto de a maioria das empresas inquiridas (75,%) ter afirmado não ultrapassar os 150.000€. Cruzando as variáveis volume de negócios e montante aplicado em publicidade, importa ainda referir que grande parte das empresas (66,3%) que, em 2012, auferiram um volume de negócios até 50.000€, afirmaram que o investimento em publicidade, no mesmo ano, foi nulo.
A grande maioria dos proprietários inquiridos (72,2%) admitiu que desde 2011 a facturação das empresas tem vindo a diminuir. Quando cruzadas as variáveis investimento
em publicidade e evolução da actividade de 2011 – 2012, a investigação revela que a
grande maioria (78,5%) das empresas em que o investimento em publicidade no ano de 2012 foi nulo viram a actividade da sua empresa sofrer uma diminuição. Infere-se que poderá haver uma relação entre as variáveis. Por outro lado, importa referir que as empresas que afirmaram investir, no mínimo, 750€ em publicidade, sofreram, igualmente, uma diminuição nas vendas.
Preocupante revela-se o nível de detenção de site ou presença nas redes sociais, pois a realidade do Eixo Urbano do Douro mostra-nos que as empresas se encontram, ainda, num nível bastante atrasado, representando 33,9% e 22,5% respectivamente, como é o caso das empresas de: venda de gás; bebidas alcoólicas; frutarias; talhos e salsicharias; peixarias; produtos alimentares, naturais e dietéticos; bombas de gasolina; artigos de informática; têxteis; animais de companhia e respectivos alimentos; e relógios e artigos de ourivesaria e joalharia.
Quanto aos motivos que levaram à criação da empresa, os dados revelam que a maior percentagem de respostas incide sobre as opções realização pessoal (22,2%) e aproveitar
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Nas razões para a escolha da localização da empresa, os itens mais assinalados foram a
proximidade aos clientes (32,3%) e boa visibilidade da loja (31,7%).
De acordo com a análise ao tipo de financiamento utilizado quer no arranque, quer no crescimento da empresa, a grande maioria dos empresários (70,3%) afirmou utilizar fundos
próprios/poupanças para o arranque da empresa, mantendo-se esta realidade (76%) no
crescimento da mesma.
No que concerne a investimentos realizados nos últimos cinco anos, a maioria dos empresários (65,3%) afirmou ter investido na empresa. No seguimento, a maioria das respostas incide sobre as instalações (33,2%) e equipamentos (máquinas) (30,4%), seguindo-se o equipamento informático, representando 17,8%. Porém, apesar das empresas terem feito alguns investimentos ao longo dos últimos cinco anos, a verdade é que a facturação de 2011 para 2012 diminuiu, em grande parte delas, inferindo-se que os investimentos realizados não tiveram resultados positivos na facturação por não serem os mais adequados à realidade e necessidades dos clientes.
Ao analisar a qualificação dada pelos empresários aos seus concorrentes, note-se que a maioria (58,4%) classificou a concorrência como sendo média (27,2%) e alta (31,2%), destacando-se, de entre muitas outras, as empresas de venda de gás, padarias, tabacarias, produtos alimentares, naturais e dietéticos, artigos de informática, animais de companhia e respectivos alimentos, ginásios, cafés e pastelarias e casas de chá. Como tal, os itens mais assinalados de estratégias de competitividade utilizadas foram a aposta na qualidade (41%) e minimizar custos (26,7%).
Resultou, ainda, da observação dos dados que, quanto a factores ligados à inovação, a maioria dos proprietários das empresas alvo deste estudo (67,1%) afirmou que adapta os
produtos/serviços face às alterações da procura (41,1%) e utiliza um sistema de gestão informatizado (25,7%). Salientando-se, ainda, a percentagem mínima de proprietários
(3,6%) que afirmaram que a empresa desenvolve parcerias/actividades conjuntas com os
seus concorrentes.
No que concerne à temática de marketing relacional, os resultados mostram que cerca de metade dos empresários inquiridos afirma que mantém uma relação individualizada com
61 cada um dos clientes (49,7%), seguindo-se a opção de que a empresa diferencia os produtos/serviços entre grupos de clientes (23,9%), como tal, supõe-se que esta
diferenciação ocorra pelo nível elevado de proximidade existente entre os empresários e os clientes. Importa ainda salientar a importância que os empresários atribuíram à satisfação e
fidelização dos clientes, onde 95% afirmou ser muito importante.
Comparando a realidade socioeconómica do país com perspectivas futuras dos empresários quanto às vendas para 2013, salienta-se o facto de a grande maioria (69,9%) afirmar que as mesmas irão diminuir, sendo apenas uma minoria (3,5%) os que afirmaram que poderão
aumentar. Das poucas empresas que perspectivam um aumento ou pelo menos uma
estagnação no número de vendas, destacam-se as empresas de bebidas alcoólicas, as lojas de 300, chineses e quiosques e as bombas de gasolina.