Chapitre II : Représentation de composant et matériel utilisé
I.1. Le principe de fonctionnement
Succar et al. (2012) propuseram cinco métricas de avaliação de desempenho da implantação do BIM em termos de: estágios de capacidade; níveis de maturidade; conjuntos de competências; escala organizacional; e níveis de granularidade.
A capacidade BIM é definida como a capacidade básica de executar uma tarefa ou entregar um serviço ou produto. Os estágios de capacidade BIM definem requisitos mínimos para os principais marcos a serem alcançados por equipes ou organizações, como podem ser vistos na Figura 15. Três estágios separam o chamado "Pré-BIM", um ponto inicial fixo que representa o progresso da indústria antes da implantação, e o intitulado "Pós-BIM", ponto final variável,
em constante evolução, para empregar ferramentas e conceitos virtualmente integrados de projeto, construção e operação, ultrapassado os estágios anteriores. Esses três estágios são conceituados como:
Modelagem baseada em objetos: uso do BIM em pelo menos uma única disciplina em uma fase do ciclo de vida do empreendimento;
Colaboração baseada em modelos: uso multidisciplinar do BIM com o intercâmbio acelerado de modelos entre os envolvidos;
Integração baseada em redes: intercâmbio interdisciplinar simultâneo de modelos nD ao longo das fases do ciclo de vida de um empreendimento.
Os níveis de maturidade referem-se à qualidade, repetitividade e grau de excelência dentro de uma capacidade BIM. Embora a capacidade denote uma habilidade mínima, a maturidade denota a extensão dessa capacidade na realização de uma tarefa ou entrega de um serviço ou produto BIM. Succar et al. (2012) propuseram cinco níveis crescentes de maturidade: inicial/ad hoc, definido, gerenciado, integrado e otimizado.
Figura 15 – Estágios de Capacidade BIM
Fonte: BIMe Initiative traduzido de Succar et al. (2012)
Um conjunto de competências BIM é uma coleção hierárquica de competências individuais identificadas para fins de implementação e avaliação do BIM. Neste contexto, o termo competência reflete um conjunto genérico de habilidades adequadas para a implementação, bem como para avaliação da capacidade ou maturidade. As competências BIM são um reflexo direto dos requisitos e entregáveis e podem ser agrupadas em três conjuntos, de acordo com Succar et al. (2012):
tecnologia: software, hardware e dados/redes;
processo: recursos, atividades/fluxos de trabalho, produtos/serviços e liderança/gestão;
política: indicadores/controles, contratos/acordos e orientação/supervisão. Para permitir que as avaliações de desempenho da implementação do BIM respeitem a diversidade de mercados, disciplinas e tamanho das organizações, Succar et al. (2012) desenvolveram a métrica da escala organizacional, que pode ser dividida nos níveis: macro (mercado, submercado, indústria, setor, disciplina ou especialidade); meso (times do empreendimento); e micro (organização, unidade, grupo ou membro organizacional).
Succar et al. (2012) propuseram os níveis de granularidade como um filtro de quatro níveis para aprimorar as avaliações de capacidade e maturidade do BIM, além de aumentar a flexibilidade. A progressão dos níveis de granularidade mais baixos para os mais altos indica um aumento na amplitude da avaliação, nos detalhes da pontuação, na formalidade e na especialização do avaliador. Essa variabilidade permite a preparação de várias ferramentas de medição de desempenho, desde avaliações de baixo detalhamento, informais e auto administradas até avaliações detalhadas, formais e conduzidas por especialistas.
Dentre os estudos que têm sido desenvolvidos nos últimos anos propondo modelos de avaliação da maturidade e estruturas para adoção do BIM, Liang et
al. (2016) desenvolveram um modelo de maturidade multifuncional,
considerando as diferenças entre as unidades de análise: empreendimento único, empresa e a indústria da construção. Além disso, o modelo é composto de três domínios de maturidade: tecnologia com um conjunto de técnicas, habilidades, softwares e hardwares; processo como a geração e utilização de dados para projeto, construção e operação; e protocolo como uma série de documentos contratuais, incluindo requisitos, questões de coordenação e conflito, propriedade e gerenciamento dos modelos.
Outros métodos de avaliação foram propostos por Succar e Kassem (2015), que desenvolveram modelos, matrizes e gráficos para avaliação sistemática da macro adoção do BIM nos mercados mundiais nos seguintes aspectos: áreas de difusão; componentes de maturidade; dinâmicas de difusão; ações políticas; e responsabilidades de difusão, visando também o desenvolvimento estruturado de políticas de adoção específicas pelos países.
Como continuidade, Kassem e Succar (2017) esclareceram como os cinco modelos foram validados através de uma investigação com especialistas de 21 países. Os resultados indicaram: taxas variáveis de difusão do BIM; níveis variáveis de maturidade, com a maioria dos componentes abaixo do nível médio; dinâmicas de difusão variáveis entre os países; ações políticas variadas com a predominância da abordagem política passiva; e distribuição variável das responsabilidades de difusão entre grupos de jogadores, sem padrão dominante.
O modelo de avaliação das ações políticas de implementação foi desenvolvido com três atividades (comunicar, engajar e monitorar) e abordagens (passiva, ativa e assertiva), estando os países analisados em padrões: totalmente passivos; predominantemente passivos; ou predominantemente ativos. Ao comparar o envolvimento dos responsáveis por aspectos de tecnologia, processos e política, com exceção dos desenvolvedores de tecnologia, nenhum outro vem desempenhando papel significante nos mercados pesquisados, sendo também relevante entender a relação entre os papéis praticados pelos diferentes envolvidos e a influência nas ações políticas e na dinâmica de difusão do BIM (KASSEM; SUCCAR, 2017).
Won e Lee (2016) desenvolveram um método orientado por objetivos para uma avaliação sustentável do sucesso de empreendimentos que utilizam o BIM. O modelo de avaliação (SLAM BIM) considera que o sucesso não pode ser avaliado sem a identificação das metas, sendo essa a primeira de cinco etapas, seguida pela definição: dos usos, indicadores de desempenho chave mensuráveis, coletáveis e comparáveis, unidades de medida e os processos e formulários para coleta dos dados.
Alguns dos indicadores de desempenho selecionados em dois estudos de caso para avaliação do SLAM BIM foram: a diferença entre o custo real e o custo
planejado sobre o custo adicional para implementar o BIM; número de erros e omissões detectadas em campo; conformidade com o cronograma.
Em contrapartida, o número de ordens de mudanças, o número de retrabalhos, a percentagem de atividades concluídas sem atraso no cronograma e a taxa de inspeções iniciais aprovadas, foram selecionados, mas não foram utilizados em alguns casos devido a dificuldades na coleta dos dados, bem como pela falta de dados comparáveis com empreendimentos anteriores que usaram métodos tradicionais (WON; LEE; 2016).
Essas pesquisas revelam a importância, não apenas da identificação dos requisitos e fatores críticos a serem considerados em implantações do BIM, mas também da avaliação do processo de adoção, por meio de indicadores chave que permitam o monitoramento e a retroalimentação.
4 MÉTODO
Neste capítulo será apresentado o método utilizado no desenvolvimento da pesquisa. A estratégia de pesquisa será inicialmente descrita para, em seguida, trazer o delineamento e as etapas planejadas, visando o atingimento dos objetivos do trabalho.