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Chapitre III Approches de Diagnostic des Défauts de la Machine Asynchrone Doublement Alimentée

III.3 Diagnostic à base d’observateurs

III.3.1 Principe de diagnostic à base d’observateurs

Na análise sazonal os índices foram superiores na primavera apenas em Mtg e Azb. Em Alg os valores foram idênticos entre períodos do ano, e nos restantes locais observou-se uma melhoria dos índices no outono (Tabela 3.12).

Em Mos o índice IPP apresentou a maior variação sazonal (CV=22%), em oposição aos restantes (CV<8%), o que está relacionado com a elevada persistência e estabilidade desta comunidade (Tabela 3.11). De um modo geral, os índices obtiveram valores superiores no outono. Observou-se um ligeiro decréscimo da pressão da primavera para o outono, nomeadamente da contaminação orgânica e enriquecimento

68 em nutrientes. Registou-se uma melhoria da classificação ecológica nesse período (Tabela 3.12).

Em Mtg os CV dos índices variam sazonalmente entre 1% (IPP) e 28% (F- IBIP). Os índices foram inferiores no Outono, não se registando qualquer aumento de pressão entre estes dois períodos. Este local na primavera, em termos de qualidade ecológica, foi classificado de Excelente, à excepção do F-IBIP (Bom). No outono variou de Excelente a Razoável (Tabela 3.12).

Na Azb os índices variaram sazonalmente entre 16% (IBI) e 108% (F-IBIP), o que está relacionado com os baixos valores de persistência e estabilidade da comunidade (Tabela 3.11). Da primavera para o outono, verificou-se um ligeiro aumento da pressão, nomeadamente da contaminação orgânica e enriquecimento em nutrientes. Observou-se um decréscimo da classe ecológica da maioria dos índices. Na primavera variaram de Bom a Medíocre, enquanto que no outono, de Razoável a Mau (Tabela 3.12).

Em Val J os índices variam sazonalmente entre 5% (IPP) e 98% (F-IBIP), embora se tenha observado uma elevada persistência e estabilidade desta comunidade (Tabela 3.11). Da primavera para o outono, verificou-se um ligeiro decréscimo da pressão. Nos dois períodos a classe de qualidade ecológica variou de Medíocre a Mau. Em Val V os índices apresentaram uma elevada variação sazonal (CV>100%), estando de acordo com os valores relativamente baixos da persistência e estabilidade da comunidade. A pressão total e a classificação dos índices (classe Mau) mantiveram-se sem alteração nos dois períodos (Tabela 3.12).

Tabela 3.12 – Índices bióticos ictiológicos para os locais amostrados na primavera (P) e no outono (O), e classes de qualidade ecológica (Excelente - Azul, Bom - Verde, Razoável - Amarelo, Medíocre – Laranja, Mau – Vermelho). Nota: Não aplicável - N. a.

Índices Bióticos

Local Amostragem IPP-DQA

(EQR) IBI F-IBIP NMR (EQR)

Alegrete 1997 – P 1,25 70,00 0,98 1,25 Alegrete 1998 – P 1,25 70,00 0,98 1,25 Alegrete 2004 – P 1,25 70,00 0,98 1,25 Alegrete 2010 – P 1,25 70,00 0,98 1,25 Alegrete 2011 – P 1,25 70,00 0,98 1,25 Alegrete 2011 – O 1,25 70,00 0,98 1,25 Alegrete 2012 – P 1,25 70,00 0,98 1,25 Cabroeira de Baixo 2005 – P 1,22 80,00 0,90 1,25 Cabroeira de Baixo 2006 – P 1,24 80,00 0,94 1,25 Cabroeira de Baixo 2007 – P 1,22 80,00 0,93 1,20

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Índices Bióticos

Local Amostragem IPP-DQA

(EQR) IBI F-IBIP NMR (EQR)

Cabroeira de Baixo 2008 – P 1,16 80,00 0,86 1,22 Cabroeira de Baixo 2010 – P 1,25 70,00 0,99 1,25 Cabroeira de Baixo 2011 – P 1,20 85,00 0,85 1,22 Cabroeira de Baixo 2012 – P 1,25 80,00 0,98 1,25 Mosteiros 1996 – P 0,93 65,00 0,75 1,23 Mosteiros 1997 – P 1,17 85,00 0,88 1,13 Mosteiros 1998 – P 0,86 70,00 0,74 0,95 Mosteiros 1999 – P 0,90 70,00 0,74 1,02 Mosteiros 2004 – P 1,06 85,00 0,87 1,14 Mosteiros 2005 – P 1,24 80,00 0,87 1,15 Mosteiros 2006 – P 0,94 70,00 0,73 1,05 Mosteiros 2007 – P 1,09 70,00 0,72 1,04 Mosteiros 2008 – P 0,98 70,00 0,82 1,25 Mosteiros 2010 – P 0,99 70,00 0,78 1,25 Mosteiros 2011 – P 0,86 85,00 0,79 1,11 Mosteiros 2011 – O 1,17 85,00 0,88 1,15 Mosteiros 2012 – P 1,25 85,00 0,88 1,20 Murtigão 1997 – P 0,95 70,00 0,82 1,20 Murtigão 1998 – P 0,92 60,00 0,79 1,25 Murtigão 2004 – P 0,94 70,00 0,83 1,25 Murtigão 2010 – P 0,93 65,00 0,79 1,25 Murtigão 2011 – P 1,09 80,00 0,84 1,01 Mutigão 2011 – O 1,08 55,00 0,56 0,80 Murtigão 2012 – P 0,92 50,00 0,37 0,58 Azambuja 1996 – P 1,08 60,00 0,73 0,94 Azambuja 1997 – P 1,08 60,00 0,70 0,93 Azambuja 1999 – P 1,10 50,00 0,81 1,04 Azambuja 2000 – P 0,97 60,00 0,62 1,00 Azambuja 2005 – P 0,70 70,00 0,27 0,62 Azambuja 2007 – P 0,93 55,00 0,38 0,78 Azambuja 2008 – P 1,08 65,00 0,76 1,04 Azambuja 2010 – P 0,85 55,00 0,23 0,63 Azambuja 2011 – P 0,80 50,00 0,30 0,74 Azambuja 2011 – O 0,51 40,00 0,04 0,39 Azambuja 2012 – P 0,98 50,00 0,25 0,67 St.º Amador 1996 – P 0,86 70,00 0,61 0,95 St.º Amador 1997 – P 1,10 70,00 0,78 1,07 St.º Amador 1998 – P 0,95 70,00 0,66 1,04 St.º Amador 1999 – P 1,08 75,00 0,80 1,06 St.º Amador 2005 – P 0,70 70,00 0,45 0,84 St.º Amador 2006 – P 0,72 75,00 0,48 0,82 St.º Amador 2007 – P 0,77 80,00 0,53 0,87 St.º Amador 2008 – P 1,02 75,00 0,46 0,96

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Índices Bióticos

Local Amostragem IPP-DQA

(EQR) IBI F-IBIP NMR (EQR)

St.º Amador 2010 – P 0,92 60,00 0,40 0,88 St.º Amador 2011 – P 0,93 75,00 0,50 0,95 St.º Amador 2012 – P 0,93 70,00 0,35 0,86 Valverde Jusante 2005 – P 0,64 N. a. 0,30 0,57 Valverde Jusante 2006 – P 0,24 N. a. 0,13 0,28 Valverde Jusante 2007 – P 0,57 N. a. 0,34 0,50 Valverde Jusante 2008 – P 0,20 N. a. 0,04 0,15 Valverde Jusante 2010 – P 0,31 N. a. 0,00 0,14 Valverde Jusante 2011 – P 0,43 N. a. 0,02 0,09 Valverde Jusante 2011 – O 0,46 N. a. 0,11 0,27 Valverde Jusante 2012 – P 0,17 N. a. 0,07 0,21 Valverde Vila 2011 – P 0,01 N. a. 0,01 0,01 Valverde Vila 2011 – O 0,05 N. a. 0,06 0,06 Valverde Vila 2012 – P 0,00 N. a. 0,00 0,00

3.3.5. Relação entre os índices bióticos, pressão antropogénica e variabilidade hidrológica

A maioria dos índices respondeu de um modo geral às mesmas pressões (Tabela 3.13). O F-IBIP e as métricas NMR foram os que apresentaram as correlações mais elevadas e significativas, com um maior número de variáveis de pressão, em oposição ao IBI. Os índices estão significativamente correlacionados, em termos negativos, sobretudo com as variáveis de pressão FAME Total, contaminação orgânica e enriquecimento em nutrientes e carga de sedimentos.

Adicionalmente verificou-se que os índices bióticos se correlacionaram também significativamente com variáveis hidrológicas (Tabela 3.13). Os resultados relativos aos índices piscícolas sugerem que os cursos de carácter permanente apresentaram classes de qualidade ecológica superior, associando-se a valores superiores de precipitação total anual. Verificaram-se correlações positivas dos índices com essa variável (IPP: r=0,50, P<0,001; F-IBIP: r=0,52, P<0,001; NMR: r=0,50, P<0,001) (Tabela 3.13). Nas variáveis de qualidade destacou-se a condutividade, correlacionada negativamente (│r│>0,5) com a maioria dos índices bióticos (P<0,001). As restantes variáveis que não foram referidas, correlacionaram-se pontualmente significativamente com os índices.

Nas Tabelas 3.7 e 3.13, observou-se que as correlações entre os vários índices com base na ictiofauna com as variáveis, foram mais ténues e menos consistentes,

71 que em relação aos índices de macroinvertebrados. A maioria dos índices respondeu de um modo geral às mesmas pressões (FAME Total, contaminação orgânica e enriquecimento em nutrientes e carga de sedimentos).

Tabela 3.13 – Correlações de Spearrman mais relevantes (│r│≥ 0,5; P ≤ 0,05, em que *≤0,05; **≤0,01; ***≤0,001; n.s.: não significativo) entre os índices bióticos da ictiofauna, com as variáveis de pressão, de qualidade e hidrológicas.

IPP - DQA IBI F-IBIP NMR

Variáveis de Pressão FAME Total -0,55*** n.s. -0,66*** -0,62*** Zona ripária n.s. n.s. -0,52*** -0,50*** Carga de sedimentos -0,57*** n.s. -0,70*** -0,68*** Regime hidrológico n.s. -0,50*** n.s. n.s. Condição morfológica -0,50*** n.s. -0,50*** -0,51*** Contaminação orgânica e Enriquecimento

em Nutrientes -0,56*** n.s. -0,61*** -0,55*** Massas de água lênticas/ origem artificial n.s. -0,50*** n.s. n.s.

Variáveis de Qualidade e Hidrológicas

Condutividade (uS/cm) -0,51*** n.s. -0,67*** -0,66***

SST (mg/L) n.s. -0,55*** n.s. -0,50**

Precipitação total anual (mm) 0,50*** n.s. 0,52*** 0,50***

Na Figura 3.12 está representada a distribuição da classificação ecológica (classes de excelente a mau) de acordo com os vários índices bióticos, segundo as classes de degradação abióticas 1 (melhor qualidade) e 2 (pior qualidade), e a precipitação (abaixo ou acima da média). Observaram-se maiores alterações na classificação do estado ecológico nos locais mais perturbados (classe de degradação 2). Essa classificação tende a ser pior em anos em que se registaram valores de precipitação abaixo do valor médio. No índice IBI não se verificou esse padrão, corroborando os resultados das correlações dos índices bióticos com a precipitação total anual (Tabela 3.13).

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Figura 3.12 – Distribuição da classificação ecológica (classes de Excelente a Mau) dos índices bióticos, segundo as classes de degradação abióticas 1 (locais pouco perturbados) e 2 (locais perturbados), e considerando (a) precipitação acima da média e (b) precipitação abaixo da média.

No sentido de retirar a possível influência da precipitação na resposta dos índices bióticos, efectuou-se uma ANCOVA, onde se verificaram valores significativamente mais elevados (melhor estado ecológico) na classe de degradação 1, que na classe de degradação 2, para a maioria dos índices [IPP: F(1;59), P=0,02; F- IBIP: F(1;59)= 10,13, P=0,002; NMR: F(1;59)=10,34, P=0,02]. Apenas para o IBI não se detectaram diferenças significativas [F(1;50)=0,63, P=0,43], apesar de se verificar em termos médios uma tendência para menores valores (pior classificação do estado ecológico) na classe de degradação 2 (classe degradação 1=72 ± 8,96; classe degradação 2=67,3 ± 9,85).

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