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Técnica de ens ino ou pos t ur a pedagógica? Pr ogr am a 1
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tu do. Os alu n os, p or su a vez, aban don am o p ap el p as- sivo d e qu em receb e tu d o p ron to e p assam a d ar su a con trib u ição efetiva. Em resu m o, os p rojetos são d e- sen volvid os com os alu n os, e n ão para os alu n os.
• A autenticidade é um a característica fundam ental de um pro je to .
Cada processo é único, singular, pois é construído coleti- vam en te por aquele grupo determ in ado. Nessa perspec- tiva, u m p rojeto n ão p od e ser cop iad o, n em m on tad o com o se fosse um a unidade de livro didático. Mesm o que duas turm as da m esm a série desen volvam p rojetos so- bre o m esm o tem a ou problem a, com certeza cada um será diferente: cada turm a é única e vivencia seu próprio processo de aprendizagem . Portanto, não há com o orga- n izar fórm ulas ou m odelos para trabalhar com projetos, n em fazer um plan ejam en to fechado e defin itivo.
• Um projeto busca estabelecer conexões entre vários po nto s de vista, co ntem plando um a pluralidade de dim e n sõ e s.
Os cam in h os do ap ren dizado n ão são ún icos, n em h o- m ogên eos – h á várias form as de ch egar a u m con h eci- m en to e o p rojeto é u m a p rop osta qu e garan te a flexi- b ilid ad e e a d iversid ad e d a exp eriên cia ed u cativa. Ao se ver d ian te d e u m p rob lem a sign ificativo, in stigad os a com p reen der esse p roblem a, os alu n os se defron tam com várias in terp retações e com p on tos de vista diver- sos acerca d a m esm a qu estão.
A partir dessa reflexão, podem os con cluir que os projetos n ão se reduzem à escolha de um tem a para trabalhar em todas as áreas, n em a u m a lista de objetivos e etap as.
Ele s re fle t e m u m a visã o d a e d u ca çã o e sco la r, n a q u a l a e xp e r iê n c ia vivid a e a c u lt u r a s is t e m a t iza d a in t e ra ge m , n a m e d id a e m q u e o s a lu n o s vã o e st a b e - lecen d o rela çõ es en tre o s co n h ecim en to s co n stru íd o s e m su a e xp e riê n cia e sco la r e n a vid a e xtra -e sco la r. Esse tipo de situação descrita pela professora Lúcia é
vivida com freqü ên cia p or edu cadores e edu cadoras qu e buscam com preender e transform ar sua prática, com o ob- jetivo de aten der m elhor às n ecessidades de seus alun os. Não se trata ap en as de adotar p rop ostas in ovadoras: p recisam os en ten dê-las, p erceber em qu e con cep ções se baseiam , quais são seus referen ciais teóricos e suas im pli- cações práticas. Trata-se de fugir dos m odism os e assum ir um a n ova prática pedagógica, saben do fazer escolhas, to- m ar decisões, propor inovações coerentes com nosso pro- jeto educativo e com n ossas con cepções de educação.
Para qu e p ossam os assu m ir os p rojetos d e trab alh o com o postura pedagógica, há alguns aspectos fundam entais:
• Um pro je to e n vo lve co m ple xidade e re so lu ção de problem as, possibilitando a análise, a interpretação e a crítica po r parte do s alun o s.
A q u estão d a p rob lem atização é fu n d am en tal n o d e- sen volvim en to d os p rojetos. Prob lem atizar, aq u i, n ão sign ifica fa ze r u m a lista d e p e rgu n ta s d o tip o ‘‘q u e querem os sobre o tem a...?”. Problem atizar corresp on de a con stru ir coletivam en te u m a qu estão qu e irá acom - p an h ar o gru p o em tod o seu p ercu rso e servirá d e re- ferên cia p ara d eb ates, d iscu ssões e reflexões.
• O envolvim ento, a responsabilidade e a autoria dos alun o s são fun dam e n tais e m um pro je to .
Os alu n os são su jeitos ativos, p articip an d o d e tod os o s m o m e n to s d o p ro ce sso – d o p la n e ja m e n to à d i- vu lga çã o, p a ssa n d o p e la p e sq u isa . O t ra b a lh o co m p ro je to s d e ve a te n d e r a o in te re sse d o s a lu n o s, m a s d e m a n d a t a m b é m e n vo lvim e n t o, re sp o n sa b ilid a d e e co m p ro m isso. Essa a titu d e d esen vo lve a co o p era- çã o e a so lid a rie d a d e e n t re a lu n o s e p ro fe sso re s.
Com freqü ên cia, o p rofessor p ode n ão saber resol- ver m uitos p roblem as colocados p elo grup o; assim , ele se coloca tam b ém n o lu gar d e ap ren d iz, d eixan d o d e ser a ú n ica fo n te d e in fo rm a çã o, a p esso a q u e sa b e
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u it a s d a s p r e o c u p a ç õ e s d a p r o fe s s o r a Lú c ia s e r e la c io n a m c o m a q u e s t ã o d a o r ga n iz a - ç ã o d o p r o je t o c o m o s a lu n o s . Ela q u e s t io - n a , p o r e xe m p lo :Qu em leva o tem a d o p rojeto? Eu p osso p rop or te- m as, ou d evo sem p re p artir d o in teresse d os alu n os? Qu a l a d u ra çã o d o p rojet o? Qu a n d o ele t erm in a ? Com o p lan ejar o p rojeto com os alu n os?
Para respon der a tais questões, n ada m elhor que dis- cuti-las a p artir de um a exp eriên cia con creta, com o a vi- vid a p elo p rofessor Harold o, com su a tu rm a d e 4a série.
A exper iência vivida
O In st it u t o Ed u ca cio n a l In t e gra çã o, u m a e sco la q u e fu n cio n a em sistem a d e co o p era tiva , se situ a em Sã o Fé lix d o Ar a gu a ia , n o M a t o Gr o s s o . O p r o fe s s o r Haro ld o, q u e lecio n a p a ra a tu rm a d a 4a série, d esen - vo lve u c o m se u s a lu n o s o p ro je t o “Cr ia n ç a s d e Sã o Fé lix d o Ara gu a ia”.
O p ro jeto fo i p ro p o sto p elo p ro fesso r. Co m o p o n - to d e p artid a, ele p ed iu aos alu n os p ara assistir a u m a re p o rta ge m so b re “Cria n ça s q u e tra b a lh a m”, q u e iria p a s s a r e m u m p r o gra m a d e t e le vis ã o , p a ra d e p o is d e b a te re m o te m a n a sa la d e a u la .
O d eb a te leva n to u u m a série d e q u estio n a m en to s e d e h ip óteses acerca d as cau sas d essa situ ação, com o p o r e xe m p lo :