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LES PRINCIPALES OPTIONS

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Chapitre III Articles 3 et 4

3. LES PRINCIPALES OPTIONS

A democratização do conhecimento visa um maior avanço em relação o aspecto educacional, fato que se espera em período de longo prazo por meio destas políticas de inclusão, acesso e permanência. Com os dados obtidos na pesquisa realizada, percebe-se a redução de causas da evasão por questões quanto à assistência básica (alimentação, transporte, moradia, auxílio quanto às questões acadêmicas).

Ao analisar os dados nos deparamos com informações com a mesma linhagem de pensamento. Ao serem questionados a respeito com quem moravam boa parte relataram que viviam com os pais, amigos, parentes (avós, tios, irmãos), sozinhos e um dos entrevistados na casa do estudante.

Quando perguntados quais perspectivas os levaram a querer ingressar em um programa institucional (como bolsista ou não bolsista), os relatos procederam da seguinte maneira:

“Aperfeiçoamento da docência, enriquecimento curricular e melhorar a produção científica.”

“Pelas perspectivas e melhorias de vida acadêmica.” “Dificuldade financeira, currículo e interação com o meio acadêmico.”

“A necessidade, ter mais tempo para estudar, pela possibilidade de adquirir novos conhecimentos.” “Paixão pela vida acadêmica, interesse pela área da pesquisa e projetos de ingressar futuramente em um mestrado.”

Nota-se que os discentes possuem diversos olhares sobre a importância dos programas institucionais na vida acadêmica, visam o enriquecimento do currículo, buscam novas experiências

Políticas públicas, programas institucionais para educação superior: permanência e qualificação acadêmica na Universidade Federal do Tocantins

e conhecimentos tanto quanto acadêmico, como para o futuro profissional. Sousa e colaboradores (2014) comentam que o PIBID – que é um dos programas pesquisados neste estudo - além de contribuir de forma significativa para o desenvolvimento acadêmico dos licenciandos, também transforma o ofício de ensinar através das metodologias e métodos que são produzidos no desenvolvimento das oficinas.

Dentre as informações coletadas, foi questionado quais melhorias que o programa (que acadêmico está inserido) trouxe em sua vida, dentre as respostas destaque para: “Apoio financeiro,

melhorou escrita, leitura e oratória.”; “Melhoras na produção de trabalhos acadêmicos, experiência de trabalhar em grupo”; “Publicações em eventos, aprendizagem”. Percebe-se que além do

apoio financeiro, o programa auxilia o aluno na escrita, oratória e na produção acadêmica, tentando assim sanar as deficiências oriundas da Educação Básica, onde muitas vezes, estes acadêmicos ingressam na universidade sem ter conhecimento suficiente para produzir trabalhos científicos, devido não conseguirem se expressar através da escrita e sentir-se despreparados para conduzir uma conversa onde os mesmos estejam sendo avaliados. Fato este, que mudou após ingressarem nos programas, pois contam com a orientação de seus tutores e/ou coordenadores que os instigam a ler mais, o que consequentemente os levará a uma escrita de qualidade.

Para Severino (2007, p. 37) no Ensino Superior, os bons resultados do ensino e da aprendizagem vão depender em muito do empenho pessoal do aluno no cumprimento das atividades acadêmicas, aproveitando bem os subsídios trazidos seja pela intervenção dos professores, seja pela disponibilidade de recursos pedagógicos fornecidos pela instituição de ensino.

Após se vincular a um programa a melhora na produção científica era uma dúvida da equipe da pesquisa – se havia melho- rado ou não. Alguns acadêmicos relataram que “Nenhuma, devido

o programa ser voltado para prestar serviço para a instituição”. Ou-

Formação Extracurricular na Graduação: Ensino, Pesquisa e Extensão desenvolvidos pelo Programa de Educação Tutorial (PET)

“Melhorou muito, possibilitando participações em eventos nacio- nais e internacionais e até mesmo dentro da universidade” e “Me- lhorias na compreensão dos textos acadêmicos”.

Observa-se que nem todos os programas institucionais destinam-se a desenvolver projetos de pesquisa, como o caso da Bolsa Permanência que compreende duas modalidades de bolsas: Acadêmica e Institucional. A modalidade acadêmica contribui com o desenvolvimento de atividades de ensino, pesquisa e extensão, visando à complementação do processo de ensino aprendizagem, baseado no princípio da interdisciplinaridade, avaliação e vinculação com a área de formação do estudante. Sendo que a modalidade institucional é voltada à prestação de serviços para a universidade, onde o aluno é lotado em setores dentro da instituição como: biblioteca, coordenações e laboratórios de informática.

Com base nos relatos, compreende-se que este programa de modalidade institucional o beneficio para o discente é apenas financeiro, o impossibilitando de produzir trabalhos de caráter científico. Segundo um dos entrevistados, o principal benefício é a possibilidade de se trabalhar em equipe, o que futuramente lhe ajudara profissionalmente.

Os entrevistados dos projetos PET, PIBID, PIBIC/PIVIC, apontam ainda que antes de ingressarem em um destes programas não produziam, devido não terem informações sobre como desen- volver projetos de pesquisa e não contar com a orientação de um tutor, realidade essa que mudou após ingressarem nos mesmos.

Diferente da Bolsa Permanência - Modalidade Institucional, os outros programas, possibilita que os acadêmicos tenham além de apoio financeiro, a oportunidade de produzir trabalhos e consequentemente participar de eventos científicos nacionais e internacionais o que será de grande valia para a formação curricular. O que se espera do programa do qual participa em relação sua vida acadêmica, profissional e social? Um dos entrevistados comentou que espera que o programa lhe possibilite crescimento

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tanto acadêmico, como profissional (neste caso, futuro docente) e possa contribuir significativamente para sociedade.

Na graduação o aluno se depara com diversos campos de atuação na qual deve ser versátil e criativo. A pesquisa científica tem por finalidade o ensino, a pesquisa e a extensão, sendo organizada para a formação de profissionais que atuarão na sociedade (RODRIGUES, 2006). O mesmo autor comenta que na universidade o aluno desenvolverá conteúdos teórico-práticos necessários a sua formação profissional e intelectual, cabendo-lhe não só a reter esses conteúdos, mas também produzir conhecimento.

Os trabalhos de graduação devem produzir ciência, ou dela derivar, ou acompanhar seu modelo de tratamento (FONTE, 2004). A universidade, através da extensão, influencia e também é influencia- da pela comunidade, ou seja, possibilita uma troca de valores entre a universidade e o meio. A extensão universitária deve funcionar como uma via de duas mãos, em que a Universidade leva conhecimentos e/ou assistência à comunidade e também aprende com o saber des- sas comunidades. A extensão, portanto, pode ser considerada indis- pensável na formação do aluno, na qualificação do professor e no intercâmbio com a sociedade, implicando em relações multi, inter ou transdisciplinares e Inter profissionais. (SCHEIDEMANTEL et al 2004)

Diante de tais considerações, verifica-se que os acadêmicos participantes dos programas através das políticas públicas, visam contribuir de maneira significativa a partir do que aprenderam na universidade, ajudando a sociedade em geral.

Questionou-se quais dificuldades o acadêmico enfrentava para permanecer na Universidade antes de participar do programa?

“Antes de ingressar no programa, tinha dificuldades financeira, devido na maioria das vezes não ter di- nheiro para o transporte, mas hoje isso não ser torna um empecilho, pois a bolsa supri tal necessidade”.

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Pode-se analisar que a remuneração das bolsas para os acadêmicos, é de suma importância, visto que, auxilia na perma- nência dentro da instituição, suprindo necessidades básicas que po- deriam ser empecilho para o desenvolvimento acadêmico. Grande parte dos bolsistas relataram que sem essa ajuda financeira, a pos- sibilidade de permanência na universidade seria menor, pelo fato da maioria não possuir transporte, não morar com os pais, tendo que arcar com algumas despesas fundamentais como: xerox, trans- porte, moradia e alimentação.

Alguns dos entrevistados utilizam o dinheiro que recebem para investirem em cursos extracurriculares, que irão contribuir para sua formação tais como: Línguas e Informática, e também para participarem de eventos universitários locais, regionais e nacionais sendo de grande benefício para o currículo dos mesmos.

Partindo-se dos questionamentos quantitativos decidimos expressar os dados através de gráficos como segue abaixo:

Os entrevistados afirmaram não ter publicado resumos, artigos antes de ingressarem no programa (Figura 1) devido à falta de orientação e informações a respeito desses programas que auxiliam bastante no desenvolvimento acadêmico. Foi possível perceber nos relatos dos entrevistados que os acadêmicos que apenas cursam a graduação sem participarem dos programas institucionais não são estimulados pelos professores durante as aulas a participarem de eventos científicos, projetos de pesquisas e de publicar em veículos de circulação científica os resultados produzidos durante sua permanência na universidade, como anais de resumos, livros e periódicos. Dentre os entrevistados apenas 36% já haviam publicados trabalhos científicos com resultados de pesquisas feitas em disciplinas como: Produção Textual e Linguagem Científica.

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Figura 1: Levantamento das publicações acadêmicas entre os alunos

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