Le Génome viral
2.3. Primo-infection et cycle de latence de l’EBV
pela grande depressão dos preços internacionais do açúcar. Assim, o grupo dessas agroindústrias defendeu a criação de um programa de subsídios públicos, incorporando a questão ambiental e a necessidade de uma política energética sustentável, assim criou-se o Programa Nacional de Álcool (Próalcool), tornando-se importante, pois promovia a substituição do petróleo importado pelo álcool, e que também geraria empregos diretos e indiretos (Guedes, Gallo e Martins, 2002).
A implantação do Próalcool correspondeu a um período de significativo crescimento da população do setor, que incorporou quantidades crescentes dos três fatores de produção: capital, terra e trabalho, principalmente dos dois últimos (Guedes, Gallo e Martins, 2002).
No período da safra de cana, os trabalhadores se deslocavam para a área rural, onde permaneciam lá por cerca de doze horas, possuíam um rendimento extremamente baixo, em média um salário mensal igual ou inferior a três salários mínimos, encontrando dificuldades para sobreviver. Em muitos casos, eles eram contratados ilegalmente, não sendo registrados e não recebendo os direitos trabalhistas.
Outro problema enfrentado é a época da entre safra, em que os trabalhadores voltavam para a cidade e acabavam arrumando empregos não qualificados, como ambulantes, por possuírem excessiva especialização em apenas um tipo de cultura. Acarretando uma sobrecarga de demandas sociais para o setor publico, auxiliando-os com o fornecimento de alimentos e medicamentos.
Contudo, a agroindústria canavieira brasileira vem passando por significativas mudanças e transformações em sua estrutura produtiva e nas relações econômicas entre vários agentes de suas cadeias produtivas.
Sistemas de Produção Agropecuária - Ano 2008
Atualmente, saíram da tutela e do controle estatal quase todas as variáveis que influenciavam a decisão microeconômica das firmas dessa agroindústria, ocasionando mudanças em sua estrutura e desempenho. Foram abandonados, por exemplo: (a) os controles sobre a comercialização interna e externa do açúcar e do álcool; (b) o controle da oferta que passou a ser determinado pelo mercado, uma vez que o governo eliminou as cotas de produção a que estavam subordinados as unidades industriais; (c) os controles sobre os preços dos produtos do setor, que foram liberados. (Guedes.S., Gallo.Z. e Martins.L.,2002, p.320) Não apenas o grau de concentração industrial tem se elevado como também as relações entre os agentes econômicos têm mudado quantitativa e qualitativamente, reforçando estratégias empresariais novas e diferentes, em função de um ambiente econômico mais competitivo.
Um dos aspectos da nova dinâmica de mercado está sendo determinado pela mecanização e quimificação do processo produtivo. A mecanização vem-se dando mais no corte de cana e ameaçando o emprego dos trabalhadores desse setor. E, os processos de automação das plantas industriais e dos escritórios das empresas sucroalcooleiras, também desempenham papel na ampliação do desemprego no setor.
A emergência de padrões mais intensivos de utilização dos fatores de produção tornará a agroindústria canavieira brasileira mais competitiva internacionalmente, crescendo as exportações de açúcar e álcool. E também está incentivando a melhoria dos indicadores microeconômicos de desempenho das firmas. Mas isso está ampliando o desemprego no setor, tanto para os que trabalham no corte como também dos operários qualificados (Guedes, Gallo e Martins, 2002).
Do ponto de vista econômico, espacial e ambiental, o que se observa é a intensificação do uso, principalmente, da terra. Tendo-se que avaliar cuidadosamente os impactos da mecanização e da quimificacão sobre o solo. E mais, as tecnologias que estão sendo geradas no setor não estão adequadas para assegurar uma inserção estável dos pequenos e médios fornecedores de cana (Guedes, Gallo e Martins, 2002).
Portanto, não existem garantias que o desenvolvimento do setor acontecerá no futuro de forma sustentável.
CONCLUSÃO
O Estado deve ter mais interesses voltados para cana-de-açúcar, auxiliando os produtores adquirir novas tecnologias, as chamadas biotecnologias, para o melhoramento da produção, assim, seus principais derivados, o açúcar e o álcool, terão maior competitividade no mercado internacional. A população brasileira vem, por si só, voltando-se ao consumo do álcool combustível, principalmente em decorrência de seu diferencial financeiro, sendo um combustível com custo mais acessível para a classe econômica brasileira. Contudo o governo federal deve promover ações que estimulem o maior consumo de álcool, para que isso não ocorra somente quando o preço da gasolina estiver elevado, e sim para que cresça constantemente, com a inclusão de uma frota maior de veículos movidos a esse combustível, proporcionando o aumento do volume das vendas de um produto nacional, potencializando a economia nacional, com
grandes chances de tornar-se uma naco de primeiro mundo, levando-se em consideração que o Brasil, como o já descrito, é o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo, e isso deve-se a privilegiada localização do Brasil no globo terrestre, ou seja, clima propício para o cultivo deste tipo de vegetação.
Não é somente a economia de uma nação que ganha com a utilização do álcool combustível em sua frota de veículos, esta, também, influencia beneficamente na redução da degradação do meio ambiente, reduzindo a emissão de dióxido de carbono (CO ) na atmosfera com o uso deste combustível. Esta mudança beneficia toda a 2 população ambiental, não somente a brasileira, tendo em vista, que a emissão de CO 2 caracteriza-se como um problema ambiental global, ou seja, é produzido em um maior escala em alguns países, contudo suas conseqüências serão sentidas no planeta todo.
A biotecnologia está revolucionando com o aumento de produtos alternativos. O açúcar, que possui grande influência no mercado internacional, está cada vez mais, sendo substituído por adoçantes sintéticos, pois são produtos que possuem preços mais acessíveis, um poder adoçante muito semelhante ao do açúcar e um valor calórico muito baixo, fazendo com que cada vez mais pessoas procurem esses produtos.
A cultura da cana é bastante versátil, pois possui a possibilidade de quando o preço de um dos seus produtos estiver em queda, pode ocorrer a produção de outro derivado, por isso que, com um maior incentivo do Estado, a cana poderá ser melhor aproveitada, podendo ter preços competitivos, e consequentemente uma maior valorização e exportação de seus produtos, trazendo resultados significativos para a economia nacional.
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