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2 La d´ emarche exp´ erimentale

2.3 Des preuves ?

São vários os autores que se debruçam sobre este tema “planificação”.

Segundo Escudero (1982, citado em Zabalza, 1992) com a planificação é possível:

prever possíveis cursos de acção de um fenómeno e plasmar de algum modo as nossas previsões, desejos, aspirações e metas num projeto que seja capaz de representar, dentro do possível, as nossas ideias acerca das razões pelas quais desejaríamos conseguir, e como poderíamos levar a cabo, um plano para as concretizar. (pp.47 – 48)

Já Ribeiro e Ribeiro (1990, p.443) afirmam que a planificação “trata-se de seleccionar estratégias de ensino que envolvem os alunos em actividades de aprendizagem apropriadas à consecução dos objectivos e dos conteúdos definidos”

Também Pais e Monteiro (1996, pp. 34 – 40) referem que a planificação deve ter em atenção as “escolhas pedagógicas” de modo a ir de encontro aos “seus propósitos educativos e às condições concretas em que se trabalha”. Os mesmos autores salientam ainda duas das funções da planificação que passam pelos “objectivos ou em função de atividades”. Relativamente aos objetivos estes são considerados “metas úteis e devem ser definidos claramente para que seja possível perspectivar os diferentes níveis de generalização. Daí ser importante também distinguir os objectivos gerais dos específicos e dos comportamentos, por exemplo”. A planificação não tem, obrigatoriamente de ser cumprida, pois em sala de aula, as questões dos alunos podem desviar a linha condutora que o professor previamente tinha planeado, por isso cabe a este, decidir se é pertinente responder naquele momento ao aluno e desviar-se da sua planificação, ou se, por outro lado a deve cumprir.

Por um lado, se o professor seguir à risca a sua planificação, não dando oportunidade de se desviar do guião que tinha planeado, vai-lhe levar a percorrer um

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caminho conhecido, seguro, no entanto pode levar à desmotivação do aluno pois o professor ignorou as suas dúvidas ou questões.

Por outro lado, o professor ao sair da sua linha condutora de pensamento do seu plano de aula vai-lhe exigir uma grande segurança e maleabilidade e também uma rápida mobilização e relacionação dos conhecimentos do professor. Este caminho exige muito mais do professor principalmente se estiver numa fase inicial da sua formação.

Pérez (s.d.) salienta que planificar passa por um conjunto de processos: um conjunto de conhecimentos, ideias ou experiências sobre o fenómeno a organizar , que actuará como apoio conceptual e de justificação do que se decide; um propósito, fim ou meta a alcançar que nos indica a direção a seguir; uma previsão a respeito do processo a seguir que devera concretizar-se numa estratégia de procedimento que inclui os conteúdos ou tarefas a realizar, a sequencia das actividades e, de alguma forma, a avaliação ou encerramento do processo. (p.48)

A partir do Decreto-lei n.º240/2001 de 30 de Agosto planificar é o “desenvolvimento do processo de ensino e de aprendizagem” com base nos conhecimentos e nas competências de que as crianças são portadoras. Quando se planifica há uma intervenção educativa de forma integrada e flexível de atividades que têm objetivos abrangentes e transversais, proporcionando aprendizagens nos vários domínios curriculares.

Planificar é por isso, tudo aquilo em que pensamos, organizamos, estruturamos, decidimos e definimos de acordo com o tempo, as pessoas e o espaço onde se aplicam e se dirigem.

Clark e Yinger (1979, citado em Zabalza, 1992) referem alguns dos motivos que levam os professores a planificarem as suas atividades. As três grandes razões passam por três tipos de categorias:

 Os que planificam para satisfazer as suas próprias necessidades pessoais; reduzir a ansiedade e a incerteza que o seu trabalho lhes criava” assim como “definir uma orientação que lhes desse confiança, segurança, etc;

 Os que chamam planificação à determinação dos objetivos a alcançar no termo do processo de instrução: que conteúdos deveriam ser aprendidos para se saber que materiais deveriam ser preparados e que actividades teriam que ser organizadas, que distribuição do tempo etc.

 Os que chamam planificação às estratégias de actuação durante o processo de instrução: qual a melhor forma de organizar os alunos, como começar as actividades, que marcos de referência para a avaliação etc. (p.48)

Citando Perrenoud (1999) “A preparação reúne e organiza informações e materiais em função do projecto didáctico. (…) Mas também consiste na elaboração de um guião da actividade projectada, por outras palavras, de um fio condutor ou de

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uma linha estratégica. Nesta antecipação do que vai (ou do que deveria) passar-se, o professor pode prever e preparar o que irá fazer ou dizer e a ordem em que o fará.”

É importante que se planifique e se registe todos os processos e métodos a que vamos recorrer durante o período estipulado para uma atividade e não apenas tê-los em mente.

O currículo, segundo Pérez (s.d., p. 47) “trata-se de converter uma idade ou um propósito num curso de acção” ou seja, “prever possíveis cursos de acção de um fenómeno e plasmar de algum modo as nossas previsões, desejos, aspirações e metas”.

Ao longo do estágio profissional elaborei várias planificações sempre que ia lecionar uma aula adotando o Modelo T de Aprendizagem de Pérez.

Este modelo, segundo Pérez (s.d., p.7) é denominado desta forma visto assumir “a forma de um T duplo”, como se podem observar nas planificações que serão apresentadas mais à frente, neste capítulo. Este modelo tem como principal função “agrupar os objectivos fundamentais (capacidades – valores) e complementares (destrezas e atitudes) com conteúdos (formas de saber) e métodos/actividades gerais formas de fazer)”. Este modelo tem algumas regras de leitura e dessa forma Pérez e López (2001, p. 104) salientam-nas, dizendo que se deve ler de cima para baixo e da esquerda para a direita e que este modelo tem como objetivo sumariar e ao mesmo tempo dar uma visão global dos “conhecimentos e procedimentos/métodos, as capacidades – destrezas e os valores – atitudes de uma área o assunto, o de uma unidade de aprendizagem”.