L' Soit en appliquant l'axiome
6.4. Preuve de la validité de l'implantation
Em que consiste o acabamento de cabritos e cordeiros em confinamento?
É uma tecnologia que consiste na seleção e no confinamento de animais jovens, com vistas a prepará-los para o abate, num período curto de tempo. A tecnologia permite a produção de carcaças de boa qualidade, mesmo na época de maior carência alimentar, razão pela qual o confinamento exerce impacto positivo em toda a cadeia produtiva envolvida.
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Quais as vantagens de fazer acabamento de cabritos e cordeiros em confinamento?
As principais vantagens do acabamento de cabritos e cordeiros em confinamento são:
• Redução da idade de abate de 10 a 12 meses para 5 a 6 meses.
• Disponibilização da forragem das pastagens para as demais categorias animais do rebanho.
• Maior rapidez na recuperação do capital investido, em decorrência da redução do período de acabamento.
• Produção de carne de boa qualidade, inclusive na época de carência alimentar.
• Melhoria na qualidade da pele.
• Mercado assegurado para os produtos carne e pele. • Aumento da produtividade e da renda da propriedade. • Planejamento da produção de maneira a oferecer os
produtos nas épocas do ano de melhor preço (entressafra). Em confinamento, o desempenho de cabritos é similar ao de cordeiros?
De maneira geral, o desempenho do cabrito, em confinamento, é inferior ao do cordeiro. Até o momento, porém, a quase totalidade dos resultados sobre desempenho de cabritos em confinamento foi obtida com animais não especializados para produção de carne.
Com a recente introdução da raça Boer, no Brasil, esse para- digma pode ser quebrado. Embora as informações disponíveis sobre essa raça e suas cruzas, no Semi-Árido, ainda sejam bastante limitadas, a raça Boer pode ser uma boa alternativa para cruzamento industrial, na Região Nordeste, por ser de origem sul-africana, isto é, de região edafoclimática que apresenta similaridades com o Nordeste brasileiro.
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Em que região do País cabritos e cordeiros podem ser acaba- dos em confinamento?
Essa prática pode ser utilizada em todas as regiões do País. No Nordeste brasileiro, ela é especificamente recomendada para as áreas semi-áridas, em particular durante a época seca, quando se observa grande carência de forragem nas pastagens e a falta de produto no mercado, o que garante melhores preços.
Nas outras regiões do País, onde a preocupação com as helmin- toses gastrintestinais é muito grande, o confinamento pode ser realizado em qualquer época do ano. A decisão de confinar ou não cabritos e cordeiros também depende da intensidade pretendida na exploração, que é uma função do mercado explorado e da área disponível para exploração (tamanho, condições edafoclimáticas, etc.).
Que aspectos devem ser considerados para adotar o confinamento como forma de acabamento de cabritos e cordeiros?
A economicidade do confinamento de cabritos e cordeiros está diretamente relacionada com a precocidade de acabamento dos animais e inversamente relacionada com o tempo de confinamento. Outros fatores de grande importância são a qualidade e o custo da alimentação. Portanto, na implementação dessa prática é importante conciliar esses fatores, com vistas a seu sucesso econô- mico.
O confinamento exerce influência na qualidade da carne de cabritos e cordeiros?
A maciez, a suculência, a cor, o odor e o sabor da carne de caprinos e ovinos são atributos diretamente relacionados com a satisfação do consumidor. Mas à medida que o animal vai se tornando adulto, essas características vão se modificando. As mudanças mais
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significativas são a redução gradativa da suculência e da maciez e a acentuação da cor e do odor, cuja conseqüência é uma queda considerável em sua qualidade.
No confinamento, essas alterações desagradáveis não têm tempo de se manifestar, porque os animais são abatidos ainda jovens. Além disso, as carnes de cabritos e cordeiros terminados em confinamento apresentam todas as características organolépticas e sensoriais desejáveis na carne de qualidade elevada.
Como selecionar cabritos e cordeiros para o confinamento? A condição saudável dos animais é o critério básico para o confinamento. Outras caracterís- ticas importantes são:
• Idade do animal, que deve situar- se entre 70 e 90 dias de idade. • Peso de no mínimo, 15 kg de
peso vivo.
Animais de elevada precocidade, entretanto, podem entrar ainda mais jovens no confinamento.
Quais os cuidados na produção de cabritos e cordeiros para confinamento?
Quanto mais pesada for a cria ao nascer, maior será seu peso no desmame e no abate. Esses aspectos são de grande importância para o sucesso do confinamento. Assim, os cuidados devem ser iniciados com a seleção de matrizes e reprodutores.
As matrizes devem apresentar bom desenvolvimento corporal e boa habilidade materna, podendo ser do tipo Sem Raça Definida (SRD).
Os machos devem ser possuidores de bom potencial para ganho de peso, boa conversão alimentar e capazes de melhorar a qualidade da carcaça.
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A alimentação das matrizes deve ser melhorada no terço final da prenhez e nos primeiros 30 dias de lactação.
No Nordeste, durante a época seca, as crias em amamentação devem ser suplementadas com forragem de boa qualidade nutritiva e com concentrado, para garantir bom peso no desmame, além de facilitar a adaptação dos animais ao confinamento.
As crias fêmeas podem ser confinadas?
Sim. No entanto, é importante frisar que o ganho de peso e a conversão alimentar das fêmeas são de 10% a 15% mais baixos que os dos machos inteiros.
É necessário castrar cabritos e cordeiros para confinamento? Em geral, a castração é feita com a finalidade de evitar a presença de odores e sabores desagradáveis na carne, que aparecem com o início da atividade sexual, no macho. Esses odores têm forte efeito restritivo na aceitação da carne desses animais pelos consumidores. No entanto, se o animal for abatido com até sete meses de idade esse aspecto não é relevante, isto é, o odor e o sabor desagradáveis da carne ainda não se manifestaram porque o animal ainda não atingiu a puberdade. Sabe-se, além disso, que a castração causa estresse, o que provoca redução na taxa de crescimento dos animais, e que animais inteiros têm maior capacidade para ganhar peso que os castrados.
Portanto, se os animais forem abatidos em idade precoce, não há necessidade de castração.
Que cuidados sanitários devem ser dispensados aos cabritos e cordeiros acabados em confinamento?
Considerando o curto período de tempo do acabamento, especialmente no Semi-Árido do Nordeste brasileiro, onde a umidade
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do ambiente é muito baixa, somente dois aspectos merecem especial atenção.
O primeiro refere-se à higienização das instalações, que deve se restringir à retirada periódica das fezes. Caso se faça uso de cama, recomenda-se substituí-la sempre que se observarem maiores teores de umidade.
O segundo diz respeito à vermifugação de todos os animais antes do início do confinamento, no sentido de torná-los “isentos ou limpos” de parasitas gastrintestinais.
Qual a duração do confinamento de cabritos e cordeiros? A duração do confinamento é um fator de elevação de custo dessa prática. Portanto, quanto maior for o tempo de confinamento, maior será o custo de produção e menor será a rentabilidade do negócio. Assim, o confinamento deve ser de, no máximo, 70 dias.
No confinamento, existe diferença de ganho de peso entre animal castrado e não castrado?
Geralmente, ani- mais inteiros (não castra- dos) apresentam ganho de peso superior aos castrados, por duas ra- zões:
• Os hormônios produ- zidos pelos testículos estimulam o aumento da massa muscular, condição desejável em animais para abate.
• Na ausência dos testículos, os animais depositam mais gordura na carcaça.
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Além disso, há necessidade de maior quantidade de energia ingerida por unidade de gordura depositada na carcaça do que para a deposição da mesma quantidade de músculo na carcaça.