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Prescriptions actuelles du Code national du bâtiment (CNB 2010)

Dans le document L’ÉCOLE DE TECHNOLOGIE SUPÉRIEURE (Page 61-66)

CHAPITRE 1 ÉVOLUTION DU CADRE LÉGAL ET REVUE DE LA

1.4 Dommages enregistrés et évolution des normes parasismiques canadiennes

1.4.2 Prescriptions actuelles du Code national du bâtiment (CNB 2010)

A introdução do chorume nos sistema de agricultura do Barroso está inteiramente associada ao advento, na região, de modernas unidades de produção leiteira, localmente designadas por vacarias. Estas unidades usam o sistema de estabulação presa. Os animais deitam-se sobre o cimento ou, nalguns casos, sobre tapetes de borracha. Alguns agricultores dizem aplicar uma fina camada de palha durante a época mais fria do ano, como forma de aumentar o conforto dos animais. Os dejectos são retirados por lavagem com água. Esta mistura, associada a restos de alimento e, por vezes, restos de palha, constitui o chorume, que é acumulado numa fossa.

O chorume passou a ser utilizado nas culturas mais importantes praticadas na região; em algumas, como os lameiros e prados temporários, substituindo quase na íntegra o esterco tradicional, noutras, como a batata, milho e centeio, é aplicado em complementariedade com o estrume(2). A opinião dos agricultores que usam o chorume

como fertilizante aponta no sentido de este ter efeitos particularmente positivos nos

lameiros e nos prados temporários(3). No que respeita às culturas semeadas, batata,

milho e centeio, é opinião generalizada entre utilizadores e não utilizadores, de que o chorume não substitui a estrumação e referem que " a terra precisa de comer e chorume não dá a alimentação que o esterco dá ". Efectivamente, os agricultores reconhecem no chorume características muito mais próximas dos adubos que do estrume.

Atendendo ao facto de a aplicação de chorume estar ainda numa fase experimental na região, julgamos conveniente apontar alguns desvios ao comportamento generalizado acima descrito. O primeiro diz respeito aos prados temporários. Dissemos acima que os agricultores reconhecem os efeitos positivos do chorume nesta cultura, contudo, aquando da instalação, continuam a incorporar o

esterco tradicional, à semelhança do que acontece com as culturas sachadas. O segundo

desvio, consiste na aplicação de chorume ao centeio e ferrãs. Alguns agricultores que experimentaram aplicar chorume a estas culturas registaram resultados muito compensadores. Um agricultor realizou mesmo um certo ensaio e afirmou: "fiz uma experiência com uma folha de centeio que dividi em duas partes, uma levou estrume, a

(2) As quantidades aplicadas na batata e milho híbrido são de 30-40 m3 ha-1 e as de estrume são quase as

mesmas que as utilizadas pelos produtores intensivos de carne

outra levou chorume, e deu melhor nesta". Outro refere, ainda, que obteve bons resultados aplicando o chorume na Primavera ao centeio, em substituição do adubo de cobertura nítrico-amoniacal.

Nas culturas sachadas e hortícolas é, como vimos, reconhecida a necessidade de utilização de estrume. Por esta razão a maioria dos agricultores tem procurado soluções diversas. Uns mantêm algumas cortes tradicionais apenas com o objectivo de disporem de mais estrume. Outros, 5 dos 12 agricultores de Montalegre que possuem vacarias, têm um parque ao ar livre, adjacente à vacaria, onde os animais permanecem durante uma parte do dia. Outros, ainda, possuem um parque à entrada da sala de ordenha, onde os animais aguardam a vez. Estes parques, sobre terra batida, têm o solo coberto de mato (giesta e roço). Apenas se mediram as áreas de três desses parques, que variaram entre 36-260 m2. A quantidadede estrume produzida num ano variou entre 5-125 t. Um dos agricultores, que obtem grande quantidade de estrume num destes parques, mantém os animais neste recinto 24 horas por dia durante quatro meses. Um outro agricultor fez numa das sua parcelas compostagem do mato. Empilhou num lameiro plantas espontâneas deixando-as em decomposição durante um ano. Este composto foi utilizado na estrumação de terrenos destinados ao milho.

A construção dos parques junto às vacarias só tem sido efectuada após o licenciamento das vacarias pelos serviços da Divisão de Higiene e Saúde Veterinárias de Chaves. Estes serviços consideram que este procedimento ou a colocação de camas nas vacarias é anti-higiénico. Dois agricultores, que construíram destas vacarias, e que tentaram uma solução alternativa, que foi a de cobrirem o chão com palha e mato, só conseguiram que a sua obra fosse licenciada após terem retirado as camas dos animais. Após o licenciamento da obra voltaram a colocar o mato ou a construir o parque.

Todos os agricultores inquiridos referem que o sistema de recolha do chorume não funciona de forma conveniente. Os dejectos sólidos são muito dificilmente canalizados para a fossa e esta fica rapidamente saturada devido à necessidade de lavagens frequentes. Alguns agricultores chegam mesmo a separar os dejectos sólidos, que são retirados com uma pá frontal acoplada ao tractor, transportados para fora da vacaria e acumulados ao ar livre, completamente expostos. Os dejectos sólidos, juntamente com alguma palha ou feno deixados pelos animais, são aplicados na cultura da batata ou milho.

Devido ao funcionamento deficiente do sistema de drenagem dos dejectos para a fossa, a situação mais corrente é a dos dejectos líquidos correrem para a fossa, enquanto que os sólidos se vão acumulando no chão da vacaria ou no canal de drenagem dos dejectos. Deste modo a fracção líquida é muitas vezes utilizada separadamente e destinada aos lameiros.

Uma dificuldade sentida por alguns agricultores diz respeito à aplicação do chorume nas parcelas, particularmente nos lameiros. A passagem do tractor acoplado ao depósito de chorume é muito dificultada nos terrenos inclinados, ou em terrenos planos onde há possibilidade encharcamento dos solos. Neste último caso, os tanques de chorume têm, por vezes, de ser despejados antes de terem completado o seu trajecto devido ao tractor ficar enterrado. A aplicação do chorume, nos lameiros mais inclinados, particularmente da fracção líquida, só é possível fazer-se por gravidade, à semelhança da prática de rega de lima. Outras vezes o chorume é despejado nas poças de rega e depois derivado para as regadeiras de nível.

A maioria dos agricultores reconhece que nas novas vacarias há economia de mão-de-obra. De facto, o sistema de estabulação tradicional e o conjunto de práticas a ele inerentes, desde a recolha de mato no baldio até à operação de espalhar o esterco nas parcelas, implica esforço elevado e penoso, e de tempo, praticamente incomportáveis em explorações com mais de 20 animais: "Não podia cortar mato para estes animais todos". Por vezes, os responsáveis por estas unidades apontam também razões do foro higiénico-sanitário como um aspecto positivo deste sistema de estabulação. É esta, pelo menos, a versão oficial da Divisão de Higiene e Saúde Animal de Chaves. Contudo, isto ainda está por se provar. Segundo os agricultores inquiridos é mais fácil limpar o úbere duma vaca que veio duma corte tradicional do que daquela que veio duma vacaria.

Este sistema começa também a ser cobiçado por alguns produtores de animais de carne, nomeadamente aqueles que possuem um efectivo maior. Outros, contudo, procuram soluções alternativas, como seja a construção de novos estábulos de portas amplas. Esta solução possibilita a entrada de um tractor munido com uma forquilha frontal, para colocação do roço ou retirar o estrume e despejá-lo nos atrelados.

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