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Un premier exemple

5. Récursivité

5.1 Un premier exemple

Tal como em qualquer outro ramo do conhecimento, também no planeamento urbano existem técnicas e ferramentas de apoio ao seu desenvolvimento e, neste caso, os SIG constituem uma enorme vantagem para o planeamento urbano na sua totalidade (Monteiro, Carvalho & Velho, 2012). Desta forma e estando perante utensílios do SIG cada vez mais relevantes, a sua contribuição atinge uma razoável escala, colocando novos parâmetros em estudo, designadamente devido ao poder da visualização 3D.

Com a crescente evolução do Planeamento Urbano especificada neste relatório, podemos incluir cada vez mais ferramentas em SIG que contribuem para a tomada de

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decisão, com o leque de análises possíveis com o processo metodológico utilizado neste projeto pode ser enquadrado, desde a análise do potencial solar como o auxílio a medições, a análise de visibilidade ou a análise de sombras.

Interessa, assim, mostramos como os resultados da modelação do centro histórico de Vila Nova de Gaia podem contribuir para a prática urbanística.

i. Medições

No software CityEngine, foram efetuadas análises como as medições em linha reta

(Measure distance M, D) e medições de áreas e caminhos (Measure area and paths M, A), que contam com uma funcionalidade semelhante à ferramenta do software ArcGis, snap, que ajuda na construção do caminho de medição ao identificar os limites dos

objetos. Neste caso, mostra-nos os limites de todos os pontos das modelações desenvolvidas, sendo assim uma ajuda imprescindível aos processos de medição.

Na figura 36 mostra-se o resultado de uma medição em linha reta de um edifício, que neste caso mede cerca de 29,68 metros, visualizando-se linhas paralelas à linha da medição e sinais dos fins do objeto da medição, que comprovam de certa forma o rigor do processo.

Figura 36 - Medição de linha reta. Fonte: Projeto do autor (CityEngine 2017.1).

76 ii. Medições em realidade 3D

Na figura 37, é retratada uma medição em realidade 3D, que engloba a função de medição de caminho. Como maiores vantagens deste tipo de funcionalidade podemos destacar a aplicação em casos de proposta de alguma construção ou implantação, medição de um terreno já delimitado para cadastro pormenorizado, ou então para obras de aplainamento de terreno.

Figura 37 - Medição em realidade 3D. Fonte: Projeto do autor (CityEngine 2017.1).

Foram realizadas várias medições, maioritariamente com a primeira ferramenta (em linha reta) para a medição das vias, verificando-se uma média de largura das mesmas de 4 metros, o que é próprio desta área bastante antiga, com edifícios muito próximos.

77 iii. Análises de visibilidade

A análise de visibilidade foi outro dos procedimentos desenvolvidos neste estágio, que consideramos relevante nomeadamente pelo possível contributo para a prática do planeamento, que por sua vez se insere perfeitamente no âmbito do mestrado em questão.

Figura 38 - Viewshed creator. Fonte: Projeto do autor (CityEngine 2017.1).

Esta análise de visibilidade pode ser subdividida em três funcionalidades dispostas no CityEngine. A primeira funcionalidade, viewshed creator, serve para verificarmos o campo de visão de um ponto para outro. Colocamos o ponto inicial no local onde observamos e um segundo ponto onde queremos colocar o destino do campo de visão, e a ferramenta cria um campo de visão com um ângulo regulável pelo utilizador, mostrando a possibilidade de visão para o segundo ponto num segundo ecrã do lado direito. O campo de visão é completado com o preenchimento em duas cores de todos os objetos: o vermelho para os objetos sem visibilidade e o verde para os objetos com visibilidade. Na figura38, podemos verificar um exemplo desta análise nos edifícios junto ao rio.

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Figura 39 - View dome creator. Fonte: projeto do autor (CityEngine 2017.1).

A segunda ferramenta de apoio à análise de visibilidade é o view dome creator, em que de forma muito semelhante à primeira ferramenta, são usados dois pontos, o primeiro para colocar o local de observação e o segundo para identificarmos o tamanho do círculo de observação. Ou seja, esta função mostra-nos um círculo de visão com as mesmas características da primeira ferramenta, mas desta vez num plano circular regulável.

O view corridor creator, enquadra a terceira ferramenta, contendo também dois pontos de controle, os quais formam um corredor entre eles, mostrando-nos tudo o que é visível de A para B. Neste caso a ferramenta mostra-nos a vista exata se observamos do ponto A para o ponto B num segundo ecrã. No exemplo da figura 40, que representa a terceira funcionalidade da análise, o ponto A foi colocado no objeto que representa uma pessoa, na altura da visão, e conseguimos verificar exatamente o que é visível para o final da rua, com o foco no centro da via. Esta funcionalidade é bastante vantajosa para casos em que está em causa a construção das estradas, com declives, altitudes ou ângulos

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consideráveis, tendo em conta uma maior segurança dos cidadãos enquanto peões, mas também como condutores.

Figura 40 - View corridor creator. Fonte: Projeto do autor (CityEngine 2017.1).

Os exemplos referidos foram testados em vários locais da área de estudo apenas como exemplos, para conseguir verificar qual o melhor método para realizar o tipo de análise requerida, tendo em conta a ajuda às tomadas de decisão no âmbito do planeamento. Neste sentido, neste trabalho foi possível realizar em média cinco análises de cada ferramenta, em locais aleatórios, de forma a não existir uma concentração de análises apenas em uma área.

Podemos constatar, pelas análises de visibilidade, que no geral foram encontrados raios de visibilidade pequenos, na perspetiva de se conseguir visualizar ruas inteiras ou pelo menos metade delas com pontos de observação ao início das mesmas. Em relação à vista para o Rio Douro, foi possível verificar que existe grande facilidade de observação na maior parte dos edifícios para o rio, devido principalmente à relação entre proximidade e altitude, ou seja, devido à diferenciação altimétrica os edifícios na sua maioria não interferem no campo de visão dos que estão localizados com altitudes maiores. No geral

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foi bastante percetível, que caso existisse uma reformulação desta área e tivessem tido em conta estas ferramentas, existiriam bastantes mudanças nas ruas, o que nos remete para uma ideia de que qualquer outro método para análise de visibilidade utilizado na construção das vias não será tão vantajoso quanto este.

iv. Análises de sombra (luminosidade)

Destacamos agora a análise de sombra efetuada com o mesmo software. O software dá a possibilidade de verificarmos qual será a luminosidade/sombra para um determinado lugar em qualquer momento do dia. A figura 41 agrupa ilustrações de uma análise de luminosidade/sombra, num dia do mês de março entre as 6 horas e as 18 horas. Nestas pequenas ilustrações podemos observar a rotação da sombra nos edifícios, acompanhando o movimento aparente do Sol.

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Figura 41 - Análise de Sombra/Luminosidade de fachadas voltadas a Norte, Este e Oeste ao longo de 6 períodos de um dia de março.

Fonte: Projeto do autor (CityEngine Web Viewer)

As imagens da figura 41 apresentadas, foram retiradas após uma exportação do projeto em formato (3ws.), para desta forma adquirir as imagens em formato (jpg.).

6:00 horas - nascer do Sol 8:00 horas

12:00 horas 15:00 horas

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As imagens retratam a análise de sombra/luminosidade em 3 fachadas (Norte, Este e Oeste) de 4 edifícios. Podemos por exemplo verificar que, como esperado, as fachadas voltadas a Norte nunca recebem radiação direta e que as fachadas voltadas a Oeste, contam com mais radiação direta durante a tarde (15:00h e 17:00h).

Este projeto pode ser visualizado em CityEngine Web Viewer, que funciona online, com variadas funções de análise para os utilizadores e até com a possibilidade de anexação de comentários por qualquer utilizador. Ou seja, a visualização não fica apenas restrita a quem possuir o software CityEngine, ficando disponível a todos os interessados com acesso à Internet.

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