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Chapitre 2. Revue critique de la littérature

2.5 Pratique professionnelle : prix et distinctions

Com o visto no item anterior, há u m a enorm e p referência entre esses d ois m ateriais de embalagens para produtos da fruticultura.

Cered a e Sanches (1983) afirm am qu e as caixas são feitas d e m ad eira leve que ap resente boa resistência. N orm alm ente u sa-se o p inho ou Araucária

ap resentam as segu intes m ed id as internas e externas resp ectivam ente: 49x35x24cm e 52x36x25cm . Estas caixas, entretanto, ap resentam a d esvantagem d e p ossu ir cantos vivos, podendo machucar ou perfurar os produtos.

O p ap elão ond u lad o é u m a estru tu ra form ad a p or u m ou m ais elem entos ondulados (miolo), fixados a um ou mais elementos lisos e planos por meio adesivo no topo das ondas.

Cered a e Sanches (1983) confirm am qu e os fru tos qu e necessitam ser frigorificados p or m u ito tem p o, a em balagem d e p ap elão ap resenta certas d esvantagens. Para este fim é necessário qu e as p ared es sejam d u p las ou a caixa seja d o tip o telescópica, p ossu ind o tam p a e fu nd o, p ara su p ortar m elhor o p eso no empilhamento.

Com p arand o a caixa d e m ad eira tip o K com a d e p ap elão, esta ap resenta as segu intes vantagens: p eso ap roxim ad am ente qu atro vezes m enor qu e o d a caixa d e m ad eira; p or não ser retornável, os p roblem as higiênicos e sanitários d a em balagem são anu lad os; oferece m elhor p roteção ao p rod u to com m enor p erd a p or d anos m ecânicos. Já se reconhecia, em fins d a d écad a d e 7019, qu e havia significativa red u ção na qu alid ad e d e injú rias m ecânicas, com a su bstitu ição d as caixas k pelas de papelão. (DURIGAN, 2005).

Contu d o, conclu iu -se qu e o p ap elão ond u lad o p ossu i vantagens com p etitivas, p ois ap resenta grand e resistência a choqu es, variações d e tem p eratu ra e com p ressão. De fato, o p ap elão ond u lad o é u m m aterial versátil, com u m variad o lequ e d e solu ções p ossíveis p ara em balagens. A em balagem d e p ap elão ond u lad o é p aletizável, p ossu i u m excelente grau d e u tilização e otim ização no carregam ento d e cargas, é m enos p olu ente, biod egrad ável, reciclável e descartável, evitando a contaminação dos produtos transportados.

Com o se d isse anteriorm ente, a em balagem d e p ap elão p ossu i alto cu sto e pouca lu cratividade, u m a vez qu e a m aior p arte d as red es d e su p erm ercad o, p or falta d e esp aço, a d escartam e em p ilham os fru tos em balcões. H á aind a a consid erar qu e u m a em balagem fechad a com d eterm inad o nú m ero d e u nid ad es priva o consumidor de escolher seus frutos.

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Cavalcanti e Chagas (2006) argu m entam qu e cerca d e 1,3 m ilhão d e tonelad as/ ano d e p ap elão ond u lad o são reciclad os, o qu e corresp ond e a 79% d a p rod u ção d esse setor. As caixas feitas d e p ap elão ond u lad o são facilm ente recicláveis, consu m id as p rincip alm ente p elas ind ú strias d e em balagens, resp onsáveis p ela u tilização d e 64,5% d as ap aras reciclad as. Segu nd o ABPO (2006), a taxa d e reciclagem d o p ap elão ond u lad o é d e 77%. Entretanto, é necessário ressaltar qu e a m aior p arte d as em balagens nesse m aterial ap resentam fecham ento com cola, e algu m as com gram p os, o qu e d ificu lta a sep aração d e m ateriais p ara a reciclagem.

O ciclo d e vid a d o p ap elão ond u lad o constitu i u m a cad eia fechad a, na qu al a em balagem u sad a é reciclad a e a celu lose é novam ente u tilizad a na fabricação d e novas em balagens, com p lem entand o a p rod u ção p roveniente d e fibras virgens, advindas de florestas plantadas certificadas pelo FSC (Forest Stewardship Council).

Existe, tod avia, u m nicho em qu e a m ad eira, até agora, se revela p erene e im batível. N os entrep ostos e arm azéns d e fru tos e hortaliças, os caixotes, os engrad ad os e as caixas d e m ad eira aind a p red om inam . N as d écad as iniciais d o sécu lo XX, era u m a caixa em qu e se levava p ara a roça o qu erosene, então o ú nico com bu stível p ara a lam p arina, o lam p ião. O kerosene inglês, p or isso a letra k, vinha acond icionad o nu m a caixa com cap acid ad e p ara d ois galões. (CAVALCAN TI E CH AGAS, 2006) Vazia, a caixa K se convertia em em balagem feita p ra transp ortar legumes, frutas, verduras, tudo o que se produzia na roça.

N u nca ningu ém m ontou u m a fábrica d e caixa K qu e m erecesse esse nom e, e, no entanto, ela jam ais d eixou d e ser fabricad a e u tilizad a. A caixa K se p erp etu ou esp ontaneam ente e su rgiram novos m ateriais e novas técnicas. Sai d a roça p ara o entrep osto. Do entrep osto é vend id a p ara os forneced ores d e caixas, os cham ad os caixeiros, e d estes vai p ara os interm ed iários, o qu e significa voltar d e novo até os plantadores. Trata-se, enfim , d e u m a em balagem reu tilizável, qu e é m ontad a e d esm ontad a, qu e vai e volta, ora com tom ate, ora com p im então, berinjela, m ilho ou mandioca.

N o entanto, é im p ortante salientar qu e isso não é p erm itid o p elas norm as vigentes, u m a vez qu e a caixa u tilizad a p ara u m p rod u to alim entício não p od e ser

u sad a p ara ou tro. N os Estad os brasileiros, p orém , não há fiscalização equ ip ad a para coibir essa contravenção20. Pelas normas, qualquer embalagem alimentícia só pode ser reutilizada depois de passar por um processo de esterilização.

As em balagens p recisam d e constante m anu tenção e m u itas vezes são arm azenad as, m ontad as e d esm ontad as d e m od o não higiênico, conform e m ostra a figura 12.

Figura 12: “Caixas k” inteiras e desmontadas armazenadas no chão. (Fonte: Foto do autor)

Assim , m esm o transp ortand o alim entos sem a assep sia recom end ável, as caixas d e m ad eira p erd u ram nos entrep ostos e arm azéns gerais qu e m u niciam as feiras, os su p erm ercad os, os sacolões, os varejões, os m ercad inhos, as qu itand as.

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Elas vêm , no entanto, ced end o esp aço p ara as caixas d e p ap elão no transp orte d e frutos e para as caixas de plástico no transporte de legumes e frutas.

O p ap elão ond u lad o m anteve p osição d estacad a com o solu ção d e em balagem d e transp orte. N o m ercad o interno, su as caixas hoje atend em , sobretu d o, os d istribu id ores d e alim entos, entre ou tros p rod u tos ind u strializad os. N o m ercad o externo, esse m aterial se d estaca com em balagens p ara a exp ortação d e fru tos, carnes bovinas, frango, entre ou tros, e p ara u m com ércio aind a p equ eno, mas muito promissor, de flores.