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Présentation du Modèle ALM utilisé

Dans le document Mémoire d'actuariat (Page 69-73)

2 Modélisation du bilan de transition sous IFRS 17

2.1 Présentation du Modèle ALM utilisé

Esta atividade inseriu-se na Festa Nacional do Desporto Escolar do primeiro Ciclo do Ensino Básico (1.ºCEB) realizada em Coimbra, no dia 3 de junho. A partir de um enquadramento singular e único, pretendeu-se que os alunos vivenciassem de uma forma lúdica, práticas integradas de saberes.

Este projeto resultou do trabalho colaborativo de seis docentes de Educação Física do Agrupamento de Escolas de Montemor-o-Velho, sendo o texto final produzido pelo mestrando. Este último ficou responsável pela coordenação e operacionalização deste projeto.

Objetivos

Pretendia-se desta atividade pluridisciplinar que os alunos explorassem e vivenciassem através do movimento, situações que apelassem aos saberes e conhecimentos nas seguintes áreas temáticas:

1) Estudo do Meio: a) Património Nacional; b) Coimbra – Património da Humanidade; c) Casas Regionais Portuguesas; d) Descobrimentos Portugueses; e) Continentes; f) Oceanos; g) Países de língua Oficial Portuguesa e; h) País Insular.

2) Expressão Físico-Motora: a) perícia e manipulação; b) equilíbrios e deslocamentos; c) jogos; d) atividades rítmicas e expressivas;

22 População alvo

Participaram 700 alunos oriundos de vários locais de Portugal Continental. Em virtude do evento ter contemplado 5 atividades a funcionar em simultâneo, ou seja, em regime de trabalho por estações, os participantes foram agrupados em 5 grupos que oscilaram entre os 100 e os 140 alunos.

Recursos humanos

A atividade foi dinamizada por 8 professores de Educação Física e do 1.º CEB do Agrupamento de Escolas de Montemor-o-Velho: Pedro Mendes; Isabel Freitas; Carla Aguilar; Jorge Marques; Victor Pardal; Paulo Ferreira; Dulce São José e Florbela Esteves. Os referidos professores foram coadjuvados por 20 alunos do curso profissional de Técnico de Apoio à Gestão Desportiva de Montemor-o-Velho (TAGD).

Duração da atividade

Estipulou-se 45 minutos para cada grupo de crianças.

Local

A atividade decorreu no Portugal dos Pequenitos designada por Zona Azul.

Recursos Materiais

Face ao número muito significativo de materiais necessários para a concretização das diversas práticas integradas previstas nesta atividade, optou-se pela inventariação dos mesmos no apêndice 1.

Informações úteis para as escolas

Atendendo ao elevado número de participantes no evento, foi sugerido às escolas participantes no evento, a identificação dos alunos por classe, utilizando para o efeito um boné, uma t´shirt ou um outro adereço. Este procedimento facilitou a organização dos grupos e a supervisão dos responsáveis pela atividade.

Plano operacional da Atividade Tarefa 1: preparação (10 minutos).

23 As tarefas 1 e 3 realizaram-se no local identificado, no mapa oficial do Portugal dos Pequenitos (cf. Apêndice 2), com a letra A (Países de Língua Oficial Portuguesa), próximo do pavilhão do Brasil.

Organização: constituição de 6 equipas de 20 a 40 alunos com um responsável/chefe de equipa (TAGD). Pretendeu-se respeitar a dinâmica de turma com a supervisão do professor Titular de Turma, ou seja, manteve-se os grupos de alunos que se fizeram acompanhar pelo seu professor.

O responsável TAGD pelo grupo equipa teve o mapa do Portugal dos Pequenitos (vd. Apêndice 2) e o cartão de controlo (vd. Apêndice 3) numa mica e uma esferográfica. A fim de facilitar o manuseamento do referido material, a mica teve um cordel que por sua vez ficou à volta do pescoço do TAGD. Refira-se ainda que o TAGD foi o primeiro na coluna e o professor Titular, o último.

Tarefa 2: concretização (24 minutos)

Todas as equipas iniciaram a atividade ao mesmo tempo, mas em postos de controlo/ateliês diferentes. O chefe de equipa TAGD tinha no seu mapa a sequência dos 6 “postos de controlo”/ateliês (Apêndice 4) que procurou “descobrir” com o grupo equipa de que foi responsável. A ordem dos referidos postos de controlo foi diferente para cada equipa.

Apesar do tempo previsto de permanência em cada Zona ser de 50 minutos, os tempos de transição (as crianças tiveram de percorrer a pé, trajetos de 10 a 15 minutos, entre as cinco zonas) fez diminuir consideravelmente o tempo útil das atividades a dinamizar em cada zona. Face ao exposto, cada grupo equipa apenas pôde permanecer num posto de controlo, vivenciando as práticas integradas aí propostas.

A atividade iniciou-se e finalizou com um sinal sonoro, duas campainhas e a palavra “Tuga”, audível em todo o Portugal dos Pequenitos. Três grupos equipa ao concluírem as tarefas do primeiro posto de controlo previsto no seu mapa, procuraram os restantes 5 postos de controlo, sinalizando no seu cartão de controlo os códigos respetivos de cada posto. Para os restantes três grupos equipa, a atividade realizou-se de forma inversa, primeiro identificaram presencialmente 5 postos de controlo sinalizados no seu mapa e de seguida participaram nas tarefas do último posto de controlo.

24 Ao longo da atividade o Professor Titular de Turma/professor acompanhante pôde reforçar conteúdos abordados ao longo do ano.

Findo a prova, todos os grupos equipa deslocaram-se para o pavilhão do Brasil. Neste local, os alunos dançaram uma música coreografada e orientada por um elemento da equipa organizadora do evento.

Tarefa 3: Encerramento (5 minutos)

Os alunos foram encaminhados para o espaço exterior e desejou-se-lhes a continuação de um bom dia de atividades.

Plano da Atividade

A atividade foi organizada em cinco espaços temáticos. Para cada espaço foram dinamizadas atividades que articularam a expressão motora com o Estudo do Meio do 1.º CEB. Conforme está ilustrado no quadro 1, para cada tarefa foram definidas as competências esperadas, fez-se uma breve descrição da mesma e delimitaram-se os recursos materiais e humanos.

Avaliação da atividade

Foi cumprido integralmente o planeado para todos os grupos de crianças que participaram no evento nacional. O facto de existir 5 zonas de prática para uma janela temporal de 5 horas, impossibilitou a aplicação de qualquer inquérito sobre o grau de satisfação dos alunos e professores. Contudo, os participantes de um modo geral, demonstraram interesse e empenho pelas tarefas propostas. O caráter pluridisciplinar desta atividade foi enaltecida e valorizada por diversos professores acompanhantes.

A organização da zona azul (Um salto para a descoberta) considerou que a permanência de cada grupo equipa num posto de controlo em cinco possíveis, foi o aspeto menos positivo. O constrangimento temporal acabou por inviabilizar a vivência por parte das crianças das restantes práticas pluridisciplinares.

25 P aís I ns ula r M apa M u nd

o - Deslocamentos e Equilíbrios Expressão Físico-motora

Estudo do meio - País Insular (Açores e

Madeira) - Descobrimentos

O aluno movimenta-se no espaço e reforça o conhecimento que detém sobre o País continental e insular e os descobrimentos portugueses

Esta atividade pretende representar o País insular (os arquipélagos dos Açores e da Madeira) e enaltecer os descobrimentos. Realização de um circuito de equilíbrios e deslocamentos no pavilhão dos Açores e da Madeira. Todas as crianças realizam uma vez os 2 percursos (vd. Apêndice 2)

B1 No pavilhão dos Açores e da Medeira (zona B) Mapa Mundo 2 Percursos de equilíbrios e deslocamentos com barreiras; 4 andas; 8 blocos e bastões e fita adesiva (macaca). Aluno TAGD Professor P ort ug al Mo nu menta l Expressão Físico-motora - Habilidades locomotoras e posturais em situação de jogo Estudo do Meio

- História de Portugal

O aluno aplica os conhecimentos de História adquiridos em contexto de sala de aula e exercita-se, realizando diversas habilidades locomotoras e posturais

O grupo equipa é dividido em dois subgrupos que por sua realizam uma corrida de estafetas (vd. Apêndice 2). Os elementos de cada equipa ao finalizarem o jogo de estafetas, entregam o “testemunho” ao responsável pelo posto de controlo. Este retira do testemunho um

pergaminho e lê várias perguntas

relacionadas com o Portugal Monumental ao grupo equipa. C1 Núcleo de Lisboa no centro da área monumental (Zona C) Nenhum Aluno TAGD Professor Expressão Físico-motora - Habilidades locomotoras e manipulativas Estudo do Meio - História de Portugal

O aluno aplica os conhecimentos de História adquiridos em contexto de sala de aula e exercita-se, realizando diversas habilidades locomotoras e manipulativas

O grupo é dividido em 4 subgrupos. Os elementos de cada subgrupo participam de uma forma sequenciada em quatro percursos de motricidade alusivos à batalha de Aljubarrota. Ao finalizar um percurso, o subgrupo responde a uma pergunta e depois inicia o próximo percurso e assim sucessivamente.

C2

Mosteiro da Batalha Coroa

Pá de madeira e pão Espadas de madeira Figuras geométricas Capa e chapéu 8 blocos 4 Alunos TAGD Professor Co imb ra

Expressão Físico Motora - Agilidade e destreza Estudo do meio

- Património da Humanidade (Universidade de Coimbra)

O aluno estabelece contato com os

“espaços mais emblemáticos” de

Coimbra, movimentando-se rapidamente pelo recinto.

O chefe de fila questiona o grupo sobre

determinadas caraterísticas de 5

monumentos representados no Pátio das Escolas (Sala dos Capelos; Via Latina; Paço Episcopal/ Museu Machado de Castro; Biblioteca Joanina e torre da Universidade). As crianças terão 1 min para responder a

cada pergunta. As respostas são

transportadas para o cartão de controlo

D1

Pátio das Escolas (Zona D) Regresso ao ponto de partida, zona A. Nenhum Aluno TAGD Professor

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Temáticos programáticos Materiais Humanos

Ca sa s Reg io na is P ort ug ues

as Expressão Físico Motora - Agilidade e destreza

Estudo do meio - Casas regionais portuguesas

O aluno percorre livremente o espaço

circundante das casas regionais,

identificando as diferentes casas típicas de Portugal.

O Chefe de equipa organiza grupos de 4 crianças e estabelece como missão, cada grupo encontrar uma casa típica (e.g. Beira Alta; Beira Baixa; Alentejo; Minho; Trás- os-Montes) e sinalizar no boletim da equipa o número correspondente da casa.

E1 Casas Regionais, próximo do chafariz. (Zona E) Nenhum Aluno TAGD 2 Professores G lo b o Estudo do meio - Geografia: Continentes,

Oceanos e os Países de Língua Oficial Portuguesa

Expressão plástica - Desenho livre

O aluno identifica os 5 continentes, os 5 oceanos e os 7 países de Língua Oficial Portuguesa no globo.

O aluno vivencia uma prática criativa, desenhando livremente no painel.

O chefe de fila vai solicitando aos alunos da equipa que sinalizem no globo terrestre os 5 continentes e igualmente os 7 Países de Língua Oficial Portuguesa. Finalizada esta tarefa, todas as crianças deverão desenhar

com lápis de cera, no painel F1/JD

Jardim contíguo ao espaço E (casas regionais) Bostik e Cartões plastificados com os continentes, oceanos e os PALOP Lápis de cera Papel cenário Aluno TAGD Professor Pa íse s d e Ex p re ss ão Po rtu gu esa

Expressão Físico Motora - Dança

Os alunos vivenciam uma atividade rítmica e expressiva de um país PALOP (danças étnicas)

Todas as crianças deverão dançar uma música coreografada e orientada pelo

responsável do ateliê A2 Próximo do pavilhão do Brasil Leitor de CD’s e colunas Aluno TAGD Professor

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2. “Jogar com a estatística – Uma prática integrada no Ensino Básico”

Introdução

A interdisciplinaridade no ensino é percecionada na comunidade científica como uma eficiente abordagem para a consecução das metas educativas (Lancaster & Rikard, 2002; Lipson, Walencia, Wixson, & Peters, 1993). Contudo, as práticas interdisciplinares em muitos casos resultam de ações isoladas de professores, sem o apoio institucional da escola (Pombo, 1993). A desejável transferência e partilha de conhecimentos entre professores e alunos, imbuída numa lógica de transversalidade do currículo, exige um conjunto de requisitos para que se torne efetiva. Por seu lado, o desaparecimento da área-escola e posteriormente da área de projeto e do estudo acompanhado, veio dificultar a concretização de projetos interdisciplinares na escola. Aliado a estes constrangimentos de ordem organizativa e administrativa, juntam-se os de natureza formativa, ou seja, a insuficiente abordagem deste tipo de metodologias de ensino na formação inicial dos professores. Este facto é igualmente reportado por Kaufman e Brooks (1996) onde reforçam a ideia de dificilmente os professores sem vivências prévias na sua formação académica, “aventuram-se” em práticas integradas na sua ação educativa.

Na tentativa de apetrechar os docentes de ferramentas para a operacionalização das práticas interdisciplinares no ensino, vários contributos têm surgido na comunidade científica. No plano nacional, é de destacar a obra, Sabere(s) Articulado(s) de Morais e Alves (2006), na qual propõe um conjunto de fichas de conteúdos transdisciplinares para o 2.º Ciclo do ensino Básico e que têm como ponto de partida temas comuns a duas ou mais áreas curriculares disciplinares. Gentile (1980) e mais recentemente Cone et al. (2009), apresentam várias sugestões para práticas integradas entre a Educação Física e áreas disciplinares como Humanidades (leitura e escrita), Ciência (Biologia e Física), Matemática, Estudos Sociais e Artes. Contudo, estas preocupações pedagógicas ainda não se estenderam de uma forma consistente para o estudo do impacto das práticas interdisciplinares no desempenho escolar do aluno. Por seu lado, este tipo de abordagem construtivista em sala de aula pode ter um efeito benéfico no ensino de matérias curriculares de cunho eminentemente teórico, já que muitas vezes são lecionadas em cenários de reduzida contextualização e desconectados com a realidade.

28 Pretendeu-se com esta experiência pedagógica verificar se a articulação dos conteúdos da estatística descritiva (média, moda, amplitude, valor mínimo e valor máximo, frequências absolutas e relativas) com a prática do jogo condicionado e reduzido de basquetebol (4x4), se repercutiu em benefícios no rendimento académico na matemática e no desempenho do jogo de basquetebol. Refira-se que estes conteúdos fazem parte dos programas curriculares de Matemática e de Educação Física do segundo ciclo para o sexto ano de escolaridade.

Metodologia

Amostra

Participaram no estudo, 78 alunos (40 raparigas e 38 rapazes) oriundos de 4 turmas do 6 ano de escolaridade, com idades compreendidas entre os 11 e os 14 anos de idade (11.5±1.4). Definiu-se um grupo de controlo que agregou duas turmas do 6 ano de escolaridade, A e D, e um grupo experimental constituído pelas turmas do 6 ano escolaridade, B e C, respetivamente. Os Encarregados de Educação assinaram um consentimento informado no início do ano letivo, aceitando que a imagem do seu educando fosse gravada através de uma câmara de filmar, podendo a mesma ser utilizada para a realização deste trabalho de investigação, nomeadamente através da análise e tratamento de dados, não sendo divulgada para outros fins.

Apesar de todos os alunos terem participado nas atividades desenvolvidas na disciplina de matemática e de Educação Física, os quatro alunos abrangidos pelo Decreto – Lei nº3/2008 e com Currículo Educativo Individual, foram posteriormente expurgados do tratamento estatístico.

Instrumentos

O set up experimental contemplou um pré e pós-teste na disciplina de Matemática (cf. Apêndice 5) e de Educação Física (Oslin, Mitchell, & Griffin, 1998).

O teste de matemática que foi aplicado como pré e pós teste foi construído pelos dois docentes desta disciplina da Escola Básica de Jorge Montemor e que participaram na presente pesquisa. O teste foi previamente validado por um doutorado em Matemática e docente no Ensino Superior. O referido teste propôs-se avaliar o nível de conhecimento dos alunos sobre

29 a matéria curricular, estatística descritiva, (resultados obtidos no teste de matemática) em cinco questões (Apêndice 5). Conforme foi mencionado, os conteúdos avaliados foram os seguintes: média, moda, amplitude, valor mínimo e máximo e frequências absolutas e relativas.

No intuito de avaliar o desempenho dos alunos em situação de jogo de basquetebol, antes e depois do período de lecionação desta matéria curricular, recorreu-se ao instrumento, Game Performance Assessment Instrument (GPAI; Mitchell & Oslin, 1999; Oslin, Mitchell, & Griffin, 1998). Este instrumento permite despistar quatro comportamentos observáveis: a) a assertividade na escolha do que fazer com a bola (Tomada de decisão); b) eficácia da habilidade selecionada; c) movimento sem bola no ataque (ações de apoio) e; d) ações de defesa. No caso concreto desta pesquisa, apenas se analisou a componente relativa à eficácia das habilidades no basquetebol. Conforme Soares (2009), optou-se pela análise da eficácia do passe, drible e do lançamento. Na tabela 1, apresentam-se os critérios de eficácia adotados por habilidade avaliada.

Tabela 1. Definição da componente GPAI avaliada e critérios de eficácia por habilidade

Componente Definição Critério de eficácia

Execução de habilidades

Performance eficiente das habilidades selecionadas:

Passe O aluno executa o passe de uma forma eficiente, ou seja, a bola alcança o recetor pretendido

drible O aluno realiza o drible sem perda da posse de bola e o que lhe permite passar ou lançar Lançamento O aluno lança e concretiza, introduzindo a bola

no cesto contrário.

O índice de Execução por Habilidade (IEH) é determinado com base na seguinte fórmula:

IEH =o número de execuções eficazes da habilidade selecionada número de execuções ineficazes da mesma habilidade

Fase de intervenção

Entre o pré e o pós-teste de matemática, o grupo experimental foi submetido a uma fase de intervenção que incluiu em 2 sessões de matemática de 50 minutos.

30 Procedimentos

Esta pesquisa aplicada e de natureza interdisciplinar, realizou-se na Escola Básica de Jorge Montemor, envolveu 4 turmas do 6.º ano de escolaridade e decorreu no terceiro período letivo, entre 22 de abril a 20 de maio de 2014.

Atendendo ao facto de não existir na escola Básica de Jorge Montemor, um docente de matemática que tivesse 4 turmas do 6 ano de escolaridade, houve necessidade de incluir nesta pesquisa dois professores de matemática. De forma a controlar as variáveis contaminantes, perfil do docente e metodologias de ensino na matemática, estipulou-se que, para cada docente de matemática, uma turma do 6.º ano do seu horário ficasse afeta ao grupo experimental e uma outra turma sua do mesmo ano de escolaridade no grupo de controlo. No caso concreto da Educação Física, o investigador principal assegurou a aplicação do pré e pós-teste (GPAI) e a lecionação da matéria de basquetebol nas referidas 4 turmas que fizeram parte da sua componente letiva de 2013/14.

Os dois docentes de matemática construíram em conjunto a matriz para a correção do teste (pré e pós-teste) e classificaram os alunos das suas duas turmas.

Na aplicação do GPAI foram constituídas 4 equipas por turma no pré-teste e que se mantiveram no pós-teste. Optou-se pelo jogo reduzido 4x4 num espaço de jogo com as dimensões de 20x10m. Definiu-se 10 minutos como tempo de duração de cada jogo (Teste GPAI), com paragem do cronómetro para proceder às substituições nas equipas com 5 elementos. Nestas equipas, o docente procedeu às substituições 2 em 2 minutos. O registo do desempenho dos alunos foi realizado pelos seus pares, ou seja, enquanto 2 equipas jogavam entre si, os elementos das outras duas equipas procediam à recolha dos dados em grelha própria para o efeito (cf. Apêndice 6 e 7). Terminado o teste, as funções permutavam entre as 4 equipas. Este procedimento aplicou-se para as turmas de controlo e experimentais. No final do teste, cada aluno ficava com o registo do seu desempenho e da sua equipa. No grupo experimental (as turmas 6B e 6C), os alunos analisaram os dados recolhidos com o docente de matemática (Apêndice 7).

O teste GPAI foi filmado com uma máquina Casio Exilim Pro EX-F1 posicionada num plano superior ao espaço de jogo (cf. Figura 1).

31 Figura 4. Posicionamento da câmara de filmar

O investigador principal analisou as filmagens dos jogos realizados no pré e pós-testes, recorrendo ao programa Virtualdub 1.10. Para a análise estatística aqui produzida, foram contabilizados os passes, os dribles e lançamentos eficazes e ineficazes, recolhidos das referidas filmagens. Deste modo, ficou sem efeito a recolha realizada pelos alunos nos pré e pós-teste GPAI. Esta recolha foi utilizada pelos alunos e professores de matemática para a análise do desempenho individual e da equipa, nas 2 sessões de matemática (fase de intervenção).

Relativamente à fase de intervenção e no caso concreto das sessões de matemática, a primeira ocorreu logo após os pré-testes e teve como principal finalidade o tratamento e análise dos dados recolhidos pelos alunos durante a realização do pré-teste GPAI –basquetebol. Os dois docentes de matemática procuraram deste modo contextualizar as medidas de tendência central, a média e a moda, a amplitude e os valores mínimo e máximo, numa situação concreta, ou seja, no desempenho do aluno e da sua equipa em situação de jogo. Na segunda sessão repetiu-se o processo mas agora para os dados obtidos no pós-teste GPAI – Basquetebol. O pós-teste de matemática foi aplicado depois da dinamização da segunda sessão de matemática. No grupo de controlo, as referidas sessões não se realizaram, não tendo existido, portanto, qualquer tipo de intervenção por parte dos dois professores de matemática.

No âmbito da lecionação da disciplina de Educação Física, no período que intermediou o pré e o pós-teste GPAI, o docente e investigador principal, lecionou 2 blocos de 100 minutos na matéria de basquetebol. A fim de controlar a variável contaminante, metodologia de ensino, todos os alunos do grupo de controlo e experimental participaram nas mesmas tarefas educativas. O docente de Educação Física recorreu à perspetiva ecológica, sugerida por Graça

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