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Section 01 : l’implantation du Groupe Danone en Algérie

1.2. Le Groupe Danone

1.2.2. Présentation du groupe

Muitos fenômenos podem ser analisados com relação do desenvolvimento industrial de uma economia, que podem direcionar as atividades de design, o que contribui para a competitividade da indústria brasileira (BRASIL, 2014). A Figura 13 esquematiza a integração do design como vantagem competitiva.

Figura 13 – A integração do design como vantagem competitiva

Demarchi, Fornasier e Martins (2011) reforçam que o design é uma ferramenta estratégica de desenvolvimento econômico e de competitividade, mas muitas empresas brasileiras ainda desconhecem seu potencial ou acreditam que ele seja apenas relacionado aos aspectos estéticos dos produtos, fase essa que já foi ultrapassada em países considerados mais

desenvolvidos.

Acredita-se na força da ferramenta design para gerar competitividade, qualidade e potencialidades para o país; compreende-se os desafios encontrados para o desenvolvimento de novas abordagens em produtos e serviços; identifica-se a percepção e a valorização do novo produto ou serviço concebido pelo consumidor; e por fim, vislumbram-se ganhos competitivos que trarão reflexos para os negócios e empresas brasileiras (BRASIL, 2014, p. 202).

Algumas variáveis impactam o ambiente de negócios relacionados ao design, ou seja, na sua competitividade: o mercado, a tecnologia, os talentos profissionais, os investimentos e linhas de financiamento, a produção de conhecimento e o ambiente político-institucional (BRASIL, 2014). De modo mais específico, portanto, a competitividade nacional pelo design se dá através:

- do mercado, na medida em que o design atende suas demandas com inovações constantes;

De forma crescente, o design tem demonstrado ser essencial no meio empresarial em consequência do aumento da competitividade mundial, o que o torna uma forte vantagem, não pela simples adição da estética, mas pela capacidade de desenvolvimento e implementação de projetos complexos. Existe ainda maior vantagem quando a empresa incorpora o design na sua estratégia desde o início da concepção dos produtos à sua fabricação, passando por todas as fases de desenvolvimento (BRASIL, 2014, p. 56).

- da tecnologia, pois é um elemento-chave da atividade projetual, embora onerosa, otimiza a capacidade de competitividade das organizações, oferecendo produtos de melhor qualidade, com redução de custos, ampliação da capacidade comunicativa, etc.;

- dos profissionais responsáveis. “O capital humano é um dos fatores mais importantes para viabilizar soluções que atendam às diferentes necessidades globais. Desse modo, investigar o tema talentos é exercício estratégico para a agenda do design brasileiro” (BRASIL, 2014, p. 88);

- dos investimentos e linhas de financiamento, que necessitam uma ampliação da necessidade de iniciativas de fomento;

Quando se faz referência à inovação no Brasil, muitas são as iniciativas de apoio financeiro, técnico e gerencial disponíveis. Para a área específica de design, no entanto, tais oportunidades se apresentam embrionárias. Existe uma série de iniciativas de fomento direcionadas à inovação em que, algumas vezes, o design não é contemplado (BRASIL, 2014, p. 116).

- da produção de conhecimento, que também demanda formação mais aprofundada na área, com a ampliação de pesquisas científicas e aplicadas;

- do ambiente político-institucional, que engloba o setor público e o privado sem fins lucrativos para a promoção da atividade no Brasil, lembrando que dependem do “[...] comprometimento e da articulação entre os atores, das linhas de ação traçadas para cada um, da coesão de interesses, do bom uso dos recursos disponíveis” (BRASIL, 2014, p. 164).

Em 2009, a Universidade de Cambridge, no Reino Unido, publicou um estudo internacional intitulado International Design Scoreboard (IDS), a fim de coletar dados do setor do design e seu impacto nas nações. Os resultados, embora limitados, “[...] mostram que a capacidade de design no Brasil não é suficiente para um país de seu tamanho e que isso poderia ser um fator limitante na sua capacidade de ser competitivo pelo design” (BRASIL 2014, p. 50).

Figura 14 – Desempenho dos países em competitividade e capacidade de design de acordo com o International Design Scoreboard e o Global Competitiveness Index

Fonte: Brasil (2014, p. 51)

Através do gráfico da Figura 14, que cruza a capacidade de design com o índice de competitividade global, observa-se os países latino-americanos (com menor desempenho em competitividade e capacidade de design) e o segundo grupo de países com desempenhos mais

elevados. “Com dados limitados, não é possível afirmar categoricamente que a capacidade de design tem impacto sobre a competitividade nacional. No entanto, é evidente a partir deste gráfico que existe uma relação positiva entre os dois fatores” (BRASIL, 2014 p. 51). Há um grande desenvolvimento neste setor, no Brasil, mas também há muitas fragilidades, em parte geradas pela baixa formalização e pela sua falta de organização.

Martins (2003) coloca que há quatro grandes tendências na indústria do vestuário que se combinam para definir estratégias competitivas: design (bens de luxo e estilo, incorporação de valores), manufatura enxuta (produção em fluxo contínuo sob encomenda), cadeia de valor (relações próximas e cooperativas para gerar vantagens competitivas) e foco no cliente (customização e qualidade).

Através do estudo do panorama do design no país (BRASIL, 2014) traçaram-se três cenários prospectivos, visando aumentar a competitividade dessa indústria. Assim, para esses cenários “Foram utilizados dois eixos condutores [de análise]: desenvolvimento do setor do design e a competitividade da indústria brasileira” (BRASIL, 2014, p. 187). A ideia central é estabelecer, inicialmente, o futuro desejado, posteriormente, a trajetória para alcançá-lo. “O alcance para o cenário ideal se caracteriza pelo acompanhamento de indicadores que impactem no cenário e na construção de um planejamento com mais riqueza de detalhes” (BRASIL, 2014, p. 187). Assim, os três cenários prospectivos seriam:

- conservador: mercado confuso e informal. Talentos marginalizados e alta estagnação profissional. Produção de conhecimento alta, porém com baixa qualidade. Ambiente político e institucional desorganizado e passivo. Investimentos e linhas de fomento com baixa compreensão e baixa articulação. Tecnologia desenvolvida e com grande dificuldade em aquisição.

- moderado: mercado em crescimento moderado. Talentos com valorização moderada. Produção do conhecimento com aproveitamento moderado. Ambiente político e institucional em alinhamento moderado. Investimentos e linhas de fomento com disponibilidade moderada. Tecnologia bastante desenvolvida, mas com pouco aproveitamento.

- otimista: mercado focado na inovação e alta competitividade da indústria. Talentos com alta valorização e alto índice de profissionalismo. Produção de conhecimento com alto aproveitamento da indústria. Ambiente político e institucional afinado com o setor de design. Investimento e linhas de fomento alinhados e voltados à competitividade. Tecnologia em crescimento elevado e de fácil acesso. (BRASIL, 2014, p. 192)

Analisando-se as implicações e opções dos cenários e “Para um estudo de opção, a sugestão é que o cenário moderado deve ser destacado para uma possível análise e planejamento”. Além disso, deve-se “[...] trabalhar sem considerar as implicações dos demais cenários, principalmente o conservador. Os reflexos de ambos os cenários [...] são onde os atores estratégicos e de governança terão que trabalhar para se chegar ao cenário otimista” (BRASIL, 2014, p. 192).

A importância do design no contexto social, cultural ou econômico atesta, também, seu potencial de crescimento para muitas indústrias que, aliado à inovação, dá condições de competitividade às empresas, ou seja, de poder concorrer em mercados saturados – leva-se em consideração, em termos de mercado, o preço, a qualidade e o design inovador (CNI, 1998). Assim, Santos (2000) resume:

Como é uma atividade recente no país, somente através de muito debate, incentivo à pesquisa e aperfeiçoamento do ensino e prática do design é que os profissionais e empresas da área poderão demonstrar o quanto competente e fundamental é a sua atuação para o crescimento da organização (SANTOS, 2000, p. 15).

Oliveira, Nagamatsu e Ferrari (2008) afirmam que, nas organizações têxteis, a competitividade estaria muito ligada à sobrevivência, crescimento e desenvolvimento contínuo de novos produtos, através de um projeto onde a empresa irá definir suas estratégias que visem à diferenciação e a qualidade, desde a produção de fios à confecção e venda de peças de roupa. Mendonça et alii (2013) explicam que o Brasil:

[...] apresenta ainda baixa participação na corrente de comércio internacional do setor têxtil. Todavia, o forte posicionamento ocupado pelo país no setor da moda estimula pesquisas de melhoria de processos de gestão de projetos e produção do setor, levando a crer que sua participação no cenário comercial mundial tende a melhorar com o passar dos anos (MENDONÇA et alii, 2013, p. 102).

Conforme o Centro de Design Paraná (2006), com relação à competitividade na indústria de vestuário, suas principais demandas em design são:

- disseminar a importância do design no desenvolvimento de produtos e serviços competitivos, através de cases de sucesso que disseminem o pensamento do design junto ao empresariado;

- aprimorar a articulação ao longo da cadeia têxtil para flexibilizar o setor, melhorando o atendimento às demandas do consumidor e a ampliação do mercado internacional, com a flexibilização da organização produtiva mais ágil e com maiores mudanças nas linhas dos produtos e nos termos de entrega;

- criar uma figura jurídica que enquadre as diferentes empresas do setor de design; - facilitar ações de suporte em gestão do design, dispondo de profissionais e agências competentes, ampliando a oferta de laboratórios e centros de excelência para dar suporte em design, tecnologia e melhoria de processos, bem como de escolas que estejam em sintonia com as empresas e que ofereçam programas de qualificação profissional a partir das peculiaridades de cada cadeia produtiva, aumentando a escolaridade da mão de obra (uma das mais baixas da indústria);

- buscar capacitação em gerenciamento de marcas (branding), com o fortalecimento de canais de distribuição, comercialização e operação dos pontos de venda;

- facilitar mecanismos de proteção às inovações contra cópias e a identificação de tendências de mercado, de comportamento do cliente e dos segmentos específicos, desenvolvendo estratégias de marketing e formas de comercialização;

- melhorar o investimento em P&D, logística e formação de redes integradas entre a indústria e o varejo, criando parcerias e alianças estratégicas para melhor expor o produto, para o desenvolvimento de novos produtos, para aquisição conjunta de matérias primas, etapas conjuntas de produção, entre outros;

- buscar maior colaboração com o setor de bens de capital, no desenvolvimento das tecnologias específicas em cada área;

- qualificar os pontos de venda (vitrinismo, iluminação, design de interiores, etc.) através de cursos especializados.

Conforme aponta Rech (2006) a competitividade na moda pode ser obtida pelo aperfeiçoamento do design, promovendo parcerias entre fornecedores e clientes, aumentando as exportações, reduzindo custos e melhorando a qualidade, modernizando o setor como um todo e valorizando aspectos intangíveis/imateriais. Feghali e Dwyer (2004, p. 141) prospectam que a grande vantagem competitiva na moda “[...] será a capacidade de mudar rapidamente com base na resposta do consumidor. O desenvolvimento de produto será rápido, orientado pela tecnologia e com foco apenas em funções de valores estratégicos”.

O entendimento da cadeia produtiva da moda evidencia que inúmeras organizações constituem seus diversos elos, com demandas particulares, estabelecendo sua importância econômica no país, entretanto, muito ainda precisa ser feito para aumentar o diferencial competitivo dessa indústria, como será demonstrado na sequência.

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