III.2. Mesures d’évitement des impacts (ME)
III.2.1. Présentation des espèces ciblées par la dérogation
Publicações que fazem a associação entre liderança autêntica e contexto extremo são recentes e escassas, como mostrou a revisão integrativa (Apêndice A). O resultado encontrado de um artigo (PERTESON et al., 2012) e um livro (KOLDITZ, 2007), publicados na literatura internacional, fazendo esta associação, demonstra a carência de estudos para estas duas abordagens associadas.
Um dos primeiros autores a abordar os dois temas foi Kolditz (2007), afirmando que a liderança autêntica é a mais recente e popular teoria acadêmica sobre liderança, cujos preceitos pregam que os líderes autênticos “[...] são pessoas confiantes, otimistas, de elevado caráter, e conscientes de seus próprios pensamentos, comportamentos, habilidades e valores” (p. 64).
Kolditz (2007) não cita autores para suas afirmações. Ele faz suas próprias observações para exemplificar características do líder como “real” e “verdadeiro” que, segundo o autor, são típicas da liderança autêntica. Os exemplos mostram situações em que o líder toma decisões
de executar as mesmas tarefas do seguidor e o faz indo junto ao campo, realizando atividades, que seriam próprias de execução de seu liderado. Com isso, ganha credibilidade do seu seguidor como quem é do mesmo time, com coragem de assumir os mesmos riscos, e, assim sendo, assume uma qualidade ou um requisito que considera como próprios da teoria da liderança autêntica.
As habilidades de liderança dos líderes autênticos, para Kolditz (2007), são forjadas com trabalho nos piores ambientes. Esses líderes estão atentos para encontrar em seus seguidores as mesmas características de autenticidade, mesmo em seguidores inexperientes, que necessitam apenas serem lapidados.
Líderes autênticos possuem as habilidades de serem mentores para aqueles que possuem pouca experiência ou ocupam uma posição mais enfraquecida no grupo, pois são capazes de sentir que, apesar de estarem no lugar certo, necessitam de direcionamento em suas ações. Qualidades como otimismo, esperança e resiliência são fundamentais para entender porque líderes autênticos conseguem de seus seguidores lealdade, obediência, admiração e respeito, exercendo, assim, uma influência poderosa sobre os mesmos, mantendo o grupo coeso para enfrentar as situações mais adversas em ambientes em que suas vidas correm perigo. Por sua vez, contextos extremos são locais ideais para se encontrar líderes autênticos, avaliar sua autenticidade ou desenvolver líderes autênticos (KOLDITZ, 2007).
Hannah (2012), por sua vez, indaga se existe determinado estilo ou modelo de liderança que seria mais eficaz para atuar em contexto extremo e que seria importante de ser ensinada aos líderes militares. O autor afirma que:
A doutrina militar não recomenda estilos de liderança específicos a serem usados por seus líderes, e que as definições de liderança, tais como aquelas usadas pelo Exército dos EUA e da Força Aérea, são bastante gerais, cujas definições e modelos genéricos de liderança normalmente são encontrados na literatura de liderança geral (HANNAH, 2012, p. 3).
O autor propõe que o contexto é que deve ser considerado único, porque impõe contingências, restrições e causas sobre o processo de liderança. A liderança depende do contexto, ou seja, modifica o contexto e modifica a liderança.
A relação entre liderança autêntica e a performance de seguidores em contexto extremo foi verificada por Peterson et al. (2012), a partir do resultado de dois estudos de campo separados em duas organizações: uma organização policial conduzindo operações de aplicação da lei e uma organização militar aplicando exercícios táticos. O primeiro estudo procurou fazer uma associação entre o estilo de liderança autêntica e o desempenho do seguidor e concluiu que seguidores que trabalhavam com líderes autênticos experimentaram mais emoções positivas e menos negativas do que os que trabalhavam com um líder menos autêntico. O segundo estudo explorou dois aspectos de positividade do seguidor: emoções positivas e capital psicológico do seguidor, composto de eficácia, esperança, otimismo e resiliência.
Ao verificar as emoções positivas do seguidor, constatou-se, parcialmente, o desempenho no trabalho do seguidor através da influência do líder sobre emoções positivas dos seguidores, ou seja, quanto mais autêntico o líder, maiores as emoções positivas. Ao examinarem a medida adicional de positividade do seguidor, que denominaram capital psicológico, como um mecanismo mediador potencial, os autores descobriram que a liderança autêntica pode prever o desempenho do seguidor no trabalho através da influência do líder sobre o capital psicológico dos seguidores e este efeito era independente do nível do clima organizacional positivo (PETERSON et al., 2012).
As conclusões da pesquisa apresentadas por Peterson et al. (2012) levaram a implicações teóricas. Por exemplo, os policiais são encorajados por seus superiores e seus pares a não manifestar emoções devido à natureza estressante de seu trabalho. No entanto, a supressão das emoções pode ser prejudicial para os sujeitos, pois envolve comportar-se sem ser autêntico ou verdadeiro consigo mesmo e com os outros. Então, líderes que encorajam expressão emocional autêntica podem conseguir um impacto mais positivo no bem estar e desempenho dos seguidores. Outro ponto importante ressaltado é que a liderança autêntica pode diminuir o efeito do estresse e dos desafios.
O comportamento de liderança autêntica, além de aumentar as emoções positivas de seguidores, também aumenta os aspectos cognitivos de positividade. Significa um aumento combinado dos níveis de esperança, otimismo, autoeficácia e resiliência nos seguidores (PETERSON et al., 2012). Os autores recomendam futuras pesquisas que continuem a aprofundar os estudos para entender como a liderança autêntica pode ser aplicada em contextos extremos e trabalho estressante para se resolver os desafios que se confrontam os líderes e seguidores.
3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Neste capítulo apresentam-se o método e os procedimentos da pesquisa.