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Prélot a été nommé rapporteur du projet de loi (n° 55, session 1968-1969), adopté par l'Assemblée nationale, modifiant

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A Estação de Ciências, locus deste estudo, funciona juntamente com a Escola do Campo do município e recebe o nome de Escola do Campo e Estação de Ciências Margarete Cruz Pereira (Figura 8).

Figura 8 – Escola do Campo e Estação de Ciências Margarete Cruz Pereira

Fonte: Acervo da pesquisa, 2014.

Localizada na comunidade rural de Alto Roda D’Água, Cariacica-ES, numa propriedade pertencente à Secretaria Municipal de Educação, com 503.430,24 m² de área territorial e perímetro de 2.991,95 m. Essa área situa-se entre a Reserva Biológica de Duas Bocas e o Monte Mochuara, a uma altitude aproximada de 500 m. O local possui um relevo acidentado e grande parte de seu espaço territorial é coberto por floresta (Bioma Mata Atlântica de altitude). É ligado ao centro urbano por dois trajetos de acesso: por Roda D’Água e pelo Vale Mochuara (Figura 9).

Figura 9 - Trajetos de acesso à Estação de Ciências

Fonte: Acervo da pesquisa, 2014.

Nas delimitações territoriais da propriedade, existem espaços que são utilizados para cultivo de café e árvores frutíferas como banana, jaca, jambo, limão, araçá, goiaba e jaboticaba, além de áreas de pastagem. A Escola do Campo e Estação de Ciências Margarete Cruz Pereira conta, ainda, com dois reservatórios de água, uma nascente, uma estrutura física que abriga: um mirante, um observatório astronômico, cozinha, refeitório, laboratório de informática, piscina, alojamento, vestiário, salas de aula, sala de professores, secretaria e uma quadra de esportes (Figuras 10 a 20).

Figura 10 – Piscina e prédio com o refeitório e o laboratório de informática

Fonte: Acervo da pesquisa, 2014.

Figura 11 - Refeitório

Figura 12 - Prédio com salas de aula, sala de professores e secretaria escolar

Fonte: Acervo da pesquisa, 2014. Figura 13 - Térreo do prédio das salas de aula

Figura 14 - Quadra de esportes

Fonte: Acervo da pesquisa, 2014.

Figura 15 - Sala de aula organizada para atividade da Estação de Ciências

Figura 16 - Reservatório de água

Fonte: Acervo da pesquisa, 2014.

Figura 17 - Visão do reservatório de água e de parte da Mata Atlântica

Figura 18 - Trabalho realizado pelos alunos da Escola do Campo sobre ervas medicinais e hortaliças

Fonte: Acervo da pesquisa, 2014. Figura 19 - Horta

Figura 20 - Telescópio do observatório astronômico

Fonte: Acervo da pesquisa, 2014.

A Escola do Campo funciona em 2015 com quatro turmas, 6º ao 9º ano do ensino fundamental, atendendo em média 100 alunos em horário integral, moradores dos bairros rurais vizinhos à unidade de ensino, na perspectiva de uma educação voltada para valorização do homem do campo e de seus conhecimentos.

Seus professores têm a carga horária semanal de 40 horas dedicadas a aulas, pesquisas, planejamentos, projetos interdisciplinares, acompanhamento dos estudos complementares dos alunos e desenvolvimento das atividades da Estação de Ciências.

A Estação de Ciências recebe outras escolas oferecendo circuitos dentro de trilhas da Mata Atlântica, nascentes, reservatórios e piscinas naturais, quadra esportiva, fazendinha, Horta Mandala, Observatório Astronômico, alojamento e outros. Também já recebeu instituições de pesquisa de outros lugares do Brasil para aulas de campo e para implementação de pesquisas científicas.

De arcordo com a proposta pedagógica da Escola do Campo e Estação de Ciências Margarete Cruz Pereira (2010), a Escola do Campo foi pensada e justificada desde 2005, em vários momentos, junto aos órgãos públicos municipais, por solicitação de produtores e moradores das comunidades da zona rural de Cariacica pelo desejo de formar seus filhos em valores e conheciment os que os façam sujeitos produtivos e geradores do trabalho no campo. Essa solicitação justifica-se, pois embora Cariacica esteja inserida na região metropolitana, ainda conserva traços marcantes de uma cidade desenvolvida a partir de um contexto rural, sendo 56% do seu território de área rural.

Aos poucos as interlocuções entre comunidade rural e governo foram se configurando positivamente e deu-se, em comum, a escolha do local para instalar a Escola do Campo. Foi indicada a aquisição do sítio Giriquitua, pertencente ao professor Paulo Costa, também proprietário de uma escola privada no bairro de Campo Grande, Cariacica-ES, que utilizava o sítio para atividades extraclasses da escola e para lazer familiar. No sítio, o professor Paulo Costa, por ter formação em Astronomia e uma grande fascinação por essa área, instalou um Observatório Astronômico denominado “Aristarco de Samos”, com um dos mais modernos telescópios do estado do Espírito Santo, como pode ser observado nos folders da antiga escola (ANEXO E).

Além da Escola do Campo, foi previsto funcionar também uma Estação de Ciências, com o objetivo de servir para pano de fundo de pesquisas e visitação das escolas, já que ela se encontra em local privilegiado em meio à mata Atlântica, visando a favorecer a materialização de um ensino voltado para educação do campo com qualidade, possibilitado pela indissociabilidade entre ensino, pesquisa, socialização e divulgação do conhecimento produzido.

Em janeiro de 2009 foi publicado o Decreto Municipal Nº 007/2009, criando a Escola do Campo e a Estação de Ciências, que começou a funcionar apenas com a Estação de Ciências em junho do mesmo ano, quando foi inaugurada recebendo o nome de Estação de Ciências Margarete Cruz Pereira, em homenagem a uma funcionária da Secretaria de Educação que veio a falecer ao final do expediente um mês antes do início de seu funcionamento (Figura 21). A Escola do Campo iniciou suas atividades letivas no ano de 2011.

Figura 21 - Placa de homenagem e inauguração da Estação de Ciências

Fonte: Acervo da pesquisa, 2014.

Percebendo a riqueza de possibilidades educativas da Estação de Ciências de Cariacica-ES, é que se propôs estudar esse espaço com o intuito de contribuir com caminhos para a Educação Científica municipal, entendendo, a partir dos estudos realizados, que práticas pedagógicas em espaços não-formais de Educação podem dinamizar e ampliar o ambiente escolar e o processo ensinoaprendizagem, relacionando teoria e prática, podendo favorecer um olhar crítico sobre a realidade e um fomento à Educação Científica.

5 O TRABALHO DE FORMAÇÃO/INVESTIGAÇÃO COM EDUCADORES DO

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