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Chapitre 2. Perturbations Conduites dans l'Electronique de Puissance

III.3. APPLICATION AU HACHEUR SERIE

III.3.2. Prédiction des perturbations CEM

Como esta pesquisa busca construir programa para organização da informação e como percebemos que mapa mental e mapa conceitual podem ser ferramentas para essa organização, apresentaremos estudo sobre tais ferramentas.

Muitos autores têm abordado a estratégia do mapeamento conceitual, desenvolvida por Novak, a partir de 1972. Essa estratégia consiste em uma técnica que enfatiza conceitos e suas relações à luz da Teoria da Aprendizagem, de Ausebel (MOREIRA, 2006, p. 118-119).

Mapa conceitual é um recurso esquemático para representar um conjunto de significados conceituais incluídos numa estrutura de proposições. Os mapas conceituais têm por objetivo representar relações significativas entre conceitos na forma de proposições. Uma proposição consiste em dois ou mais termos conceituais ligados por palavras de modo a formar uma unidade Semântica. Os mapas conceituais devem ser hierárquicos; isto é, os conceitos mais gerais e mais inclusivos devem situar-se no topo do mapa, com os conceitos cada vez mais específicos, menos inclusivos, colocados sucessivamente debaixo deles. A elaboração de mapas de conceitos é uma técnica para patentear exteriormente conceitos e proposições.

Por meio do software CMap Tools, criamos um mapa conceitual para representar o conceito anterior:

Figura 18: Mapa conceitual com representação metalinguística. Fonte: (VILARINHO, 2013)

Observe a figura a seguir que ilustra a organização dos conceitos no mapa conceitual:

Figura 19: Organização dos conceitos no mapa conceitual. Fonte: (MOREIRA, 2006)

conceitos superordenados; muito gerais e inclusivos.

conceitos subordinados; intermediários.

Nos retângulos, podem ser encontrados os conceitos mais relevantes; as linhas representam as relações entre os conceitos. Os conceitos superordenados mais gerais e inclusivos estão localizados no topo do mapa. Em seguida, há os conceitos subordinados aos anteriores, que são os intermediários nas relações hierárquicas. Os conceitos representados na última parte do mapa dessa figura são os específicos, pouco inclusivos ou podem ser também exemplos dessas relações.

Os mapas conceituais não são equivalentes a esquemas. Entretanto, na tentativa de encontrar exemplos de mapas conceituais, deparamo-nos com vários esquemas intitulados como mapas conceituais. Contudo, há uma distinção entre ambos. Mapa conceitual possui características, que: i) expõem os conceitos e as proposições fundamentais numa linguagem muito explícita e concisa, mostram as relações entre as ideias principais de um modo simples e vistoso, aproveitando a notável capacidade humana de representação visual; ii) realçam visualmente tanto as relações hierárquicas entre os conceitos e as proposições como as ligações cruzadas entre grupos de conceitos e proposições; iii) contribuem para organização do conjunto das relações conceituais e proposicionais que se deseja apresentar. Os esquemas geralmente misturam exemplos, conceitos e proposições numa matriz que pode ser hierárquica, mas que não é capaz de mostrar as relações de subordinação e supra-ordenação entre os conceitos-chave e as proposições. Pode-se também estabelecer relações cruzadas nos esquemas, mas essas não possuem o mesmo impacto visual que os mapas conceituais (NOVAK & GOWIN, 1984, p. 97-98).

O elaborador de um mapa conceitual precisa eliminar concepções alternativas, que, conforme os postulados de Novak & Gowin (1984, p. 36), significa “ligação entre dois conceitos que formam uma proposição falsa, ou uma ligação em que falta à ideia- chave que relaciona dois ou mais conceitos.”

Novak, Gowin e Moreira abordaram mapa conceitual como técnica didática, de avaliação e de análise de currículo. Esse mapa pode ser “ferramenta de organização do conhecimento, capaz de representar ideias ou conceitos na forma de um diagrama hierárquico, capaz de indicar as relações entre os conceitos, procurando refletir a organização da estrutura cognitiva sobre um determinado assunto”, segundo Lima (2004, p. 135).

Além disso, o mapa conceitual pode servir como componente da navegação hipertextual, funciona como um guia navegacional ajudando o usuário a caminhar pelos

links, o que construi uma rede de conhecimento, constituída de nodos e links. Os nodos representam os conceitos e os links representam as relações entre os conceitos. O mapa conceitual pode ser um suporte apropriado para a arquitetura de sistemas de hipertexto por possibilitar uma interface atrativa, interativa e fácil de ser utilizada, facilitando a navegação em redes semânticas (LIMA, 2004, p. 137).

Desse modo, o mapa conceitual pode ser definido como representação hierárquica gráfica de conceito, elaborado para mostrar as relações entre os conceitos. Pode servir como instrumento para recuperação de informação e organização de conhecimento e de informação, além de facilitar o entendimento das relações entre os conceitos do conhecimento no todo, o que contribui com a compreensão da estrutura de informações.

O mapa conceitual é útil em obras lexicográficas, terminológicas e terminográficas que empregam a ordem sistêmica, pois a construção desse mapa pode ser uma técnica aplicável para auxiliar a organização da informação. Ademais, quando essas obras estiverem em formato eletrônico ou on-line também podem utilizar o mapa conceitual para apresentar os links, que facilitam as consultas.

Observe o exemplo a seguir de mapa conceitual traçado por Novak e Gowin (1984, p. 33):

Figura 20: Modelo de mapa conceitual de Novak & Gowin (1984). Fonte: (NOVAK & GOWIN, 1984, p. 34)

O mapa conceitual ilustrado transmite a informação de que seres vivos se referem a um conceito superordenado em relação a plantas e animais. Esses conceitos subordinados possuem como característica comum conterem água, a qual é constituída por moléculas. O movimento dessas moléculas é aumentando por causa do calor e determina o estado da água que pode ser sólido, líquido, ou gasoso.

Na etapa de levantamento de exemplos de mapas conceituais, foram encontrados alguns que não estão de acordo com a definição do que realmente seja um mapa conceitual. É nítida a diferença entre o objeto denominado e objeto definido, sendo que muitos dos intitulados mapas conceituais representam apenas esquemas estruturados por campos associativos, sem ligação com os conceitos. Como exemplo disso, há a figura a seguir:

Figura 21: Esquema de representação do brasileiro. Fonte: (AMORETTI, 2001)

Esse esquema foi produzido por um aluno na tentativa de construir um mapa conceitual sobre etnias. Ao analisar a estrutura esquemática desta figura, notamos que, apesar de ter conceitos, ligações, proposições, não há relações hierárquicas, fator descaracterizador do que era para ser um mapa conceitual. O autor dessa figura apenas realizou relações associativas e não conceitual. Não houve representação de redes semânticas que evidenciassem hierarquias entre as unidades conceituais. O esquema formou um estereótipo, conceito que será abordado nesta pesquisa na seção sobre a Semântica Cognitiva.

Para organizar a informação e o conhecimento, além dos mapas conceituais, há mapa mental (ou memograma) que é uma ferramenta de organização de ideias por meio

de palavras-chave, cores e imagens em uma estrutura que se irradia a partir de um centro (TRIBOLI, 2004, p. 1). O psicólogo britânico Tony Buzan foi o criador da ferramenta mapa mental que pode ser usada como uma técnica de organização da informação. A técnica surgiu quando esse pesquisador descobriu que os alunos com notas satisfatórias eram aqueles que produzem esquemas representativos do conteúdo. A diferença entre o esquema e o mapa mental é o formato, visto que as caixas de diálogos são criadas no formato que o cérebro processa, por isso a diagramação é parecida com as ramificações de neurônios. Observe um exemplo de mapa mental por meio da figura subsequente:

Figura 22: Exemplo de mapa mental de Vilela (2002). Fonte: (VILELA, 2002, p. 4)

Essa figura mostra os benefícios de mapas mentais, tendo em vista que a forma organizada de apresentar as ideias estimula o pensamento, a memorização e o aprendizado; facilita a comunicação e o trabalho; gera efeitos positivos no cérebro do leitor.

A construção do mapa mental se fundamenta em três conceitos: irradiação de ideias, hierarquia e fluxo. A irradiação de ideias consiste em associar ideias relacionadas entre si, de forma análoga ao conceito de hipertexto, usado na Internet. Ou ainda, para fazer uma analogia com a natureza, as ideias são organizadas de forma semelhante aos galhos de uma árvore, ou ramificações de neurônios. Hierarquia consiste em estabelecer uma ordem de importância para o assunto considerado, e fluxo consiste no desdobramento do assunto em seus detalhes. O uso de palavras-chave devidamente

organizadas e articuladas em uma estrutura reduz a quantidade de informação, se comparada com as palavras necessárias para dar sentido a um texto (TRIBOLO, 2004, p. 2).

De acordo com Triboli (2004, p. 1):

Os mapas mentais podem ser usados em qualquer situação que apresente uma estrutura de relações. Seu uso desenvolve a habilidade de organizar e aplicar conhecimentos. Sua estrutura favorece a liberdade de pensamento e, consequentemente, a criatividade. Outro benefício importante é que os mapas mentais explicitam o não-saber, ou seja, evidenciam com precisão os elementos que faltam em sua estrutura. Com isso seu usuário fica alertado para buscar e completar as informações que ainda faltam para completar a compreensão do sistema. A título de exemplo, mapas mentais são úteis para solução de problemas, tomadas de decisão e estudo de qualquer assunto. [...] A elaboração de mapas mentais como diagramas auxiliares de construção de sentido pode facilitar bastante o aprendizado.

O mapa mental nos conduz a buscar as corretas relações e dependências entre temas e tópicos, além de reduzir a quantidade de símbolos com que temos de lidar e ainda por nos permitir ter uma visão geral em um único campo visual (VILELA, 2002).

A diferença entre mapa conceitual e mapa mental é a forma de organização. Mapa mental se baseia em relações coordenadas que podem ser apenas associativas. Mapa conceitual é construído para apresentar relações hierárquicas, que são subordinadas entre si.

Segundo Oliveira (2010, p. 52),

há uma relação direta entre a associação e a analogia. Em muitos casos, para estabelecer uma relação analógica, é feita uma relação associativa e vice- versa. Ambas são de caráter psicológico e semântico e possuem identidade de relações. Os agrupamentos de lexemas que essas relações unem estão relacionados por terem características em comum ou algum tipo de liame.

Ao elaborar um dicionário analógico em formato eletrônico, percebemos que a sistematização da parte onomasiológica da obra pode ser feita por mapas mentais, uma vez que as relações entre os lexemas são regidas por associação. O mapa mental é uma ferramenta que pode ser usada no dicionário analógico por possibilitar a organização da informação de forma atrativa.

Em síntese, neste capítulo, realizamos uma revisão da literatura útil como pressuposto teórico para a resolução de nossa problemática da pesquisa: propor um modelo de dicionário analógico, de modo que as analogias não fossem feitas aleatoriamente, evitando, assim, que esse dicionário se tornasse subjetivo em excesso. Para isso, retomamos os conceitos de signo linguístico, identificando as entidades que o

constituem. A revisão das entidades constituintes do significado se fizeram necessárias para que, no modelo de dicionário analógico, possamos perceber as entidades que devem reger as analogias. Como o modelo precisa de ferramentas de tecnologia da informação para ser implementado, decidimos que o mapa mental pode ser um instrumento para o processamento dos dados de parte do dicionário.

No próximo capítulo, apresentamos nosso entendimento acerca de analogia, avaliamos dicionário analógicos e postulamos como devem ser estabelecidas as analogias em dicionário analógico.

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