Português
As aulas de Português foram lecionadas nas seguintes datas: 21.11.2012, 5.12.2012, 23.1.2013, 6.2.2013, 27.2.2013, 6.3.2013 e 12.4.2013. Cada uma delas tinha objetivos diferentes e tinha como âmbito o desenvolvimento de várias competências através dos conteúdos propostos por Seixas et alii (2001). Começaremos precisamente por analisar as estratégias implementadas e as competências desenvolvidas.
Tendo em conta que o nosso tema estava direcionado para a oralidade, também as competências trabalhadas se relacionavam com ela. Portanto, as mais visadas foram a compreensão e a expressão oral.
No entanto, ao longo da prática pedagógica, tivemos sempre consciência da importância da competência estratégica, “transversal ao currículo”, para a formação de indivíduos cada vez mais autónomos “no processo de construção das próprias aprendizagens” "(saber como se faz, onde, quando e com que meios)”. De resto, essencialmente na sexta aula, demos oportunidade aos alunos para que pudessem desenvolver “conhecimentos de processos de consulta e pesquisa em vários suportes (incluindo a Internet)”, nomeadamente através da pesquisa autónoma de informação na biblioteca escolar. Além disso, foi prática sistemática o trabalho relacionado com a aquisição de “conhecimentos de processos de organização da informação (apontamentos por palavras-chave, frases curtas; resumo; esquemas e mapas)” (idem: 8), aquando da visualização
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dos vídeos, da exploração das fichas práticas, da preparação das atividades a desenvolver e na realização das mesmas.
Não obstante, importa referir que a implementação do debate como atividade de interação oral fomentou também a formação dos alunos para a cidadania (“competência transversal ao currículo”), uma vez que “a inserção plena e consciente dos alunos passa por uma compreensão e produção adequadas das funções […] reguladora, interaccional, […] e imaginativa da linguagem”. Além disso, a troca organizada de opiniões e a defesa fundamentada de visões pessoais apela ao “desenvolvimento de um espírito crítico [e à] construção de uma identidade pessoal, social e cultural”, “valores e atitudes conducentes ao exercício de cidadania”. A manutenção de atividades desta natureza, além da análise conjunta de situações de comunicação reais (ex.: discurso do jogador Cristiano Ronaldo e de João Trocado, análise da influência discursiva de George W. Bush e de Hitler), permite que os alunos possam “afirmar a sua personalidade sem deixar de aceitar e respeitar a dos outros”, levando-o, portanto, “a saber viver bem consigo e com os outros” (idem: 8-9).
Relativamente ao Projeto de Intervenção, eram quatro os objetivos propostos: (1) diagnosticar as principais dificuldades na interação oral dos alunos em língua materna e em língua estrangeira, (2) promover uma atitude de reflexão sobre o erro no processo de ensino- aprendizagem, (3) desenvolver uma maior autonomia da interação oral em línguas, fomentando a consciencialização para a utilização de estratégias de comunicação diversificadas e, finalmente, (4) avaliar o resultado final das estratégias utilizadas sob a ótica do professor e dos alunos.
No que concerne ao primeiro objetivo, tentámos dar-lhe resposta nas primeiras duas aulas, através do diagnóstico em ação. No entanto, esta fase tinha sido já iniciada através da observação de aulas da orientadora cooperante. De resto, este foi um período de suma importância, pois acabámos por repensar as atividades que estavam inicialmente planeadas.
O segundo objetivo foi alcançado através do constante diálogo sobre a prestação dos discentes. Além disso, o uso de grelhas de auto e heteroavaliação permitiu que estes pudessem avaliar de forma mais consciente e significativa a sua prestação e a dos colegas, potenciando assim a reflexão comum da mesma.
O terceiro objetivo, pelo seu caráter geral, abrangeu toda a Intervenção Pedagógica, desde a fase inicial até à final. De resto, aliado aos conteúdos propostos por Seixas et alii (2001: 10-11),
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explorámos algumas estratégias que certamente levariam os alunos a comunicar melhor em situações concretas de comunicação (não só nas atividades propostas – debate e entrevista – mas também na vida fora do ambiente escolar).
Finalmente, demos resposta ao quarto objetivo na fase final da prática pedagógica, através da avaliação final dos discentes e da professora, através dos instrumentos inicialmente previstos:
Espanhol
Depois da reflexão das aulas de língua materna, passamos agora para a disciplina de Espanhol. Tendo em conta que se trata de áreas distintas (língua materna e língua estrangeira), tanto os conteúdos como as estratégias colocadas em prática tiveram um cariz e uma aplicação diferente. À semelhança do subcapítulo anterior, em primeiro lugar analisaremos os conteúdos abordados, passaremos depois à explicitação das estratégias aplicadas, das competências desenvolvidas e da sua relação com o Projeto de Intervenção inicial, acabando finalmente com autoavaliação de todo o processo referente ao Espanhol.
Apesar de o tema do Projeto de Intervenção ser a interação oral, na disciplina de Espanhol explorámos também outras competências. No entanto, estas não foram trabalhadas como fim em si mesmas, mas antes ao serviço da interação oral e da preparação das atividades de grupo.
Assim sendo, além do nosso tema, explorámos a compreensão auditiva (interpretação de diálogos e de vídeos), a compreensão leitora (leitura de imagens e associação de frases / diálogos), expressão escrita (criação de diálogos através de um input) e exposição oral (resultados obtidos nas diversas atividades de interação oral).
No que diz respeito aos objetivos a que nos propusemos no nosso Projeto de Intervenção, pensamos ter dado resposta aos quatro. Relativamente ao primeiro objetivo (“diagnosticar as principais dificuldades na interação oral dos alunos em língua materna e em língua estrangeira”), tentámos fazê-lo em ação, ou seja, no decorrer das atividades propostas, para que, desta forma, obtivéssemos informações específicas e concretas sobre o nosso grupo-meta. De resto, completámos esta modalidade através do preenchimento de um questionário de avaliação sobre as características dos alunos, que nos permitiu perceber as personalidades de cada um, importantes na manutenção de interações.
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O segundo objetivo (“promover uma atitude de reflexão sobre o erro no processo de ensino- aprendizagem”) foi cumprido através da prestação sistemática de feedback aos alunos, além de uma desvalorização do erro oral, tendo em conta as situações de comunicação. Desta forma, abordámos uma nova perspetiva sobre o erro, fazendo com que os discentes o vissem não como um entrave, mas como uma oportunidade de evolução. De resto, tentámos sempre que as correções inevitáveis a fazer fossem o mais naturais possível, evitando retirar a palavra aos alunos. O terceiro objetivo (“desenvolver uma maior autonomia da interação oral em línguas, fomentando a consciencialização para a utilização de estratégias de comunicação diversificadas”), por sua vez, foi aplicado ao longo de toda a Intervenção Pedagógica. Tal como referimos, a introdução da figura do “agente secreto”, a valorização dos gestos e da reformulação em espanhol em detrimento da língua materna, além da criação de situações hipotéticas em sala de aula, foram algumas das estratégias implementadas que visavam a diminuição da incidência do Português.
Finalmente, no que concerne ao quarto e último objetivo (“avaliar o resultado final das estratégias utilizadas sob a ótica do professor e dos alunos”), este foi cumprido através dos instrumentos de avaliação implementados (descritos no capítulo 2 deste documento), que nos forneceram um conjunto de dados importantes para a avaliação final dos alunos, da professora estagiária e de toda a Intervenção Pedagógica.
2.1.4.2. Análise dos resultados na fase de implementação e na fase final de