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4. Hypothèse de recherche et objectifs des travaux

1.1 Préambule

Na perspectiva da aprendizagem social, segundo Albert Bandura (1977, 2001), estão implícitos fatores pessoais, contextuais e comportamentais, com potencial determinante, que oportunizam que o sujeito controle suas ações, suas escolhas pessoais e comportamentais para a aprendizagem. Na auto-regulação, o comportamento depende “do mundo simbólico interno, da capacidade de previsão das conseqüências do comportamento de um sistema auto- regulatório que abarca um sistema auto-recompensador e um sistema autoprodutivo” (LA ROSA, 2001, p. 72).

Bandura (1977) diz que o sujeito é considerado habilitado à auto-regulação de sua aprendizagem, quando desenvolve critérios internos de desempenho que conduzem a ações autônomas, encaminhando possibilidades de auto-avaliação e de auto-recompensa. Um dos critérios para que a aprendizagem auto-regulada ocorra é trabalhar na auto-observação, que monitora o comportamento. Outro critério igualmente importante é a auto-avaliação, que permite refletir e avaliar o desempenho e leva à conquista de resultados e, portanto, à auto- eficácia. A visão social cognitiva da auto-regulação realça a importância da crença na auto- eficácia, na atribuição causal e na conquista de metas estabelecidas para a regulação do comportamento direcionado ao acompanhamento da tarefa.

Nas teorias relacionadas com a atribuição de causalidade, a auto-regulação está articulada com o pressuposto que o sujeito se interessa por compreender as causas dos acontecimentos, a fim de poder prever o futuro e exercer certo grau de controle sobre suas ações planejadas e intencionais. As atribuições de causalidade influenciam as expectativas de ações futuras e de suas conseqüências, assim como as emoções. Para que os sujeitos estejam aptos a auto-regularem suas ações, o estágio de desempenho de suas intenções de trabalho

deve estar atribuído à sua confiança na auto-eficácia, eles devem estar certos de que, ao iniciarem algo, irão atingir com sucesso o comportamento desejado (BANDURA, 1977).

A auto-regulação pretende expandir a liberdade de agir, capacitando as pessoas para servirem como apoiadores eficazes de si mesmas no percurso de suas vidas, selecionando, influenciando e construindo suas próprias circunstâncias e possibilidades. A aprendizagem por observação e auto-observação permite a aquisição de regras, conceitos e estratégias de seleção para o processamento da informação, da tarefa (BANDURA, 1977). Nesta teoria, o educador/pedagogo é alguém que representa um modelo de comportamento, um modelo verbal e um modelo simbólico aos aprendizes. Esta abordagem acentua a importância dos processos: vicários (aprendizagem através da observação e da auto-observação do comportamento e de suas conseqüências); simbólicos (modelos encontrados nos livros que representam algo) e auto-regulatórios (capacidade de agir e auto-organizar suas ações mediadas pelo educador).

Para que os aprendizes estejam aptos a auto-regularem o estágio de desempenho de suas intenções de trabalho, precisam acreditar que, ao iniciarem algo, irão atingir com sucesso o comportamento desejado (BANDURA, 1977). A teoria da aprendizagem social supõe que o ser humano, por possuir a capacidade de autodireção, seja capaz de agir intencional e reflexivamente. O saber agir dá ênfase ao termo ‘agentividade’16, encontrado, predominantemente, nas contribuições sobre auto-regulação, desenvolvidas de acordo com a teoria da aprendizagem social ou sócio-cognitiva de Bandura (1977). Agentividade significa a capacidade que o sujeito o tem de começar a fazer escolhas e a agir sobre estas escolhas.

Os psicólogos da educação, na área da aprendizagem auto-regulada, esperam realizar o conhecimento da “combinação das habilidades de aprendizagem escolares e o autocontrole que facilita a aprendizagem, que torna os alunos mais motivados, em outras palavras, eles têm a habilidade e a vontade para aprender” (WOOLFOLK, WINNE & PERRY, 2000, p. 384). A auto-regulação pretende dar liberdade de ação, capacitando as pessoas para agirem como auxiliares no curso de suas vidas, influenciando e construindo suas circunstâncias vitais.

Se a agentividade é a capacidade das pessoas de fazerem escolhas e agirem sobre estas escolhas, ela se enquadrada como liberdade para a pessoa decidir o que é bom, ou não, para si mesma. Bandura (1997, 2001) enfatiza, em seus trabalhos sobre a eficácia da agentividade, que ela inclui em seu núcleo “o poder de originar ações para propostas oferecidas” (BANDURA, 1997, p. 3) pela “confiança na eficácia pessoal”. Por ser a

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agentividade a capacidade de agir de forma autodeterminada exercida como auto-regulação, para atingi-la aposta-se no importante componente volitivo – a auto-eficácia. A agentividade como a auto-regulação é tanto determinada quanto determinante. A autodeterminação agentiva é uma capacidade emergente de pessoas em desenvolvimento e, portanto, resulta da participação de seres humanos biológicos em práticas sócio-culturais.

A teoria sócio-cognitiva apresenta aspectos que são considerados pela auto-regulação como um nível de domínio específico de habilidades adquiridas, as quais dependem de alguns processos de tarefas dependentes, tais como planejamento, estratégia, proficiência motora de desenvolvimento e automonitoramento (SCHUNK e ZIMMERMAN, 1994). O ensino dirigido ou planejado pelo professor pode focalizar o processo de auto-regulação cognitivo- comportamental-motivacional dos aprendizes e levar à aquisição de um tipo de competência auto-regulatória, na interação social com o outro (SCHUNK e ZIMMERMAN, 1994). Esta abordagem conserva, no entanto, as dualidades professor versus aprendizes, pessoal versus social, pois implica aspectos existentes no contexto, implica a existência de modelos vivos, representativos ou simbólicos.

Ao refletir sobre a situação específica da relação professor e aprendiz, em qualquer local de aprendizagem (na sala de aula ou no espaço de trabalho), entende-se que a atuação do profissional envolvido tem ênfase no encorajamento dos sujeitos para examinarem suas atividades auto-regulatórias, engajados ativamente nas tarefas e discussões, na construção de estratégias e habilidades cognitivo-comportamentais, desta forma, eles promovem a auto- regulação agentiva. O agir do sujeito com o mundo, mediado pela atuação do professor, promove a auto-regulação da aprendizagem.

Toda a abordagem de ensino (onde quer que ele aconteça) que favoreça a auto- regulação da aprendizagem é consistente com a agentividade, por ser determinada pelo engajamento ativo nas práticas sócio-culturais de fazer e de conhecer, as quais encorajam o empenho em direção à resolução das preocupações e problemas que se experienciam no curso das ações vividas (MARTIN, 2004).

Segundo a teoria exposta, para que os aprendizes estejam aptos a auto-regularem o estágio de desempenho de suas intenções de trabalho, precisam atribuir a si mesmos confiança na auto-eficácia o que se dá quando, ao iniciarem algo, percebem a possibilidade de atingirem com sucesso o comportamento desejado (BANDURA, 1977). Esta forma alternativa de ação educativa enfatiza o engajamento ativo dos aprendizes com suporte dos educadores/pedagogos que os encorajam à experimentação auto-regulada da aprendizagem.

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