3.4 Techniques modulo pour les jeux de bisimulation standard
3.4.2 Pour la bisimulation faible, préordres contrôlés
“A realidade toda da palavra é absorvida por sua função de signo. A palavra não comporta nada que não esteja ligada a essa função, nada que não tenha sido gerado por ela. A palavra é o modo mais puro e sensível de relação social” (BAKHTIN, 2002, p. 36).
Para a geração dos dados serão utilizados os seguintes instrumentos: entrevistas com os participantes, minhas observações de campo e meu diário de campo. Em conformidade com as palavras de Bakhtin (2002), acima, pensamos que para a geração dos dados dessa pesquisa, é necessária a compreensão sobre a importância da fala dos sujeitos, uma vez que a fala tem a potencialidade de revelar “condições estruturais, de sistemas de valores, normas e símbolos (sendo ela mesma um deles) e, ao mesmo tempo, ter a magia de transmitir, por meio de um porta-voz, as representações grupais, em condições históricas, socioeconômicas e culturais específicas” (MINAYO, 2007, p. 204).
Assim, foram utilizados os seguintes instrumentos: a Entrevista aberta ou em profundidade, a Observação Participante e o Diário de Campo para complementar as
informações das entrevistas que servirão de exemplos para possíveis respostas dos objetivos propostos.
Nessa perspectiva, a técnica da Entrevista pode ser considerada como conversa que buscam alcançar um objetivo ou finalidade, mas que também pode ser caracterizada pela sua forma de organização. Dentre as formas de organização, encontra-se a Entrevista aberta ou em profundidade, “em que o informante é convidado a falar livremente sobre um tema e as perguntas do investigador, quando são feitas, buscam dar mais profundidade às reflexões” (MINAYO, 2007, p. 262).
É um tipo de entrevista não estruturada, em que um roteiro invisível serve de orientação para o pesquisador e não de controle da fala dos sujeitos entrevistados. No processo de entrevista o pesquisador procede com base numa espécie de esquema mental (pensamento) intencionando sempre encontrar os fios condutores para o aprofundamento da conversa (Idem), que fornecem evidências das perspectivas dos sujeitos, bem como, a revelação de indicadores para os objetivos do pesquisador, conforme os pressupostos teórico-metodológicos de Erickson (1988).
Para tanto, para o processo de análise é importante analisar a estrutura da entrevista e fazer referências cruzadas para atender o que se investiga sobre os participantes (LUMMIS, 1998, apud RIOS, 2007). Nesse processo investigativo, a entrevista pode ser acompanhada da observação, como técnica ou método que pode funcionar para a construção do conjunto das informações.
Desse modo, a Observação Participante (participativa) é a forma de observação que melhor atende a presente pesquisa, uma vez que, partimos do princípio de que, ao mesmo tempo, que este modo de observação colabora para a construção das informações, também é oportuno para que o pesquisador seja ativo na relação com os participantes. Pois, como afirma Schwart & Schwart, citados por Minayo:
Definimos observação participante como um processo pelo qual mantém-se a presença do observador numa situação social, com a finalidade de realizar uma investigação científica. O observador está numa relação face a face com os observados e, ao participar da vida deles, no seu cenário cultural, colhe dados. Assim, o observador é parte do contexto sob observação, ao mesmo tempo modificando e sendo modificado por este contexto (SCHWART & SCHWART, 1995, p. 355, apud MINAYO, 2007, p. 273-274).
De modo semelhante à citação acima, define Erickson (1988, p. 14): “a natureza da observação participativa é indicada pelo próprio termo no qual o método envolve participação ativa com aqueles que são observados”. Mas, a observação participativa pode funcionar de modos variados, em que o pesquisador pode ter participação mínima tanto em tempo como em ação, estando presente no espaço da pesquisa, nos eventos ocorrentes e na elaboração de descrições sobre as situações que participa, ou pode ter uma participação ativa e profunda, com adoção de hábitos, forma de atuação solidária e vivência do cotidiano do espaço social da pesquisa, mas sem perder de vista a “objetividade” da pesquisa, uma vez que esta se estabelece nas relações com os participantes.
“Porém, a ênfase na observação participativa é tentar entender os eventos e pessoas enfaticamente adotando os papéis e perspectivas daqueles que se estuda. (...) evitar uma pressa de julgamento avaliativo, ao menos na primeira visão de um novo evento” (ERICKSON, 1988, p. 14).
Assim, para que se evite um pré-julgamento sobre a observação de um novo fato é importante, também, que sejam realizadas notas de campo em que podem ser feitas descrições de comportamentos verbais ou não verbais e outras informações sobre os sujeitos, que podem ser registradas no Diário de Campo do pesquisador.
O Diário de Campo, segundo Minayo (2007, p. 295): “nada mais é do que um caderninho de notas, em que o investigador, dia por dia, vai anotando o que observa e que não é objeto de nenhuma modalidade de entrevista”. Assim, o pesquisador, além da descrição das notas de campo, “pode incluir breves passagens de especulação teórica sobre o significado do que foi observado, bem como breves notas sobre as reações emocionais” (ERICKSON, 1988, p. 16) dos sujeitos participantes.
O diário de campo é uma ferramenta investigativa que funciona para o registro das perspectivas e impressões do pesquisador sobre os comportamentos contraditórios com a fala ou sobre o observado, bem como as manifestações de afetos positivos ou negativos nas relações. Esses registros funcionam como acervo de notas que podem dar mais veracidade à pesquisa de campo (MINAYO, 2007).
Desse modo, a utilização da Entrevista aberta ou em profundidade, a Observação participante e o Diário de Campo funcionaram como instrumentos que possibilitaram a construção das informações pretendidas, bem como a viabilidade
para interpretações pertinentes à construção do diálogo entre sujeitos e objetos da pesquisa, pois como nos diz Gamboa:
(...) instrumentos como entrevistas abertas, relatos, depoimentos, documentos que não fecham a interpretação num único sentido (paráfrase), (...), permite o jogo de sentidos (polissemia). Dessa forma, se torna necessária a elaboração, a posteriori, com base nos sentidos mais fortes e mais permanentes um quadro de conceitos ou categorias abertas que permitam a definição de um horizonte de interpretação. Na busca dos sentidos, além desse horizonte, também é necessária a recuperação dos contextos sociais e culturais onde as palavras, os gestos, os símbolos, as figuras, as diversas expressões e manifestações humanas têm um específico significado (GAMBOA, 2003, p.399).
Portanto, a partir da análise do autor a pesquisa empírica foi desenvolvida no interior de um contexto educacional histórico e culturalmente construído, onde foi possível ver crescer as nuanças, os detalhes, os sentidos e significados do objeto de investigação, junto aos sujeitos estudados, conforme o procedimento descrito abaixo.