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3.3 Economic and social drivers
3.3.1 Population growth and urbanization
Segundo Oliveira (2007), através do Círculo Hermenêutica Dialético se constrói um novo conhecimento, o qual a referida autora chama de “realidade”. Esse produto final se aproxima o mais perto possível da realidade pesquisada, pois os dados que o compõem são validados pelos próprios sujeitos pesquisados em um evento de culminância que, segundo Oliveira (2007) configura uma validação da realidade pesquisada.
No momento de culminância, os professores têm acesso a todas as sínteses que compuseram a realidade apresentada no término do desenvolvimento do CHD. Nesse momento os professores, sem revelar as suas identidades, buscam se localizar nas falas transcritas nas sínteses, a partir de então, abre-se uma discussão para que os professores expressem suas opiniões a respeito do exposto.
Nessa expressão os professores podem incluir ou retirar alguma fala, se entender que essa não representa o que de fato eles tinham a intenção de expressar. Essa dinâmica permite eliminar ao máximo a subjetividade do autor, a qual pode ter o influenciado na transcrição das sínteses das entrevistas, essa subjetividade que tem sido bastante criticada em pesquisas que privilegiam a abordagem qualitativa. Para Oliveira (2007) esse momento é crucial para CHD, pois garante efetivamente a veracidade da realidade que o processo investigativo revela.
A culminância aconteceu na sala dos professores, no dia 21 de julho de 2017, no horário das 14h 30min às 15h 45min e contou com a presença dos quatro professores entrevistados, da coordenadora de ensino representando a direção do colégio e do pesquisador.
Salientamos que a viabilidade do encontro se deu por ocasião do dia e horário do evento de culminância coincidir com o horário de aula atividade dos professores, horário esse destinado para os professores estarem na escola desenvolvendo
atividades pedagógicas extraclasse, isto é, participando de reuniões, capacitação ou formação e planejamento de aula.
O encontro foi iniciado pelo pesquisador apresentando as unidades de análise em apresentação projetada e fazendo as devidas considerações sobre cada uma delas. Deixando claro que a discussão estava aberta e que cada professor tinha liberdade para questionar, retirar e até mesmo retirar algo se não se sentir totalmente representado.
Quanto às concepções sobre saberes docentes, P1 sinalizou que “de fato não lembrava ao certo o que vinha a ser”. Já P2 afirmou: “não me recordo ter visto o termo saberes docente em momento algum de minha formação”. Por outro lado, P3 e P4 concordaram que fizeram confusão com suas definições, porém afirmaram que tinham consciência do que se tratava, conforme os trechos a seguir:
P3: Eu sabia, mas não sabia dizer com as palavras corretas. P4: Era isso que eu estava tentando falar, mas não lembrei disso.
Já sobre a concepção sobre o Ensino de ciências na Contemporaneidade, todos os professores se sentiram comtemplados com a realidade que expressava a ideia de processo formativo crítico-social. No entanto, quando foram apresentadas as concepções as concepções de Meio Ambiente, houve professor como P1 que concordou com a realidade apresentada, a qual ressaltava a ideia de pertencimento a esse Meio Ambiente. Porém, alguns outros como P2 e P3 reconhecem, mas de maneira muito sutil, as suas concepções fragmentadas.
P2: Não acho que nós somos o próprio Meio Ambiente. P3: Eu só relaciono os assuntos com o tema Meio Ambiente.
Por outro lado, P4 afirma explicitamente “tinha uma concepção que até relacionava o Ambiente e nós, porém, reconheço que não tinha uma concepção que considerava a ideia de pertencimento, refleti sobre esse posicionamento de P1 e vou trazer muito para minha prática docente e, sobretudo, para minha vida.
Outro momento de bastante discussão se fez quando foram apresentadas as concepções a respeito da contribuição que os documentos oficiais trazem para auxiliar os professores no trabalho com o tema transversal Meio Ambiente. No que
tange aos PCN, todos concordaram ter uma relação bem distante com as orientações desse documento. Nesse momento P1 continua irredutível ao afirmar que: “[...] os PCN não levam em consideração a subjetividade de cada aluno, professor ou ambiente escolar, por esse motivo, não uso e estou certo que todos os outros também não usam”. Todos os outros não contestaram a colocação de P1, no entanto, ninguém se manifestou oralmente.
Já com relação ao PPP, os professores discordaram quanto à existência. P1 continua afirmando que nunca viu esse documento no colégio e acrescenta “gostaria de saber onde esse P3 encontrou esse documento para que eu pudesse também ter acesso”. Nenhum outro professor se manifestou respondendo ao professor. Vale ressaltar que a coordenadora de ensino, presente neste encontro afirmou informalmente que não existe proposta para o trabalho com o tema transversal Meio Ambiente, não se manifestou sobre o assunto.
No tocante as estratégias didáticas que são mobilizadas para o trabalho com o tema transversal Meio Ambiente, todos os professores concordaram com a realidade apresentada, de modo que reconheceram que suas estratégias perpassam, na grande maioria das vezes, apenas o campo conceitual e procedimental.
Sobre isso, P1 fez a seguinte colocação: “Talvez seja por isso que nas sugestões aparecem tantas estratégias que visam um nível atitudinal de construção do conhecimento como, por exemplo, desenvolvimento de projetos”. Nesse sentido, P4 acrescenta:
P4: [...] o fato de minhas práticas estarem limitadas a um nível conceitual ou procedimental de construção do conhecimento se explica, justamente, pela dificuldade de desenvolver projetos que envolvam a realidade social do ambiente do colégio e do povo que o compõe.
Contudo, entendemos que a realidade expressada pelo CHD, de fato revelou uma realidade que traduz quais saberes vem sendo mobilizados para se trabalhar o tema transversal Meio Ambiente. Por tabela, transparecemos também as concepções dos professores de ciências sobre esse processo formativo e sobre o tema Meio Ambiente.