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Dans le document The E-Learning Challenge (Page 23-28)

No Brasil os PqTs começaram a ganhar forma e força a partir da década de 80, com políticas governamentais. O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) começou a investir para desenvolver na capacidade do país em P&D, e para melhorar os processos de inovações tecnológicas, suprindo a falta de processos tecnológicos no país.

Os primeiros parques se instalaram na região Sudeste do Brasil, mais precisamente no estado de São Paulo, com o parque de Campinas, São José de Campos e São Carlos, difundindo posteriormente para outras áreas da região e do país. Segundo Lima (2015, p. 10) estes PqT se concretizam, em algumas regiões do pais. “No entanto, essa nova modalidade de localização industrial emerge em alguns pontos do país”. Dada a maior concentração das forças produtivas na região sudeste, é nesta região, particularmente em São Paulo, onde se firmam os polos mais dinâmicos, como o de Campinas e São José dos Campos, entretanto outras regiões do país têm neste segmento seu desenvolvimento.

Para que os PqT no Brasil se consolidem cada vez mais, Oliveira (2014) esclarece que no momento atual do capitalismo novas formas de manter a lógica da competitividade e da lucratividade se dará com os avanços tecnologicos que impulsionam o mercado a produzir objetos tecnicos, que envolve a sociedade na busca maior por inovações.

Os parques se concentram, em maior número, em grandes áreas populacionais e educacionais do país, e mesmo que eles se materializem nestes centros outras regiões, mesmo que tardiamente, concentram nos atores e neste elemento a busca pelo seu desenvolvimento. Para Lima (2015) em países semiperiféricos, ainda existe uma lacuna entre os países ricos e os países atrasados, além de criar e inovar produtos para diminuir as importações, também se tem por objetivo tornar as universidades mais capazes, compensando os investimentos realizados, especialmente nestes tempos em que a ciência é cada vez mais comandada pela produção.

Nestas últimas décadas aumentou no país a formação destes profissionais, entretanto a educação ainda carece de programas políticos educacionais, desde a educação básica até o ensino superior na formação de

um aluno pesquisador. Tartaruga (2010) esclarece que a universidade parece ser um espaço propício para a formação permanente de inovações tecnológicas, pois possibilidade uma dinâmica de interação e de aprendizagem com empresas e outras instituições, contribuindo para o desenvolvimento de inovações tecnológicas, sociais e territoriais, e neste conjunto tornar o elemento do bem-estar social, da competitividade econômica e a sustentabilidade ambiental do respectivo território.

Nos últimos anos vem aumentando consideravelmente o número de PqTs no Brasil. Segundo o Ministério da Ciência Tecnologia Inovações e Comunicações(MCTIC) no ano de 2016 o Brasil possuía:

 31 parques em fase de operação

 28 parques em fase de implantação

 49 em fase de projetos

Estes números são importantes para verificar que os municípios buscam nesta iniciativa um meio de desenvolvimento do seu território, mesmo que muitos possam ficar pelo caminho e não alcançar as últimas etapas de consolidação.

Um parque para chegar a sua última fase, ou seja, a mais importante na sua consolidação ele deve percorrer algumas etapas importantes. Segundo a ANPROTEC (2014, p. 44).

A situação dos parques em operação no Brasil, de modo geral, é satisfatória. A maioria deles está com a situação fundiária resolvida, possui EVTE concluído, equipe gestora definida alem de planos de sustentabilidade financeira e de atração de empresas resolvidos.

Estes fatores os tornam diferencial em relação as outras fases, pois os mesmos possuem uma legalização fundiária completa, o seu espaço possui estrutura física completa para receber as empresas que desejam se estabelecer no PqT, possuem incubadoras de bases tecnológicas que deem auxilio para as empresas incubadas.

Os PqTs em fase de implantação (a intermediária de um PqT), geralmente, estão nesta fase devido não conseguirem realizar todas as etapas

para evoluírem de degrau, entretanto isto não o impede de estar operando dentro do seu espaço.

Ainda segundo a ANPROTEC (2014, p. 43) em seus estudos e investigações constatou que nesta fase os parques necessitam, em sua maioria, de fatores importantes para as suas materializações:

Foi verificado que a construção da sede, das edificações para a instalação de empresas, da infraestrutura compartilhada – a exemplo de laboratórios, restaurante, biblioteca e da infraestrutura de serviços de rede elétrica, rede lógica, água, gás, etc. – está em andamento em vários parques, sendo poucos os que efetivamente concluíram essa etapa. Destaca- se que, em muitas situações de parques em implantação, a incubadora constitui uma iniciativa preliminar que pode lançar raízes para um parque científico e tecnológico.

A primeira fase de um parque, ou seja, aquela em que o parque esta em projeto, é a fase em que o parque mais necessita de investimento para se consubstanciar, os mesmos necessitam realizar toda a sua regularização fundiária, o que impede, muita vezes, o parque de ser considerado em implantação, esta legalização vai ser fundamental para que o parque possa captar recursos financeiros.

Desta forma, fica evidente o crescimento do Brasil em relação aos PqTs nestes últimos anos, entretanto o mesmo necessita de mais apoio por parte do poder público e privado, para aumentar ainda mais o seu desenvolvimento dentro do território. Outro elemento importante é as políticas públicas regularem de forma direta os PqTs, pois torna-se difícil a abertura dos mesmos para responderem algumas questões que são de relevância para sociedade, e este princípio deixaria mais claro a sua real contribuição para a sociedade.

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