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Plants and heavy metals

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I. INTRODUCTION

I.1. Plants and heavy metals

Com a disseminação da Plataforma Lattes como principal recurso de informações em gestão de CT&I do País, o CNPq e os grupos responsáveis passaram a ser solicitados para a abertura dos sistemas e, sobretudo, para a padronização das

informações geradas pela Plataforma. As demandas tinham como raiz o problema da interação dos sistemas Lattes com os sistemas corporativos das instituições ligadas à CT&I no Brasil (PACHECO, 2003).

No ano de 2000, as Instituições Federais de Ensino Superior reuniram suas equipes de informática no Workshop de Sistemas de Informações das IFES (UFOP - Ouro Preto) e convidaram as agências federais para a construção de um modelo único de informação, visando racionalizar o processo de captura de dados no Sistema Federal de Educação em Ciência e Tecnologia (CNPq, 2003).

Em fevereiro de 2001, como resposta a essa demanda, formava-se a Comunidade de Linguagem de Marcação da Plataforma Lattes - LMPL, com o objetivo de se estabelecerem padrões para cada unidade de análise Lattes, de forma colaborativa e interativa. Entre os integrantes da Comunidade incluem-se pesquisadores e técnicos de informática das instituições-membro, e especialistas conselheiros. Todos são responsáveis pela padronização das unidades de informação da Plataforma e, por meio de workshops e interação virtual na Web, têm mantido contínuo trabalho de construção e divulgação dos padrões Lattes (PACHECO, 2003).

O resultado da formação da Comunidade Virtual LMPL foi a definição do modelo DTD (Data Type Definition) XML do Currículo Lattes, que faz parte da versão 1.4. Com esse modelo, as universidades brasileiras podem extrair informações do currículo Lattes e/ou gerar informações para o currículo a partir dos seus sistemas corporativos. O projeto viabilizou a abertura da Plataforma Lattes, do ponto de vista de conteúdo dos dados, e manteve inalterado o acesso técnico às informações, preservando a segurança dos pesquisadores (CNPq, 2003).

A definição de padrões Lattes e, principalmente, sua disseminação e inclusão nos sistemas de informação têm promovido pesquisas específicas da comunidade científica nacional na proposição de ontologias para a Plataforma Lattes (e.g., BONIFÁCIO, 2002).

A construção de ontologias comuns tem sido proposta como abordagem promissora para a interoperabilidade de sistemas. Ontologia é usualmente definida como “a especificação explícita de uma conceitualização” (GRUBER, 1994). Uma ontologia comum é uma formalização compartilhada de um certo domínio de

aplicação. Assim, por exemplo, uma formalização de conceitos sobre informações em ciência e tecnologia poderia permitir que diversos aplicativos desse domínio compartilhassem um vocabulário comum sobre o assunto. Essa é a característica da Linguagem de Marcação da Plataforma Lattes (PACHECO; KERN, 2001).

A LMPL foi escrita em XML, que é uma linguagem de marcação. Bax (2000) delineou as principais características de linguagens de marcação. A linguagem HTML (hypertext markup language) foi projetada para marcar documentos com conteúdo fixo. Em contraste, a linguagem XML foi projetada para a marcação de documentos com conteúdo variável. Desta forma, pode-se encarar um banco de dados como um texto de conteúdo variável ao qual se aplica uma marcação que segue regras gramaticais bem definidas.

Bray et al. (1998) afirmam que, no XML 1.0, um documento bem formado deve ajustar-se a uma estrutura sintática bem definida. Assim, é documentada a forma de uso de tags e restrições aplicáveis a um documento XML. Para que um documento XML seja também válido para intercâmbio, deve aderir a uma estrutura sintática definida no DTD.

a) Currículo

A Figura 3.3 ilustra de forma esquemática a estrutura da informação sobre currículos de pesquisadores conforme a LMPL. Segundo o esquema, as informações presentes em qualquer curriculum vitae são categorizadas em dados gerais, produção bibliográfica, produção técnica, outra produção e dados complementares. Essa definição é o resultado do consenso dos membros da Comunidade LMPL.

Figura 3.3 - Diagrama esquemático da representação de informações sobre currículos segundo a LMPL (Fonte: CNPq, 2003)

A Figura 3.4 apresenta um esquema mais detalhado do que o da Figura 3.3, mostrando como a informação curricular referente a “dados gerais” é organizada. Os dados gerais de cada pesquisador são organizados em: endereço, formação acadêmica, atuações profissionais, áreas de atuação, idiomas e prêmios e títulos.

Figura 3.4 - Detalhamento do diagrama da Figura 3.3, mostrando a organização dos dados gerais de qualquer currículo (Fonte: CNPq, 2003)

A LMPL utiliza-se de sucessivos níveis de detalhamento como os apresentados nas Figuras 3.3 e 3.4 para representar a estrutura da informação curricular dos pesquisadores.

b) Grupo de Pesquisa

A Figura 3.5 apresenta de forma esquemática a estrutura da informação sobre a unidade de análise grupo de pesquisa. Segundo o esquema, as informações presentes em um grupo de pesquisa são categorizadas em identificação do grupo, pesquisadores, estudantes, técnicos, linhas de pesquisa e empresas.

Figura 3.5 - Diagrama esquemático da representação de informações sobre grupo de pesquisa segundo a LMPL (Fonte: CNPq, 2003)

A Figura 3.6 mostra de forma esquemática a estrutura da informação sobre a unidade de análise projeto de pesquisa. Segundo o esquema, as informações presentes em um projeto de pesquisa são categorizadas em equipe do projeto, financiadores do projeto, produções C&T do projeto e orientações.

Figura 3.6 - Diagrama esquemático da representação de informações sobre projeto de pesquisa segundo a LMPL (Fonte: CNPq, 2003)

Essas visões esquemáticas são uma abstração dos documentos efetivamente usados no intercâmbio e compartilhamento de informações: DTDs e arquivos de conteúdo XML. A especificação contida na LMPL favorece a escrita de componentes de software reusáveis para a geração e interpretação dos arquivos XML que contêm informações sobre ciência e tecnologia. A partir da LMPL, não apenas as agências podem acessar a informação de seu interesse alimentada por pesquisadores e gestores, mas também a comunidade de instituições de ensino e pesquisa, parceiros na construção da LMPL (PACHECO; KERN, 2001).

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