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Plans de préparation et de réaction aux situations d’urgence

pour l’élimination du matériel et objets contaminés

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8. Plans de préparation et de réaction aux situations d’urgence

Variáveis sociodemográficas

A amostra é constituída por 38 indivíduos, dos quais 20 doentes (52,6%) do sexo feminino e 18 (47,4%) do sexo masculino.

As idades estão compreendidas entre os 31 e os 51 anos com uma média de idade de 40,87 (±4,82).

Na variável estado civil, consideramos cinco categorias em que os casados representam 23 (60,5%), os solteiros com 6 (15,8%) assim como os divorciados com igual número. Os doentes em união de facto são representados por 2 (5,3%) casos e por um doente que se encontra viúvo.

No que concerne às habilitações literárias, os anos de escolaridade foram agrupados pelos ciclos de ensino e verifica-se que os doentes apresentam uma baixa escolaridade, sendo que o 1º ciclo representa 16 (42,1 %) doentes, seguindo-se o 2º ciclo com 10 (26,3%) e o 3º ciclo com 6 (15,8%). O ensino secundário representa 4 (10,5%) e 2 (5,3%) doentes possuem o ensino superior.

No que respeita à situação profissional e laboral, 18 (47,4%) doentes mantêm-se no ativo, 13 (34,2%) estão na situação de reforma e 7 (18,4%) na situação de desempregados. Esta situação de desemprego, na maioria das situações é considerada de longa duração e estes doentes ficam abrangidos pelos subsídios do rendimento de reinserção social.

As profissões dos doentes, na sua larga maioria, correspondem a profissão classificadas segundo a classificação nacional de profissões (CNP), no grupo dos operários, artífices e trabalhadores similares, assim como consideradas, profissões não qualificadas.

Existem vários tipos de agregado familiar, o número de pessoas que coabitam com o doente situou-se entre as 2 e as 6 pessoas. Quando são apenas 2 pessoas, o que se verifica em 9 (23,7%) situações, o doente vive apenas com o filho(a).

Esquizofrenia e família: repercussões nos filhos e cônjuge

Quando são 3 pessoas, em 16 (42,1%) casos, compreende os cônjuges e o filho(a) e em um caso, o agregado é constituído por a doente, o filho e o avô da criança.

A maioria dos casos (65,8%) verifica-se nos agregados com 2 ou 3 elementos por agregado familiar.

Nos agregados com 4 pessoas, o que se verifica em 9 (23,7%) casos, os agregados familiares são diferentes, sendo constituídos pelos cônjuges e dois filhos, ou constituídos pelos cônjuges, pela criança e por outro elemento como o caso de um tio ou avó.

As famílias constituídas 5 pessoas, o que acontece em 3 (7,9%) situações, são compostas pelos cônjuges e pelos filhos, ou também por um dos ascendentes. O mesmo se verifica na única família composta por seis pessoas.

Verificamos a existência de crianças instituicionalizadas. Um dos projenitores (pai), tem a seu cargo 4 filhos, com idades muito próximas, estando estas à guarda de uma instituição.

O contacto permanente com os filhos, é uma realidade para 29 (76,3%) progenitores doentes, sendo que para 9 (23,7%) doentes, este contacto faz-se ao fim de semana [5 (13,2%) ou com a periodicidade de contacto com os filhos de 15/15 dias, em 4 (10,5%) situações].

Foi utilizada a classificação social da família segundo Graffar e verificamos que na distribuição por classes: não existem famílias na classe I; na classe II ficam representados 6 (15,8%) situações; na classe III encontravam-se 13 (34,2%) dos agregados e na classe IV, 18 (47,4%) famílias dos doentes, o que corresponde a uma classe média baixa. Na classe V tem a existência de 1 (2, 6%) agregado.

Variáveis clínicas

De acordo com o diagnóstico médico, todos os doentes tinham o diagnóstico, no entanto quando foram codificados pelos clínicos responsáveis, existiam 22 (57,9%) codificados apenas com esquizofrenia (295); 11 (28,9%) doentes com esquizofrenia na forma paranoíde (295.3); 2 (5,3%) doentes com esquizofrenia na forma residual (295.6), 2 (5,3%) doentes com esquizofrenia na forma esquizo-afetiva (código 295.7) e um doente com esquizofrenia na forma catatónica (295.2).

Esquizofrenia e família: repercussões nos filhos e cônjuge

O tempo de doença (esquizofrenia), ou seja o espaço de tempo desde que foi diagnosticada a doença até à data do estudo, teve uma amplitude de 30 anos [2-32]. A média de anos de doença, situa-se nos 11,95 com um desvio padrão de 8,32 anos.

Tabela 20 – Resumo dos resultados das variáveis idade e tempo de doença

Idade Tempo de doença

média [anos] 40,9

Desvio Padrão [anos] 4,8

Amplitude [31-51]

média [anos] 12,0

Desvio Padrão [anos] 8,3

Amplitude [2-32]

Todos os doentes tiveram acompanhamento em consulta de Psiquiatria e estiveram internados 35 (92,1%) doentes, nos serviços de internamento de Psiquiatria.

O consumo de tabaco está intimamente ligado à doença mental e em particular à esquizofrenia, verificamos que 24 (63,2%) doentes que referem ter hábitos tabágicos frequentes com uma média de consumo diário de 15 cigarros. No entanto, existem 14 (36,8%) doentes não referem hábitos tabágicos.

Relativamente ao consumo de substâncias ou a adoção de comportamentos aditivos, verificamos que 34 (89,5%) doentes não têm hábitos de consumo de outras drogas e este valor ainda é superior no que respeita ao não consumo de álcool 36 (94,7%), apenas dois doentes fizeram referência ao uso do álcool de forma regular.

Foram aplicadas as subescalas de funcionalidade de acordo com o DSM IV: avaliação global do funcionamento (AGF), avaliação global da atividade relacional (EAGAR) avaliação da atividade social e laboral (EAASL). A EAGAR com uma amplitude de [60-90] e uma média de 75,39 (±9,32), assim como a AGF com valores entre os [65-90], com uma média de 77,45 (±8,59) e a EAASL com uma amplitude entre [61-95] com média de 75,58 e o desvio padrão (±11,67). Valores que revelam bons índices de funcionalidade por parte dos doentes.

Esquizofrenia e família: repercussões nos filhos e cônjuge

Uma das questões formuladas aos doentes prendia-se com as reações dos seus familiares face ao seu processo de doença, a perspetiva do doente sobre as reações dos familiares à sua doença.

Tratava-se de uma pergunta aberta e os doentes evidenciaram dificuldades na resposta (47,3% responderam) e os que responderam emocionaram-se durante as respostas. Referiram aceitação pelo aparecimento da doença e compreensão/apoio - 10 (55,5%), reações de choque, profundamente preocupados com o futuro, referindo ter reagido mal ou mesmo muito mal - 8 (44,4%).

Sendo um aspeto central do estudo, a existência de filhos no seio familiar, importava perceber quando ocorreu o nascimento do 1º filho, se ocorreu antes ou depois das manifestações da doença. Em 21 casos (61,8%) o nascimento do 1º filho, foi anterior ao processo de doença. No sentido inverso, as manifestações da esquizofrenia, apareceram antes do nascimento dos filhos em 13 (38,2%) famílias.

No que respeita ao relacionamento conjugal ou marital, este ocorreu em 18 casos (66,7%) anterior à sintomatologia, sendo que em 9 casos (33,3%), ocorreu depois das manifestações da doença.

Na tabela 21, agrupamos os valores que consideramos mais significativos relativos às variáveis sócio-demográficas e clínicas do doente.

Esquizofrenia e família: repercussões nos filhos e cônjuge

Tabela 21 – Resumo das variáveis sócio-demográficas e clínicas do doente

FREQUÊNCIA PERCENTAGEM