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Plans de masse des constructions

Dans le document Dossier de demande de Permis de Construire (Page 23-33)

Trabalhou-se na condução da pesquisa e de seu relato dentro da base filosófica estruturalista. No estruturalismo o objeto é o conjunto das relações interdependentes de determinado fenômeno que forma uma estrutura. A descoberta da estrutura e da essência do fenômeno dá-se por meio do entendimento e da descrição das relações existentes entre os elementos que compõem essa estrutura para a explicitação do fenômeno (THIRY-CHERQUES, 2006; RICHARDSON et al, 2012; TRIVIÑOS, 2012). A estrutura é para Thiry-Cherques (2006, p. 142)

um sistema relacional ou um conjunto de sistemas relacionais [...] é um todo formado de fenômenos solidários. Cada um dos seus elementos depende dos outros e é determinado por sua relação com eles. A alteração, acréscimo ou supressão de um elemento implica acomodação e reajuste na posição dos demais.

A ideia central do estruturalismo é a de que a estrutura é determinante na explicação dos objetos psicossociais, sendo consideradas as estruturas superficiais − observáveis diretamente − e as profundas – que subjazem ao aparente e imediato – explorando seus aspectos de totalidade e de interdependência. A estrutura é um modelo que explica o fenômeno. Ela é obtida por meio da análise das inter- relações e da disposição dos elementos na totalidade da estrutura. Assim, há estrutura quando os elementos reunidos em uma totalidade apresentam propriedades enquanto totalidade e quando as propriedades dos elementos são dependentes, total ou parcialmente, das características da totalidade. É o estudo das propriedades dos elementos que viabiliza a estrutura passar de um estado a outro por meio da transformação desses

elementos (THIRY-CHERQUES, 2006; TRIVIÑOS, 2012; RICHARDSON et al, 2012).

Dessa forma, sendo o desenho/desenvolvimento curricular dos cursos de engenharia estabelecido em função das várias relações que ocorrem entre os elementos (fatores) presentes no sistema – que envolve as demandas da sociedade, as pessoas, os cursos, as instituições de ensino, as competências para a sustentabilidade/DS, os recursos financeiros e materiais, dentre outros – identificar esses elementos e descrever suas inter-relações poderá auxiliar a compreender como essa estrutura poderá transformar-se para viabilizar uma formação para a sustentabilidade/DS. Portanto, este estudo caracteriza-se como estruturalista porque estuda as relações entre as competências para a sustentabilidade/DS e os fatores que afetam a sua inserção nos cursos de engenharia no Brasil a fim de elaborar uma estrutura que amplie a visão de desenho/desenvolvimento curricular necessário a essa inserção. 3.2 MÉTODO DE PESQUISA

O processo de raciocínio que possibilita, no entendimento da pesquisadora, o conhecimento do fenômeno estudado é o dedutivo- descritivo. O método dedutivo representa um raciocínio que, segundo Pacheco Júnior, Pereira, Pereira filho (2007), se estabelece em ordem descendente, ou seja, do conhecimento geral para o particular. Esse método aplica-se a este estudo porque se partirá de conhecimentos (teorias e leis) concernentes ao fenômeno da EDS/EpS, focando o desenho/desenvolvimento curricular na educação em engenharia que auxilie na geração de competências para a sustentabilidade/DS nos alunos. A aplicação do método descritivo é pertinente, pois estabelece que o entendimento de um fenômeno ocorra por meio de observação, registro e análise de fatos, e subsequente descrição dos mesmos com vistas ao conhecimento das relações entre os elementos envolvidos no fenômeno. O objetivo desse método é de subsidiar, se necessário, mudanças no processo. Esse método pretende descrever os fatos (TRIVIÑOS, 2012).

Os elementos que participam no fenômeno investigado − desenho/desenvolvimento curricular com vistas à formação de competências para a sustentabilidade/DS nos alunos de cursos de engenharia − são interdependentes e possuem dinâmica própria. Dessa forma, utilizou-se a abordagem sistêmica de análise na condução da pesquisa, pois a mesma permite estudar o sistema, constituído por partes menores que interagem e interdependem e, isoladamente, é subsistema

de outro sistema maior composto por seus vários subsistemas. Os subsistemas funcionam de forma integrada, logo se influenciam reciprocamente. Nos sistemas abertos − como pode ser considerado o sistema escolar − há trocas constantes por meio de suas fronteiras que levam a movimentos internos que tendem a buscar novo equilíbrio a cada desequilíbrio que ocorre (princípio da homeostase). Isso exige que todo o sistema reorganize-se e adquira um funcionamento qualitativamente melhor que o anterior. É por meio de feedback que se podem identificar os desvios de funcionalidade de um sistema em relação aos seus objetivos. As alterações efetuadas nos subsistemas podem ser percebidas na totalidade devido à possibilidade de atuar sobre os pontos de alavancagem – pontos críticos de ligações entre as estruturas do sistema – que quando mobilizados podem gerar efeitos no sistema todo (DEL PRETE; PAIVA; DEL PRETE, 2005; PACHECO JÚNIOR; PEREIRA; PEREIRA FILHO, 2007; RICHARDSON et al, 2012). Elegem-se, neste estudo, as competências para a sustentabilidade/DS como um ponto de alavancagem na estruturação do desenho/desenvolvimento curricular na educação em engenharia pela possibilidade de mudanças que poderá provocar nela. A Figura 13 apresenta o subsistema foco desta pesquisa, evidenciando suas entradas, conforme Dias (1982), e propondo como saída um engenheiro(a), cujo perfil profissional inclua as competências para a sustentabilidade/DS (resultado dessa investigação).

Figura 13 – Subsistema da engenharia foco deste estudo

Fonte: Adaptada de Pacheco Junior, Pereira Filho e Pereira (2000) e Dias (1982).

Nesse contexto, pretende-se compreender o sistema de relações entre os componentes que constituem o problema de pesquisa – fatores

que afetam a incorporação da sustentabilidade/DS nos currículos de engenharia no Brasil – tendo seu foco no estudo da relação entre os elementos e não no elemento em si.

3.3 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA

Neste item explana-se sobre a natureza, o tipo, e a amplitude e profundidade deste estudo.

3.3.1 Natureza da pesquisa

Quanto à natureza, esta pesquisa caracteriza-se como qualitativa. A pesquisa qualitativa preocupa-se em analisar e interpretar aspectos mais profundos de determinado fenômeno para descrever com mais detalhes os hábitos, as atitudes e tendências de comportamentos e assim evidenciar a complexidade do contexto estudado. O objetivo é explicitar os significados para os sujeitos envolvidos no fenômeno estudado (MARCONI; LAKATOS, 2008; MINAYO, 2002).

Para Triviños (2012) na pesquisa qualitativa os elementos não são quantificáveis o que se busca é a descrição dos mesmos para gerar os entendimentos do fenômeno, pois o fundamental é ter-se uma ideia dele como um todo e não de suas partes isoladas. Neste tipo de pesquisa, embora a fundamentação teórica sirva para orientar o pesquisador no contexto do fenômeno, é à medida que o estudo desenvolve-se que os elementos podem ser descritos e interpretados, logo a experiência do pesquisador e o aprofundamento teórico podem auxiliar na trajetória.

A pesquisa qualitativa é para Richardson et al. (2012) a forma mais indicada de caracterizar um fenômeno social porque é capaz de explicitar detalhadamente significados e características de contextos apresentadas por entrevistados. Para esses autores a pesquisa qualitativa pode descrever a complexidade de determinado fenômeno por meio da análise, compreensão e classificação de certas variáveis que subjazem a processos dinâmicos vividos por grupos sociais, possibilitando, dessa forma, efetuar mudanças nos mesmos. Ainda, neste tipo de pesquisa, segundo Denzin e Lincoln (2006), os pesquisadores estudam os fenômenos em seus contextos procurando lhes atribuir os significados que as pessoas envolvidas lhes atribuem. Neste tipo de pesquisa o pesquisador é, para Flick (2009), parte importante do processo, seja pela participação como pesquisador ou pela possibilidade de reflexão acerca do fenômeno.

Assim, considera-se esta pesquisa como qualitativa porque busca identificar e descrever as relações entre os fatores que afetam a incorporação das competências para a sustentabilidade/DS nos alunos de cursos de engenharia no Brasil por meio da compreensão de especialistas – escolhidos a partir de certos critérios considerados relevantes.

3.3.2 Tipo de pesquisa

Esta pesquisa se caracteriza como descritiva porque os procedimentos adotados procuraram revelar as relações entre os elementos – competências para a sustentabilidade/DS, desenho/desenvolvimento curricular e fatores que relacionam os mesmos – para os cursos de engenharia no Brasil. Esses fatores foram retirados da literatura internacional. Buscou-se verificar se, no Brasil, eles também são pertinentes e que relações existem entre os mesmos no contexto da educação em engenharia brasileira, visando à geração de competências para a sustentabilidade/DS nos alunos.

3.3.3 Amplitude e Profundidade da pesquisa

Segundo Pacheco Júnior, Pereira e Pereira Filho (2007) as pesquisas descritivas caracterizam-se pela descrição dos elementos e de suas relações em um dado contexto, exigindo, portanto, baixa a média profundidade na coleta de dados e, também, baixa a média amplitude. Neste estudo, a baixa amplitude dá-se pela amostra intencional selecionada de especialistas, e a média profundidade, pelo tipo de instrumento utilizado (questionário contendo questões abertas e fechadas).

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